O Citi reduziu de US$ 2.150 para US$ 2.100 o preço-alvo das ações do Mercado Livre (MELI), em uma revisão divulgada nesta terça-feira (13), às vésperas da apresentação dos resultados do terceiro trimestre de 2026. O banco manteve a recomendação neutra para a companhia, mas retirou a classificação adicional de alto risco, refletindo a percepção de menor volatilidade dos papéis e uma visibilidade ligeiramente melhor sobre a recuperação das margens operacionais. A mudança mostra que os analistas passaram a enxergar um cenário menos incerto para a empresa, embora ainda considerem limitado o potencial de valorização após o desempenho recente das ações.
A redução de US$ 50 no preço-alvo equivale a aproximadamente 2,33% em relação à estimativa anterior. O ajuste ocorreu sem alterações significativas nas projeções de lucro, sinalizando que a revisão está mais relacionada à avaliação do preço das ações e à relação entre risco e retorno do que a uma deterioração expressiva das expectativas para os negócios.
O principal ponto de atenção é a capacidade do Mercado Livre de transformar o crescimento acelerado das receitas em expansão consistente da rentabilidade. A companhia tem ampliado investimentos em frete, logística, concessão de crédito, tecnologia e programas de fidelização, iniciativas que fortalecem sua presença na América Latina, mas também pressionam os resultados no curto prazo. Para o Citi, uma recuperação das margens no terceiro trimestre poderá ser recebida positivamente pelo mercado, embora não seja suficiente, isoladamente, para justificar uma recomendação de compra.
A apresentação dos resultados do período de julho a setembro está prevista provisoriamente para 4 de novembro, conforme o calendário de relações com investidores da companhia. Até essa data, os números referentes ao terceiro trimestre permanecem estimativas dos analistas, sem confirmação por demonstrações financeiras divulgadas pela empresa.
Citi reduz preço-alvo, mas retira classificação de alto risco
A revisão da avaliação do Mercado Livre reúne duas mudanças que podem parecer contraditórias à primeira vista. Ao mesmo tempo que reduziu o preço-alvo, o Citi deixou de classificar a ação como neutra de alto risco e passou a enquadrá-la simplesmente como neutra.
As duas decisões, entretanto, consideram aspectos distintos. O preço-alvo representa uma estimativa de valor para a ação dentro do horizonte utilizado pelo banco, enquanto a classificação de risco procura refletir a incerteza associada às projeções e à trajetória de negociação do papel.
A retirada do componente de alto risco está relacionada à menor volatilidade observada recentemente e à melhora na previsibilidade dos resultados operacionais. Isso não significa que as ações tenham deixado de apresentar riscos, mas que o banco passou a considerar parte das incertezas anteriores menos pronunciada.
Já a redução do preço-alvo indica que o Citi continua cauteloso quanto à valorização adicional dos papéis. Após o movimento recente das cotações, a instituição entende que a relação entre retorno potencial e riscos assumidos não oferece atratividade suficiente para recomendar a compra.
É importante observar que a manutenção da recomendação neutra não representa uma orientação automática de venda. O banco tampouco está indicando uma queda obrigatória até determinado preço. Trata-se de uma avaliação que precisa ser interpretada em conjunto com a cotação de mercado, as premissas financeiras e o horizonte temporal adotado pelos analistas.
A posição também evidencia a diferença entre uma melhora operacional e uma oportunidade de investimento. Uma empresa pode apresentar crescimento de receita, expansão de clientes e recuperação de margens sem que suas ações ofereçam necessariamente um retorno considerado elevado, especialmente quando essas perspectivas já estão incorporadas aos preços.
Brasil deve sustentar crescimento de aproximadamente 38% no comércio eletrônico
O mercado brasileiro permanece como um dos principais fundamentos da análise do Citi. Para o terceiro trimestre de 2026, o banco projeta crescimento próximo de 38% nas atividades de comércio eletrônico da companhia no país, em moeda constante, mesmo diante de uma base de comparação mais exigente.
