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Seguro de vida cresce 12,13% e impulsiona o setor de seguros em 2025

por Redação
12/11/2025 às 14h37 - Atualizado em 15/05/2026 às 16h59
em Economia, Destaque, Notícias
Seguro De Vida Cresce 12,13% E Impulsiona O Setor De Seguros Em 2025 - Gazeta Mercantil

Seguro de vida cresce 12,13% até setembro e lidera expansão do setor de seguros em 2025

O seguro de vida se consolidou como o produto de maior destaque no mercado de seguros brasileiro em 2025. de acordo com dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), o segmento registrou crescimento nominal de 12,13% entre janeiro e setembro, alcançando expansão real de 6,59% em comparação com o mesmo período de 2024.

O desempenho reforça a tendência de fortalecimento do setor de seguros de pessoas, que tem sido impulsionado pela maior conscientização da população sobre proteção financeira, pela evolução digital das seguradoras e por um cenário econômico mais estável, com juros controlados e inflação moderada.

Seguro de vida lidera o crescimento entre os ramos de pessoas

O levantamento da Susep mostra que, dentro do grupo de seguros de pessoas, o seguro de vida foi o grande responsável pelo avanço do setor no acumulado de 2025. O resultado reflete a retomada do consumo e o interesse crescente por produtos de proteção individual e familiar.

O segmento de pessoas — que inclui seguros de vida, acidentes pessoais e prestamista — somou R$ 164,82 bilhões em receitas até setembro, representando crescimento nominal de 7,45% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. Desses, o seguro de vida foi o que mais cresceu, respondendo pela maior parte da expansão.

A demanda vem sendo impulsionada por fatores como:

  • A ampliação das ofertas de seguros personalizados;

  • O aumento da venda digital por aplicativos e bancos digitais;

  • A busca por segurança financeira em momentos de instabilidade econômica;

  • A maior integração de produtos de seguros com planos de previdência e crédito pessoal.

Setor de seguros movimenta mais de R$ 313 bilhões

De janeiro a setembro de 2025, o setor supervisionado pela Susep movimentou R$ 313,09 bilhões em receitas, valor 3,43% menor do que o registrado no mesmo período de 2024, quando o montante foi de R$ 324,23 bilhões.

Apesar da leve retração em termos gerais, o desempenho positivo dos seguros de pessoas e do seguro de vida mostra que o mercado de proteção continua em expansão. O segmento de seguros de danos, que inclui automóveis, residências e empresas, também contribuiu para a sustentação do setor, registrando crescimento nominal de 6,12% no seguro auto e avanço real de 0,89%.

As indenizações, resgates, benefícios e sorteios somaram R$ 198,61 bilhões nos nove primeiros meses do ano, representando alta de 9,72% em relação ao mesmo período do ano anterior — um reflexo direto da maior utilização dos produtos e da ampliação da base de segurados.

Seguro de vida: proteção em alta no pós-pandemia

O seguro de vida consolidou-se como um dos instrumentos mais procurados pelos brasileiros desde o período pós-pandemia. A combinação de maior educação financeira e a popularização dos produtos oferecidos por bancos digitais e fintechs resultou em um aumento expressivo no número de apólices contratadas.

Além da cobertura por morte, que continua sendo a principal motivação para a contratação, os consumidores têm buscado planos que oferecem assistências em vida, como cobertura para doenças graves, invalidez temporária e serviços de suporte familiar.

Especialistas do setor destacam que o seguro de vida tem se tornado um componente essencial da planejamento financeiro familiar, atuando não apenas como uma proteção patrimonial, mas como um instrumento de liquidez e estabilidade econômica em momentos de crise.

Fatores que explicam o avanço do seguro de vida

  1. Transformação digital das seguradoras — o uso de plataformas digitais reduziu a burocracia e ampliou o acesso a produtos personalizados, especialmente entre o público jovem.

  2. Maior conscientização financeira — campanhas de educação sobre seguros têm ajudado a desmistificar o produto e torná-lo mais acessível.

  3. Taxas de juros mais baixas — com o custo do crédito mais controlado, consumidores e empresas têm priorizado investimentos em proteção financeira.

