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Gol transporta 2,95 milhões de passageiros em setembro, mas ocupação cai para 80,2%

Companhia registra alta de 3,5% no número de passageiros em setembro, mas oferta de assentos cresce 9,4%, acima da demanda; transporte de cargas avança 21,2%.

por João Souza
20/10/2026 às 10h05
em Empresas
Gol Linhas Aéreas - Gazeta Mercantil

A Gol Linhas Aéreas transportou 2,948 milhões de passageiros em setembro de 2026, crescimento de 3,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo os resultados operacionais preliminares divulgados pelo Abra Group, controlador da companhia. Apesar do avanço no número de viajantes, a taxa de ocupação das aeronaves caiu de 83,5% para 80,2%, reflexo de uma expansão da capacidade de transporte superior ao crescimento da demanda. O desempenho evidencia um dos principais desafios da companhia: aumentar sua presença no mercado sem comprometer o aproveitamento dos assentos disponíveis.

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O relatório, publicado oficialmente pelo Abra Group em 16 de outubro, mostra que a oferta de transporte da Gol, medida em assentos-quilômetro oferecidos (ASK), cresceu 9,4%, alcançando 4,372 bilhões. A demanda, medida em passageiros-quilômetro transportados (RPK), avançou 5%, para 3,505 bilhões. A diferença de 4,4 pontos percentuais entre as taxas de crescimento explica a redução do indicador de ocupação, mesmo com o aumento absoluto do número de passageiros.

O crescimento foi sustentado principalmente pelas operações domésticas. A Gol transportou 2,763 milhões de passageiros em voos dentro do Brasil, alta de 4,4% na comparação anual. No mercado internacional, a companhia registrou retração de 8,2%, com 185 mil passageiros transportados.

Além das operações de passageiros, a empresa apresentou expansão expressiva no transporte de cargas. O volume movimentado em setembro aumentou 21,2%, alcançando 18.383 toneladas. O resultado representa uma frente adicional de crescimento operacional, embora o relatório não apresente informações suficientes para determinar sua contribuição específica para o faturamento ou a rentabilidade.

Gol cresce em passageiros, mas oferta de assentos avança mais rapidamente

Os números de setembro mostram que a Gol transportou aproximadamente 100 mil passageiros a mais do que no mesmo mês de 2025. Naquele período, a companhia havia registrado 2,848 milhões de viajantes, ante 2,948 milhões em setembro de 2026. O aumento foi acompanhado pela expansão das operações, com crescimento de 6,8% no número de decolagens, que passou de 19.613 para 20.939.

A ampliação da capacidade, entretanto, ocorreu em ritmo mais acelerado do que a utilização efetiva dos assentos. Enquanto a oferta cresceu 9,4%, a demanda avançou 5%, diferença que reduziu a taxa de ocupação em 3,4 pontos percentuais, conforme os cálculos apresentados pelo Abra Group. O indicador encerrou setembro em 80,2%, abaixo dos 83,5% registrados um ano antes.

Principais indicadores da Gol em setembro de 2026

Indicador Setembro de 2026 Variação anual
Passageiros transportados 2,948 milhões +3,5%
Oferta (ASK) 4,372 bilhões +9,4%
Demanda (RPK) 3,505 bilhões +5,0%
Taxa de ocupação 80,2% -3,4 p.p.
Decolagens 20.939 +6,8%
Carga transportada 18.383 toneladas +21,2%

Fonte: Abra Group. Dados operacionais preliminares divulgados em 16 de outubro de 2026.

O comportamento é relevante porque as companhias aéreas precisam equilibrar a quantidade de voos oferecidos com a procura efetiva dos consumidores. Uma operação pode transportar mais passageiros e, simultaneamente, apresentar menor aproveitamento da capacidade instalada. Essa situação ocorre quando o número de assentos colocados à disposição do mercado cresce mais rapidamente do que a demanda.

A redução da ocupação não significa necessariamente queda de receita ou prejuízo operacional. O resultado financeiro também depende das tarifas cobradas, da distância percorrida, dos custos de combustível, da utilização da frota e de outras receitas comerciais. Como o relatório de tráfego não divulga preços médios das passagens nem despesas operacionais, não é possível determinar isoladamente seu impacto sobre a rentabilidade.