A previsão sugere continuidade de um ritmo expressivo de expansão, ainda que ligeiramente inferior ao registrado em determinados indicadores do trimestre anterior. Entre abril e junho, o valor bruto das mercadorias comercializadas pelo Mercado Livre no Brasil cresceu 39% em moeda constante, enquanto a quantidade de produtos vendidos aumentou 56% em relação ao mesmo período de 2025.
O desempenho foi impulsionado pela estratégia de ampliar a frequência de compras e reduzir barreiras para consumidores. Desde junho de 2025, a companhia passou a oferecer condições mais abrangentes de frete grátis no mercado brasileiro, buscando estimular compras de menor valor e aumentar a recorrência de utilização da plataforma.
A iniciativa elevou a atratividade do marketplace, mas também exigiu investimentos adicionais em logística. A empresa passou a absorver uma parcela maior dos custos associados à entrega de produtos, esperando compensar essas despesas por meio do crescimento do volume transacionado, da fidelização dos clientes e de ganhos de escala.
Os resultados do segundo trimestre indicaram avanços nessa estratégia. O Mercado Livre informou que a conversão de visitas em compras melhorou em relação ao ano anterior e que os consumidores passaram a adquirir mais produtos de diferentes categorias.
No mesmo período, a base consolidada de compradores ativos únicos cresceu 26%, chegando a aproximadamente 89 milhões de usuários. A companhia também registrou aumento de 14% na quantidade de itens adquiridos por comprador, demonstrando que a expansão não dependeu exclusivamente da entrada de novos consumidores.
Para o Citi, a continuidade desse comportamento no Brasil constitui um dos principais fatores capazes de sustentar a receita do terceiro trimestre. A dificuldade está em preservar o ritmo de crescimento sem ampliar excessivamente os gastos comerciais e logísticos.
México e Argentina podem apresentar desaceleração
Fora do Brasil, o banco considera possível uma moderação do crescimento das operações no México e na Argentina, diante das condições macroeconômicas de cada mercado.
No segundo trimestre, o valor bruto das mercadorias negociadas no México avançou 26% em moeda constante, enquanto o volume de itens vendidos cresceu 34%. A companhia destacou o impacto de mudanças tributárias e a necessidade de ampliar a oferta de produtos para sustentar a demanda.
Na Argentina, o valor bruto de mercadorias apresentou expansão de 38% em moeda constante, mas o número de unidades vendidas aumentou 22%. A diferença entre os indicadores mostra que o crescimento do valor transacionado pode ocorrer em ritmo superior ao avanço do volume físico de produtos, dependendo da composição das vendas e das condições econômicas.
Esses resultados ajudam a explicar por que os analistas observam separadamente o desempenho de cada país. Inflação, renda disponível, condições de crédito, mudanças tributárias e competição local influenciam a demanda por produtos e serviços financeiros, com efeitos distintos sobre receita e margens.
A diversificação geográfica representa uma vantagem comercial para o Mercado Livre, mas também amplia sua exposição a diferentes ciclos econômicos. O crescimento consolidado depende da contribuição conjunta dos mercados em que a empresa atua, enquanto flutuações cambiais podem alterar a conversão dos resultados locais para dólares.
Receita cresceu 50% no 2T26, mas margem operacional caiu para 6,7%
A recuperação da rentabilidade tornou-se uma das principais preocupações dos investidores após os resultados do segundo trimestre. Na ocasião, o Mercado Livre registrou receita líquida e receitas financeiras de US$ 10,17 bilhões, crescimento de 50% em relação ao mesmo período de 2025 e o maior faturamento trimestral de sua história até então.
O desempenho comercial, entretanto, não foi acompanhado por expansão do lucro operacional. O resultado antes dos juros e impostos recuou 17%, de aproximadamente US$ 825 milhões no segundo trimestre de 2025 para US$ 683 milhões em 2026.
