O Belgrano derrotou o Atlético de Rafaela por 3 a 0 na noite de sexta-feira, 27 de março de 2026, no Estádio Único La Pedrera, em Villa Mercedes, pela fase de 32 avos de final da Copa Argentina. Emiliano Rigoni abriu o placar no primeiro tempo, enquanto Lautaro Gutiérrez e Lucas Passerini completaram a vitória em cobranças de pênalti na etapa final. Com o resultado, o time de Córdoba avançou para enfrentar o Gimnasia de Jujuy na rodada seguinte.
O confronto foi marcado pelo controle territorial do Belgrano e por três penalidades máximas assinaladas a seu favor. Lucas Zelarayán desperdiçou a primeira, ao acertar a trave, mas Gutiérrez converteu a segunda e Passerini marcou a terceira, já nos acréscimos.
O placar expressivo refletiu a superioridade técnica do Belgrano, mas também foi construído em uma partida na qual o Atlético de Rafaela conseguiu equilibrar a posse de bola durante alguns períodos. As duas equipes terminaram com 50% de posse, mas o clube cordobês teve maior presença ofensiva, cobrou cinco escanteios contra dois e transformou suas principais chegadas em situações de gol.
A equipe comandada por Ricardo Zielinski entrou em campo no 4-2-3-1, com Lucas Zelarayán centralizado atrás de Lautaro Gutiérrez e Rigoni partindo do lado direito. O Atlético de Rafaela respondeu com uma linha de cinco defensores e dois atacantes, tentando reduzir os espaços e explorar transições.
Belgrano assume iniciativa diante da defesa fechada do Rafaela
O Belgrano começou a partida com maior presença no campo ofensivo, mas encontrou um Atlético de Rafaela organizado em um sistema 5-3-2.
Ramiro Martínez foi escalado no gol, protegido por Leonardo Flores, Agustín Solveyra, Gabriel Fernández, Fernando Ponce e Enzo Wuattier. Juan Martín Capurro, Rodrigo Suárez e Agustín Obando formavam o meio-campo, enquanto Ijiel Protti e Joel Bonifacio atuavam no ataque.
A estratégia do time dirigido por Iván Juárez era fechar o espaço central e obrigar o Belgrano a construir pelos lados. Quando recuperava a posse, a equipe procurava acelerar em direção aos atacantes, mas enfrentava dificuldades para manter a bola no campo adversário.
Do outro lado, Zielinski utilizou Thiago Cardozo no gol; Alcides Benítez, Leonardo Morales, Álvaro Ocampo e Federico Ricca na defesa; Adrián Sánchez e Franco Vázquez na sustentação do meio; e Rigoni, Zelarayán e Juan Velázquez na linha de criação atrás de Gutiérrez.
O Belgrano circulava a bola de um lado para o outro em busca de espaços nas costas dos alas adversários. Zelarayán tentava receber entre o meio-campo e a linha defensiva, enquanto Rigoni fazia movimentos diagonais para se aproximar da área.
A presença de Franco Vázquez também permitia ao time alternar passes curtos com lançamentos. O meio-campista recuava para auxiliar a saída e procurava acelerar quando o Atlético de Rafaela deixava espaços entre seus setores.
Rigoni abre o placar ainda no primeiro tempo
A pressão do Belgrano resultou no primeiro gol por volta dos 35 minutos. Gutiérrez participou da construção, e Rigoni apareceu em posição ofensiva para concluir e colocar o clube de Córdoba em vantagem. A cronometragem varia ligeiramente entre as plataformas, que registram o lance entre os 35 e os 37 minutos.
O gol obrigou o Atlético de Rafaela a abandonar parte da postura exclusivamente defensiva. A equipe tentou adiantar seus jogadores, mas continuou encontrando dificuldades para chegar com número suficiente de atletas perto da área de Thiago Cardozo.
A vantagem também permitiu ao Belgrano administrar melhor o ritmo. O time passou a escolher os momentos para pressionar, sem oferecer os espaços que o adversário buscava para contra-atacar.
Rigoni se tornou uma das principais referências ofensivas. Além do gol, o atacante atacava a última linha, procurava tabelas com Zelarayán e obrigava a defesa do Rafaela a realizar coberturas constantes.
O primeiro tempo terminou em 1 a 0, resultado que ainda mantinha o confronto aberto. O Belgrano havia sido superior, mas não tinha construído uma vantagem suficiente para controlar o segundo tempo sem riscos.
