A LOG Commercial Properties e Participações (LOGG3) aprovou em 6 de agosto de 2026 a distribuição de R$ 13.939.391,76 em dividendos aos acionistas. O valor corresponde a R$ 0,15943630653 por ação ordinária, segundo a relação oficial de proventos mantida pela companhia. Os papéis passarão a ser negociados na condição ex-dividendos em 19 de agosto, e o pagamento está marcado para 1º de outubro. Com isso, 18 de agosto será o último pregão em que a ação será negociada com direito à nova distribuição.
A deliberação amplia para R$ 295.772.753,35 o volume de dividendos aprovado pela LOG em 2026 até agora. Antes do anúncio mais recente, a companhia havia aprovado R$ 31.833.361,59 em 4 de maio, equivalentes a R$ 0,36416685512 por ação, e outros R$ 250 milhões em 1º de junho, ou R$ 2,85994658535 por ação. Somadas as três distribuições, o valor por papel aprovado no ano chega a R$ 3,383549747, sem considerar eventuais novos proventos que ainda possam ser deliberados.
Os dois pagamentos anteriores já foram concluídos. A primeira distribuição de 2026 teve data ex em 14 de maio e foi paga em 30 de junho. A segunda passou a ser negociada ex-dividendos em 12 de junho e teve crédito em 1º de julho. O calendário divulgado pela empresa mostra, portanto, uma sequência de três deliberações de remuneração aos acionistas no intervalo de pouco mais de três meses.
O novo dividendo foi aprovado no mesmo dia em que a LOG divulgou seus resultados do segundo trimestre. O balanço mostra lucro líquido de R$ 58,7 milhões no período. O Ebitda somou R$ 79,8 milhões, queda de 43,2% em relação ao segundo trimestre de 2025, movimento que a própria companhia atribuiu a um efeito não recorrente relacionado à venda de ativos para o Itaú LOG CP Fundo de Investimento Imobiliário.
Pagamento de dividendos da LOG será feito em outubro
A data ex-dividendos de 19 de agosto define o corte operacional para a negociação dos papéis na B3. A partir desse pregão, quem comprar LOGG3 não terá direito ao provento de R$ 0,15943630653 por ação aprovado em 6 de agosto. Por consequência, o investidor que quiser participar da distribuição precisa deter as ações até o encerramento do pregão anterior, em 18 de agosto, observadas as regras de liquidação e registro aplicáveis ao mercado acionário.
O pagamento ocorrerá em 1º de outubro, conforme o calendário oficial da companhia. O valor total de R$ 13,94 milhões é menor do que as duas distribuições anteriores de 2026, mas se soma a uma política de remuneração que ganhou peso após operações relevantes de reciclagem de portfólio. A maior parcela aprovada neste ano foi a de R$ 250 milhões, deliberada em junho e paga no início de julho.
A comparação com 2025 também mostra que os dividendos fazem parte de uma sequência recorrente de distribuições. No ano passado, a LOG aprovou quatro pagamentos, de R$ 20,5 milhões, R$ 20,7 milhões, R$ 26,4 milhões e R$ 278,6 milhões. O total dessas deliberações alcançou aproximadamente R$ 346,1 milhões. Em 2026, o valor aprovado até 6 de agosto já corresponde a cerca de R$ 295,8 milhões.
A companhia atua no desenvolvimento, locação e gestão de condomínios logísticos e tem suas ações ordinárias negociadas na B3 sob o código LOGG3. Nesse modelo, a geração de caixa combina receitas recorrentes de locação com ganhos decorrentes do desenvolvimento e da venda de ativos maduros. As transações de reciclagem de portfólio têm sido usadas para liberar capital e financiar novos projetos, ao mesmo tempo em que a empresa mantém parte da gestão comercial e imobiliária de ativos vendidos em determinadas operações.
Venda de ativos por R$ 1,02 bilhão alterou o trimestre
Um dos principais movimentos corporativos de 2026 foi a venda de um portfólio de 11 ativos operacionais ao Itaú LOG CP Fundo de Investimento Imobiliário. O compromisso definitivo foi celebrado em 30 de abril e informado ao mercado em 4 de maio. Segundo o fato relevante enviado à CVM, a operação foi avaliada em R$ 1.020.071.000 e envolveu 332.851 metros quadrados de área bruta locável atribuível à LOG.
O preço implícito informado pela companhia foi de R$ 3.065 por metro quadrado, próximo ao valor patrimonial líquido dos ativos. A LOG calculou margem bruta de 33% na transação e classificou a operação como a maior venda já realizada pela empresa. O portfólio incluía empreendimentos em Belém, Contagem, Cuiabá, Feira de Santana, Juiz de Fora, Maceió, Sumaré, Viana e Uberaba, além de outros ativos relacionados no documento.