A margem operacional caiu de 12,2% para 6,7%, uma contração de 5,5 pontos percentuais em apenas um ano. A diferença significa que, para cada US$ 100 de receita líquida e receitas financeiras, a companhia passou a gerar aproximadamente US$ 6,70 em resultado operacional, contra US$ 12,20 no período comparável.
O lucro líquido também diminuiu, passando de US$ 523 milhões para US$ 466 milhões, retração próxima de 11%. Assim, a empresa apresentou crescimento expressivo nas atividades comerciais e financeiras, mas uma parcela menor das receitas foi convertida em resultado para os acionistas.
A administração atribuiu parte dessa dinâmica aos investimentos destinados à expansão do ecossistema, incluindo benefícios de frete, desenvolvimento de produtos financeiros, expansão de cartões de crédito e tecnologia.
O contraste entre receitas e margens ajuda a explicar a cautela do Citi. A companhia demonstra capacidade de ampliar a escala de suas operações, mas ainda precisa mostrar que os investimentos realizados poderão produzir ganhos de eficiência suficientes para elevar a rentabilidade de forma sustentável.
Ajustes nas tarifas de frete podem contribuir para recuperar margens
Um dos fatores considerados favoráveis pelo Citi para o terceiro trimestre são os ajustes nas tarifas de frete implementados pelo Mercado Livre no fim de agosto. Segundo a análise atribuída ao banco, as mudanças poderão contribuir para uma recuperação sequencial das margens depois das pressões observadas nos períodos anteriores.
A logística ocupa posição central no modelo de negócios da companhia. O Mercado Livre opera uma estrutura de armazenagem, distribuição e entrega que permite atender milhões de compradores, mas exige investimentos contínuos em centros logísticos, transporte, tecnologia e serviços de última milha.
Quando a empresa amplia o acesso ao frete grátis ou concede descontos nas entregas, parte dos custos deixa de ser transferida diretamente ao consumidor. A estratégia pode estimular as compras e aumentar a fidelização, mas reduz a margem das operações caso o crescimento da receita não compense integralmente as despesas adicionais.
Por outro lado, o aumento da escala pode produzir ganhos de eficiência. Uma rede que movimenta mais encomendas tende a distribuir determinados custos fixos sobre uma quantidade maior de entregas, enquanto melhorias nas rotas e na utilização dos centros de distribuição podem reduzir gastos por pacote.
Nos resultados do segundo trimestre, o Mercado Livre informou que parte das entregas gratuitas de produtos de menor valor já apresentava contribuição variável positiva, apoiada em tecnologia, escala e melhor utilização da capacidade logística.
Esse avanço não significa que toda a operação de frete grátis tenha alcançado a mesma rentabilidade. Os custos dependem do tamanho dos pedidos, da distância percorrida, da localização dos centros de distribuição e das condições comerciais oferecidas a vendedores e consumidores.
Para o Citi, a combinação entre ajustes tarifários e ganhos de escala pode favorecer as margens no terceiro trimestre. A intensidade dessa recuperação, entretanto, dependerá do comportamento efetivo dos custos e do volume de transações.
Mercado Pago amplia peso nos resultados e mantém atenção ao risco de crédito
O Mercado Pago constitui outro elemento relevante nas projeções do banco. A operação financeira do grupo vem aumentando sua presença em pagamentos, contas digitais, cartões de crédito, empréstimos e outros serviços, criando oportunidades de receita além do comércio eletrônico.
No segundo trimestre de 2026, a receita líquida da divisão financeira alcançou aproximadamente US$ 4,4 bilhões, crescimento de 49% em dólares na comparação anual. O volume total de pagamentos processados superou US$ 101 bilhões pela primeira vez, avanço de 56%.