Mercado doméstico responde por quase 94% dos passageiros

As operações dentro do Brasil continuaram sendo a principal fonte de demanda da Gol. Em setembro, a companhia transportou 2,763 milhões de passageiros domésticos, aumento de 4,4% em relação aos 2,647 milhões registrados no mesmo mês de 2025. O volume corresponde a aproximadamente 93,7% de todos os passageiros transportados pela empresa no período.

A oferta doméstica cresceu 11,5%, alcançando 3,745 bilhões de assentos-quilômetro disponíveis. A demanda avançou 6,1%, para 2,999 bilhões de passageiros-quilômetro transportados. Como resultado, a taxa de ocupação caiu de 84,2% para 80,1%, retração de 4,1 pontos percentuais.

A diferença entre as taxas de crescimento de oferta e demanda foi de 5,4 pontos percentuais, superior à registrada no conjunto das operações da companhia. Isso demonstra que a pressão sobre o aproveitamento dos assentos esteve concentrada especialmente no mercado doméstico. Embora tenha transportado mais passageiros, a Gol ampliou a capacidade em proporção ainda maior.

O número de decolagens realizadas dentro do país passou de 18.194 para 19.648, alta de 8%. O aumento representa 1.454 partidas adicionais em relação a setembro de 2025. A expansão das operações pode refletir alterações na frequência dos voos, na distribuição da frota e na capacidade disponibilizada nas rotas, mas o relatório não detalha quais trechos receberam a maior parte do crescimento.

A concentração de quase 94% dos passageiros no Brasil reforça a importância do mercado doméstico para a companhia. Mudanças no comportamento de consumo, no preço das passagens ou na distribuição da oferta nacional podem influenciar significativamente o desempenho consolidado. Por isso, o acompanhamento da ocupação interna é determinante para avaliar a eficiência da expansão.

Voos internacionais perdem 8,2% dos passageiros

O desempenho internacional apresentou direção oposta à observada dentro do Brasil. A Gol transportou 185 mil passageiros em voos para o exterior durante setembro, queda de 8,2% em relação aos 201 mil registrados um ano antes. A redução ocorreu simultaneamente à diminuição da capacidade ofertada e do número de decolagens internacionais.

A oferta caiu 1,8%, para 626 milhões de assentos-quilômetro. A demanda recuou 1,3%, alcançando 506 milhões de passageiros-quilômetro transportados. Como a redução da procura medida em RPK foi proporcionalmente menor do que a da oferta, a taxa de ocupação internacional subiu de 80,3% para 80,8%.

O indicador revela que a utilização relativa dos assentos melhorou ligeiramente, mesmo com menos passageiros transportados. O resultado é possível porque o número de viajantes e a demanda em passageiros-quilômetro não medem exatamente a mesma coisa. O segundo indicador incorpora as distâncias percorridas, permitindo que mudanças na composição das rotas influenciem os resultados.

As decolagens internacionais diminuíram 9%, passando de 1.419 para 1.291. A diferença corresponde a 128 partidas a menos do que em setembro de 2025. O relatório não permite identificar se a redução esteve concentrada em determinados destinos ou se decorreu de ajustes mais amplos da malha internacional.

Comparação entre os mercados da Gol em setembro

Indicador Doméstico Internacional
Passageiros transportados 2,763 milhões 185 mil
Variação de passageiros +4,4% -8,2%
Variação da oferta +11,5% -1,8%
Variação da demanda +6,1% -1,3%
Taxa de ocupação 80,1% 80,8%
Decolagens 19.648 1.291

A diferença entre os dois mercados demonstra que a Gol enfrenta desafios operacionais distintos. Nas rotas domésticas, a companhia amplia a capacidade para atender uma demanda crescente, mas registra queda de ocupação. Nas internacionais, transporta menos passageiros e realiza menos voos, embora utilize uma proporção ligeiramente maior dos assentos oferecidos.

Gol transporta 26,87 milhões de passageiros de janeiro a setembro

Apesar da redução da ocupação em setembro, o resultado acumulado de 2026 permanece positivo em número de passageiros. Entre janeiro e setembro, a Gol transportou 26,867 milhões de pessoas, crescimento de 7,5% em comparação com os 25,003 milhões registrados no mesmo período de 2025. A diferença representa aproximadamente 1,864 milhão de passageiros adicionais nos primeiros nove meses do ano.

A oferta acumulada aumentou 9,2%, para 39,316 bilhões de assentos-quilômetro, enquanto a demanda avançou 8,1%, alcançando 32,422 bilhões de passageiros-quilômetro. A taxa de ocupação ficou em 82,5%, abaixo dos 83,3% observados no mesmo intervalo do ano anterior. O recuo acumulado foi de 0,8 ponto percentual, menos intenso do que a queda registrada especificamente em setembro.

