terça-feira, 13 de outubro de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Economia

Derrubada do IOF expõe crise fiscal e derruba confiança do mercado

por Gabriel Monteiro
26/06/2025 às 10h17
em Economia
Derrubada Do Iof Expõe Crise Fiscal E Derruba Confiança Do Mercado Gazeta Mercantil - Política E Economia

Derrubada do IOF expõe crise entre Executivo e Legislativo e agita mercado financeiro

Impactos da derrubada do IOF nas finanças do governo e no comportamento do mercado

A recente derrubada do IOF pelo Congresso Nacional desencadeou uma onda de incertezas no mercado financeiro e revelou o aprofundamento da tensão entre os Poderes da República. O decreto presidencial, que visava aumentar a arrecadação por meio do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), foi rejeitado com ampla maioria nas duas Casas Legislativas, minando os planos do Executivo de atingir o déficit fiscal zero em 2025.

Esse movimento político gerou reações imediatas: o dólar iniciou o dia em alta, enquanto a bolsa de valores brasileira operou em queda, reflexo direto da insegurança dos investidores quanto à sustentabilidade fiscal do país. A derrubada do IOF, além de comprometer uma arrecadação estimada em R$ 10 bilhões, obrigará o governo a revisar o Orçamento e propor novos contingenciamentos.

Leia também: BRB propôs aumento de limites de executivos durante crise do Banco Master e acende alerta no mercado.

Neste cenário volátil, também ganham relevância os fatores externos, como a guerra comercial entre Estados Unidos e China, o posicionamento do Federal Reserve (Fed) quanto aos juros e a trégua temporária entre Irã e Israel, que pode influenciar o apetite global por risco.


O que significa a derrubada do IOF para o Brasil?

A derrubada do IOF simboliza mais do que uma derrota do governo federal no Congresso. Ela representa uma mudança no equilíbrio de forças entre os Poderes. Ao revogar o decreto presidencial, o Congresso assumiu protagonismo nas decisões fiscais do país, indicando que medidas impopulares, mesmo que voltadas ao equilíbrio fiscal, não passarão sem resistência.

Além do embate político, o impacto prático dessa decisão é direto nas contas públicas. A equipe econômica havia calculado que o aumento do IOF traria R$ 10 bilhões em receitas adicionais. Sem essa verba, o governo precisará recorrer a cortes em áreas sensíveis como saúde, educação e infraestrutura, ou ainda repensar a estrutura tributária do país.

A rejeição também evidencia a fragilidade da articulação política do Executivo com o Congresso, um alerta para futuras propostas fiscais, reformas e pautas estruturantes.


Mercado reage com aversão ao risco após derrubada do IOF

A primeira resposta do mercado à derrubada do IOF foi imediata: o dólar subiu 0,63% e chegou à cotação de R$ 5,5536, enquanto o Ibovespa recuou 1,02%, alcançando 135.767 pontos. Esses movimentos são impulsionados por receios de que a perda de arrecadação leve a um maior desequilíbrio fiscal e, consequentemente, ao aumento do risco-país.

Além disso, os investidores estão atentos ao impacto indireto que essa decisão pode ter sobre a trajetória dos juros no Brasil. Caso o governo adote políticas fiscais expansionistas ou tenha dificuldade em cortar gastos, o Banco Central pode ser pressionado a manter os juros altos por mais tempo para conter pressões inflacionárias.

Mesmo os ativos de renda fixa e títulos do Tesouro tiveram variações negativas, refletindo o clima de cautela.


O contexto internacional e a tensão com o Fed

A derrubada do IOF ocorre em um ambiente global já carregado de incertezas. A trégua entre Irã e Israel trouxe algum alívio aos mercados, mas ainda é vista como frágil. Além disso, os Estados Unidos vivem um novo capítulo da guerra comercial com a reativação do tarifaço promovido por Donald Trump, que afeta diretamente os fluxos globais de mercadorias e capital.

Em paralelo, o presidente do Fed, Jerome Powell, voltou a ser criticado pelo ex-presidente Donald Trump por manter as taxas de juros inalteradas pela quarta vez consecutiva. Trump vem pressionando por cortes de juros, alegando que a política monetária atual prejudica o crescimento. Esse embate agrava a instabilidade institucional e coloca ainda mais incertezas sobre os rumos da economia global.

Para o Brasil, qualquer movimento no Fed tem repercussão direta sobre a taxa de câmbio e a atratividade dos ativos locais. Com o cenário fiscal mais fragilizado pela derrubada do IOF, o país pode perder competitividade diante de outros emergentes, principalmente se os juros nos EUA se mantiverem elevados por mais tempo.


Governo sob pressão: alternativas após a derrubada do IOF

Com a derrubada do IOF, o governo terá de buscar alternativas para recompor o orçamento. A tendência é de que bloqueios e contingenciamentos sejam anunciados em breve, afetando a execução de políticas públicas em 2025.

Uma das possibilidades é o aumento de outros tributos ou a aceleração da proposta de reforma tributária, que tramita no Congresso e visa simplificar a cobrança de impostos no país. No entanto, o ambiente político atual não parece favorável a mais medidas impopulares.

A avaliação interna no Palácio do Planalto é de que a derrota legislativa foi orquestrada por uma aliança entre os presidentes da Câmara e do Senado, que demonstraram sintonia rara em um contexto de fragmentação política. A consequência direta é o fortalecimento do Congresso como força decisória nas pautas econômicas.


