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Itaúsa (ITSA4) lucra R$ 4,5 bilhões no 1º trimestre, alta de 17%, com avanço das investidas

Holding registrou ROE recorrente de 20,1%, elevou remuneração aos acionistas em 39% e destacou desempenho do Itaú Unibanco e das empresas não financeiras

por João Souza
12/05/2026 às 12h44
em Empresas
Itausa - Gazeta Mercantil

A Itaúsa (ITSA4) registrou lucro líquido recorrente de R$ 4,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 17% em relação ao mesmo período de 2025, em um resultado impulsionado pelo desempenho das empresas investidas, pela contribuição do Itaú Unibanco (ITUB4) e pela evolução do portfólio não financeiro. A holding também reportou retorno sobre o patrimônio líquido recorrente, o ROE, de 20,1%, alta de 2,7 pontos percentuais na comparação anual.

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O resultado reforça a capacidade da Itaúsa (ITSA4) de gerar valor por meio de um portfólio diversificado, em um ambiente de maior volatilidade nos mercados globais e de transição do ciclo monetário. A companhia informou ainda que a remuneração aos acionistas somou R$ 1,3 bilhão no trimestre, avanço de 39% sobre o primeiro trimestre do ano passado.

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A melhora do lucro recorrente reflete, principalmente, o desempenho das investidas. O resultado recorrente das companhias do portfólio, refletido no balanço da Itaúsa (ITSA4), totalizou R$ 4,8 bilhões no primeiro trimestre, alta de 16% em relação ao mesmo período de 2025.

Segundo Alfredo Setubal, presidente e diretor de Relações com Investidores da Itaúsa (ITSA4), os números confirmam a solidez da companhia. Ele afirmou que, mesmo diante de um cenário de maior volatilidade, a holding manteve resultados consistentes, apoiada na qualidade do portfólio, na disciplina financeira e no acompanhamento estratégico das investidas.

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Itaú Unibanco sustenta principal contribuição ao lucro

O Itaú Unibanco (ITUB4) continuou sendo o principal vetor de resultado da Itaúsa (ITSA4). A contribuição do banco avançou 11% no primeiro trimestre, refletindo crescimento da carteira de crédito no Brasil e na América Latina, níveis saudáveis de inadimplência e expansão das operações de Seguros e Previdência.

O desempenho do Itaú Unibanco (ITUB4) é decisivo para a holding porque o banco representa a principal participação da Itaúsa (ITSA4). Por isso, a evolução do lucro, da eficiência operacional, da qualidade da carteira e da rentabilidade do banco tem efeito direto sobre o resultado consolidado da companhia de participações.

No trimestre, o Itaú Unibanco (ITUB4) também registrou avanço em eficiência operacional. O índice de eficiência ficou em 37,1% no consolidado e em 34,9% no Brasil. Em bancos, quanto menor esse indicador, maior tende a ser a eficiência na relação entre despesas e receitas.

A instituição encerrou o período com Índice de Capital Nível I de 13,4%, acima do mínimo regulatório. O capital robusto reforça a capacidade do banco de sustentar crescimento, absorver perdas e manter remuneração aos acionistas dentro de parâmetros prudenciais.

Investidas não financeiras avançam 76%

Além do Itaú Unibanco (ITUB4), as investidas não financeiras tiveram papel relevante no avanço do resultado. Segundo a Itaúsa (ITSA4), o desempenho dessas empresas cresceu 76% no período, evidenciando maior contribuição do portfólio diversificado.

A evolução é importante para a estratégia da holding porque reduz a dependência relativa do setor financeiro e reforça a tese de diversificação. A Itaúsa (ITSA4) tem buscado ampliar exposição a setores como saneamento, infraestrutura, consumo, energia e materiais de construção.

A Dexco (DXCO3) apresentou desempenho sustentado pelas divisões de Madeira e de Metais e Louças. Esses segmentos ajudaram a compensar parcialmente os desafios ainda enfrentados em Revestimentos Cerâmicos e a retração nos resultados da LD Celulose.

