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Home Economia

Inflação de 2025 cai no Focus e reforça sinal de desaceleração

Inflação de 2025 recua no Boletim Focus e consolida nova tendência no mercado

por Redação
01/12/2025
em Economia, Destaque, News
Inflação De 2025 Cai No Focus E Reforça Sinal De Desaceleração - Gazeta Mercantil

Boletim Focus: projeção da inflação de 2025 recua pela 3ª vez seguida

A nova edição do Boletim Focus, divulgada pelo BC nesta segunda-feira, reforçou um movimento que começa a ganhar consistência no mercado: a inflação de 2025 voltou a cair, marcando a terceira revisão consecutiva das expectativas para o índice oficial de preços do próximo ano. O relatório, que compila projeções de mais de 120 instituições financeiras, trouxe ajustes discretos em algumas variáveis e estabilidade na maior parte dos indicadores macroeconômicos, em um momento de cautela sobre o ritmo da atividade econômica, a trajetória dos juros e o impacto das tensões externas recentes.

A redução contínua da inflação de 2025 é interpretada no mercado como sinal de maior confiança na condução da política monetária, embora ainda haja incertezas sobre o cenário fiscal e sobre pressões de preços em segmentos específicos. O recuo também reforça a percepção de que o BC conseguiu ancorar parte das expectativas para o médio prazo, mesmo diante de oscilações nos mercados internacionais.

Nos itens complementares, o Focus mostrou estabilidade significativa nas projeções para PIB, câmbio e juros, evidenciando a leitura de que a economia brasileira atravessa um período de movimentos lentos, com ajustes graduais e sem choques expressivos no curto prazo.

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Inflação de 2025 se descola de projeções futuras e reforça sinal de desaceleração

A inflação de 2025, ponto central das atenções dos analistas, registrou seu terceiro recuo consecutivo. Mesmo que o Boletim Focus não tenha divulgado um novo número diretamente no sumário desta edição para o IPCA de 2025, o comportamento dos demais anos reforça a percepção de desinflação progressiva ao longo da curva.

Os números detalhados mostraram que o IPCA de 2026 recuou pela segunda semana seguida, agora estimado em 4,17%. Para 2027, a projeção permaneceu estável em 3,80% pela quarta semana, enquanto 2028 seguiu em 3,50%, também estável pela quarta semana consecutiva. As expectativas reforçam a leitura de estabilidade de longo prazo, com projeções ancoradas em torno do centro das metas.

Esse descolamento entre a inflação de 2025 em queda e a estabilidade das projeções para 2027 e 2028 sugere que o mercado está reavaliando fatores específicos do curto prazo, como recomposição de estoques, desaceleração do consumo e efeitos defasados da política monetária.

Na avaliação de economistas, a manutenção de projeções constantes para os anos mais distantes evidencia que o recuo atual não está relacionado a uma mudança estrutural, mas sim a ajustes conjunturais que afetam o curto prazo. A postura mais cautelosa dos consumidores, a desaceleração da atividade e a expectativa de menor repasse cambial contribuíram para esse movimento.


PIB mantém ritmo moderado e projeção para 2025 segue a mesma há cinco semanas

A projeção para o PIB de 2025 permaneceu em 1,78% pela quinta semana seguida, sinalizando estabilidade e ausência de revisões significativas nas projeções para o próximo ciclo de atividade. Esse número reflete um cenário de crescimento moderado, com setores industriais ainda operando abaixo do potencial e serviços mantendo desempenho firme, porém sem aceleração intensa.

Para 2027, a projeção do PIB recuou de 1,88% para 1,83%, revertendo a estabilidade da semana anterior e indicando revisões pontuais diante de expectativas mais moderadas sobre investimentos e produtividade. O número para 2028 permaneceu em 2,00%, completando um período impressionante de 90 semanas de estabilidade, um consenso raro entre analistas.

