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Home Economia

Comércio Brasil China bate US$ 171 bilhões em 2025 e supera EUA

por Antônio Lima - Repórter de Economia
13/01/2026 às 12h13
em Economia, Brasil, Destaque, Notícias
Comércio Brasil China Bate Us$ 171 Bilhões Em 2025 E Supera Eua - Gazeta Mercantil

Comércio Brasil China bate recorde e supera US$ 170 bilhões em 2025

O comércio Brasil China atingiu em 2025 um valor histórico, superando US$ 171 bilhões e consolidando a China como o principal parceiro comercial do Brasil. O resultado representa mais que o dobro do volume negociado com os Estados Unidos, segundo maior destino das exportações brasileiras, que movimentou US$ 83 bilhões no mesmo período. O crescimento da corrente comercial entre os dois países vem se mantendo sólido na última década, refletindo uma relação econômica estratégica e cada vez mais próxima.

De acordo com dados do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), as exportações brasileiras para a China totalizaram US$ 100 bilhões, o segundo maior patamar desde 1997, quando se iniciou a série histórica do comércio bilateral. A soja respondeu por pouco mais de um terço das vendas brasileiras ao país asiático, crescendo 10% em relação a 2024 e impulsionando a expansão do comércio Brasil China. Além da soja, outros produtos agrícolas e minerais contribuíram para consolidar a liderança chinesa nas exportações brasileiras.

Crescimento do comércio Brasil China em contexto global

O desempenho recorde do comércio Brasil China ocorre em um cenário de tensões comerciais internacionais, com impactos significativos sobre fluxos de exportação. As tarifas impostas pelos Estados Unidos em 2025 incentivaram o Brasil a buscar mercados alternativos, reduzindo a dependência do país norte-americano e ampliando sua presença em países asiáticos.

Durante o período, a China chegou a suspender temporariamente a compra de soja dos EUA, o que reforçou a oportunidade para o Brasil expandir suas exportações ao mercado chinês. Em contraste, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram de US$ 40,37 bilhões em 2024 para US$ 37,72 bilhões em 2025, uma queda de 6,6%, influenciada pelas tarifas comerciais impostas e pela dificuldade de competir em produtos estratégicos da indústria de transformação.

Segundo Tulio Cariello, diretor de conteúdo do CEBC, “foi um ano bem complicado para a relação Brasil e Estados Unidos na área comercial”. Apesar do redirecionamento de produtos, como o café, para a China, a diferença estrutural entre as pautas de exportação limita a compensação: enquanto as vendas para a China concentram-se em commodities agrícolas e minerais, o comércio com os EUA envolve predominantemente bens da indústria de transformação, que representam cerca de 80% da pauta destinada ao mercado norte-americano.

Importações do Brasil da China também batem recorde

O crescimento do comércio Brasil China não se limita às exportações. As importações brasileiras originadas na China atingiram US$ 70,9 bilhões em 2025, aumento de 11,5% em relação a 2024, consolidando o maior patamar já registrado na série histórica. O avanço das importações foi impulsionado por compras estratégicas, como um navio-plataforma para exploração de petróleo, carros elétricos híbridos, fertilizantes, produtos químicos e insumos farmacêuticos.

Essas aquisições demonstram a crescente integração econômica entre os países, com a China se consolidando como fornecedor essencial de tecnologia, equipamentos industriais e insumos estratégicos para o Brasil. A expansão das importações também evidencia o fortalecimento da relação comercial bilateral, reforçando a relevância da China no abastecimento de setores estratégicos da economia brasileira.

Quase um terço do comércio exterior brasileiro passa pela China

Com US$ 171 bilhões negociados em 2025, a China concentra 27,2% da corrente comercial brasileira, que totalizou US$ 629 bilhões no ano. O crescimento do comércio Brasil China contribuiu para a expansão de 4,9% do comércio exterior brasileiro em relação a 2024.

Embora outros mercados, como Argentina e Índia, tenham registrado aumento mais expressivo em termos percentuais — 31,4% e 30,2%, respectivamente —, o volume absoluto negociado com a China supera todos os outros parceiros comerciais. Em comparação, as exportações brasileiras para países tradicionais, como Estados Unidos, Espanha e Países Baixos, apresentaram queda ou crescimento modesto.