Zelarayán perde pênalti no início da etapa final
Ricardo Zielinski realizou uma mudança no intervalo, colocando Francisco González Metilli no lugar de Franco Vázquez. A substituição deu maior mobilidade ao meio-campo e aumentou a pressão do Belgrano sobre a saída adversária.
Aos nove minutos do segundo tempo, o árbitro Jorge Baliño marcou o primeiro pênalti da noite para o clube cordobês. Zelarayán assumiu a cobrança, mas acertou a trave e desperdiçou a oportunidade de ampliar.
A falha manteve o Atlético de Rafaela no confronto e deu ao goleiro Ramiro Martínez a possibilidade de sustentar a reação. Pouco depois, ele realizou defesas diante de Rigoni e Federico Ricca, impedindo que o Belgrano transformasse seu domínio em um segundo gol naquele momento.
Iván Juárez reagiu com três substituições aos 13 minutos da etapa final. Nahuel Cainelli, Martiniano Moreno e Ciro Leineker entraram nos lugares de Agustín Solveyra, Ijiel Protti e Joel Bonifacio.
As alterações modificaram a estrutura do Atlético de Rafaela e buscaram aumentar a capacidade de retenção da bola. A equipe, entretanto, continuou vulnerável quando precisava defender os movimentos de Rigoni e Zelarayán nas proximidades da área.
Gutiérrez amplia em nova cobrança de pênalti
O segundo pênalti foi assinalado aos 25 minutos da etapa final. Rigoni avançou em velocidade e foi atingido pelo goleiro Ramiro Martínez, que chegou atrasado à disputa.
Desta vez, Gutiérrez assumiu a cobrança. O atacante bateu no lado esquerdo do goleiro e marcou o segundo gol do Belgrano aos 27 minutos, abrindo uma vantagem mais confortável.
O gol encerrou o período de maior resistência do Atlético de Rafaela. A equipe já tinha realizado mudanças ofensivas, mas passou a precisar de dois gols diante de um adversário com mais espaços para contra-atacar.
Gutiérrez havia atuado como referência central, ocupando os zagueiros e participando da jogada do primeiro gol. Após converter o pênalti, foi substituído por Lucas Passerini.
Zelarayán também deixou o campo, dando lugar a Nicolás Fernández. As mudanças preservaram jogadores importantes e ofereceram novas alternativas ao ataque.
Com o 2 a 0, o Belgrano reduziu a necessidade de acelerar todas as jogadas. Metilli passou a controlar a circulação no meio, enquanto Rigoni continuou explorando os espaços pelos lados.
Atlético de Rafaela não transforma posse em reação
Mesmo sem permanecer totalmente recuado, o Atlético de Rafaela teve dificuldade para criar oportunidades claras.
Capurro e Martiniano Moreno chegaram a finalizar na etapa final, mas as tentativas passaram para fora. A defesa do Belgrano controlou os cruzamentos e evitou que o adversário encontrasse espaço na pequena área.
Leonardo Morales teve participação importante nas bolas aéreas e nos cortes durante os minutos de maior pressão. Álvaro Ocampo e Federico Ricca também mantiveram a linha compacta, reduzindo os espaços entre os defensores.
O desenho com cinco jogadores na última linha deu ao Atlético de Rafaela proteção durante boa parte do primeiro tempo, mas limitou sua capacidade de atacar quando o placar ficou desfavorável.
A equipe precisava adiantar os alas e liberar os meio-campistas, movimento que abria corredores para Rigoni e os jogadores que entraram no segundo tempo.
A igualdade na posse de bola não representou equilíbrio na produção ofensiva. O Rafaela circulava o jogo, mas tinha dificuldade para avançar até a área em condições de finalizar.
Passerini marca terceiro em pênalti contestado
O terceiro gol ocorreu nos acréscimos, depois de mais uma penalidade assinalada por Jorge Baliño.
Fernando Ponce tentou controlar a bola próximo ao limite da área e foi atingido no braço. O árbitro marcou pênalti, mas os jogadores do Atlético de Rafaela protestaram, alegando que o contato teria ocorrido fora da área.
Sem a utilização do VAR na partida, a decisão de campo foi mantida. Passerini cobrou no lado esquerdo de Ramiro Martínez e confirmou o 3 a 0 aos 47 minutos do segundo tempo.
O lance ampliou um resultado que já estava definido e tornou o placar mais compatível com a diferença de eficiência entre as equipes.
O Belgrano teve três cobranças de pênalti, converteu duas e ainda criou oportunidades em jogadas construídas. O Atlético de Rafaela, apesar da organização inicial, não conseguiu responder depois que ficou em desvantagem.