A plataforma encerrou junho com aproximadamente 88 milhões de usuários ativos mensais, expansão de 30%, enquanto os recursos sob gestão chegaram a US$ 23 bilhões. A carteira de crédito ultrapassou US$ 16 bilhões, crescimento de 75% em relação ao ano anterior.
A expansão fortalece a diversificação do Mercado Livre, mas também amplia a importância das provisões para perdas com empréstimos e cartões. Quanto maior a carteira de crédito, maior a necessidade de acompanhar a capacidade de pagamento dos clientes, os índices de atraso e os valores potencialmente recuperáveis.
Segundo a análise atribuída ao Citi, a evolução das provisões, consideradas as recuperações de créditos, poderá contribuir para uma melhora da margem no terceiro trimestre. O banco também relaciona essa expectativa aos efeitos do programa brasileiro de renegociação de dívidas conhecido como Desenrola 2.0 sobre a carteira do Mercado Pago.
O novo programa federal, lançado em maio, estabeleceu mecanismos para renegociar dívidas de consumidores mediante descontos, condições especiais de pagamento e participação de instituições financeiras. A possibilidade de redução das perdas contábeis depende das condições de cada operação e dos acordos efetivamente realizados.
A relação específica entre o programa e os resultados do Mercado Pago ainda precisa ser observada nos próximos demonstrativos financeiros. A projeção apresentada pelo Citi não equivale à confirmação de uma redução já realizada nas provisões do terceiro trimestre.
Para os investidores, os indicadores relevantes incluirão a evolução da inadimplência, os custos de risco, a rentabilidade da carteira e os efeitos das renegociações sobre a capacidade de recuperação dos créditos.
Citi projeta receita acima do consenso, mas mantém expectativa moderada para o Ebit
Na prévia de resultados do terceiro trimestre, o Citi projeta receita aproximadamente 1% superior à mediana das estimativas reunidas pela Visible Alpha, plataforma utilizada por instituições financeiras para acompanhar as projeções do mercado.
A diferença é atribuída principalmente a expectativas um pouco mais favoráveis para o comércio eletrônico e para as operações financeiras. O banco considera que o crescimento dessas duas atividades poderá sustentar o faturamento consolidado, mesmo com a possível desaceleração em alguns mercados internacionais.
Entretanto, a instituição projeta margem bruta cerca de 30 pontos-base abaixo do consenso. Isso equivale a 0,30 ponto percentual, diferença que pode se tornar relevante quando aplicada a uma companhia com receitas trimestrais superiores a US$ 10 bilhões.
O Citi também espera despesas ligeiramente mais elevadas com Produto e Tecnologia. Como resultado, sua estimativa de lucro operacional permanece próxima da média projetada pelos demais analistas, apesar da expectativa de receita um pouco superior.
A combinação sugere que parte do crescimento adicional poderá ser absorvida pelos custos e investimentos da companhia. Para o mercado, a questão será verificar se o aumento das receitas virá acompanhado de uma recuperação efetiva da margem operacional.
O comportamento dos indicadores também poderá influenciar as projeções de períodos seguintes. Uma melhora mais expressiva do que a esperada poderia indicar que os ganhos de escala estão começando a superar as despesas de expansão. Por outro lado, margens persistentemente pressionadas reforçariam os questionamentos sobre o prazo necessário para recuperar a rentabilidade histórica.
Margem Ebit projetada em 6,9% para 2027 e 7,9% para 2028
Apesar de reconhecer perspectivas um pouco mais favoráveis para a evolução da margem bruta em 2027, o Citi realizou alterações limitadas em suas estimativas financeiras de médio prazo.
A instituição manteve a projeção de margem Ebit em aproximadamente 6,9% para 2027 e 7,9% para 2028. A diferença de um ponto percentual entre os dois anos indica expectativa de recuperação gradual da eficiência operacional, mas sem retorno imediato aos patamares de rentabilidade observados em períodos anteriores.
