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Petróleo hoje: Brent cai a US$ 105,69 e WTI sobe com tensão no Oriente Médio

Brent recua 0,90%, enquanto WTI avança 0,43%, após três sessões de alta; mercado avalia oferta de diesel russo, ataques no Iêmen e novas projeções de demanda da Opep.

por Sandro Dias
13/10/2026 às 20h04
em Mercados
Petróleo Hoje - Gazeta Mercantil

Os preços do petróleo encerraram a terça-feira (13) em direções opostas, refletindo a disputa entre a perspectiva de aumento da oferta internacional de combustíveis russos e os riscos de novas interrupções no abastecimento global provocadas pela escalada militar no Oriente Médio. O barril do Brent, referência internacional negociada em Londres, recuou 0,90%, para US$ 105,69, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), negociado nos Estados Unidos, avançou 0,43%, encerrando a US$ 94,14. O movimento interrompeu a sequência de três sessões consecutivas de valorização das duas referências e evidenciou a dificuldade dos investidores em determinar o impacto líquido das mudanças geopolíticas sobre o fornecimento de energia.

O contrato do Brent para entrega em dezembro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), terminou o pregão abaixo do fechamento anterior, enquanto o WTI para novembro avançou US$ 0,40 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex). A diferença entre as duas referências chegou a US$ 11,55, resultado que reflete não apenas as condições distintas de abastecimento regional, mas também a influência dos custos de transporte e dos riscos associados à circulação de petróleo e derivados no mercado internacional.

A sessão foi marcada por notícias relacionadas a um entendimento entre Estados Unidos e Rússia que poderá ampliar a disponibilidade de diesel russo no comércio internacional. Ao mesmo tempo, novos ataques e ameaças envolvendo a Arábia Saudita e os rebeldes houthis do Iêmen mantiveram as preocupações com instalações petrolíferas, rotas marítimas e custos de seguro de embarcações. A combinação desses fatores provocou oscilações ao longo do dia e impediu uma tendência uniforme entre os principais contratos.

O mercado também incorporou novas projeções da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que revisou para baixo o crescimento esperado do consumo mundial em 2026, mas elevou suas estimativas para 2027. Os dados reforçam um cenário de demanda desigual entre os dois anos e de oferta ainda condicionada à recuperação da infraestrutura energética afetada pelos conflitos.

Brent recua 0,90% e WTI mantém valorização

A queda do Brent para US$ 105,69 ocorreu depois de uma sequência de ganhos que havia levado a referência internacional ao maior fechamento desde meados de setembro. O recuo desta terça-feira foi associado à possibilidade de maior disponibilidade de derivados russos, especialmente diesel, além de ajustes de posições realizados por investidores depois da recente valorização.

Nos Estados Unidos, o WTI apresentou comportamento diferente. O contrato para novembro avançou para US$ 94,14, atingindo seu maior fechamento desde 24 de setembro, segundo dados de mercado compilados pela Reuters. A valorização ocorreu em meio à persistência de restrições na oferta de derivados e à recuperação dos contratos de diesel negociados na bolsa norte-americana.

Embora Brent e WTI sejam utilizados como referências para a precificação internacional do petróleo, os contratos possuem características próprias. O Brent está associado ao mercado marítimo internacional e sofre influência direta dos custos de transporte entre regiões produtoras e consumidoras. O WTI reflete de maneira mais específica as condições de oferta, armazenamento e distribuição nos Estados Unidos.

A diferença de US$ 11,55 por barril registrada no fechamento representa aproximadamente 12,3% do preço do WTI. Esse diferencial não pode ser interpretado exclusivamente como um custo de transporte, porque envolve também diferenças na qualidade dos petróleos, nos locais de entrega e nos vencimentos dos contratos comparados.

Ainda assim, a abertura entre as referências é um indicador relevante das tensões enfrentadas pelo mercado energético. Em períodos de restrição logística, o petróleo disponível para entrega em determinados mercados pode adquirir valor adicional em relação ao produto localizado em outras regiões.

