O Paysandu venceu o Grêmio Atlético Sampaio, o GAS-RR, por 3 a 1 na noite de terça-feira, 24 de março de 2026, no Estádio Maximino Porpino Filho, o Modelão, em Castanhal, pela primeira rodada do Grupo A da Copa Norte. Iarley colocou a equipe de Roraima em vantagem no início da partida, mas Castro empatou, Marcinho virou em cobrança de pênalti e Ítalo confirmou o resultado no segundo tempo.
Embora fosse tratado em parte da cobertura como um jogo da Copa Verde, o confronto integrava oficialmente a Copa Norte, competição retomada dentro do novo formato regional da Copa Verde de 2026. Os campeões dos blocos Norte e Centro-Oeste avançariam posteriormente para disputar a decisão nacional do torneio.
A vitória de virada deu ao Paysandu os primeiros três pontos da campanha e confirmou o favoritismo do atual campeão regional, mas não sem dificuldades. O GAS conseguiu explorar uma bola parada logo nos minutos iniciais e ainda obrigou o goleiro Gabriel Mesquita a realizar uma intervenção importante antes de o time paraense assumir o controle da partida.
O Paysandu respondeu com maior posse, circulação pelos lados e presença constante na área adversária. A equipe comandada por Júnior Rocha pressionou durante quase todo o primeiro tempo, encontrou o empate em uma disputa de segunda bola e completou a virada nos acréscimos, antes de ampliar pouco depois do intervalo.
GAS surpreende o Paysandu com gol no início
O GAS abriu o placar ainda nos primeiros minutos. Depois de uma cobrança de escanteio parcialmente afastada pela defesa do Paysandu, Lucas Martins recuperou a bola e realizou novo cruzamento para a área. Iarley, jogador da equipe roraimense, apareceu próximo à marca do pênalti e cabeceou para o gol.
O lance expôs uma falha na reorganização defensiva do Paysandu. A equipe conseguiu bloquear a primeira bola parada, mas demorou a deixar a área e não pressionou o responsável pelo segundo levantamento. Iarley teve espaço para se posicionar entre os defensores e concluir sem ser incomodado.
A desvantagem não modificou substancialmente a proposta do time paraense. O Paysandu manteve a posse e procurou atacar principalmente pelo lado esquerdo, com Cauã Dias e Kleiton Pego avançando sobre a marcação do GAS. Pedro Henrique, Caio Mello e Marcinho davam sustentação à construção pelo centro.
Ítalo teve uma oportunidade clara antes mesmo do gol adversário, mas finalizou para fora ao ficar diante do goleiro Katê. Depois do 1 a 0, o atacante voltou a ameaçar em uma jogada dentro da pequena área, obrigando o goleiro a realizar uma defesa difícil antes de a bola tocar na trave.
O GAS se defendia com linhas próximas e tentava acelerar por meio de Lucas Martins, Eric e Elmi. A postura era reativa, mas a equipe de Paulo Morgado mostrava capacidade de levar perigo em bolas paradas e nas transições após os erros do adversário.
Em uma dessas cobranças, o time de Roraima quase ampliou. Gabriel Mesquita precisou intervir para impedir o segundo gol, em um momento no qual o Paysandu acumulava jogadores no ataque e deixava espaços para os contra-ataques.
Castro marca após bate-rebate dentro da área
A pressão bicolor resultou no empate por volta dos 34 minutos. Depois de uma bola levantada na área, Iarley Brito — zagueiro do Paysandu e homônimo do autor do gol do GAS — desviou para Castro, seu companheiro de defesa.
Castro enfrentou uma sequência de bloqueios e defesas dentro da área, mas conseguiu concluir a jogada e mandar a bola para o fundo da rede. O gol premiou a insistência do Paysandu e encerrou uma fase em que o goleiro Katê havia evitado o empate em diferentes oportunidades.
A jogada também mostrou uma característica importante do time paraense naquele confronto: a presença dos defensores nas bolas aéreas ofensivas. Iarley Brito e Castro permaneceram na área depois do primeiro levantamento e tiveram participação direta na conclusão.
Com o placar igualado, o Paysandu continuou pressionando. O GAS passou a encontrar maior dificuldade para sair de seu campo e ficou dependente de lançamentos destinados aos atacantes.
A equipe de Júnior Rocha procurava recuperar rapidamente a posse e manter o adversário próximo da própria área. Caio Mello e Pedro Henrique ocupavam os rebotes, enquanto Marcinho se aproximava dos atacantes para receber entre as linhas.
