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Brasileiros confiam nas finanças, mas falham na educação financeira

por Antônio Lima - Repórter de Economia
10/12/2025 às 17h50 - Atualizado em 14/05/2026 às 16h41
em Destaque, Economia, Notícias
Brasileiros Confiam Nas Finanças, Mas Falham Na Educação Financeira - Gazeta Mercantil

Brasileiros confiam no próprio dinheiro, mas pesquisa revela que a educação financeira no Brasil ainda falha no básico

A educação financeira no Brasil tornou-se um tema de debate nacional não apenas entre especialistas, mas também entre consumidores, bancos, escolas e formuladores de políticas públicas. Uma nova pesquisa conduzida pelo Santander em parceria com o instituto Ipsos escancara um cenário paradoxal: a maioria dos brasileiros acredita administrar bem as próprias finanças, mas enfrenta dificuldades em compreender conceitos econômicos elementares. O estudo ouviu 19.906 pessoas em dez países, sendo 2.028 no Brasil, e demonstra que a confiança declarada pelo público contrasta com a falta de preparo diante de questões fundamentais sobre inflação, juros e planejamento financeiro.

O descompasso entre percepção e conhecimento reforça um problema estrutural. A educação financeira no Brasil cresce como interesse generalizado, mas ainda não se traduz em conhecimento prático. Esse desequilíbrio, segundo especialistas, tem consequências diretas sobre endividamento, capacidade de poupança e resiliência econômica da população.


Confiança alta, conhecimento baixo

Os dados do levantamento mostram que 73% dos brasileiros afirmam sentir segurança na forma como administram o próprio dinheiro. O índice acompanha a média global, de 72%, e sugere que a educação financeira no Brasil é percebida pelo público de maneira positiva. No entanto, quando os entrevistados são submetidos a perguntas simples sobre economia, o desempenho cai drasticamente.

O fenômeno é explicado pelo conhecido Efeito Dunning-Kruger, que descreve a tendência de indivíduos com baixo conhecimento superestimarem suas capacidades por desconhecerem suas próprias limitações. Na prática, significa que milhões de brasileiros acreditam saber lidar com dinheiro, mas não dominam os fundamentos que dão suporte a decisões financeiras mais sólidas.


A inflação ainda é um enigma para grande parte da população

A inflação — um dos conceitos mais importantes da economia — continua sendo mal compreendida. Quando questionados sobre o comportamento dos preços caso a inflação caísse pela metade, mas permanecesse positiva, apenas 32% dos participantes globais responderam corretamente que os preços continuariam subindo, porém em ritmo menor.

No Brasil, 73% erraram essa pergunta. O dado revela uma fragilidade histórica da educação financeira no Brasil: mesmo com sua recorrência no noticiário e impacto direto no custo de vida, o tema ainda não é absorvido de forma completa pela maior parte da população.

Especialistas afirmam que o desconhecimento sobre inflação prejudica negociações salariais, escolhas de investimento, comparações de preços ao longo do tempo e compreensão de políticas econômicas. Em um país marcado por décadas de instabilidade inflacionária, esse tipo de lacuna reforça desigualdades e limita a autonomia financeira das famílias.


Juros simples, problema complexo

Outra pergunta aplicada no estudo buscava avaliar compreensão básica de juros. A maioria dos brasileiros demonstrou dificuldade para calcular o rendimento de uma aplicação simples de 2% ao ano sobre um aporte de US$ 100. Enquanto a lógica aponta para um valor final superior ao principal investido, 67% dos entrevistados do país erraram, índice bem acima da média global, de 48%.

O problema vai além das contas. A incapacidade de interpretar juros afeta diretamente contratos de crédito, financiamentos, dívidas, investimentos e poupança. Em um mercado no qual a educação financeira no Brasil deveria ser protagonista no combate ao endividamento massivo, a falta de domínio nesse campo funciona como um obstáculo para o desenvolvimento econômico individual e coletivo.


A escola como ponto de partida para a mudança

Apesar das dificuldades, a pesquisa revela um desejo claro: o público quer aprender. Para 91% dos brasileiros, a educação financeira deveria ter sido ensinada na escola. No cenário global, o índice é de 84%. O dado reforça a percepção de que o tema, embora fundamental para a vida adulta, nunca foi tratado como disciplina estruturada dentro dos currículos educacionais.

A educação financeira no Brasil aparece, no levantamento, como a segunda matéria mais desejada pelos entrevistados, superando áreas tradicionais como História e Ciências. O interesse cresce sobretudo entre jovens, que se deparam com um ambiente econômico mais complexo, exigindo domínio de temas como crédito, investimentos, impostos, aposentadoria e inflação.

A presidente global do Santander, Ana Botín, resume o impacto social: educação financeira não é tema técnico, mas ferramenta para prosperidade coletiva.