Oferta de diesel russo pressiona preços internacionais

A possibilidade de ampliação das exportações russas de diesel ganhou destaque depois que o governo do presidente norte-americano Donald Trump anunciou um entendimento relacionado ao fornecimento do combustível.

O acordo envolve flexibilizações específicas de restrições comerciais e a possibilidade de aumentar a circulação internacional de derivados produzidos pela Rússia, que enfrenta limitações impostas por sanções ocidentais desde a invasão da Ucrânia, em 2022.

A perspectiva de maior oferta contribuiu para reduzir parte das preocupações com o abastecimento de combustíveis refinados, especialmente diante da proximidade do inverno no Hemisfério Norte.

No entanto, a efetividade da medida continua sujeita a incertezas. A capacidade de refino da Rússia foi prejudicada por ataques ucranianos a instalações energéticas, enquanto restrições logísticas e financeiras ainda dificultam determinadas operações comerciais.

É necessário distinguir o aumento potencial das exportações de diesel de uma expansão equivalente na produção de petróleo bruto. Embora os mercados estejam relacionados, o volume de derivados disponível depende da capacidade das refinarias e da composição de sua produção.

Assim, uma flexibilização comercial pode ampliar a circulação de diesel sem produzir imediatamente um crescimento proporcional na oferta mundial de petróleo.

O Kremlin afirmou nesta terça-feira que não considera existir uma relação direta entre o acordo sobre exportações de diesel e sua posição nas negociações destinadas a encerrar a guerra na Ucrânia.

A declaração ocorreu depois de informações de que representantes norte-americanos teriam apresentado a flexibilização comercial como parte de uma tentativa de reaproximar Moscou das negociações diplomáticas.

Para os investidores, a principal questão permanece sendo a quantidade de combustível que efetivamente poderá chegar aos mercados consumidores e o prazo necessário para que isso ocorra.

Ucrânia acusa Rússia de descumprir cessar-fogo energético

As negociações envolvendo o fornecimento russo ocorreram paralelamente a uma nova disputa sobre ataques à infraestrutura energética na guerra da Ucrânia.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou que seu país interrompeu ataques a refinarias russas depois do anúncio de uma iniciativa de cessar-fogo no setor de energia apresentada por Donald Trump.

Segundo Zelensky, a suspensão das operações ucranianas não foi acompanhada por uma interrupção equivalente dos ataques russos. O presidente afirmou que instalações de geração e distribuição de energia continuaram sendo atingidas em território ucraniano.

Em manifestação oficial realizada na segunda-feira (12), Zelensky citou ataques contra estruturas energéticas em Kharkiv e outras localidades, argumentando que a manutenção das ofensivas compromete a credibilidade de um eventual entendimento.

As declarações representam a posição apresentada pelo governo ucraniano. A existência de um cessar-fogo efetivo depende da adesão das partes e de mecanismos de verificação de seu cumprimento.

O governo norte-americano, por sua vez, procura associar a redução das hostilidades no setor energético à possibilidade de avanço das negociações diplomáticas.

Para o mercado de petróleo, uma diminuição dos ataques a refinarias e instalações de armazenamento poderia contribuir para estabilizar a produção de derivados e reduzir interrupções na distribuição.

Entretanto, enquanto persistirem dúvidas sobre a continuidade das operações militares, os agentes financeiros deverão considerar a possibilidade de novas restrições ao fornecimento russo.

Conflito entre Arábia Saudita e houthis ameaça instalações de petróleo

Se a perspectiva de maior oferta russa exerceu pressão sobre os preços, a escalada militar no Oriente Médio atuou na direção contrária.

Nesta terça-feira, a coalizão liderada pela Arábia Saudita realizou ataques contra instalações energéticas em áreas do Iêmen controladas pelos houthis, incluindo estruturas de armazenamento e distribuição de combustíveis.

As operações atingiram regiões próximas à capital, Sanaa, e áreas do litoral ocidental iemenita, segundo relatos divulgados por veículos internacionais e meios associados às partes envolvidas.

