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Day trade: Ágora recomenda compra de Klabin (KLBN11) e venda de Hapvida (HAPV3) hoje

Carteira de curtíssimo prazo também indica venda de Hapvida (HAPV3), Banco do Brasil (BBAS3) e Cyrela (CYRE3), com potenciais de ganho de até 1,47% no pregão

por Camila Braga
08/06/2026 às 12h19
em Ibovespa
Day Trade - Gazeta Mercantil

A Ágora Investimentos recomendou, nesta segunda-feira (8), operações de day trade com compra de Klabin (KLBN11), Allos (ALOS3) e Ultrapar (UGPA3), além de venda de Hapvida (HAPV3), Banco do Brasil (BBAS3) e Cyrela (CYRE3), em estratégia voltada exclusivamente para o pregão do dia. As indicações foram elaboradas com base em análise gráfica, metodologia que busca identificar movimentos de curtíssimo prazo nas ações negociadas na B3, com objetivos definidos, pontos de entrada e níveis de stop para limitar perdas.

A estratégia de day trade envolve operações iniciadas e encerradas no mesmo pregão. Por isso, costuma ser utilizada por investidores com perfil mais arrojado, maior familiaridade com análise técnica e capacidade de acompanhar a oscilação dos papéis em tempo real. Diferentemente de uma recomendação de investimento de longo prazo, o day trade não está baseado, necessariamente, nos fundamentos das empresas, mas em sinais de preço, volume e comportamento recente dos ativos.

No relatório desta segunda-feira, a Ágora apontou potencial de ganho de até 1,46% nas operações de compra e de até 1,47% nas operações de venda. Os retornos informados são brutos e não consideram custos operacionais, corretagem, emolumentos ou eventual tributação incidente sobre ganhos líquidos em operações de curto prazo.

Klabin (KLBN11) lidera recomendações de compra para day trade

Entre as ações indicadas para compra, a Klabin (KLBN11) aparece com entrada sugerida a R$ 17,09, objetivo a R$ 17,34 e stop em R$ 16,97. O potencial de ganho estimado pela Ágora é de 1,46%, enquanto a perda máxima projetada, caso o papel atinja o ponto de stop, é de 0,70%.

As ações da Klabin (KLBN11) encerraram a última sexta-feira (5) cotadas a R$ 17,05, pouco abaixo do ponto de entrada indicado para a operação desta segunda-feira. A companhia é uma das maiores produtoras de papéis para embalagens do País e costuma ter seus papéis acompanhados por investidores atentos ao desempenho do setor de papel e celulose, à demanda por embalagens e ao comportamento do câmbio, dado o peso das exportações na dinâmica do segmento.

A presença da Klabin (KLBN11) na lista de day trade, no entanto, não deve ser confundida com uma leitura estrutural sobre os fundamentos da empresa. Nesse tipo de carteira, o foco está no comportamento intradiário do ativo, e não em projeções de lucro, dívida, geração de caixa ou perspectivas setoriais de médio e longo prazo.

Além da Klabin (KLBN11), a Ágora indicou compra de Allos (ALOS3), com entrada a R$ 27,01, objetivo a R$ 27,38 e stop em R$ 26,80. O potencial de ganho projetado é de 1,37%, com stop equivalente a perda de 0,78%.

A Allos (ALOS3), empresa do setor de shopping centers, reúne ativos ligados ao consumo presencial e à dinâmica do varejo. No mercado acionário, seus papéis tendem a reagir a fatores como atividade econômica, renda, juros, fluxo de consumidores nos empreendimentos e desempenho dos lojistas. Para o day trade desta segunda-feira, porém, o critério central da indicação é técnico, com foco no movimento de curtíssimo prazo.

A terceira recomendação de compra é Ultrapar (UGPA3), com entrada a R$ 25,02, objetivo a R$ 25,38 e stop em R$ 24,83. O potencial de ganho estimado é de 1,44%, enquanto o stop representa variação negativa de 0,76%.

A Ultrapar (UGPA3) atua em segmentos como distribuição de combustíveis, gás e especialidades químicas. Seus papéis costumam ser acompanhados por investidores pela exposição a consumo, logística, margens de distribuição e condições competitivas no setor de combustíveis. Na recomendação de day trade, a leitura da corretora é voltada à formação gráfica do ativo no pregão.

Hapvida (HAPV3) é destaque entre as vendas recomendadas

Na ponta vendedora, a Ágora indicou Hapvida (HAPV3) como uma das ações para venda no day trade desta segunda-feira. A entrada sugerida é de R$ 10,91, com objetivo a R$ 10,75 e stop em R$ 11,00. O potencial de ganho projetado é de 1,47%, o maior entre as operações listadas no relatório.

Em operações vendidas, o investidor busca lucrar com a queda do preço do ativo. A lógica é oposta à da compra: a posição tende a gerar resultado positivo se a ação recuar até o objetivo indicado e resultado negativo se subir até o stop. Por isso, a execução exige controle de risco ainda mais rigoroso, especialmente em papéis de maior volatilidade.

A Hapvida (HAPV3), empresa do setor de saúde suplementar, tem sido acompanhada pelo mercado em meio a discussões sobre sinistralidade, integração de operações, margens e recuperação operacional. No day trade, entretanto, a indicação não representa uma avaliação de longo prazo sobre a companhia, mas uma leitura técnica para o pregão.

A Ágora também recomendou venda de Banco do Brasil (BBAS3), com entrada a R$ 19,12, objetivo a R$ 18,85 e stop em R$ 19,27. O potencial de ganho estimado é de 1,41%, com stop de 0,78%.