O domínio territorial não eliminou todos os riscos, mas permitiu ao Paysandu aumentar a frequência das finalizações e das disputas dentro da área do GAS.
Marcinho converte pênalti e completa virada antes do intervalo
A virada ocorreu nos acréscimos do primeiro tempo. Durante mais uma ação ofensiva do Paysandu, a bola atingiu o braço de um defensor do GAS dentro da área, e a arbitragem marcou o pênalti.
Marcinho assumiu a cobrança e bateu para colocar o time paraense em vantagem. O gol levou o Paysandu ao intervalo vencendo por 2 a 1 e mudou completamente o cenário construído pelo GAS após abrir o placar.
A primeira etapa terminou com uma diferença clara entre as equipes. O GAS foi eficiente em uma bola parada, mas não conseguiu sustentar a pressão inicial. O Paysandu reagiu sem abandonar sua proposta, aumentou o volume e encontrou dois gols ainda antes do intervalo.
Pela formação utilizada, Júnior Rocha estruturou o time em um desenho próximo do 4-3-3. Marcinho atuava com liberdade para avançar, enquanto Kleiton Pego e Kauã Hinkel ocupavam os lados e Ítalo permanecia como referência central.
A amplitude foi decisiva para obrigar o GAS a defender uma área maior. Quando os jogadores roraimenses fechavam o centro, o Paysandu avançava pelos corredores; quando tentavam pressionar os lados, surgiam espaços para Marcinho e Caio Mello.
O time visitante, por sua vez, perdeu capacidade de transição à medida que recuou. Sem conseguir manter a posse após as recuperações, passou a enfrentar ataques consecutivos e chegou ao intervalo em desvantagem.
Ítalo amplia após cruzamento de Kleiton Pego
O Paysandu voltou para o segundo tempo mantendo a pressão. A equipe não adotou uma postura conservadora mesmo depois de virar o placar e buscou rapidamente o terceiro gol.
Pouco depois dos dez minutos, Kleiton Pego avançou pela esquerda e realizou um cruzamento rasteiro para a área. Ítalo atacou o espaço e completou para o gol, ampliando a vantagem para 3 a 1.
A jogada sintetizou uma das principais estratégias do Paysandu. O time utilizou a largura do campo para desorganizar a defesa, levou a bola até a linha lateral da área e encontrou o centroavante em movimento, sem depender de um cruzamento alto contra os zagueiros.
Ítalo já havia criado oportunidades no primeiro tempo, mas havia parado no goleiro Katê ou finalizado para fora. Na chance seguinte, conseguiu transformar sua presença ofensiva no gol que praticamente definiu a partida.
Depois do 3 a 1, o Paysandu continuou encontrando espaços. Katê realizou novas defesas e impediu que o placar se tornasse mais amplo. O goleiro foi um dos jogadores mais exigidos do GAS durante o confronto.
Paulo Morgado tentou modificar a equipe com as entradas de Thalles Patrick, Vanílson, João Vitor, Rodolfo e João Cardoso. As mudanças renovaram o setor ofensivo, mas não devolveram ao GAS a capacidade de ameaçar Gabriel Mesquita com regularidade.
Paysandu controla vantagem e reduz ritmo na etapa final
Com dois gols de vantagem, o Paysandu passou a administrar melhor a posse. A equipe ainda atacava quando encontrava espaço, mas reduziu a exposição defensiva e evitou permitir transições semelhantes à que havia originado o gol do GAS.
Júnior Rocha promoveu as entradas de Thalyson, Matheus Capixaba, Henrico, Henrique Salomoni e Miguel Ângelo. As substituições preservaram jogadores importantes e distribuíram minutos em um período de calendário intenso.
O GAS manteve uma postura competitiva, mas perdeu profundidade. Vanílson entrou no comando do ataque, enquanto João Cardoso e João Vitor procuraram aumentar a movimentação no campo ofensivo.
O Paysandu, no entanto, passou a proteger melhor os corredores e diminuiu a quantidade de faltas próximas da área. Sem as bolas paradas que haviam gerado perigo no primeiro tempo, a equipe roraimense encontrou poucas alternativas.
A partida terminou com o time paraense controlando o ritmo e ainda ameaçando o quarto gol. O placar de 3 a 1 refletiu a diferença de volume criada depois da abertura do marcador.
Virada mostrou reação e força ofensiva do time bicolor
O resultado teve importância não apenas pela estreia, mas pela forma como foi construído. O Paysandu começou atrás do placar, enfrentou um goleiro em noite de muitas defesas e precisou reagir diante de uma equipe organizada defensivamente.
A resposta ocorreu sem descontrole. O time manteve a estrutura, aumentou a pressão e transformou a superioridade territorial em oportunidades. Os gols de Castro, Marcinho e Ítalo vieram de três situações diferentes: segunda bola, pênalti e jogada construída pelo corredor.
O GAS demonstrou que poderia ser perigoso em bolas paradas, mas não sustentou a posse suficiente para afastar o Paysandu de sua área. Depois do empate, o time roraimense passou a defender por períodos muito longos.
Para o Paysandu, a partida também serviu como confirmação da capacidade ofensiva de diferentes setores. Um zagueiro marcou o primeiro gol, um meio-campista fez o segundo e o centroavante completou o placar.
A vitória colocou o clube paraense na liderança do Grupo Norte A após a rodada inaugural, enquanto o GAS começou a competição sem pontos.
Estreia abriu campanha que terminou com o hexacampeonato
A vitória sobre o GAS foi o primeiro passo de uma campanha marcada por oscilações, recuperação e dois títulos.
O Paysandu avançou na Copa Norte, superou o Nacional-AM na decisão regional e conquistou o torneio que havia voltado ao calendário depois de 24 anos. A taça classificou o clube para a final da Copa Verde contra o Anápolis.
Na decisão nacional, o time paraense perdeu o primeiro jogo por 3 a 1 em Goiás, mas reagiu no Mangueirão e goleou por 4 a 0. O resultado estabeleceu o placar agregado de 5 a 3 e garantiu ao Paysandu o sexto título da Copa Verde.
A conquista confirmou a hegemonia bicolor no torneio. O Paysandu tornou-se campeão pela terceira temporada consecutiva e ampliou para seis o número de taças, quatro a mais que o Cuiabá, segundo colocado na lista histórica.
Nesse contexto, o triunfo sobre o GAS ganhou uma dimensão maior. O confronto em Castanhal não foi apenas a estreia em uma competição regional, mas o início da trajetória que terminaria com o título da Copa Norte e o hexacampeonato da Copa Verde.
Transmissão ocorreu gratuitamente pelo Canal do Benja
Paysandu x GAS começou às 20h30 e teve transmissão ao vivo pelo Canal do Benja, no YouTube. Portanto, a informação genérica do texto original sobre “plataformas esportivas” precisava ser substituída pelo canal responsável pela exibição.
O confronto recebeu público total de 6.730 torcedores, sendo 5.957 pagantes e 773 gratuidades. A renda registrada foi de R$ 213.606.
A arbitragem foi comandada por Halbert Luis Moraes Baia, do Amazonas, com Whendell Saraiva da Silva e Noelia Chaves da Paixão como assistentes.
Escalações de Paysandu x GAS
Paysandu: Gabriel Mesquita; Edílson, Castro, Iarley Brito e Cauã Dias; Caio Mello, Pedro Henrique e Marcinho; Kauã Hinkel, Kleiton Pego e Ítalo. Técnico: Júnior Rocha.
GAS-RR: Katê; Vitor Silva, Digão, Werick Dantas e Iarley; Ely Jesus, Albert González, Bebeto e Lucas Martins; Eric e Elmi. Técnico: Paulo Morgado.
Gols: Iarley, do GAS, no início do primeiro tempo; Castro, aos 34 minutos; Marcinho, de pênalti, nos acréscimos; e Ítalo, aos dez minutos do segundo tempo.
Resultado: Paysandu 3 x 1 GAS-RR.
Competição: Copa Norte, etapa regional da Copa Verde de 2026.
Rodada: primeira rodada do Grupo A.
Data: 24 de março de 2026.
Horário: 20h30.
Local: Estádio Maximino Porpino Filho, o Modelão, em Castanhal.
Público total: 6.730 torcedores.
Renda: R$ 213.606.
Árbitro: Halbert Luis Moraes Baia.
Transmissão: Canal do Benja, no YouTube.
Reação em Castanhal inicia trajetória de dois títulos
O GAS conseguiu surpreender o Paysandu e mostrou força nas bolas paradas, mas não sustentou a vantagem diante do crescimento dos donos da casa.
O time bicolor respondeu com pressão, amplitude e presença na área. Castro marcou em um bate-rebate, Marcinho transformou um pênalti na virada e Ítalo decidiu o confronto depois de uma jogada construída por Kleiton Pego.
A estreia em Castanhal revelou uma equipe capaz de reagir sem abandonar sua organização. Meses depois, a vitória por 3 a 1 seria lembrada como o primeiro resultado da campanha que levou o Paysandu aos títulos da Copa Norte e da Copa Verde.