Em resposta, os houthis ameaçaram ampliar suas ações contra instalações petrolíferas sauditas, mencionando estruturas vinculadas à Saudi Aramco e aeroportos utilizados pelo país.

O agravamento ocorreu depois de ataques contra instalações aeroportuárias na Arábia Saudita, que elevaram as preocupações sobre a capacidade de proteção de infraestruturas consideradas estratégicas.

A Arábia Saudita ocupa posição central no mercado internacional de petróleo. Além de figurar entre os maiores produtores globais, o país mantém instalações de processamento, armazenamento e exportação cuja operação influencia diretamente a disponibilidade do combustível.

Ataques contra essas estruturas podem provocar efeitos que ultrapassam o volume de produção eventualmente interrompido. A necessidade de redirecionar navios, modificar rotas e contratar seguros mais caros pode elevar o custo de entrega do petróleo mesmo quando a extração permanece em funcionamento.

Esse é um dos motivos pelos quais os conflitos regionais continuam sustentando parcelas relevantes dos preços internacionais.

Custos de frete perdem força após valorização recente

O comportamento dos contratos também refletiu mudanças nas expectativas relacionadas ao transporte marítimo.

O analista Scott Shelton, da TP ICAP, avaliou que parte expressiva da valorização recente do petróleo esteve associada ao encarecimento dos fretes e que esse componente começou a perder intensidade.

Segundo sua interpretação, mais da metade do movimento recente de alta poderia ser explicado por ajustes nos custos de transporte.

A avaliação evidencia uma característica importante da formação dos preços do petróleo. Em condições normais, o mercado acompanha principalmente produção, consumo e estoques. Durante conflitos que afetam rotas marítimas, a disponibilidade de navios e o custo necessário para transportar a carga podem adquirir importância semelhante.

Em comunicado divulgado na segunda-feira (12), ministros de países integrantes da cooperação Opep+ destacaram que interrupções no fluxo de energia provocaram elevação extraordinária das despesas de frete e seguro.

Segundo a organização, em determinadas condições, esses custos chegaram a ultrapassar um terço do valor da própria mercadoria transportada.

O impacto não se limita aos produtores. Refinarias e compradores precisam incorporar despesas adicionais ao custo de aquisição, que podem ser parcialmente transferidas ao preço dos combustíveis e de produtos transportados.

Entretanto, o encarecimento do frete não ocorre de maneira homogênea. Rotas mais expostas ao conflito podem enfrentar aumentos muito superiores aos registrados em regiões menos afetadas.

A eventual normalização de parte das operações marítimas tende a reduzir esses custos, mas a continuidade das ameaças dificulta uma recuperação estável das condições de transporte.

Estreito de Hormuz e Mar Vermelho concentram riscos logísticos

As tensões no Oriente Médio atingem duas áreas estratégicas para o comércio internacional de energia: o estreito de Hormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao oceano Índico, e as rotas marítimas do Mar Vermelho.

Hormuz é uma das principais passagens utilizadas para o transporte do petróleo produzido no Oriente Médio. Interrupções nessa rota afetam diretamente o abastecimento de diferentes regiões consumidoras, sobretudo países asiáticos.

Já o Mar Vermelho possui importância adicional para o transporte entre Ásia, Oriente Médio e Europa, incluindo embarcações que utilizam o Canal de Suez.

A instabilidade nessas passagens pode obrigar transportadores a utilizar trajetos mais longos, aumentando o consumo de combustível, o tempo de entrega e a necessidade de navios para movimentar um mesmo volume de cargas.

No relatório Short-Term Energy Outlook de outubro, a Administração de Informação sobre Energia dos Estados Unidos (EIA) destacou que ataques à infraestrutura saudita elevaram significativamente os riscos de interrupção das exportações.

A agência calculou que o oleoduto East-West, utilizado pela Arábia Saudita para transportar petróleo até o terminal de Yanbu, no Mar Vermelho, movimentava mais de 5 milhões de barris por dia antes de sofrer interrupções.