Os economistas apontam que essa estabilidade prolongada demonstra uma visão consolidada de que a economia brasileira caminha para um crescimento de longo prazo moderado, sustentado pela expansão do agronegócio, pelo fortalecimento do setor de serviços e pelo avanço lento, porém contínuo, de investimentos em infraestrutura.


Dólar estabilizado em R$ 5,50 reforça expectativa de câmbio previsível

O câmbio também permaneceu estável, com o dólar projetado a R$ 5,50 em 2026 pela sétima semana consecutiva. As projeções para 2027 e 2028 repetiram a mesma cotação, sem alterações pela quinta semana seguida.

A estabilidade prolongada na taxa de câmbio projetada demonstra a percepção de que fatores externos — como juros nos EUA, tensões comerciais e volatilidade internacional — já estão precificados pelos agentes econômicos. Mesmo com oscilações diárias, o mercado não vê, no momento, elementos capazes de alterar de forma significativa a expectativa de médio e longo prazo.

Para o curto prazo, analistas afirmam que a ancoragem cambial é essencial para ajudar no controle da inflação de 2025, uma vez que a desvalorização do real pode impactar diretamente itens importados, combustíveis e insumos industriais.


Selic segue estável para 2025 e mercado revisa 2028 para baixo

A taxa Selic prevista para 2025 permaneceu em 10,50%, completando 42 semanas seguidas sem alteração. Esse período estendido de estabilidade nas projeções indica forte consenso entre analistas de que o BC manterá postura conservadora ao longo do próximo ano, sem movimentos abruptos na política monetária.

Para 2026, a estimativa também seguiu em 12%, refletindo o entendimento de que pressões fiscais podem demandar juros mais elevados para ancorar expectativas de médio prazo.

Já para 2028 houve redução: a projeção recuou de 9,75% para 9,50%. O ajuste indica uma visão mais otimista para o longo prazo, com inflação mais controlada, recuperação gradual da capacidade produtiva e ambiente internacional menos pressionado.

Segundo analistas, a combinação de redução na inflação de 2025 com números mais suaves para 2028 ajuda a compor a expectativa de trajetória de juros mais benigna no final da década.


Balança comercial deve fechar 2025 com superávit robusto e previsão para 2026 cai levemente

O Boletim Focus também atualizou os números da balança comercial. Para 2026, o superávit previsto é de R$ 65,70 bilhões, uma leve redução em comparação aos R$ 66 bilhões estimados na semana anterior. Apesar da queda, a expectativa ainda é considerada sólida, sustentada por exportações de commodities e demanda aquecida de parceiros estratégicos.

Para o ano corrente, a projeção subiu para R$ 62,85 bilhões, acima dos R$ 62,10 bilhões da semana anterior. O aumento reflete a melhora no desempenho das exportações, especialmente no agronegócio, e o recuo de pressões sobre as importações energéticas.

O desempenho da balança é um dos elementos que contribui para reduzir pressões sobre a inflação de 2025, já que superávits elevados ajudam a aliviar movimentos especulativos sobre o câmbio.


Inflação de 2025: sinalizações do mercado e impactos sobre juros e atividade

A trajetória descendente da inflação de 2025 reforça uma percepção mais benigna sobre a dinâmica de preços no curto prazo. Ainda assim, economistas ponderam que há desafios significativos, especialmente no campo fiscal, que podem interferir no processo de ancoragem das expectativas.

Entre os fatores que podem influenciar a inflação de 2025, estão:

 volatilidade nas commodities;
 ritmo da recuperação do consumo interno;
 pressões sobre o câmbio;
 decisões de política monetária no exterior.

A leitura atual do mercado sugere que, embora haja boas notícias no curto prazo, o ambiente ainda inspira cautela. A trajetória dos juros, como mostra o Focus, não indica cortes agressivos, e a atividade deve permanecer desacelerada, preservando parte do impacto contracionista necessário para conter a inflação de 2025.

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