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Disputa bilionária no Rosewood São Paulo afasta Alexandre Allard

Afastamento de Allard acirra disputa societária e expõe crise no setor de luxo

por João Souza - Repórter de Negócios
11/12/2025 às 23h51
em Destaque, Negócios, Notícias
Disputa Bilionária No Rosewood São Paulo Afasta Alexandre Allard - Gazeta Mercantil

Alexandre Allard (Foto: Divulgação)

Allard é afastado em disputa bilionária no Rosewood São Paulo e crise expõe racha societário

A disputa bilionária no Rosewood São Paulo inaugurou um novo capítulo na já conturbada relação entre o empresário francês Alexandre Allard e o grupo chinês Chow Tai Fook (CTF), sócio majoritário do empreendimento. O afastamento de Allard do conselho de administração da BM Empreendimentos, deliberado em assembleia realizada nesta quinta-feira (11), desencadeou uma tempestade corporativa com impactos na governança, na continuidade de projetos estratégicos e no futuro de empreendimentos que carregam visibilidade internacional.

A decisão não apenas formalizou a saída de Allard do conselho, como também abriu espaço para uma ação de responsabilidade civil contra o empresário, que detém 35% das ações da companhia. A CTF, controlando 65% do grupo, posicionou-se de maneira incisiva ao pautar questionamentos sobre a condução financeira e administrativa dos últimos anos.

Nesse ambiente de tensão, a disputa bilionária no Rosewood São Paulo assumiu dimensões que extrapolam o setor de hospitalidade e alcançam debates sobre governança, transparência e capacidade de execução de projetos de grande porte. Para analistas, trata-se de um embate entre modelos de gestão distintos, acirrado por divergências acumuladas ao longo de quase uma década.


ASSEMBLEIA MARCADA POR ACUSAÇÕES E PEDIDOS DE REVISÃO FINANCEIRA

Segundo relatos, a assembleia que culminou no afastamento de Allard foi marcada por acusações recíprocas e forte clima de hostilidade. A CTF solicitou a revisão das demonstrações financeiras de 2022 e 2023, embora as auditorias independentes não tenham reprovado as contas oficialmente apresentadas.

Não demorou para que o episódio se transformasse em combustível para a disputa bilionária no Rosewood São Paulo, uma vez que o pedido de revisão foi interpretado como uma tentativa de pressionar Allard no campo reputacional. A defesa do executivo reagiu imediatamente, alegando “abuso de maioria” e “irregularidades societárias”, além de confirmar que recorrerá à Justiça para garantir uma avaliação técnica neutra.

A BM Empreendimentos, por sua vez, afirma que a assembleia ocorreu de forma legítima, seguindo integralmente os requisitos legais e estatutários. No entanto, mesmo essa declaração não foi suficiente para dissipar a percepção de ruptura definitiva entre os sócios.


PALÁCIO RIO BRANCO: O OUTRO FRONTE DA CRISE

Enquanto a disputa bilionária no Rosewood São Paulo avança, outro problema corrói a base dos negócios de Allard: a paralisação da revitalização do Palácio Rio Branco, projeto adquirido pela BM Varejo em 2022. A proposta previa a transformação do prédio histórico em um empreendimento de alto padrão, capaz de redesenhar o eixo cultural da capital baiana.

Apesar de possuir todas as permissões necessárias, a obra permanece estagnada. Fontes ligadas ao projeto afirmam que pendências financeiras e conflitos internos no grupo de Allard impedem a implementação do cronograma. Avaliado inicialmente em R$ 135,5 milhões, o projeto se transformou em mais um símbolo da crise, evidenciando a dificuldade do empresário em garantir financiamento estável em meio ao confronto societário.

Para especialistas em patrimônio histórico e mercado imobiliário, a interrupção do Palácio Rio Branco representa um prejuízo não apenas econômico, mas também simbólico. A iniciativa pretendia reposicionar Salvador como destino de luxo e inovação arquitetônica. No entanto, com a disputa bilionária no Rosewood São Paulo se intensificando, o futuro do projeto torna-se incerto.