As operações domésticas responderam pela maior parte da expansão. No período de janeiro a setembro, a Gol transportou 25,036 milhões de passageiros dentro do Brasil, crescimento de 8,6% na comparação anual. A oferta doméstica aumentou 12%, enquanto a demanda avançou 11,1%.

Nas rotas internacionais, o número de passageiros acumulado caiu 6,4%, para 1,830 milhão. A oferta diminuiu 4,2% e a demanda recuou 5,7%. Os dados demonstram que a retração internacional não se restringiu a setembro, embora sua intensidade tenha variado ao longo do ano.

O conjunto dos resultados mostra que o crescimento da Gol em 2026 permanece dependente da expansão doméstica. A companhia conseguiu transportar mais passageiros no acumulado, mas a capacidade cresceu em proporção ligeiramente superior à demanda. A evolução desse equilíbrio nos próximos meses será relevante para avaliar o aproveitamento da frota.

Taxa de ocupação é fundamental para entender o desempenho das companhias aéreas

A taxa de ocupação é um dos principais indicadores utilizados para acompanhar o desempenho operacional das empresas de transporte aéreo. Ela representa a relação entre a demanda efetivamente transportada, medida em RPK, e a capacidade disponibilizada, medida em ASK. O indicador permite avaliar quanto da oferta de transporte foi efetivamente utilizada pelos passageiros pagantes.

O ASK corresponde à quantidade de assentos disponíveis multiplicada pela distância percorrida nos voos. Já o RPK mede o número de passageiros pagantes transportados multiplicado pela distância de suas viagens. Esses conceitos são utilizados pelo Abra Group e pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para acompanhar a evolução das operações.

A relação entre os dois indicadores explica por que transportar mais passageiros não garante aumento da taxa de ocupação. Caso uma companhia amplie a quantidade de voos ou ofereça maior capacidade sem crescimento equivalente da demanda, o aproveitamento relativo dos assentos tende a diminuir. Isso ocorreu com a Gol em setembro.

Uma ocupação menor, entretanto, não permite concluir isoladamente que os voos estejam operando com prejuízo. O resultado econômico depende do preço médio das passagens, das receitas adicionais e dos custos associados à operação. Uma companhia pode apresentar ocupação elevada com tarifas insuficientes para cobrir despesas, assim como pode registrar ocupação menor e obter resultados favoráveis em determinadas rotas.

Também é necessário considerar as diferenças entre mercados. Voos domésticos e internacionais possuem distâncias, estruturas de custos e condições comerciais distintas. Por isso, a análise de eficiência exige observar conjuntamente ocupação, receita por unidade de capacidade, custos e rentabilidade.

Transporte de cargas cresce mais de 21% em setembro

Um dos destaques positivos do relatório está nas operações de cargas. A Gol transportou 18.383 toneladas em setembro, crescimento de 21,2% em relação às 15.170 toneladas movimentadas no mesmo mês de 2025. O aumento representa 3.213 toneladas adicionais no período.

No acumulado de janeiro a setembro, o volume transportado chegou a 155.085 toneladas, expansão de 21,4% sobre as 127.725 toneladas registradas nos nove primeiros meses do ano anterior. O crescimento das cargas foi, portanto, superior ao observado no transporte de passageiros. A diferença mostra que os dois negócios apresentam ritmos distintos de expansão operacional.

O transporte de mercadorias pode utilizar aeronaves exclusivamente cargueiras ou espaços disponíveis em aviões de passageiros, dependendo das características da operação. Essa combinação permite atender diferentes necessidades logísticas e aproveitar parte da infraestrutura aeroportuária existente. Entretanto, cada modalidade possui custos, capacidades e condições comerciais próprias.

O crescimento em toneladas não significa necessariamente aumento proporcional da receita. O resultado financeiro depende do tipo de carga transportada, da distância, das tarifas negociadas e das despesas operacionais. O relatório preliminar divulgado pelo Abra Group não apresenta faturamento específico do segmento, impedindo uma avaliação direta das margens.

A expansão das cargas acrescenta uma dimensão relevante ao desempenho da companhia. Enquanto a ocupação dos voos de passageiros diminuiu em setembro, o transporte de mercadorias apresentou crescimento superior a 20%. O comportamento poderá ser aprofundado quando forem divulgadas informações financeiras mais completas.