O que o brasileiro quer aprender

A pesquisa detalha que os tópicos mais procurados pelos brasileiros são:

  • Investimentos (67%)

  • Poupança (67%)

  • Orçamento doméstico (53%)

  • Impostos (51%)

A procura reflete necessidades concretas. A baixa capacidade de poupança coloca famílias em situação de vulnerabilidade frente a imprevistos. Apenas 20% dos lares brasileiros conseguem economizar regularmente, com taxa média de 1,8% da renda, uma das menores entre países monitorados por organismos internacionais.

Essa realidade demonstra que a educação financeira no Brasil precisa evoluir de maneira alinhada com a urgência social de ampliar a capacidade de poupança e reduzir riscos financeiros.


Brasil se destaca no uso de ferramentas digitais

Um dos resultados mais expressivos do levantamento é o protagonismo brasileiro na adoção de plataformas digitais de gestão financeira. O país é o único entre os dez analisados em que a confiança em ferramentas digitais é igual à dos métodos tradicionais.

Segundo a pesquisa:

  • 59% dos brasileiros utilizam ferramentas digitais semanalmente para gerenciar finanças

  • Apenas 13% nunca usaram plataformas digitais para esse fim

  • 87% da população utiliza o Pix regularmente

A educação financeira no Brasil, nesse aspecto, se beneficia da digitalização. Pagamentos instantâneos, aplicativos bancários e interfaces amigáveis criam oportunidades para que mais pessoas acompanhem gastos, entendam seu fluxo de caixa e adquiram noções práticas de organização financeira.


Monitoramento não significa segurança financeira

Mesmo com alta adoção tecnológica, a fragilidade estrutural permanece. Cerca de 84% dos brasileiros afirmam monitorar gastos regularmente, mas apenas 47% possuem reserva financeira suficiente para sustentar três meses de despesas básicas em uma eventual emergência.

O contraste mostra que o acompanhamento do orçamento não se traduz necessariamente em estabilidade financeira. A educação financeira no Brasil, portanto, precisa considerar estratégias que ajudem a transformar intenção em prática — uma das maiores lacunas reveladas pelo estudo.


Cursos ainda são pouco acessados

A demanda por educação formal ainda encontra barreiras. Apenas 28% dos brasileiros já participaram de algum curso de educação financeira. O índice supera a média global (20%), mas ainda é insuficiente para um país com mais de 200 milhões de habitantes.

Para o CEO do Santander Brasil, Mario Leão, o desafio envolve mobilização conjunta de escolas, bancos, setor público e sociedade civil. Ele destaca que a responsabilidade pela educação financeira no Brasil deve ser compartilhada e estruturada em políticas de longo prazo.


Quem deve ensinar educação financeira no Brasil?

A pesquisa identificou consenso amplo sobre os principais responsáveis pelo ensino:

  • Escolas: 91%

  • Pais: 91%

  • Bancos: 71% (índice chega a 91% na Argentina)

  • Governo: 97%

À medida que os entrevistados apontam múltiplos atores como responsáveis, reforçam que a educação financeira no Brasil não pode depender apenas de iniciativas isoladas.


Impactos macroeconômicos da alfabetização financeira

A falta de conhecimento financeiro não afeta apenas o indivíduo, mas também a economia como um todo. Estudos internacionais mostram que países com maiores níveis de alfabetização financeira exibem menor endividamento, melhor capacidade de investimento, maior resiliência a crises e menor vulnerabilidade a fraudes.

A OCDE destaca que o domínio de temas como inflação, juros compostos, poupança e orçamento está diretamente ligado ao desenvolvimento econômico sustentável.

No Reino Unido, por exemplo, a Confederação da Indústria estima que ampliar o conhecimento financeiro poderia gerar mais de 6,98 bilhões de libras por ano para a economia nacional. Embora o estudo não apresente estimativa semelhante para o Brasil, especialistas afirmam que o impacto seria igualmente significativo.


Caminhos para o futuro da educação financeira no Brasil

A pesquisa aponta direções claras para o avanço do tema no país.

Primeiro, é preciso integrar escolas, famílias, bancos e governo em um mesmo projeto nacional. Programas educacionais permanentes, trilhas de aprendizado acessíveis e plataformas gratuitas podem diminuir desigualdades no acesso à informação.

Segundo, é essencial incentivar o uso de tecnologia. Aplicativos bancários, ferramentas de simulação, aplicativos de organização financeira e sistemas de pagamento instantâneo se consolidam como aliados fundamentais da educação financeira no Brasil.

Por fim, o ensino deve ser prático. Simulações de juros, exercícios de orçamento, análise de cenários inflacionários e práticas que conectem teoria e cotidiano formam a base de uma verdadeira transformação cultural.

O estudo evidencia que o Brasil tem potencial para assumir papel de liderança na região, desde que a educação financeira seja tratada como prioridade e não como tema secundário.

Tags: alfabetização financeiraconhecimento financeiro brasileiroEconomiaEducação financeiraeducação financeira no Brasiljuros e inflaçãopesquisa Santander Ipsosreserva de emergência.

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Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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