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Investidores ampliam aposta em bonds arriscados nos EUA em busca de retorno maior

por Álvaro Lima - Repórter de Economia
24/01/2026
em Economia, Destaque, Mundo, News
Investidores Ampliam Aposta Em Bonds Arriscados Nos Eua Em Busca De Retorno Maior - Gazeta Mercantil

Investidores ampliam exposição a bonds arriscados nos EUA em busca de retorno elevado

O início de 2026 revela uma mudança relevante no comportamento dos investidores globais, especialmente no mercado de renda fixa norte-americano. Em meio a um ambiente de juros elevados, incertezas geopolíticas e expectativa de cortes mais lentos por parte do Federal Reserve (Fed), cresce de forma significativa a demanda por bonds arriscados nos EUA, especialmente aqueles classificados na faixa mais baixa do mercado de crédito corporativo.

Os dados das primeiras semanas do ano mostram que os títulos corporativos de classificação CCC, considerados os mais arriscados entre os negociados no mercado americano, lideram o desempenho entre as principais classes de ativos de renda fixa. Esse movimento sinaliza que, ao menos no curto prazo, o risco de calotes corporativos ocupa posição secundária nas preocupações dos investidores, que priorizam rendimento elevado em um cenário de retorno comprimido em ativos tradicionais.

Desempenho surpreendente dos títulos CCC

Os bonds arriscados nos EUA classificados como CCC registraram ganho de 1,15% no acumulado do ano até o fechamento da última quinta-feira, considerando o retorno total. O desempenho supera não apenas o dos títulos do Tesouro americano, que apresentaram queda próxima de 0,2%, como também o de outras categorias de dívida corporativa, inclusive dentro do próprio segmento de alto rendimento.

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Esse resultado chama atenção porque ocorre após um 2025 no qual os títulos CCC ficaram atrás de outros papéis de alto risco. No ano passado, esses ativos avançaram 8,3%, enquanto títulos classificados como BB, por exemplo, tiveram valorização de 8,9%. A inversão observada em 2026 reforça a percepção de que os investidores passaram a enxergar uma oportunidade de valorização relativa nos papéis de maior risco.

Avaliações atraentes e busca por pechinchas

Parte do interesse crescente por bonds arriscados nos EUA está relacionada às avaliações de mercado. Análises de grandes instituições financeiras indicam que os títulos CCC estão baratos em comparação com padrões históricos, especialmente quando se observa a relação entre seus spreads e os dos títulos imediatamente superiores, classificados na faixa B.

Essa diferença de precificação sugere que o mercado pode estar penalizando excessivamente o risco de inadimplência, abrindo espaço para ganhos adicionais caso o cenário macroeconômico não se deteriore de forma abrupta. Para gestores especializados em crédito de alto rendimento, esse descompasso cria oportunidades pontuais de retorno acima da média.

A leitura predominante é que o desempenho superior dos títulos CCC neste início de ano reflete menos uma melhora estrutural do risco de crédito e mais um ajuste de valuations após um período prolongado de desempenho inferior.

Importância dos CCC no mercado de alto rendimento

Apesar de representarem cerca de 12% do valor de mercado do índice de títulos de alto rendimento, os bonds arriscados nos EUA classificados como CCC respondem por aproximadamente um quarto dos spreads totais do índice. Esse peso desproporcional faz com que sua performance tenha impacto relevante sobre os retornos agregados do segmento.

Na prática, gestores que optam por excluir completamente esse tipo de ativo de seus portfólios correm o risco de ficar para trás em relação aos benchmarks. Em um ambiente de spreads comprimidos em ativos de melhor qualidade, a exposição seletiva a CCCs passa a ser vista como um componente quase indispensável para a busca de alfa.

Ambiente global pressiona mercado de títulos

O movimento de maior apetite por bonds arriscados nos EUA ocorre em um momento de crescente inquietação nos mercados globais de renda fixa. Nas últimas semanas, os rendimentos dos títulos soberanos subiram em diversas economias, refletindo uma combinação de fatores políticos, fiscais e monetários.

Declarações do presidente dos Estados Unidos sobre temas geopolíticos sensíveis voltaram a gerar volatilidade, enquanto no Japão promessas de corte de impostos alimentaram preocupações fiscais e pressionaram os títulos do governo local. Esse ambiente contribui para a elevação dos yields globais e reforça o interesse por ativos que ofereçam retorno nominal mais elevado.