PERDA DE PARTICIPAÇÃO E DISPUTAS JURÍDICAS COM A CTF

O racha entre Allard e o grupo chinês não é recente. Em 2024, o empresário teve sua participação reduzida de 40% para 35% no Rosewood São Paulo, após não aportar sua parte — cerca de R$ 100 milhões — em um empréstimo contratado pela CTF. A dívida desencadeou uma cascata de atritos e, segundo documentos apresentados por Allard, motivou acusações contra os chineses envolvendo espionagem e usurpação de direitos autorais.

Esses elementos reforçaram a profundidade da disputa bilionária no Rosewood São Paulo, que agora se desdobra em múltiplas esferas, incluindo a propriedade intelectual. O projeto arquitetônico e artístico do Rosewood é um dos mais sofisticados da indústria hoteleira de luxo, combinando arte, design e engenharia em uma obra que ganhou projeção global.

Para observadores do mercado, o embate transcende questões financeiras e atinge também o campo da narrativa cultural. Allard se consolidou como peça-chave no desenvolvimento estético do empreendimento, enquanto a CTF tornou-se responsável pela sustentação econômica do projeto.


A POSIÇÃO DA REDE ROSEWOOD

Em meio à crise, a Rosewood Hotels & Resorts divulgou nota esclarecendo que não participa de nenhuma negociação referente ao Palácio Rio Branco, empreendimento sob responsabilidade exclusiva da BM Varejo. Segundo a rede, sua participação está restrita à operação hoteleira no complexo Cidade Matarazzo, que abriga o Rosewood São Paulo.

Esse distanciamento, no entanto, não reduz os impactos da disputa bilionária no Rosewood São Paulo sobre a percepção internacional da marca. A crise societária expôs uma fissura entre o glamour da hospitalidade de luxo e os bastidores complexos de grandes conglomerados imobiliários.


DISPUTA SOCIETÁRIA GANHA TONALIDADE POLÍTICA E ECONÔMICA

Afastar Allard do conselho também adiciona novos elementos à discussão sobre governança corporativa no Brasil. A participação de fundos estrangeiros, como a CTF, eleva o nível de exigência sobre compliance e auditoria, enquanto a atuação de empreendedores visionários como Allard desafia limites tradicionais do setor.

A disputa bilionária no Rosewood São Paulo se transformou em um teste de resistência para modelos de gestão híbridos, que integram capital internacional, criatividade autoral e grandes obras arquitetônicas.

Para analistas do mercado financeiro, o conflito pode servir como laboratório para observar como estruturas de poder se reorganizam em empresas com diferentes origens culturais e interesses divergentes.


IMPACTO NO SETOR DE HOSPITALIDADE DE LUXO

O Rosewood São Paulo é considerado um dos hotéis mais sofisticados da América Latina. Sua inauguração marcou a entrada definitiva da capital paulista no mapa internacional de hotelaria de alto padrão. Por isso, a disputa bilionária no Rosewood São Paulo afeta não apenas o grupo controlador, mas todo o ecossistema envolvido na operação.

Concorrentes avaliam que o conflito pode atrasar projetos futuros, reduzir investimentos em expansão e reabrir discussões sobre estabilidade financeira no setor de luxo. Por outro lado, especialistas consideram que o empreendimento, pela sua grandiosidade, resistirá à crise societária sem grandes impactos na experiência dos hóspedes.


O QUE ESPERAR DA PRÓXIMA FASE DO CONFLITO

A partir do afastamento de Allard, abre-se uma nova fase na disputa bilionária no Rosewood São Paulo. As possibilidades incluem:

● Reestruturação do conselho e centralização das decisões na CTF
● Avanço de processos judiciais que podem redefinir a governança
● Possível venda de participação de Allard ou busca de novos investidores
● Revisão de contratos relacionados ao projeto arquitetônico do hotel
● Impactos diretos na retomada das obras do Palácio Rio Branco

Especialistas consultados indicam que o desenrolar da crise dependerá da postura da CTF nas próximas semanas. Caso opte por uma condução mais rígida, é possível que a disputa avance para novas arenas jurídicas, ampliando o desgaste para todos os envolvidos.

Enquanto isso, Allard tenta reorganizar sua estratégia de defesa e reforçar sua narrativa como idealizador e peça artística central do Rosewood.

Tags: Alexandre AllardBM EmpreendimentosChow Tai Fookcrise societáriadisputa bilionária no Rosewood São Paulohotel de luxo SPPalácio Rio BrancoRosewood São Paulo

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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