Investidores atentos aos próximos passos do governo

A reação do mercado à derrubada do IOF reflete o temor de que o Brasil perca o controle das contas públicas em um momento de desaceleração global. O acúmulo de pressões internas e externas torna o ambiente de negócios mais imprevisível, aumentando a volatilidade dos ativos e afastando investimentos estrangeiros.

Nesse contexto, o governo será obrigado a sinalizar de forma clara o compromisso com a responsabilidade fiscal, sob pena de deterioração ainda maior dos indicadores econômicos. A falta de uma resposta rápida e eficaz à perda de arrecadação pode provocar rebaixamentos na nota de crédito do Brasil e dificultar o acesso ao crédito externo.

Além disso, é esperado que o Executivo retome o diálogo com o Congresso em busca de medidas consensuais que possam garantir a sustentabilidade do orçamento e acalmar os mercados.


A derrubada do IOF e os desafios da governabilidade fiscal

A derrubada do IOF escancarou a fragilidade do governo federal diante do Congresso e impôs um desafio monumental à equipe econômica. Com a necessidade urgente de ajustes, o país vive um momento crítico para sua política fiscal, justamente em um cenário global adverso.

Os próximos dias serão decisivos para entender como o Executivo reagirá, se haverá novos contingenciamentos e qual será a estratégia adotada para manter a credibilidade do Brasil diante dos investidores. Mais do que uma derrota política, essa medida representa um divisor de águas na relação entre os Poderes e na condução da política econômica brasileira.

LEIA MAIS

Dolar Hoje - Gazeta Mercantil
Dólar

Dólar hoje (13/10): moeda fecha a R$ 5,02, sobe 0,74% e contraria queda no exterior após pesquisas eleitorais

O dólar encerrou o pregão desta terça-feira (13) em alta de 0,74%, cotado a R$ 5,0227 no mercado à vista, recuperando parte das perdas acumuladas na semana anterior,...

Leia MaisDetails
Ibovespa Hoje - B3 - Gazeta Mercantil
Ibovespa

Ibovespa hoje (13/10): Bolsa recua dos 209 mil pontos com eleições e inflação no radar

O Ibovespa opera em queda nesta terça-feira (13), no primeiro pregão após o feriado nacional, interrompendo o movimento de valorização que levou a Bolsa brasileira a renovar seus...

Leia MaisDetails
Ibovespa - Gazeta Mercantil
Ibovespa

Ibovespa fecha aos 167.888 pontos nesta quinta, 20/08/26, com Petrobras (PETR4) limitando pressão dos juros

O Ibovespa fechou a quinta-feira, 20 de agosto de 2026, praticamente estável, aos 167.888,99 pontos, com alta de aproximadamente 0,04%, depois de uma sessão marcada por forte oscilação...

Leia MaisDetails
Dolar Fechamento - Gazeta Mercantil
Dólar

Dolar: fechamento 19 de agosto de 2026

O dólar fechou em queda nesta quarta-feira, 19 de agosto de 2026, acompanhando o enfraquecimento da moeda americana no exterior depois que o Departamento do Tesouro dos Estados...

Leia MaisDetails
Ibovespa - Gazeta Mercantil
Dólar

Dólar, 6 de agosto: moeda fecha em queda a R$ 5,1055 após decisão do Copom

O dólar à vista fechou em queda de 0,44%, cotado a R$ 5,1055 na venda, nesta quinta-feira, 6 de agosto de 2026. A moeda perdeu 2,28 centavos em...

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL ENCERRADO

19:59:47
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DÓLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
₿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado
Sênior Sistemas Sênior Sistemas Sênior Sistemas
PUBLICIDADE

Veja Também

Taxa De Juros - Gazeta Mercantil
Mercados

Juros futuros sobem mais de 20 pontos-base após pesquisas eleitorais

Leia MaisDetails
Nunes Marques - Gazeta Mercantil
Política

Advogados acusam Nunes Marques de favorecer Flávio Bolsonaro em decisões do TSE

Leia MaisDetails
Lula - Gazeta Mercantil
Política

MDB: dez diretórios declaram apoio a Lula, enquanto outra ala se alinha a Flávio Bolsonaro

Leia MaisDetails
Dinheiro Esquecido - Gazeta Mercantil
Economia

Dinheiro esquecido em bancos chega a R$ 5,8 bilhões; veja como sacar

Leia MaisDetails
Brasileiros Conservadores - Gazeta Mercantil
Política

Conservadorismo no Brasil atinge maior nível desde 2018, aponta Ipsos-Ipec

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Juros futuros sobem mais de 20 pontos-base após pesquisas eleitorais

Advogados acusam Nunes Marques de favorecer Flávio Bolsonaro em decisões do TSE

MDB: dez diretórios declaram apoio a Lula, enquanto outra ala se alinha a Flávio Bolsonaro

Dinheiro esquecido em bancos chega a R$ 5,8 bilhões; veja como sacar

Conservadorismo no Brasil atinge maior nível desde 2018, aponta Ipsos-Ipec

Dólar hoje (13/10): moeda fecha a R$ 5,02, sobe 0,74% e contraria queda no exterior após pesquisas eleitorais

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP