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MPF investiga evento sobre genocídio palestino na UFRGS e reacende debate sobre liberdade acadêmica

por Redação
20/10/2025 às 14h42 - Atualizado em 23/10/2025 às 21h49
em Brasil, Destaque, Notícias
Mpf Investiga Evento Sobre Genocídio Palestino Na Ufrgs E Reacende Debate Sobre Liberdade Acadêmica - Gazeta Mercantil

MPF investiga evento sobre genocídio palestino em universidade federal e reacende debate sobre liberdade acadêmica

O Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito para apurar a realização de um evento promovido pelo Centro Estudantil de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), intitulado “1 ano da Atual Fase do Genocídio Palestino e a resistência frente ao Sionismo Israelense: O que mudou”. O caso, que ocorreu em outubro de 2024, voltou ao centro das discussões políticas e acadêmicas do país por envolver temas sensíveis como liberdade de expressão, liberdade acadêmica e intolerância religiosa.

A investigação foi instaurada após denúncia apresentada por um vereador de Porto Alegre, filiado ao partido Novo, que solicitou ao MPF a apuração de possíveis “indícios de intolerância religiosa e discurso antissemita”. O episódio reacendeu discussões sobre os limites da crítica política em instituições públicas de ensino e o papel do Estado na mediação de debates sobre o conflito entre Israel e Hamasng>.


O evento e o contexto político da investigação

Realizado em 10 de outubro de 2024, o evento sobre o suposto “genocídio palestino” teve como objetivo discutir as transformações geopolíticas e humanitárias decorrentes da guerra na Faixa de Gaza. A mesa contou com professores, pesquisadores e um representante da Federação Árabe Palestina do Brasil, além de estudantes de Relações Internacionais da própria universidade.

Segundo o Centro Estudantil de Relações Internacionais da UFRGS, o debate foi planejado para analisar criticamente o primeiro ano da nova fase do conflito entre Israel e Hamas, com foco nas consequências humanitárias e no papel da diplomacia internacional. O título provocativo do evento, entretanto, gerou forte repercussão fora do meio acadêmico, sendo interpretado por alguns setores como uma manifestação de teor político e ideológico.

Com base nessa repercussão, o MPF decidiu instaurar uma investigação preliminar para avaliar se houve violação a leis que tratam da promoção de intolerância religiosa ou da propagação de discursos de ódio — especialmente contra a comunidade judaica.


Liberdade de expressão e o papel das universidades públicas

O caso coloca em pauta uma discussão recorrente no Brasil: até que ponto a liberdade de expressão e a autonomia universitária podem coexistir com os limites impostos pela legislação sobre discurso discriminatório.

Especialistas em direito constitucional lembram que a liberdade acadêmica é um dos pilares da Constituição Federal, assegurando o livre exercício do pensamento e da pesquisa dentro das universidades. No entanto, alertam que esse direito não é absoluto e deve respeitar os princípios de tolerância e convivência democrática.

Para o MPF, a abertura de um inquérito não implica em juízo de valor ou censura ao evento, mas sim em uma apuração de rotina sobre possíveis irregularidades na condução do debate e na utilização de recursos públicos para a realização da atividade.


O conflito Israel x Hamas como pano de fundo

A investigação ocorre em meio a um cenário internacional de forte polarização sobre o conflito entre Israel e o Hamas. Desde o ataque do grupo palestino em outubro de 2023, que deixou milhares de mortos e levou Israel a lançar uma ofensiva militar em Gaza, o mundo acompanha com preocupação o agravamento da crise humanitária na região.

Relatórios de organizações internacionais, como a ONU, apontam para o aumento expressivo de vítimas civis e alertam sobre a escassez de alimentos, energia e medicamentos. A expressão “genocídio palestino”, utilizada por ativistas e grupos de direitos humanos, é motivo de controvérsia, sendo rejeitada por autoridades israelenses e por grande parte da comunidade diplomática ocidental.

A escolha do termo no título do evento da UFRGS foi, portanto, o principal ponto de atrito, interpretado por alguns como um posicionamento político explícito e, por outros, como uma tentativa legítima de promover reflexão crítica sobre a guerra.


Posicionamento da UFRGS e reações da comunidade acadêmica

A UFRGS informou que ainda não foi oficialmente notificada sobre o andamento da investigação, mas reforçou que todos os eventos realizados em seu campus devem seguir os princípios de pluralidade e respeito às diferenças. A instituição destacou também que os centros acadêmicos possuem autonomia para organizar debates e atividades estudantis, desde que observem as normas internas e o Código de Ética da universidade.

Professores e estudantes se manifestaram em defesa da autonomia universitária, alegando que a abertura de um inquérito por parte do MPF pode representar um risco de censura a temas de relevância global. Já representantes de entidades judaicas no Brasil defenderam a apuração rigorosa do caso, argumentando que o termo “genocídio” é ofensivo e distorce a realidade dos fatos.


Implicações jurídicas e políticas

Do ponto de vista jurídico, o inquérito do MPF busca apurar se houve infração à Lei nº 7.716/1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Caso sejam constatados indícios de que o evento promoveu ou incitou o ódio religioso, os responsáveis poderão responder judicialmente.

Politicamente, o episódio reforça a tensão entre grupos de esquerda e direita no debate público brasileiro. De um lado, movimentos progressistas defendem o direito das universidades de discutir questões internacionais de maneira crítica; de outro, setores conservadores acusam instituições públicas de promoverem pautas ideológicas e antiocidentais.

O MPF deverá ouvir representantes do Centro Estudantil, professores e membros da comunidade universitária nas próximas semanas. O caso ainda está em fase preliminar, e não há prazo definido para sua conclusão.


O que está em jogo

Mais do que o conteúdo de um único evento, a investigação sobre o genocídio palestino na UFRGS simboliza o embate contemporâneo entre liberdade acadêmica, responsabilidade institucional e discurso político.

Enquanto alguns veem a ação do MPF como necessária para coibir abusos e promover equilíbrio, outros a interpretam como um possível precedente para restringir debates em universidades públicas. A decisão final sobre o caso poderá, portanto, ter repercussões que vão além da esfera jurídica, afetando a forma como as instituições de ensino superior conduzem discussões sobre temas internacionais e de direitos humanos.

Tags: conflito na Faixa de Gazagenocídio palestinointolerância religiosainvestigação MPFIsrael e Hamasliberdade acadêmicaMPF investiga evento sobre genocídio palestinoUFRGS

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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