O Banco do Brasil (BBAS3) é uma das ações mais líquidas da Bolsa brasileira e costuma ter peso relevante nas carteiras de investidores locais e estrangeiros. Como instituição financeira controlada pelo governo federal, o banco é acompanhado não apenas por indicadores de crédito, inadimplência, rentabilidade e dividendos, mas também por eventuais percepções de risco político e regulatório.

A terceira venda recomendada é Cyrela (CYRE3), com entrada a R$ 19,78, objetivo a R$ 19,51 e stop em R$ 19,92. O potencial de ganho indicado é de 1,37%, enquanto o stop corresponde a 0,71%.

A Cyrela (CYRE3), do setor de incorporação imobiliária, está inserida em um segmento sensível ao ciclo de juros, ao crédito imobiliário e à confiança do consumidor. Em operações de curtíssimo prazo, a liquidez do papel e a volatilidade do setor podem criar oportunidades técnicas, mas também ampliam o risco de movimentos contrários à posição.

Operações valem apenas para o pregão desta segunda-feira

As recomendações de day trade da Ágora são válidas apenas para esta segunda-feira (8). Segundo a metodologia informada pela corretora, as operações ficam condicionadas ao atingimento do ponto de entrada indicado. Caso o ativo abra com gap e atinja o objetivo antes de passar pelo preço de entrada, a operação é cancelada.

Essa regra é relevante porque evita que o investidor execute uma ordem fora da estrutura originalmente planejada. Em day trade, pequenas diferenças de preço podem alterar de forma significativa a relação entre risco e retorno, especialmente quando os objetivos são inferiores a 2%.

Os stops indicados também só passam a valer depois que a operação é efetivamente aberta. Isso significa que, se o papel não atingir o ponto de entrada, não há posição a ser protegida. Caso a entrada ocorra, o stop funciona como limite de perda previamente definido.

A disciplina na execução dos stops é considerada um dos pontos centrais desse tipo de estratégia. Como o day trade opera com janelas curtas e busca ganhos percentuais reduzidos, perdas não controladas podem comprometer rapidamente o resultado da carteira.

A Ágora informa que as recomendações são elaboradas por analistas gráficos. A análise gráfica, também chamada de análise técnica, avalia padrões de comportamento dos preços e volumes negociados, buscando identificar tendências, reversões e regiões de suporte ou resistência.

Carteira expõe investidor a setores distintos da B3

A seleção desta segunda-feira reúne ações de diferentes setores da Bolsa brasileira. Na ponta compradora, aparecem uma empresa de papel e celulose, uma administradora de shopping centers e uma companhia com atuação em combustíveis, gás e especialidades químicas. Na ponta vendedora, estão uma operadora de saúde, um banco e uma incorporadora.

Essa diversidade setorial não significa, necessariamente, uma estratégia de alocação diversificada. Em day trade, o peso da tese setorial é menor do que em carteiras fundamentalistas. Ainda assim, a composição mostra como ativos de segmentos distintos podem apresentar sinais técnicos simultâneos no mesmo pregão.

Para o investidor, a principal leitura está na relação entre objetivo e stop de cada operação. Em todas as recomendações, os potenciais de ganho ficam próximos de 1,4%, enquanto os stops variam entre 0,70% e 0,82%. Essa estrutura mostra uma tentativa de preservar relação favorável entre retorno esperado e perda máxima admitida.

A execução, no entanto, depende das condições reais de mercado. Abertura com forte volatilidade, baixa liquidez em determinados momentos, mudanças no humor externo, notícias corporativas inesperadas e oscilações no Ibovespa podem afetar o desempenho das operações.

Risco de curtíssimo prazo exige controle rígido de perdas

O day trade é uma modalidade de risco elevado. Mesmo quando baseado em metodologia técnica, não há garantia de que os preços seguirão a direção projetada pelos analistas. A oscilação intradiária pode ser influenciada por fluxo de ordens, notícias, movimentos de investidores institucionais, dados econômicos e mudanças no apetite por risco.

Por isso, recomendações de compra ou venda para day trade costumam vir acompanhadas de stops definidos. O objetivo é impedir que uma operação mal sucedida gere perda maior do que a tolerada pela estratégia. Para investidores menos experientes, a dificuldade de executar o stop no momento correto pode transformar operações curtas em prejuízos relevantes.

Outro ponto de atenção é o custo operacional. Embora os potenciais de ganho informados sejam brutos, o resultado líquido depende das condições de cada investidor, incluindo taxa de corretagem, emolumentos, impostos e eventual custo de aluguel de ações em operações vendidas.

A tributação também exige cuidado. No Brasil, operações de day trade têm regras específicas de apuração e recolhimento de imposto sobre ganhos líquidos. O controle das notas de corretagem e dos resultados acumulados é parte essencial da gestão desse tipo de operação.

Recomendações reforçam busca por ganhos rápidos em pregão de baixa margem

A carteira de day trade da Ágora para esta segunda-feira concentra operações com potenciais de ganho estreitos, entre 1,37% e 1,47%, padrão comum em estratégias de curtíssimo prazo. A margem reduzida reforça a necessidade de execução precisa, respeito aos pontos de entrada e saída e atenção ao comportamento do mercado ao longo do pregão.

As ações de Klabin (KLBN11), Allos (ALOS3), Ultrapar (UGPA3), Hapvida (HAPV3), Banco do Brasil (BBAS3) e Cyrela (CYRE3) entram no radar de investidores que acompanham operações táticas na B3, mas o relatório não elimina os riscos inerentes ao day trade. Para o mercado, a lista funciona como referência técnica de curto prazo, em uma sessão na qual o controle de perdas tende a ser tão relevante quanto a busca por retorno.

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