A estrutura de pagamento previa aproximadamente 80% do valor em dinheiro na data de fechamento e cerca de 20% por meio de cotas do fundo imobiliário. A expectativa divulgada em maio era de liquidação financeira no segundo trimestre. A operação também estabeleceu que a LOG continuaria prestando serviços de consultoria especializada ao fundo, preservando a gestão comercial e imobiliária dos ativos e a relação com a carteira de clientes.
No fato relevante, a administração afirmou que a transação aumentaria a eficiência da estrutura de capital e anteciparia recursos para o plano de investimentos de 2026. Esse movimento ajuda a explicar a leitura dos números do segundo trimestre, período em que a companhia registrou efeitos contábeis e operacionais associados à alienação do portfólio. No release de resultados, a LOG atribuiu a redução anual do Ebitda do trimestre a um efeito pontual da venda para o ILCP11.
Operação de galpões manteve baixa vacância no 2T26
Apesar da redução do Ebitda consolidado, os indicadores de locação permaneceram em níveis elevados de ocupação. O release do segundo trimestre mostra vacância estabilizada de 0,93%, ante 1,02% no segundo trimestre de 2025. A diferença reforça a manutenção de um portfólio com ocupação próxima da plena capacidade entre os ativos considerados estabilizados pela empresa.
A absorção bruta de áreas chegou a 108 mil metros quadrados no segundo trimestre. No acumulado do primeiro semestre, o volume alcançou 294 mil metros quadrados, segundo os dados operacionais apresentados pela LOG. O indicador permite acompanhar a demanda pelos condomínios logísticos operados pela companhia e a evolução da ocupação de seu portfólio.
A empresa também informou no material de resultados avanço do ticket médio de locação em relação ao ano anterior. O movimento ocorreu em um período no qual a companhia continuou executando seu plano de desenvolvimento, ao mesmo tempo em que reduziu a exposição a ativos maduros por meio de vendas. O modelo busca transformar ganhos de desenvolvimento em caixa, reciclar capital e preservar a capacidade de lançar novos empreendimentos.
O lucro líquido de R$ 58,7 milhões do segundo trimestre deve ser analisado dentro dessa combinação entre locação, desenvolvimento e venda de ativos. A redução do Ebitda em base anual não decorreu, segundo a empresa, de uma deterioração isolada da ocupação dos galpões, mas foi influenciada pelo efeito específico da alienação do portfólio ao fundo imobiliário. A vacância estabilizada abaixo de 1% e o volume de absorção ajudam a separar o desempenho operacional recorrente dos efeitos da reciclagem de ativos.
Proventos de 2026 já somam quase R$ 296 milhões
A sequência de pagamentos aprovada neste ano ganhou escala principalmente com os R$ 250 milhões deliberados em junho. Esse montante representou sozinho cerca de 84,5% dos R$ 295,8 milhões em dividendos aprovados pela companhia em 2026 até 6 de agosto. A distribuição de maio respondeu por aproximadamente 10,8% do total, enquanto o novo dividendo de R$ 13,94 milhões corresponde a cerca de 4,7%.
Em termos por ação, a maior parcela também foi a de junho, de R$ 2,85994658535. O pagamento aprovado em maio foi de R$ 0,36416685512 por papel, e o de agosto, de R$ 0,15943630653. A soma de R$ 3,383549747 por ação é uma referência aritmética das deliberações do ano e não representa uma nova distribuição única nem uma promessa de remuneração futura.
O histórico recente mostra que o valor dos dividendos da LOG pode variar de forma significativa entre uma deliberação e outra. Em dezembro de 2025, por exemplo, a empresa aprovou R$ 278,6 milhões em uma única distribuição, equivalente a R$ 3,18760365971 por ação. Já os pagamentos aprovados em abril, agosto e outubro daquele ano ficaram individualmente entre R$ 20,5 milhões e R$ 26,4 milhões.
Para o acionista, o próximo marco formal é a data ex de 19 de agosto. Depois disso, o valor de R$ 13.939.391,76 permanecerá programado para pagamento em 1º de outubro aos investidores com direito ao provento. Paralelamente, a companhia seguirá incorporando ao balanço os efeitos da reciclagem de ativos e da execução de seu plano de investimentos, enquanto o próximo conjunto completo de resultados financeiros deverá refletir a evolução dessas operações no terceiro trimestre.