Gol encerra setembro com 141 aeronaves em operação

A Gol terminou setembro de 2026 com uma frota operacional de 141 aeronaves, segundo o Abra Group. Desse total, 132 eram destinadas ao transporte de passageiros e nove funcionavam como cargueiros. A composição apresentada pelo grupo considera os equipamentos efetivamente em operação na data de referência.

Entre as aeronaves de passageiros, a companhia operava 75 Boeing 737 de gerações anteriores ao MAX e 57 Boeing 737 MAX. A família MAX representava, assim, aproximadamente 43,2% das aeronaves destinadas ao transporte de passageiros. O cálculo considera exclusivamente a frota operacional de 132 aviões informada no relatório.

A composição é relevante para a análise da capacidade de transporte e dos custos operacionais. Modelos diferentes podem apresentar características distintas de consumo de combustível, manutenção e disponibilidade de assentos. Entretanto, a eficiência efetivamente alcançada também depende de fatores como utilização diária, distâncias percorridas e condições das rotas.

O relatório não informa quantas horas cada aeronave voou em setembro nem a produtividade individual dos modelos utilizados. Por isso, não é possível relacionar diretamente a composição da frota à redução da ocupação. A expansão da oferta pode decorrer de uma combinação de aeronaves disponíveis, frequências e distâncias operadas.

O tamanho da frota também ajuda a dimensionar a posição da Gol dentro do Abra Group. A companhia respondeu por 141 das 315 aeronaves operadas pelo grupo ao final de setembro, considerando também Avianca e Wamos. Essa participação demonstra a importância da operação brasileira para a estrutura regional da holding.

Abra Group transporta 5,81 milhões de passageiros e registra queda de ocupação

No conjunto das empresas controladas pelo Abra Group, o número de passageiros transportados em setembro ficou praticamente estável. A holding registrou 5,813 milhões de viajantes, redução de 0,2% em comparação com os 5,824 milhões do mesmo mês de 2025. O resultado consolidado contrasta com a expansão apresentada pela Gol.

A Avianca transportou 2,866 milhões de passageiros no período, queda de 3,7% na comparação anual. A Gol, por sua vez, apresentou crescimento de 3,5%, para 2,948 milhões. Assim, a expansão da operação brasileira compensou parcialmente a redução registrada pela companhia colombiana.

A oferta consolidada do Abra Group cresceu 7,8%, alcançando 10,250 bilhões de assentos-quilômetro. A demanda avançou 2,6%, para 7,995 bilhões de passageiros-quilômetro. Com isso, a taxa de ocupação do grupo caiu de 82% para 78%, retração de quatro pontos percentuais.

A redução consolidada foi mais intensa do que a observada individualmente na Gol. Esse resultado mostra que os desafios de aproveitamento da capacidade não ficaram restritos à operação brasileira. A utilização dos assentos também diminuiu em outras atividades relevantes da holding.

O transporte de cargas apresentou crescimento expressivo no conjunto do grupo. Foram movimentadas 72.615 toneladas em setembro, aumento de 21,1% na comparação anual. O resultado reflete a expansão simultânea das operações de carga da Gol e da Avianca.

No acumulado de janeiro a setembro, o Abra Group transportou 55,419 milhões de passageiros, alta de 5,9%. A taxa de ocupação acumulada alcançou 81,6%, aumento de 0,7 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho dos nove primeiros meses permanece, portanto, mais favorável do que o resultado isolado de setembro.

Expansão da oferta aumenta importância da gestão de capacidade

A diferença entre oferta e demanda observada em setembro coloca a gestão de capacidade no centro da análise operacional da Gol. O crescimento de 9,4% no ASK demonstra que a empresa disponibilizou mais transporte ao mercado, enquanto o avanço de 5% no RPK indica aumento menos intenso na utilização dessa capacidade. O resultado foi uma redução da ocupação, apesar da alta no número absoluto de passageiros.

A situação pode exigir acompanhamento das frequências e da distribuição da frota entre as rotas. Em companhias aéreas, a adequação da oferta às condições de demanda é importante para evitar capacidade excessiva em determinados mercados. Entretanto, mudanças operacionais também precisam considerar conectividade, horários, contratos e expectativas de procura futura.

A redução da ocupação doméstica de 84,2% para 80,1% merece atenção particular. Como o mercado brasileiro respondeu por aproximadamente 93,7% dos passageiros transportados pela Gol em setembro, alterações nesse segmento possuem peso elevado sobre os números consolidados. A expansão doméstica continua sustentando o crescimento da empresa, mas também concentra a maior pressão sobre o aproveitamento dos assentos.