O comércio Brasil China reflete a tendência de diversificação de mercados, mas mantém a China como pilar central das relações comerciais brasileiras. O país asiático continua liderando o ranking de destinos de exportação, especialmente em produtos estratégicos como soja, minério de ferro, carnes e produtos manufaturados voltados ao setor industrial.

Estratégias de diversificação do comércio brasileiro

Apesar do peso da China, o Brasil busca ampliar suas exportações para outros países e regiões, reduzindo a dependência de um único mercado. A ampliação da venda de carnes, grãos e produtos agroindustriais para mercados do Sudeste Asiático demonstra o esforço de diversificação, alinhado à crescente demanda por alimentos e produtos estratégicos em países emergentes.

Segundo especialistas, o eixo do comércio exterior brasileiro tende a se deslocar progressivamente para a Ásia, refletindo mudanças na dinâmica econômica global e na distribuição da demanda por commodities e produtos industrializados. O crescimento da classe média em países asiáticos impulsiona a absorção de produtos brasileiros, criando oportunidades de expansão sustentável para o comércio exterior.

Tulio Cariello afirma que “o eixo do comércio exterior brasileiro hoje tende a ir cada vez mais para a Ásia”, destacando que, mesmo diante das tensões comerciais globais, o Brasil consegue se posicionar de forma estratégica em mercados de grande porte, ampliando a competitividade de seus produtos e fortalecendo parcerias de longo prazo.

Impactos econômicos e comerciais do crescimento Brasil-China

O comércio Brasil China, ao superar US$ 170 bilhões em 2025, gera impactos diretos e indiretos sobre a economia brasileira. A expansão das exportações fortalece setores como agronegócio, mineração, siderurgia e indústria alimentícia, criando empregos e gerando divisas para o país.

No setor de importações, o aumento da compra de bens industriais, insumos tecnológicos e produtos farmacêuticos contribui para a modernização da indústria e a competitividade de setores estratégicos. A relação Brasil-China permite ao país equilibrar sua balança comercial, ao mesmo tempo em que fortalece laços econômicos e políticos com o principal parceiro asiático.

Além disso, a crescente participação da China no comércio exterior brasileiro influencia decisões estratégicas de investimento e políticas públicas. Empresas brasileiras buscam ampliar a produção e investir em logística para atender à demanda chinesa, enquanto o governo adota medidas para facilitar exportações e reduzir barreiras comerciais.

Perspectivas para os próximos anos

Especialistas projetam que o comércio Brasil China deve continuar crescendo nos próximos anos, impulsionado por fatores como aumento da produtividade agrícola, expansão de infraestrutura logística, investimentos em tecnologia e inovação, e a crescente demanda chinesa por alimentos e matérias-primas estratégicas.

A diversificação de produtos e mercados também deve contribuir para reduzir riscos comerciais, minimizando impactos de tarifas ou barreiras impostas por outros países, especialmente os Estados Unidos. Com um cenário global volátil, a consolidação do comércio Brasil China torna-se cada vez mais relevante para a estabilidade econômica e a projeção internacional do Brasil.

O recorde de US$ 171 bilhões no comércio Brasil China em 2025 evidencia a importância estratégica da China como parceiro comercial do Brasil. O crescimento das exportações, lideradas pela soja e produtos agrícolas, aliado à expansão das importações de bens industriais e insumos estratégicos, consolida a relação bilateral como eixo central do comércio exterior brasileiro.

Apesar da diversificação em outros mercados, a China mantém papel dominante, representando quase um terço do comércio exterior do país. A tendência é que a relação Brasil-China se fortaleça ainda mais nos próximos anos, impulsionada pelo crescimento da classe média asiática, pela demanda por commodities e pelo fortalecimento das relações econômicas e políticas entre os dois países.

O comércio Brasil China não apenas impulsiona setores estratégicos da economia brasileira, mas também projeta o país como parceiro confiável e relevante no cenário global, reafirmando o protagonismo do Brasil no comércio internacional.

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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