A atuação de Rigoni foi determinante. O atacante marcou o primeiro gol, sofreu o pênalti convertido por Gutiérrez e permaneceu como a principal ameaça durante a maior parte do confronto.
Vitória recoloca Belgrano no caminho das fases decisivas
A classificação levou o Belgrano aos 16 avos de final, fase em que o clube teria pela frente o Gimnasia de Jujuy. O adversário já estava definido pelo chaveamento oficial da Copa Argentina.
A vitória também encerrou uma sequência de duas partidas sem resultado positivo para a equipe de Ricardo Zielinski.
O Belgrano chegou à edição de 2026 com histórico relevante na competição. Antes do confronto, contabilizava 29 partidas, 13 vitórias, seis empates e dez derrotas na Copa Argentina.
O clube havia alcançado as semifinais em duas ocasiões: na temporada 2015/16, quando foi eliminado pelo Rosario Central, e na edição anterior, em que perdeu para o Argentinos Juniors.
O Atlético de Rafaela também possuía tradição no torneio. Sua melhor campanha havia ocorrido em 2013/14, quando chegou às semifinais antes de ser eliminado pelo Huracán.
A equipe de Santa Fé, contudo, não conseguiu repetir o desempenho de outras edições e encerrou sua participação de 2026 logo na estreia.
Jogo ocorreu em San Luis e teve transmissão na Argentina
Belgrano x Atlético de Rafaela começou às 22h15, no horário de Brasília e da Argentina, e foi disputado no Estádio Único La Pedrera, em Villa Mercedes.
A informação original de que o jogo seria realizado no Estádio Julio César Villagra estava incorreta. A Copa Argentina utiliza frequentemente estádios neutros, e o confronto foi oficialmente programado para a província de San Luis.
A transmissão na Argentina ocorreu pelo TyC Sports. Não houve confirmação, nas fontes oficiais consultadas, de exibição televisiva específica para o mercado brasileiro.
A arbitragem foi comandada por Jorge Baliño, auxiliado por Damián Espinoza e Marcos Horticolou. Jorge Etem atuou como quarto árbitro.
Escalações de Belgrano x Atlético de Rafaela
Belgrano: Thiago Cardozo; Alcides Benítez, Leonardo Morales, Álvaro Ocampo e Federico Ricca; Adrián Sánchez e Franco Vázquez; Emiliano Rigoni, Lucas Zelarayán e Juan Velázquez; Lautaro Gutiérrez. Técnico: Ricardo Zielinski.
Atlético de Rafaela: Ramiro Martínez; Leonardo Flores, Agustín Solveyra, Gabriel Fernández, Fernando Ponce e Enzo Wuattier; Rodrigo Suárez, Juan Martín Capurro e Agustín Obando; Ijiel Protti e Joel Bonifacio. Técnico: Iván Juárez.
Gols: Emiliano Rigoni, aos 35 minutos do primeiro tempo; Lautaro Gutiérrez, de pênalti, aos 27 minutos do segundo tempo; e Lucas Passerini, de pênalti, aos 47 minutos.
Pênalti perdido: Lucas Zelarayán, aos nove minutos do segundo tempo.
Resultado: Belgrano 3 x 0 Atlético de Rafaela.
Competição: Copa Argentina 2026.
Fase: 32 avos de final.
Data: 27 de março de 2026.
Horário: 22h15.
Local: Estádio Único La Pedrera, em Villa Mercedes, San Luis.
Árbitro: Jorge Baliño.
Transmissão na Argentina: TyC Sports.
Rigoni conduz Belgrano à classificação na Copa Argentina
O Belgrano confirmou o favoritismo diante de um adversário que tentou reduzir os espaços com uma linha defensiva de cinco jogadores.
Rigoni rompeu o equilíbrio no primeiro tempo e continuou sendo o jogador mais perigoso depois do intervalo. A partir de suas movimentações, o clube cordobês produziu duas das penalidades que ajudaram a definir o confronto.
Zelarayán desperdiçou a primeira cobrança, mas Gutiérrez e Passerini não repetiram o erro. O placar de 3 a 0 colocou o Belgrano na fase seguinte e encerrou a participação do Atlético de Rafaela.
A classificação foi construída com organização, paciência e maior capacidade de transformar presença ofensiva em oportunidades decisivas. O Gimnasia de Jujuy passou a ser o próximo obstáculo do time de Zielinski na busca por sua primeira final da Copa Argentina.










