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Taxas dos DIs Recuam com Fluxo Estrangeiro e Alívio Externo: Análise de Mercado

por Camila Braga - Repórter de Economia
22/01/2026 às 18h11 - Atualizado em 14/05/2026 às 16h42
em Economia, Destaque, Notícias
Taxas Dos Dis Recuam Com Fluxo Estrangeiro E Alívio Externo: Análise De Mercado - Gazeta Mercantil

Taxas dos DIs recuam com forte fluxo estrangeiro e alívio geopolítico: Análise do fechamento da curva de juros

O mercado de renda fixa brasileiro vivenciou nesta quinta-feira mais uma sessão de ajuste positivo, consolidando uma tendência de fechamento da curva de juros futuros. As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) encerraram o dia com quedas expressivas, registrando recuos de até 10 pontos-base em vértices estratégicos. Este movimento reflete uma conjunção favorável de fatores: a entrada maciça de capital estrangeiro no Brasil, buscando ativos descontados, e o arrefecimento das tensões geopolíticas no Hemisfério Norte, protagonizadas pelos Estados Unidos.

A dinâmica das taxas dos DIs funciona como um termômetro preciso da percepção de risco-país e das expectativas de política monetária. O que se observou no pregão foi um descolamento parcial da volatilidade dos Treasuries (títulos do Tesouro americano), permitindo que os ativos locais performassem com robustez. O fluxo cambial positivo, que derrubou o dólar para baixo de R$ 5,30, atuou como um catalisador decisivo para o alívio nos prêmios de risco embutidos nas taxas dos DIs.

O Fluxo Estrangeiro e a Rotação de Ativos

O comportamento das taxas dos DIs nesta semana não pode ser dissociado do que ocorre na B3. A bolsa de valores brasileira rompeu barreiras históricas, oscilando acima dos 177 mil pontos, impulsionada por uma “rotação global de portfólio. Investidores internacionais, ao rebalancearem suas carteiras, identificaram no Brasil uma oportunidade de value investing (investimento em valor), migrando recursos de mercados saturados para emergentes com fundamentos relativamente sólidos e juros reais atrativos.

Analistas de mercado, como Matheus Spiess, da Empiricus Research, apontam para a continuidade desse sentimento. A busca por mercados que ficaram para trás nos últimos anos coloca o Brasil no radar. Quando o investidor estrangeiro traz dólares para comprar ações ou títulos públicos, ele pressiona a cotação da moeda americana para baixo. Um câmbio mais apreciado reduz as pressões inflacionárias importadas (tradables), permitindo que o mercado futuro precifique taxas dos DIs mais baixas, antecipando um cenário de inflação mais benigno ou menos necessidade de juros estratosféricos.

Essa correlação entre câmbio e juros é direta. Com o dólar perdendo força frente ao real, a curva de juros perde inclinação. O recuo das taxas dos DIs nos vencimentos longos, como janeiro de 2035, que caiu 8 pontos-base para 13,63%, sinaliza que o mercado exige um prêmio menor para carregar dívida brasileira de longo prazo.

O Fator Geopolítico: Alívio na Groenlândia

Outro vetor que contribuiu para a descompressão das taxas dos DIs veio do exterior. As tensões envolvendo os Estados Unidos e a Groenlândia, que haviam adicionado volatilidade aos mercados globais no início da semana, arrefeceram. O presidente Donald Trump descartou o uso de força militar e recuou na ameaça de imposição de tarifas a países europeus, optando por um acordo diplomático via Otan.

Para o mercado de juros, a estabilidade geopolítica é fundamental. Incertezas globais tendem a fortalecer o dólar e elevar os rendimentos dos Treasuries, o que contamina as taxas dos DIs em países emergentes. Com o desanuviar do horizonte diplomático, o apetite ao risco (risk-on) retornou. Embora os Treasuries tenham oscilado sem direção única ao longo do dia, o ambiente externo deixou de ser um fator de pressão altista para a curva local, permitindo que os fatores domésticos positivos — fluxo e câmbio — prevalecessem na formação das taxas dos DIs.

Dados Fiscais e a Arrecadação Recorde

No front doméstico, os dados fiscais divulgados pela Receita Federal trouxeram um misto de alívio e cautela para a análise das taxas dos DIs. A arrecadação federal somou R$ 2,887 trilhões em 2025, um crescimento real de 3,65% sobre o ano anterior, marcando o melhor resultado da série histórica iniciada em 1995.