  4. Integração com serviços bancários e previdenciários — muitos bancos passaram a oferecer pacotes combinados de previdência e seguro de vida, facilitando a adesão.

  5. Crescimento dos seguros coletivos — empresas têm aderido com mais frequência a apólices coletivas para colaboradores, o que amplia a base de segurados.

Desempenho dos outros ramos de seguro

Enquanto o seguro de vida registrou avanço de dois dígitos, outros segmentos também mostraram resiliência:

  • Seguro auto: crescimento nominal de 6,12% e avanço real de 0,89%, mantendo a maior participação entre os seguros de danos, com 42% do total.

  • Seguros de danos e pessoas (sem VGBL): alta nominal de 7,45% no acumulado do ano.

  • Previdência complementar e capitalização: desempenho moderado, impactado pela migração de parte dos investidores para produtos de maior liquidez.

O resultado reforça a importância do seguro de vida e do segmento de pessoas como pilares de crescimento para o mercado, compensando as oscilações nos ramos corporativos e de grandes riscos.

Indenizações e benefícios sobem quase 10%

As indenizações e benefícios pagos pelas seguradoras alcançaram R$ 198,61 bilhões entre janeiro e setembro, alta de 9,72% em relação ao mesmo período de 2024. Esse aumento acompanha o crescimento do número de apólices ativas e o fortalecimento do seguro de vida, que representa parte significativa dessas indenizações.

O índice de sinistralidade — relação entre o valor pago em indenizações e o valor arrecadado em prêmios — manteve-se dentro da normalidade para o setor, demonstrando equilíbrio financeiro e sustentabilidade das operações.

Susep reforça supervisão e estímulo à concorrência

A Susep, autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, reforçou em 2025 seu papel de supervisão e estímulo à inovação no setor. A instituição vem adotando medidas para ampliar a transparência, modernizar a regulação e incentivar a competição entre seguradoras, resseguradoras e fintechs de seguros (insurtechs).

O objetivo é aumentar a eficiência do mercado e oferecer produtos mais acessíveis, com linguagem clara e processos de adesão simplificados. Essa política regulatória tem sido um dos vetores para o avanço do seguro de vida e da digitalização dos serviços.

Perspectivas para o fim de 2025

A expectativa do mercado é que o seguro de vida mantenha ritmo de expansão até o fim de 2025, acompanhando o aquecimento da economia e o aumento do poder de compra das famílias. Com o lançamento de novos produtos híbridos, que combinam proteção e investimento, a previsão é de crescimento adicional entre 8% e 10% no último trimestre do ano.

O segmento de seguros de danos deve continuar crescendo em ritmo moderado, especialmente em ramos ligados ao crédito e ao agronegócio. Já a previdência aberta tende a se recuperar com a estabilização dos juros, atraindo investidores de longo prazo.

Seguro de vida: um mercado de oportunidades

O crescimento de 12,13% do seguro de vida confirma que o mercado brasileiro ainda tem amplo espaço para expansão. Atualmente, estima-se que menos de 20% da população possua uma apólice ativa, índice inferior ao de países como Chile e Estados Unidos.

Com o avanço da digitalização, a popularização dos seguros sob demanda e a entrada de novos agentes no mercado, o Brasil tende a registrar forte expansão do setor nos próximos anos.

O cenário é promissor tanto para as seguradoras tradicionais, que investem em inovação, quanto para as insurtechs, que vêm ganhando espaço com modelos flexíveis e acessíveis de contratação.seguro de vida, Susep, mercado de seguros, crescimento do seguro de vida, seguro de pessoas, seguro auto, setor de seguros 2025

O desempenho do seguro de vida em 2025 reforça o papel estratégico do segmento no mercado de seguros e no planejamento financeiro das famílias brasileiras. Mesmo em um cenário de desaceleração em outros ramos, o crescimento de 12,13% até setembro demonstra a solidez e a relevância desse produto.

Com o avanço da tecnologia, o aumento da consciência financeira e o apoio regulatório da Susep, o seguro de vida deve seguir em trajetória ascendente, consolidando-se como um dos pilares da proteção e estabilidade econômica no país.

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Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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