A companhia também avançou no processo de desalavancagem, ponto relevante para investidores em um cenário de juros ainda elevados. A redução de endividamento melhora a flexibilidade financeira e pode ampliar a capacidade de investimento das empresas do portfólio.

Alpargatas, Motiva e Copa Energia reforçam resultado

A Alpargatas (ALPA4) registrou crescimento de receita, Ebitda e lucro no trimestre. O desempenho foi apoiado por maior volume, melhor mix de produtos e avanço das operações internacionais.

Para a Itaúsa (ITSA4), a recuperação da Alpargatas (ALPA4) é relevante porque a companhia passou por ciclos de pressão operacional nos últimos anos. A melhora de volume e mix indica avanço na execução comercial e maior capacidade de recomposição de margens.

Na Motiva, os resultados refletiram reajustes tarifários, aumento de tráfego em todos os modais e entrada de novos ativos no portfólio. A combinação de tráfego maior e tarifas reajustadas tende a favorecer a geração de caixa em negócios de infraestrutura, especialmente quando há contratos de longo prazo.

A Copa Energia também contribuiu positivamente, com crescimento de Ebitda e lucro. O resultado foi impulsionado por maior volume de vendas, melhores margens e redução da dívida líquida, fatores que reforçam a resiliência do negócio em um mercado competitivo.

Aegea tem impacto positivo após aumento de capital

A Aegea apresentou avanço no resultado operacional, mas teve lucro pressionado pelo aumento das despesas financeiras. O efeito é comum em empresas de infraestrutura intensivas em capital, especialmente em fases de expansão, quando o endividamento pode crescer para financiar projetos e concessões.

Apesar da pressão financeira na investida, o resultado da Aegea refletido na Itaúsa (ITSA4) foi positivo. Segundo a holding, isso ocorreu por causa do efeito do aumento de capital realizado no trimestre.

A Itaúsa (ITSA4) concluiu em março uma capitalização de R$ 418,1 milhões na Aegea, ampliando sua participação no capital total da companhia para 13,27%. O movimento faz parte da estratégia de alocação de capital da holding e reforça a exposição ao setor de saneamento.

O saneamento é considerado um setor de longo prazo, com forte demanda por investimentos, previsibilidade regulatória crescente e contratos extensos. Para uma holding como a Itaúsa (ITSA4), esse tipo de ativo pode funcionar como fonte de diversificação e geração de valor em ciclos mais longos.

Variação do valor justo da NTS contribui para balanço

O resultado da Itaúsa (ITSA4) também teve contribuição positiva da variação do valor justo da NTS. Esse tipo de efeito pode influenciar o balanço da holding conforme a avaliação contábil dos ativos e a dinâmica dos investimentos no portfólio.

A NTS atua em infraestrutura de transporte de gás natural, segmento estratégico para o setor energético e para a indústria. Participações em empresas desse tipo tendem a oferecer exposição a ativos regulados ou contratados de longo prazo, com potencial de geração previsível de caixa.

Para investidores, a composição do resultado da Itaúsa (ITSA4) deve ser analisada considerando tanto os efeitos recorrentes quanto eventuais impactos contábeis ou de marcação a valor justo. O lucro recorrente de R$ 4,5 bilhões indica a capacidade operacional do portfólio, enquanto efeitos de avaliação podem adicionar volatilidade aos números.

O avanço das investidas não financeiras mostra que a diversificação vem ganhando peso dentro da holding. Ainda assim, o Itaú Unibanco (ITUB4) permanece como principal motor de geração de resultados.

Remuneração aos acionistas sobe para R$ 1,3 bilhão

A Itaúsa (ITSA4) distribuiu R$ 1,3 bilhão em remuneração aos acionistas no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 39% em relação ao mesmo período do ano anterior. O aumento reforça a posição da holding como uma das empresas acompanhadas por investidores que buscam dividendos e retorno recorrente.

Nos 12 meses encerrados em março de 2026, a companhia informou dividend yield de 8,8%, um dos mais elevados da B3. O indicador mede a relação entre os proventos distribuídos e o preço das ações, sendo uma referência importante para investidores focados em renda.