Outra questão será a evolução dos custos operacionais. A expansão de voos e capacidade pode elevar despesas com combustível, tripulações, manutenção e serviços aeroportuários. Sem informações financeiras correspondentes, entretanto, não é possível determinar se o crescimento da oferta foi acompanhado por aumento ou redução do custo unitário.

O desempenho das cargas apresenta uma dinâmica diferente. O avanço superior a 20% em setembro e no acumulado do ano indica crescimento consistente do volume transportado nessa atividade. A relevância financeira desse resultado dependerá das receitas e margens efetivamente registradas.

O que os números da Gol indicam para o restante de 2026?

O relatório de setembro mostra que a Gol continua ampliando sua base de passageiros, especialmente no mercado doméstico. A companhia acumulou crescimento de 7,5% entre janeiro e setembro e encerrou o período com 26,867 milhões de viajantes transportados. Entretanto, a expansão da capacidade em ritmo superior à demanda reduziu o aproveitamento dos assentos, especialmente no resultado mensal mais recente.

A diferença entre o desempenho doméstico e internacional também deverá permanecer entre os indicadores acompanhados. Enquanto o transporte dentro do Brasil cresceu 4,4% em setembro, o número de passageiros internacionais diminuiu 8,2%. A composição dessas operações poderá influenciar a evolução das receitas, dos custos e da ocupação nos próximos meses.

O crescimento do transporte de cargas constitui outro elemento importante. A expansão de 21,2% em setembro e de 21,4% no acumulado do ano demonstra que a atividade apresentou desempenho mais acelerado do que o transporte de passageiros. Ainda assim, a contribuição financeira depende de dados que não constam do relatório preliminar.

Os próximos resultados financeiros permitirão verificar se a ampliação da oferta produziu ganhos de receita suficientes para acompanhar o aumento da capacidade operacional. Também será possível avaliar a trajetória das tarifas, dos custos e da geração de caixa. Esses indicadores serão necessários para determinar se a queda na ocupação representa pressão relevante sobre a rentabilidade ou apenas uma etapa do ajuste da malha aérea.

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A Gol encerra os nove primeiros meses de 2026 com crescimento consistente no transporte de passageiros e cargas, mas setembro revelou uma diferença significativa entre a expansão da oferta e a evolução da demanda. Com quase 3 milhões de passageiros transportados no mês, a companhia mantém uma operação doméstica de grande escala. O principal desafio indicado pelos dados será transformar essa capacidade adicional em maior utilização dos assentos e resultados financeiros sustentáveis.

Fontes

Abra Group — Relatório oficial Abra Group Announces Preliminary September 2026 Operating Metrics, publicado em 16 de outubro de 2026, com dados consolidados e segmentados de passageiros, oferta, demanda, ocupação, decolagens, cargas e frota.

Abra Group — Central oficial de estatísticas operacionais e relatórios mensais de tráfego de 2026.

Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) — Dados Estatísticos do Transporte Aéreo e documentação metodológica sobre ASK, RPK e taxa de ocupação.