Sob a ótica da solvência, uma arrecadação robusta é positiva, pois melhora a capacidade de pagamento da dívida pública, o que teoricamente deveria reduzir as taxas dos DIs longos (risco fiscal). No entanto, o mercado observa com lupa a qualidade desse ajuste. Se o aumento da arrecadação for acompanhado por um aumento proporcional de gastos, a percepção de risco fiscal permanece.

O analista Matheus Spiess ponderou que, apesar do fluxo positivo ajustar o câmbio e melhorar a curva, a incerteza fiscal e as dúvidas sobre o ciclo da Selic impedem um recuo ainda maior das taxas dos DIs. O mercado financeiro é pragmático: recorde de arrecadação é bom, mas a âncora fiscal precisa demonstrar sustentabilidade de longo prazo para que os juros estruturais caiam de forma consistente.

Expectativas para o Copom e a Selic

A precificação das taxas dos DIs curtos reflete as apostas para os próximos passos do Comitê de Política Monetária (Copom). O consenso de mercado aponta para a manutenção da Selic em 15% na reunião do fim deste mês. A grande incógnita reside na reunião de março.

Dados do mercado de opções de Copom da B3 mostram uma divisão nas expectativas. Há 36,00% de probabilidade de um corte de 25 pontos-base em março, contra 31,50% de chance de um corte mais agressivo de 50 pontos-base e 25,30% de probabilidade de manutenção. Essa dispersão de cenários gera volatilidade nas taxas dos DIs de vencimento mais curto (2026 e 2027).

Se o Banco Central sinalizar um afrouxamento monetário, as taxas dos DIs curtos tendem a cair mais rapidamente. Contudo, a autoridade monetária deve manter a cautela, observando a desancoragem das expectativas de inflação. O comportamento do câmbio nos próximos dias será crucial. Se o dólar se mantiver abaixo de R$ 5,30, abre-se uma janela de oportunidade para o BC ser mais leniente, o que validaria o fechamento da curva e a queda das taxas dos DIs.

Análise Técnica dos Vencimentos

Ao final da sessão, a estrutura a termo da taxa de juros (ETTJ) apresentou um movimento de “bull flattening” (achatamento com queda das taxas), onde as taxas longas caíram, mas o movimento foi generalizado.

  • Janeiro de 2027: A taxa recuou de 13,749% para 13,69%, uma queda de quase 6 pontos-base. Este vencimento captura a política monetária de médio prazo.

  • Janeiro de 2028: Um dos destaques do dia, com as taxas dos DIs caindo de 13,105% para 13,01%, baixa de quase 10 pontos-base. Esse ponto da curva é sensível tanto à política monetária quanto ao risco fiscal.

  • Janeiro de 2035: No trecho longo, a taxa cedeu de 13,713% para 13,63%. A queda de 8 pontos-base aqui reflete a melhora na percepção de risco-país e o fluxo estrangeiro.

A inversão ou inclinação da curva entre os vértices de 2028 e 2035 continua sendo monitorada. Atualmente, a curva apresenta trechos de inversão (taxas curtas maiores que as longas), o que é típico de cenários com política monetária restritiva (Selic em 15%). O fechamento das taxas dos DIs longos sugere que o mercado começa a ver uma luz no fim do túnel para a normalização da economia.

O comportamento das taxas dos DIs nesta quinta-feira reforça a tese de que os ativos brasileiros estão descontados e atraentes para o capital internacional. O “kit Brasil” — bolsa em alta, dólar em queda e juros futuros cedendo — operou em sintonia perfeita. No entanto, a sustentabilidade desse movimento depende de fatores locais e externos.

Externamente, a manutenção da estabilidade nos rendimentos dos Treasuries (com o título de 10 anos estável em 4,251%) é condição necessária para que o fluxo para emergentes continue. Internamente, a questão fiscal permanece como o fiel da balança. O mercado celebrou a arrecadação, mas aguarda sinais de controle de despesas.

Para os próximos dias, os investidores devem monitorar se o fluxo estrangeiro na B3 se mantém constante. Se a entrada de dólares persistir, haverá espaço técnico para novos recuos nas taxas dos DIs, antecipando um ciclo de corte de juros mais benigno do que o precificado atualmente. Por ora, a fotografia é positiva: o prêmio de risco diminuiu e a curva de juros brasileira respira aliviada, oferecendo oportunidades tanto na renda fixa quanto na variável.

Tags: arrecadação federalCopomcurva de jurosdolar hojeEconomiaeconomia brasileiraIbovespa hojeMercado FinanceiroSelicTaxas dos DIsTesouro Direto

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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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Empresa que teria comprado Naskar tem perfil recente e não informa executivos no site

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