A remuneração consistente é um dos pilares da tese de investimento em Itaúsa (ITSA4). A holding combina participação relevante em banco de alta rentabilidade com investimentos em empresas de setores reais da economia, o que permite distribuição de resultados e reinvestimento seletivo em oportunidades estratégicas.

O retorno total ao acionista, conhecido como TSR, atingiu 67,6% nos 12 meses encerrados em março de 2026. O desempenho, segundo a companhia, ficou acima dos principais indicadores de mercado.

Holding mantém caixa sólido e dívida alongada

A Itaúsa (ITSA4) encerrou o trimestre com estrutura financeira considerada sólida, posição confortável de caixa e perfil de endividamento adequado. A companhia destacou que sua dívida apresenta prazos alongados e custo médio menor, reflexo de iniciativas de gestão financeira realizadas nos últimos anos.

A disciplina de capital é um ponto central para holdings de investimento. Como a Itaúsa (ITSA4) precisa equilibrar dividendos, aportes em investidas, eventuais aquisições e manutenção de liquidez, a gestão do endividamento influencia diretamente a capacidade de executar a estratégia.

A capitalização de R$ 418,1 milhões na Aegea mostra que a holding segue disposta a direcionar recursos para ativos considerados estratégicos. Ao mesmo tempo, a preservação de liquidez reduz riscos em momentos de volatilidade dos mercados.

O ambiente de juros ainda exige cautela. Empresas com dívidas relevantes enfrentam custo financeiro maior, e holdings precisam evitar alavancagem excessiva para manter flexibilidade. No caso da Itaúsa (ITSA4), a companhia afirma ter mantido estrutura compatível com sua estratégia de longo prazo.

Resultado reforça estratégia de portfólio diversificado

O balanço do primeiro trimestre reforça a estratégia da Itaúsa (ITSA4) de atuar como holding de investimentos com foco em empresas líderes, geração de caixa e disciplina de alocação de capital. O crescimento de 17% no lucro recorrente e o ROE de 20,1% indicam rentabilidade elevada em meio a um cenário econômico ainda desafiador.

A contribuição do Itaú Unibanco (ITUB4) segue dominante, mas o crescimento de 76% das investidas não financeiras aponta avanço na diversificação. Esse equilíbrio é importante para reduzir concentração e criar novas fontes de valor no longo prazo.

Para investidores, os próximos trimestres devem mostrar se a evolução das investidas não financeiras será sustentada. Dexco (DXCO3), Alpargatas (ALPA4), Motiva, Copa Energia, Aegea e NTS terão papel relevante na avaliação da capacidade da Itaúsa (ITSA4) de ampliar retorno sem elevar excessivamente o risco.

O resultado também reforça a leitura de que a holding mantém atratividade para investidores interessados em dividendos, exposição ao Itaú Unibanco (ITUB4) e participação em setores como saneamento, infraestrutura, consumo e materiais de construção.

Lucro de R$ 4,5 bilhões mantém Itaúsa entre grandes pagadoras da B3

O lucro recorrente de R$ 4,5 bilhões no primeiro trimestre mantém a Itaúsa (ITSA4) entre as holdings mais relevantes da B3 em geração de resultado e distribuição de proventos. O avanço de 17% no lucro, a remuneração de R$ 1,3 bilhão aos acionistas e o dividend yield de 8,8% nos últimos 12 meses reforçam o posicionamento da companhia no mercado.

A sustentação desse desempenho dependerá da continuidade dos resultados do Itaú Unibanco (ITUB4), da evolução operacional das empresas não financeiras e da disciplina na alocação de capital. A holding também seguirá exposta a juros, crédito, consumo, infraestrutura e condições de mercado.

O primeiro trimestre mostra uma Itaúsa (ITSA4) mais rentável, com portfólio em evolução e estrutura financeira preservada. Em um mercado atento a dividendos e qualidade de ativos, o balanço reforça a posição da companhia como uma das principais referências da Bolsa brasileira em holdings de investimento.

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