Mesmo antes desses episódios, os Treasuries americanos já vinham apresentando sinais de pressão. O rendimento dos títulos de 10 anos avançou cerca de 0,25 ponto percentual desde o fim de novembro, em meio à percepção de que o Fed será mais cauteloso no ritmo de cortes de juros, sustentado por um mercado de trabalho ainda resiliente.

Juros altos favorecem crédito corporativo

O aumento das taxas de juros atua como um dos principais vetores de sustentação da demanda por títulos corporativos. Gestores de recursos institucionais, como fundos de pensão e seguradoras, tendem a avaliar investimentos com base nos níveis absolutos de rendimento. Quando esses patamares sobem, a atratividade da renda fixa corporativa cresce de forma significativa.

Nesse contexto, os bonds arriscados nos EUA se destacam por oferecerem yields consideravelmente superiores aos dos títulos de grau de investimento. A busca por rendimento leva esses investidores a aceitarem níveis mais elevados de risco, desde que acompanhados de análise criteriosa de crédito.

Forte atividade no mercado primário

A demanda aquecida se reflete também no mercado primário. No segmento de títulos corporativos com grau de investimento, as empresas americanas emitiram cerca de US$ 170 bilhões em novos papéis neste início de ano, volume aproximadamente 13% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

No mercado de alto rendimento, o interesse pelos bonds arriscados nos EUA é ainda mais evidente. Apenas em janeiro, ocorreram seis emissões de títulos classificados como CCC, somando US$ 3,5 bilhões. Esse montante representa cerca de 15% de toda a oferta de títulos de alto rendimento no período. No mesmo mês do ano passado, haviam sido apenas duas operações, totalizando US$ 630 milhões, o equivalente a 3% do total.

O salto expressivo evidencia uma mudança clara no apetite dos investidores, que demonstram disposição para absorver volumes maiores de risco em troca de retorno adicional.

Dispersão e seletividade no crédito

Apesar do otimismo aparente, o mercado de bonds arriscados nos EUA apresenta elevada dispersão entre emissores. Enquanto alguns títulos são negociados a valuations considerados caros, outros refletem níveis de estresse associados a maior probabilidade de inadimplência.

Essa heterogeneidade torna a seleção de crédito um fator decisivo para o desempenho dos portfólios. Investidores institucionais têm intensificado a análise fundamentalista, buscando distinguir empresas com modelos de negócios resilientes e capacidade de geração de caixa daquelas com perspectivas mais limitadas.

A leitura predominante é que o mercado passou a diferenciar com mais clareza empresas com crescimento robusto daquelas estruturalmente fragilizadas. Em alguns casos, companhias com melhor perfil de crescimento conseguem negociar seus títulos a spreads comparáveis aos de emissores classificados na faixa B, apesar de estarem formalmente enquadradas como CCC.

Risco de inadimplência segue no radar

Embora o apetite por bonds arriscados nos EUA esteja elevado, o risco de inadimplência não desapareceu do radar dos investidores. O consenso é de que o atual ciclo favorece estratégias ativas, com monitoramento constante das condições financeiras das empresas emissoras.

Em um cenário de juros elevados por período prolongado, companhias altamente alavancadas podem enfrentar dificuldades para refinanciar dívidas, especialmente se o crescimento econômico desacelerar de forma mais intensa. Por isso, a disposição ao risco vem acompanhada de cautela e foco em crédito seletivo.

O avanço dos bonds arriscados nos EUA no início de 2026 reflete um ambiente no qual a busca por rendimento se sobrepõe, ao menos temporariamente, ao temor de calotes corporativos. Avaliações atrativas, juros elevados e forte liquidez no sistema financeiro sustentam a demanda por títulos de maior risco, tanto no mercado secundário quanto no primário.

Ainda assim, a elevada dispersão entre emissores reforça a importância da análise criteriosa e da gestão ativa de portfólios. Em um cenário global marcado por volatilidade, a exposição a títulos CCC pode gerar retornos relevantes, mas exige disciplina, seletividade e compreensão profunda dos riscos envolvidos.

Tags: bonds arriscados nos EUAcrédito de alto rendimentodívida corporativa EUAmercado de bonds americanostítulos CCCtítulos de alto risco

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