A Prio (PRIO3) deve registrar queda na produção de petróleo em maio, enquanto a Brava Energia (BRAV3) tende a manter volumes praticamente estáveis no período, segundo relatório da XP Investimentos. A casa projeta produção de cerca de 161 mil barris por dia para a Prio (PRIO3), o que representaria recuo de aproximadamente 5% em relação a abril. Para a Brava Energia (BRAV3), a estimativa é de produção próxima de 40 mil barris por dia, queda leve de 2% na comparação mensal.
As projeções antecedem a divulgação dos dados operacionais mensais das petroleiras independentes. Segundo relatório assinado por Regis Cardoso, CFA e analista de óleo, gás e petroquímicos da XP, os dados disponíveis até 24 de maio indicam um mês mais fraco para a Prio (PRIO3), principalmente por causa do desempenho de Frade e Wahoo. No caso da Brava Energia (BRAV3), a produção maior em Atlanta compensou parte das pressões em outros ativos.
Apesar das projeções operacionais divergentes, a XP manteve recomendação de compra para as duas companhias. O preço-alvo para a Prio (PRIO3) é de R$ 64 por ação, ante cotação próxima de R$ 63. Para a Brava Energia (BRAV3), o preço-alvo foi mantido em R$ 22, frente a cotação de cerca de R$ 20,20.
Prio deve produzir 161 mil barris por dia em maio
A XP estima que a produção da Prio (PRIO3) fique em torno de 161 mil barris por dia em maio. Se confirmada, a marca representará queda de cerca de 8 mil barris por dia em relação aos 169 mil barris diários registrados em abril.
Entre 1º e 24 de maio, a produção média observada foi de 159 mil barris por dia, segundo a XP. O volume indica recuo de 10 mil barris por dia frente ao mês anterior e reforça a expectativa de queda no consolidado mensal.
A principal pressão veio do conjunto Frade e Wahoo. De acordo com o relatório, a produção média desses ativos ficou em 51 mil barris por dia, retração de 8,7 mil barris por dia na comparação mensal.
A XP destacou ainda que dados diários da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicaram a interrupção da produção de três poços em 5 de maio. A paralisação ajuda a explicar parte da queda observada no período.
Albacora Leste e Polvo também recuam
Além de Frade e Wahoo, outros ativos da Prio (PRIO3) apresentaram desempenho mais fraco em maio. A produção em Albacora Leste recuou cerca de 0,6 mil barris por dia, para 22 mil barris diários.
Em Polvo e TBMT, a produção caiu aproximadamente 0,8 mil barris por dia, ficando perto de 14 mil barris diários. Esses recuos reforçaram a pressão sobre o volume consolidado da companhia no mês.
Na direção contrária, Peregrino apresentou avanço de 0,6 mil barris por dia, para cerca de 73 mil barris diários. Segundo a XP, a melhora refletiu uma base de comparação mais fraca no mês anterior.
Mesmo com a alta em Peregrino, o desempenho não foi suficiente para compensar a queda em Frade e Wahoo. Por isso, a XP espera que a Prio (PRIO3) encerre maio com produção abaixo do patamar observado em abril.
Brava deve manter produção próxima de 40 mil barris por dia
Para a Brava Energia (BRAV3), a XP projeta produção próxima de 40 mil barris por dia em maio, considerando os ativos Papa-Terra, Atlanta, Parque das Conchas e Manati.
A estimativa representa queda de aproximadamente 1 mil barris por dia em relação ao mês anterior, equivalente a recuo de 2% na comparação mensal. Os dados disponíveis até 24 de maio apontavam produção em torno de 41 mil barris por dia, praticamente estável frente a abril.
O principal ponto positivo veio de Atlanta. A produção do ativo subiu para cerca de 25 mil barris por dia, alta de aproximadamente 2 mil barris diários na comparação mensal.
Esse avanço ajudou a compensar a queda em Parque das Conchas, cuja produção recuou cerca de 2 mil barris por dia, para 6 mil barris diários. Segundo a XP, o desempenho mais fraco de Argonauta na metade do mês foi o principal fator de pressão.
Papa-Terra fica estável, mas interrupção no fim do mês chama atenção
A produção de Papa-Terra permaneceu praticamente estável em 10 mil barris por dia, segundo a XP. O ativo, no entanto, registrou produção zerada nos dois últimos dias com dados disponíveis, em 23 e 24 de maio.
Esse ponto será acompanhado pelo mercado na divulgação oficial dos dados mensais. Caso a interrupção tenha se prolongado, o número final de maio pode ficar abaixo da estimativa preliminar.
Para a Brava Energia (BRAV3), a estabilidade operacional é relevante porque a companhia passa por uma fase de consolidação e busca de maior previsibilidade em seus ativos. A produção de Atlanta tem papel central nessa leitura, já que o ativo ajudou a sustentar o desempenho consolidado do mês.
A XP manteve recomendação de compra para a Brava Energia (BRAV3), com preço-alvo de R$ 22. A avaliação indica que, apesar das oscilações mensais de produção, a casa ainda vê potencial de valorização para a ação.
XP mantém compra para Prio e Brava
Mesmo com a projeção de queda na produção da Prio (PRIO3), a XP manteve recomendação de compra para a companhia. O preço-alvo de R$ 64 por ação indica potencial limitado em relação à cotação informada no relatório, próxima de R$ 63.
No caso da Brava Energia (BRAV3), a recomendação também segue em compra, com preço-alvo de R$ 22. A ação era negociada perto de R$ 20,20, segundo o levantamento citado.
A manutenção da recomendação mostra que a XP considera as oscilações de produção de maio dentro de um contexto operacional mais amplo. Para petroleiras independentes, dados mensais podem variar por paradas de poços, manutenção, ramp-up de ativos e ajustes operacionais.
Ainda assim, os números são acompanhados de perto por investidores porque afetam expectativas de receita, geração de caixa e percepção de execução operacional. Em empresas de petróleo, produção e preço da commodity são dois dos principais vetores de avaliação.
Setor segue sensível a petróleo e execução operacional
As projeções da XP para Prio (PRIO3) e Brava Energia (BRAV3) chegam em um momento de atenção redobrada ao setor de petróleo. Além da produção, investidores acompanham a trajetória do Brent, o câmbio, custos operacionais, investimentos e capacidade das empresas de entregar crescimento com disciplina de capital.
No caso da Prio (PRIO3), a queda esperada em maio concentra o foco sobre Frade e Wahoo, ativos relevantes para a tese de crescimento da companhia. A interrupção de poços observada no início do mês será um ponto importante na leitura dos dados oficiais.
Para a Brava Energia (BRAV3), a estabilidade projetada sugere resiliência, mas o mercado observará a continuidade da produção em Atlanta e eventuais impactos da queda em Parque das Conchas e da interrupção pontual em Papa-Terra.
A divulgação oficial dos dados operacionais de maio deve indicar se as projeções da XP foram confirmadas e se houve alteração relevante no ritmo de produção das companhias. Até lá, as ações seguem sensíveis a revisões de analistas, dados da ANP e movimentos do petróleo no mercado internacional.