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O Mercado Logístico Paulista Opera Com Vacância De Um Dígito Em Raios De 15 A 30 Quilômetros Da Capital, Segundo Consultorias Do Setor, O Que Favorece Reposicionamento. O Bresco Embu, Por Exemplo, Foi Integralmente Locado Em Maio Para A Expresso 3300, Com 7,6 Mil Metros Quadrados De Galpão E 14 Mil Metros Quadrados De Pátio, Por Três Anos, Com Carências De Quatro E Seis Meses E Contribuição Estimada De R$ 0,02 Por Cota Por Mês Após Carência, Conforme Fato Relevante Do Período. Histórico De Venda Com Lucro Após Saída Do Gpa Sustenta Tese De Médio Prazo A Empiricus Research Destaca Que O Brco11 Já Viveu Desocupação Relevante Do Gpa Em Outro Imóvel Do Portfólio, Que Posteriormente Foi Vendido Com Ganho De Capital Para Os Cotistas. O Precedente É Citado Como Fator Que Sustenta A Avaliação De Que O Evento Atual, Embora Negativo No Curto Prazo Por Pressionar Vacância E Receita Recorrente, Abre Janela De Realocação Ou Desinvestimento. No Caso Do Bresco São Paulo, O Desinvestimento Parcial Gerou Parcelas Que Têm Beneficiado O Resultado Do Fundo Em 2026, Ao Lado De Indenizações Por Rescisões Antecipadas. Segundo A Xp, O Resultado De Maio Foi De Aproximadamente R$ 0,98 Por Cota, Sustentando Distribuição De R$ 0,95 Por Cota, Patamar Considerado Sustentável Nos Próximos Meses Diante De Resultado Acumulado De R$ 1,98 Por Cota. Em Junho, O Fundo Distribuiu R$ 1,05 Por Cota, Com Dividend Yield Anualizado De 11%, Com Base No Preço De Fechamento Do Mês, E Encerrou O Período Com Reserva De R$ 29,1 Milhões, Equivalente A Cerca De R$ 1,97 Por Cota, O Que Amplia Flexibilidade. Do Ponto De Vista Tático, A Casa Avalia Que O Aviso De Nove Meses E A Indenização De 4,5 Aluguéis Mitigam Parte Do Impacto Imediato, Dando Tempo Para Recomercializar O Galpão Ou Avaliar Venda. A Vacância Adicional De 6% Levaria A Vacância Física Total Para Patamar Próximo De 13% A 14%, Ainda Abaixo Da Média De Alguns Concorrentes, Mas Acima Do Histórico Do Fundo, Que Opera Com Vacância Estruturalmente Baixa Desde A Estreia E Acumula Retorno Superior Ao Ifix E À Média Dos Logísticos. Impacto De R$ 0,08 Por Cota Será Mitigado Por Aviso E Indenização Corrigida Pelo Ipca Para O Cotista, A Conta Direta É De R$ 0,08 Por Cota De Redução De Receita Recorrente Quando O Imóvel Ficar Vago, Sem Considerar A Reposição. O Valor Corresponde A Cerca De 8,4% Da Distribuição De R$ 0,95 Por Cota Mantida Em Maio. No Entanto, A Multa Proporcional Ao Prazo Remanescente Até 2032, Corrigida Pelo Ipca, Deve Compensar Parte Relevante Da Perda Nos Primeiros Trimestres Após A Saída. Segundo O Fato Relevante, A Multa Corresponde A 4,5 Vezes O Aluguel Vigente Proporcional Ao Remanescente, O Que, Em Caso De Saída No Início De 2027 Após Nove Meses De Aviso, Equivaleria A Mais De 40 Meses De Aluguel Considerando O Prazo De Cinco Anos Restantes, Com Pagamento À Vista. O Montante Será Somado Ao Resultado E Poderá Ser Distribuído Como Rendimento, Observadas As Regras De Regime De Caixa Dos Fiis. A Gestão Da Bresco, Que Administra R$ 2,3 Bilhões Em Ativos No Fundo, Com 14.778.781 Cotas E Valor Patrimonial Por Cota De R$ 121,38, Conforme Informe De Junho De 2026, Não Utiliza Renda Mínima Garantida E Mantém Exposição Direta Ao Desempenho Operacional. O Fundo Negocia Com P/Vp Próximo De 1,01 Vez E Liquidez Média Diária De R$ 2,1 Milhões. O Próximo Passo Será A Busca Por Novo Locatário Ou Avaliação De Venda Do Ativo. A Gestora Não Informou Cronograma, Mas O Período De Aviso Permite Que O Processo De Comercialização Ocorra Com O Imóvel Ainda Ocupado, Reduzindo O Tempo De Vacância Efetiva. Caso Não Haja Locação Até O Fim Do Aviso, O Fundo Deverá Divulgar Novo Fato Relevante Informando A Vacância E A Atualização Do Impacto Financeiro.-Gazeta Mercantil