O sistema funciona como alternativa para parte das exportações que, de outra forma, precisariam passar pelo estreito de Hormuz.

O comprometimento de rotas alternativas amplia a vulnerabilidade do mercado, porque reduz a capacidade dos produtores de contornar bloqueios ou restrições em áreas específicas.

Opep eleva estimativa de demanda em 2027, mas reduz projeção para 2026

O relatório mensal da Opep divulgado nesta terça-feira trouxe novas informações sobre as perspectivas de consumo global.

A organização reduziu sua estimativa de crescimento da demanda mundial por petróleo em 2026 para aproximadamente 180 mil barris por dia, abaixo da previsão anterior de cerca de 400 mil barris diários.

A revisão reflete um desempenho de consumo mais fraco do que o anteriormente projetado, em um cenário de preços elevados e interrupções provocadas pelos conflitos.

Para 2027, entretanto, a Opep elevou sua projeção de crescimento da demanda de aproximadamente 2,36 milhões para 2,55 milhões de barris por dia.

A revisão positiva representa um acréscimo de cerca de 190 mil barris diários na expectativa para o próximo ano.

Segundo a organização, parte dessa expansão poderá estar associada à recomposição dos estoques internacionais utilizados durante os períodos de restrição de oferta.

A demanda global prevista para 2027 foi estimada em aproximadamente 108,3 milhões de barris por dia.

Essas projeções representam cenários construídos com base nas informações disponíveis e não garantem que o consumo efetivo alcance os volumes indicados.

A diferença entre 2026 e 2027 também mostra que o mercado poderá enfrentar mudanças significativas nas condições de oferta e demanda caso as rotas comerciais sejam restabelecidas e os países consumidores recomponham seus estoques.

Produção da Opep+ cresce em setembro, liderada pela Arábia Saudita

O relatório também indicou recuperação da produção dos países participantes dos acordos de cooperação da Opep.

Segundo estimativas compiladas pela organização, a produção conjunta avançou aproximadamente 900 mil barris por dia em setembro, alcançando cerca de 39,07 milhões de barris diários.

A Arábia Saudita teve participação relevante nesse movimento, após recuperar parte de sua capacidade de produção e adaptar o escoamento diante das restrições logísticas.

Os números mostram que os países produtores estão tentando restabelecer volumes afetados pelos conflitos, mas a recuperação do bombeamento não significa necessariamente normalização imediata das exportações.

O petróleo pode ser extraído e permanecer temporariamente armazenado quando terminais, navios ou rotas marítimas apresentam restrições.

Essa diferença é fundamental para interpretar as estatísticas. Um aumento da produção não se traduz automaticamente em maior disponibilidade para os consumidores finais.

A Opep manteve ainda sua estimativa de crescimento de aproximadamente 600 mil barris por dia na oferta de petróleo e outros líquidos produzidos por países fora do grupo de cooperação Opep+ em 2026.

Brasil, Estados Unidos, Canadá e Argentina aparecem entre os principais responsáveis pela expansão projetada.

A oferta adicional desses produtores pode contribuir para reduzir parte das pressões de abastecimento, mas a dimensão de seu impacto dependerá da demanda global e da evolução dos riscos geopolíticos.

EIA projeta Brent a US$ 105 no quarto trimestre

As perspectivas de preços seguem condicionadas à duração dos conflitos e à velocidade de recuperação do abastecimento.

Em relatório publicado em 6 de outubro, a EIA elevou para US$ 105 por barril sua projeção de preço médio do Brent no quarto trimestre de 2026.

A estimativa representa um aumento de US$ 14 em relação ao cenário apresentado no mês anterior.

A agência atribuiu a revisão à persistência das restrições ao transporte de petróleo no Oriente Médio, à redução dos estoques internacionais e ao aumento dos custos logísticos.

Para 2027, a projeção é de preços gradualmente menores, à medida que a produção interrompida seja restabelecida e as rotas de transporte recuperem parte de sua capacidade.

A EIA estima que o Brent possa atingir média de aproximadamente US$ 87 no segundo trimestre de 2027 e de US$ 74 no último trimestre daquele ano.

