A Cury (CURY3) aprovou a distribuição de R$ 160 milhões em dividendos intercalares aos acionistas, segundo comunicado enviado ao mercado. O valor corresponde a R$ 0,5194002586 por ação ordinária e será pago em parcela única no dia 28 de maio de 2026. Terão direito ao recebimento os investidores com posição acionária na companhia em 15 de maio.
A partir de 18 de maio, as ações da Cury (CURY3) passam a ser negociadas ex-dividendos. Isso significa que quem comprar os papéis a partir dessa data não terá direito ao provento anunciado.
Segundo a companhia, não haverá atualização monetária nem incidência de juros entre a data de declaração dos dividendos e a data do pagamento. Os valores serão imputados aos dividendos mínimos obrigatórios referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2026.
Pagamento será feito em 28 de maio
O pagamento dos dividendos da Cury (CURY3) será realizado em uma única parcela no dia 28 de maio. A companhia fará o crédito conforme o número de ações ordinárias detidas por cada acionista em 15 de maio.
Para investidores com ações registradas diretamente no sistema de escrituração da companhia, o pagamento será feito de acordo com o domicílio bancário informado ao BTG Pactual, instituição responsável pela escrituração das ações da Cury (CURY3).
Já os acionistas que mantêm ações depositadas em corretoras ou outras instituições de custódia receberão os dividendos conforme os procedimentos adotados por essas instituições.
A data de corte é o principal ponto de atenção para investidores. Quem estiver posicionado até 15 de maio terá direito ao pagamento. A partir de 18 de maio, as ações passam a refletir a condição ex-dividendos.
Provento vem após lucro forte no 1º trimestre
A aprovação dos dividendos ocorre após a Cury (CURY3) reportar lucro líquido de R$ 302,9 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 41,9% em relação ao mesmo período de 2025.
O resultado foi impulsionado por um ciclo de mais lançamentos e vendas de imóveis, aumento de preços e manutenção de custos sob controle. A combinação permitiu ampliar receita, diluir despesas e preservar rentabilidade.
No início de 2026, os apartamentos da companhia foram vendidos a preço médio de R$ 325,4 mil, avanço de 5% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior. O dado mostra capacidade de repasse de preços em meio à demanda aquecida por imóveis.
A receita operacional líquida somou R$ 1,613 bilhão, crescimento de 32,6% e novo recorde para a companhia.
Ebitda sobe 42,9%
O Ebitda da Cury (CURY3) atingiu R$ 411,4 milhões no primeiro trimestre, alta de 42,9% na comparação anual. A margem Ebitda chegou a 25,5%, avanço de 1,8 ponto porcentual.
A melhora operacional reforça a capacidade da construtora de transformar crescimento de vendas em resultado. Em empresas do setor imobiliário, margens elevadas e geração de caixa são indicadores relevantes para sustentar distribuição de dividendos.
A linha de equivalência patrimonial, que registra resultados de empreendimentos desenvolvidos em sociedade, gerou ganho de R$ 2,3 milhões no trimestre, cerca de três vezes o valor observado no mesmo período do ano anterior.
O desempenho confirma a boa fase da Cury (CURY3) no segmento de baixa e média renda, favorecido pela demanda por moradia e pelos ajustes no Minha Casa Minha Vida.
Dividendos reforçam atratividade da ação
A distribuição de R$ 160 milhões reforça a política de remuneração da Cury (CURY3) e aumenta o interesse de investidores que acompanham ações pagadoras de dividendos.
O valor de R$ 0,5194 por ação representa um provento relevante em relação ao histórico recente da companhia, especialmente após um trimestre marcado por lucro recorde, vendas fortes e melhora de margens.
Para investidores, o anúncio também sinaliza confiança da administração na geração de caixa. A companhia encerrou o primeiro trimestre com desempenho operacional robusto, sustentado por crescimento de receita, aumento de vendas e controle de custos.
Ainda assim, como ocorre em empresas do setor de construção civil, a manutenção de dividendos depende da continuidade da geração de caixa, do ritmo de lançamentos, da velocidade de vendas, do custo de obras, do crédito imobiliário e das condições do Minha Casa Minha Vida.
Cury mantém ritmo forte no mercado imobiliário
A Cury (CURY3) vem se beneficiando de um ambiente favorável para incorporadoras expostas ao segmento econômico. A demanda por imóveis segue aquecida, enquanto o programa Minha Casa Minha Vida ampliou o público potencial e melhorou as condições de compra para parte da população.
O resultado do primeiro trimestre mostrou vendas fortes, preços mais altos e margens preservadas. Esse conjunto sustentou o lucro de R$ 302,9 milhões e abriu espaço para a distribuição de dividendos intercalares.
A decisão do conselho de administração também reforça a posição da companhia entre as construtoras mais acompanhadas da B3. Para o mercado, o ponto central será acompanhar se a Cury (CURY3) conseguirá manter crescimento, rentabilidade e geração de caixa ao longo dos próximos trimestres.
Com o pagamento marcado para 28 de maio, os investidores devem observar a data de corte de 15 de maio e o início da negociação ex-dividendos em 18 de maio.