O banco avalia que o aumento da escala do comércio eletrônico poderá contribuir para diluir custos logísticos ao longo do tempo. A maior quantidade de pedidos, combinada com melhorias na infraestrutura, tende a favorecer o custo unitário das entregas quando a empresa consegue utilizar seus ativos de forma mais eficiente.
Entretanto, esses benefícios são parcialmente compensados por premissas mais conservadoras em relação às despesas com tecnologia e ao risco de crédito. Os investimentos em inteligência artificial, desenvolvimento de produtos e ampliação dos serviços financeiros continuam sendo considerados relevantes para a estratégia de crescimento.
O Mercado Livre já informou ter expandido a utilização de inteligência artificial em ferramentas de busca, publicidade e gestão de vendedores. No segundo trimestre, concluiu a implementação de uma arquitetura de busca baseada nessa tecnologia em seus cinco principais mercados, com ganhos de conversão que, segundo a administração, compensaram os custos adicionais associados ao uso dos modelos.
A adoção dessas soluções pode melhorar a experiência dos usuários e ampliar a produtividade, mas também representa despesas com desenvolvimento, processamento e infraestrutura tecnológica. Seus efeitos líquidos sobre as margens dependerão do retorno econômico obtido em cada aplicação.
O Citi considera que a companhia ainda poderá realizar novos investimentos significativos, limitando a velocidade de expansão dos lucros. Por essa razão, suas estimativas para 2027 e 2028 permanecem abaixo das projeções consensuais de mercado.
Balanço de novembro será decisivo para avaliar rentabilidade do Mercado Livre
A revisão do Citi coloca a rentabilidade no centro das expectativas para o próximo balanço. O crescimento do comércio eletrônico no Brasil, a expansão do Mercado Pago e a evolução dos serviços de logística continuam sendo fundamentos relevantes para a companhia, mas os investidores deverão observar principalmente a capacidade de converter esse avanço em lucro operacional.
Os resultados de novembro permitirão verificar se os ajustes realizados no fim de agosto contribuíram para recuperar margens e se as despesas relacionadas ao crédito e à tecnologia permaneceram dentro das expectativas. A comparação com o segundo trimestre será importante para determinar a intensidade da eventual melhora sequencial.
O preço-alvo de US$ 2.100 e a recomendação neutra refletem a avaliação do Citi nas condições consideradas pelo banco em outubro de 2026. Essas estimativas poderão ser revistas à medida que novos resultados forem divulgados e que as perspectivas de crescimento, despesas e rentabilidade se tornem mais claras.
Por enquanto, a leitura da instituição combina confiança na capacidade de expansão dos negócios com cautela em relação ao preço das ações. O crescimento das receitas permanece elevado, mas a recuperação das margens será o principal teste para demonstrar quanto dessa expansão poderá se transformar em geração sustentável de resultados para os acionistas.
Fontes:
MercadoLibre — comunicado oficial dos resultados do segundo trimestre de 2026, divulgado em 5 de agosto, com informações sobre receitas, lucro, margens, comércio eletrônico e operações do Mercado Pago.
MercadoLibre — carta aos acionistas referente ao segundo trimestre de 2026, com detalhamento da estratégia logística, crescimento no Brasil, México e Argentina e investimentos em tecnologia.
MercadoLibre — demonstrações financeiras trimestrais apresentadas à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), referentes ao período encerrado em 30 de junho de 2026.
MercadoLibre — comunicado dos resultados do segundo trimestre de 2025, utilizado para comparação da evolução da receita e da margem operacional.
MercadoLibre — calendário oficial de relações com investidores, com divulgação provisória dos resultados do terceiro trimestre prevista para 4 de novembro de 2026.
Governo Federal — informações oficiais sobre o programa Novo Desenrola Brasil, lançado em maio de 2026, e suas condições gerais de renegociação de dívidas.
Presidência da República — Medida Provisória 1.355, de 4 de maio de 2026, que instituiu o Programa Extraordinário de Reequilíbrio Financeiro das Famílias.