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O Anúncio Ocorre Em Momento De Reestruturação Do Gpa E De Mercado Logístico Aquecido Na Região Metropolitana De São Paulo, O Que, Na Avaliação De Casas De Análise, Mitiga Parcialmente O Efeito De Curto Prazo E Sustenta Opcionalidades De Médio Prazo Para O Brco11. Galpão De 35,5 Mil M² Responde Por 6% Da Abl E Quase 10% Da Receita Mensal O Gpa Cd04 São Paulo Possui 35.510,40 Metros Quadrados E Está Localizado Na Capital Paulista, Em Eixo De Distribuição Last Mile. Segundo O Informe Estruturado Do Fundo Referente Ao Primeiro Trimestre De 2026, O Portfólio Total Soma 14 Imóveis E 586,8 Mil Metros Quadrados De Área Total, Com Vacância Média De 4,21% Antes Do Evento. De Acordo Com Levantamento De Mercado Do Fundo, O Imóvel Representa Cerca De 6% Da Abl Total Na Comunicação Atual, Percentual Inferior Aos 9,1% Informados No Fato Relevante De Outubro De 2023, Diferença Que Reflete O Crescimento Do Portfólio Com Aquisições E Expansões Desde Então. Dados De Plataformas De Acompanhamento De Fiis Indicam Que O Ativo Responde Por Aproximadamente 9,88% Da Receita Mensal Contratada, Com Peso Relevante Na Geração De Caixa. Segundo O Relatório Gerencial Do Brco11 Divulgado Em 18 De Junho De 2026, A Vacância Física Do Portfólio Estava Em 7,4% E A Financeira Em 9,9% Antes Da Nova Rescisão, Concentrada Nos Empreendimentos Bresco Canoas E Bresco Resende. A Gestão Informou Manter Negociações Avançadas Para Locação Integral De Resende E Tratativas Iniciais Para Canoas, Equivalente A Cerca De 14 Mil Metros Quadrados. Contrato Havia Sido Renegociado Em Março De 2024 Com Multa De 4,5 Aluguéis O Histórico Contratual Ajuda A Entender As Condições Atuais. Conforme O Fato Relevante De Outubro De 2023, A Gpa Havia Notificado A Intenção De Rescindir Antecipadamente O Contrato Original Firmado Em 29 De Junho De 2018, Que Venceria Em Agosto De 2028, Com Multa Prevista De Três Aluguéis. De Acordo Com O Aditamento Divulgado Em Seguida, A Varejista Renunciou À Rescisão E Firmou Novos Termos. O Prazo Foi Prorrogado Por 90 Meses, De 18 De Julho De 2024 A 18 De Janeiro De 2032. O Valor Foi Fixado Em R$ 35,00 Por Metro Quadrado, Totalizando R$ 1.242.864,00 Mensais, Com Reajuste Anual Pelo Ipca E Descontos Progressivos De R$ 6,50 Por Metro Quadrado E R$ 3,25 Por Metro Quadrado Nos Dois Primeiros Anos Do Novo Período. O Novo Contrato Elevou A Multa Para 4,5 Vezes O Aluguel Mensal Proporcional Ao Prazo Remanescente E Manteve Aviso Prévio De Nove Meses. A Manutenção Da Locatária Garantiu Vacância Zero No Imóvel Até Agora. A Estrutura De Garantias É Semelhante À Adotada Em Outros Contratos Do Fundo, Como O Do Bresco Embu, Que Prevê Seis Meses De Multa, Aviso De Seis Meses E Carta-Fiança De Seis Aluguéis. Tentativa De Saída Em 2023 Foi Revertida Com Prorrogação Até 2032 A Rescisão Atual É A Segunda Notificação Formal Do Gpa No Mesmo Imóvel Em Menos De Três Anos. Segundo O Histórico De Comunicados, Em 17 De Outubro De 2023 O Fundo Comunicou A Intenção De Saída, Com Impacto Estimado Na Época De R$ 0,09 Por Cota. A Diferença Entre R$ 0,09 E Os R$ 0,08 Informados Agora Decorre De Atualização Da Base De Cotas, De Reajustes Pelo Ipca E De Mudança Na Participação Do Imóvel Na Receita Total. Na Ocasião De 2023, A Administração Oliveira Trust E A Gestora Bresco Anunciaram Que A Varejista Havia Voltado Atrás Após Negociação. O Episódio Resultou Na Renovação Até 2032. Agora, A Nova Notificação Reabre O Processo, Mas Com Colchão Maior De Multa E Prazo Mais Longo Para Recolocação. Para O Cotista, O Mecanismo De Aviso E Indenização Funciona Como Amortecedor. Durante Os Nove Meses De Aviso, O Aluguel Continua Sendo Pago. Após A Desocupação, A Indenização Corrigida Pelo Ipca Entra No Caixa Como Receita Não Recorrente, O