Esses números dependem de hipóteses específicas sobre a evolução do conflito. O relatório foi elaborado com informações consolidadas até 1º de outubro e não incorpora integralmente os acontecimentos posteriores, incluindo a escalada mais recente entre a Arábia Saudita e os houthis.

A diferença entre uma projeção de preço médio e a cotação de fechamento de um determinado pregão também deve ser considerada. O Brent terminar esta terça-feira em US$ 105,69 não significa que a estimativa trimestral da agência tenha sido integralmente confirmada.

Petróleo acima de US$ 100 traz efeitos distintos para o Brasil

A permanência do Brent acima de US$ 100 por barril possui implicações importantes para a economia brasileira.

De um lado, preços internacionais elevados podem favorecer a receita de empresas exportadoras de petróleo, como Petrobras e Prio, ampliando o valor obtido com a venda de cargas destinadas ao exterior.

De outro, a valorização da commodity pode aumentar o custo de aquisição de petróleo e derivados, pressionando segmentos industriais, transportadoras e consumidores.

O efeito sobre os preços domésticos dos combustíveis não é automático. Ele depende de fatores como câmbio, custos de importação, margens de refino, decisões comerciais das distribuidoras e política de preços das refinarias.

A cotação do dólar também exerce influência relevante porque o petróleo é negociado internacionalmente na moeda norte-americana.

Uma valorização do barril acompanhada de alta do dólar tende a ampliar a pressão potencial sobre os custos em reais. Já uma apreciação da moeda brasileira pode compensar parcialmente movimentos de preços internacionais.

Para investidores, companhias produtoras e refinadoras não necessariamente apresentam o mesmo desempenho diante de uma alta do petróleo. O resultado depende de fatores como volume produzido, custos operacionais, exposição ao mercado internacional e estrutura financeira de cada empresa.

Mercado acompanha oferta russa e riscos de novas interrupções

O fechamento desta terça-feira mostra um mercado dividido entre duas forças que podem continuar influenciando os preços nas próximas semanas.

A possibilidade de maior circulação de diesel russo oferece perspectiva de alívio para determinados segmentos de combustíveis. Entretanto, a eficácia dessa medida depende da capacidade de fornecimento, das condições comerciais e da continuidade das operações de refino.

No Oriente Médio, os ataques envolvendo a Arábia Saudita e os houthis ampliam os riscos de interrupção de instalações estratégicas e de novas elevações nos custos de transporte.

Ao mesmo tempo, a Opep projeta recuperação mais expressiva da demanda em 2027, enquanto a EIA mantém a avaliação de que o mercado deverá enfrentar restrições relevantes de abastecimento ao longo do quarto trimestre de 2026.

A combinação desses fatores ajuda a explicar por que Brent e WTI encerraram a sessão em direções opostas, apesar de responderem a acontecimentos internacionais semelhantes.

Com o Brent a US$ 105,69 e o WTI a US$ 94,14, os investidores continuarão acompanhando não apenas os volumes produzidos pelos principais exportadores, mas principalmente a capacidade de transportar petróleo e derivados até os mercados consumidores.

O comportamento dos preços dependerá da evolução concreta dessas condições, e não apenas dos anúncios de acordos comerciais ou das expectativas de redução das hostilidades.

Fontes

  • Dow Jones Newswires — Informações de mercado e avaliação de Scott Shelton, da TP ICAP, sobre custos de frete.
  • Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) — Relatório Mensal do Mercado de Petróleo, outubro de 2026, projeções de oferta, demanda e produção.
  • Opep — Comunicado da reunião ministerial de 12 de outubro de 2026 sobre segurança marítima e custos de transporte.
  • Administração de Informação sobre Energia dos Estados Unidos (EIA) — Short-Term Energy Outlook, publicado em 6 de outubro de 2026.
  • Presidência da Ucrânia — Declarações de Volodymyr Zelensky sobre cessar-fogo energético e ataques russos, 12 e 13 de outubro de 2026.

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