Que Tem Sustentado Resultados Nos Últimos Trimestres. Gpa Passa Por Reestruturação De R$ 4,5 Bilhões E Reduz Pegada Logística A Decisão Do Gpa Ocorre Em Meio A Processo De Reestruturação Financeira. Segundo Informações Divulgadas Pela Companhia E Por Comunicados Ao Mercado, A Varejista Negocia Recuperação Extrajudicial Envolvendo R$ 4,53 Bilhões Em Passivos, Com Credores Bancários, Debenturistas E Detentores De Certificados De Recebíveis Imobiliários. De Acordo Com Documentos Da Empresa, A Proposta Em Discussão Com Bancos Prevê Deságio E Conversão De Parte Da Dívida Em Ações, Com Alongamento Do Prazo Médio Para 6,4 Anos E Redução De Custo Para Cdi Mais 0,5%. Para Debenturistas E Detentores De Cri, Que Somam Cerca De R$ 1,5 Bilhão, A Negociação Considera Desconto De 90% E Conversão Em Ações Com Base No Preço Dos Papéis Em 2029. A Companhia Informou Ter Obtido Adesão De 57% Dos Credores. Nesse Contexto, O Gpa Vem Reduzindo Lojas E Otimizando Centros De Distribuição. A Companhia Descontinuou Projeção De Abertura De 300 Lojas Entre 2022 E 2026, Após Abrir 213 Unidades Até O Segundo Trimestre De 2025. O Movimento De Fechar Um Cd Na Capital Paulista Está Alinhado À Estratégia De Concentrar Estoque Em Hubs Regionais E De Terceirizar Parte Da Operação Last Mile, O Que Afeta Diretamente A Demanda Por Galpões Urbanos De Alto Padrão Como O Gpa Cd04. Aluguel De R$ 35 Por M² Está Em Linha Com Mercado, Mas Last Mile Abre Espaço Para Ganho Segundo A Empiricus Research, O Aluguel Pago Pelo Gpa No Galpão Estava Em Torno De R$ 35 Por Metro Quadrado, Valor Próximo Ao Praticado No Mercado Para Ativos Similares, Conforme Dados Da Buildings. A Casa Avalia Que A Combinação De Localização Estratégica, Oferta Restrita, Demanda Aquecida E Escassez De Ativos Last Mile De Alto Padrão Sustenta Possibilidade De Recomercialização Em Patamar Superior. De Acordo Com Relatório Da Xp Investimentos, Cerca De 30% Da Abl Do Brco11 Está Em Raio De Até 25 Quilômetros Da Cidade De São Paulo, Principal Polo Logístico Do País, E 63% Da Receita Anual Estabilizada Provém De Ativos Last Mile, Impulsionados Pela Expansão Do E-Commerce. A Gestora Mantém Recomendação De Compra Para O Fundo, Com Preço-Alvo De R$ 132,57 Por Cota Em Relatório Anterior, O Que Implicava Potencial De Valorização De 11,5% Sobre A Cotação Da Época, E De 15,6% Em Atualização De Junho De 2026. A Tese Considera Gestão Especializada, Portfólio De 14 Imóveis Com Especificação Técnica A+, Prazo Médio Remanescente De Contratos De 4,5 Anos E 36% De Contratos Atípicos, Que Dão Maior Previsibilidade. Mais De 74% Dos Inquilinos Possuem Grau De Investimento, Entre Aaa E Aa Em Escala Local. Entre Os Principais Locatários Estão Natura Com 14% Da Receita, Mercado Livre Com 11%, Whirlpool Com 10%, Gpa Com 8% E Magalu Com 7%. O Mercado Logístico Paulista Opera Com Vacância De Um Dígito Em Raios De 15 A 30 Quilômetros Da Capital, Segundo Consultorias Do Setor, O Que Favorece Reposicionamento. O Bresco Embu, Por Exemplo, Foi Integralmente Locado Em Maio Para A Expresso 3300, Com 7,6 Mil Metros Quadrados De Galpão E 14 Mil Metros Quadrados De Pátio, Por Três Anos, Com Carências De Quatro E Seis Meses E Contribuição Estimada De R$ 0,02 Por Cota Por Mês Após Carência, Conforme Fato Relevante Do Período. Histórico De Venda Com Lucro Após Saída Do Gpa Sustenta Tese De Médio Prazo A Empiricus Research Destaca Que O Brco11 Já Viveu Desocupação Relevante Do Gpa Em Outro Imóvel Do Portfólio, Que Posteriormente Foi Vendido Com Ganho De Capital Para Os Cotistas. O Precedente É Citado Como Fator Que Sustenta A Avaliação De Que O Evento Atual, Embora Negativo No Curto Prazo Por Pressionar Vacância E Receita Recorrente, Abre Janela De Realocação Ou Desinvestimento. 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