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Anfavea alerta: guerra no Oriente Médio pode impactar montadoras brasileiras

Alta do petróleo, valorização do dólar e possíveis atrasos logísticos ameaçam custos e produção do setor automotivo

por Maria Helena Costa - Repórter de Economia
06/03/2026 às 19h20 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h09
em Economia, Destaque, Notícias
Veículos - Gazeta Mercantil

Anfavea alerta sobre riscos da guerra no Oriente Médio para montadoras brasileiras

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) acompanha com atenção a escalada do conflito no Oriente Médio e sinaliza que o cenário pode gerar impactos significativos para as montadoras brasileiras. Segundo o presidente da entidade, Igor Calvet, embora não seja possível dimensionar com precisão quando e quanto o setor será afetado, fatores como a alta do petróleo e a valorização do dólar podem pressionar diretamente os custos de produção e logística.

“Sim, pode nos afetar”, afirmou Calvet durante a apresentação dos resultados do setor automotivo em fevereiro, destacando a incerteza sobre o momento e a intensidade dos impactos. De acordo com o executivo, a indústria automobilística nacional pode enfrentar aumento de custos na importação de peças e componentes, além de desafios logísticos na entrega de insumos críticos.

Impactos no custo de produção

A valorização do dólar e o aumento do preço do petróleo representam os principais vetores de pressão sobre o setor. O encarecimento de insumos importados e o aumento do custo do transporte podem influenciar diretamente os preços finais de veículos, afetando tanto fabricantes quanto consumidores.

Especialistas do setor apontam que as montadoras brasileiras dependem de cadeias de suprimentos complexas e globais, tornando-se particularmente sensíveis a flutuações internacionais. No caso de insumos estratégicos, qualquer aumento de custos pode ser rapidamente repassado à produção, alterando margens de lucro e competitividade no mercado interno e externo.

Riscos logísticos em rotas estratégicas

Outro ponto de atenção da Anfavea são os possíveis atrasos na entrega de componentes caso haja interrupções em rotas marítimas estratégicas. O Estreito de Ormuz e o Canal de Suez são corredores essenciais para o fluxo global de mercadorias, incluindo peças automotivas utilizadas pelas montadoras. Bloqueios ou restrições nesses trajetos podem gerar gargalos logísticos e impactar a produção de veículos no Brasil.

Calvet ressaltou que, até o momento, não há relatos de interrupções no fornecimento de peças, mas que a entidade mantém monitoramento constante para avaliar possíveis efeitos sobre a produção, especialmente no segmento de caminhões, altamente dependente de insumos importados.

Cadeia de suprimentos sob pressão

A complexidade da cadeia de suprimentos automotiva brasileira aumenta a vulnerabilidade do setor a crises internacionais. As montadoras brasileiras precisam estar preparadas para diversificar fornecedores, aumentar estoques estratégicos e adotar estratégias de mitigação de riscos, garantindo a continuidade da produção diante de incertezas externas.

Executivos destacam que, embora a situação atual não tenha gerado interrupções significativas, a combinação de alta do petróleo, dólar valorizado e riscos logísticos exige atenção contínua. O objetivo é reduzir impactos financeiros e operacionais, protegendo a capacidade de produção e evitando desabastecimento do mercado interno.

Perspectivas para o setor automotivo

O setor automotivo nacional enfrenta desafios históricos frente a crises externas, incluindo flutuações cambiais e volatilidade nos preços de commodities. A guerra no Oriente Médio adiciona uma camada de complexidade, exigindo estratégias robustas de planejamento e gestão de riscos.

Entre as medidas adotadas estão a diversificação de fornecedores, monitoramento detalhado de rotas marítimas e avaliação de estoques estratégicos. Essas ações visam garantir que eventuais interrupções globais não comprometam a produção de veículos e a entrega de componentes essenciais.

Sustentabilidade e inovação tecnológica

Apesar das incertezas externas, as montadoras brasileiras continuam comprometidas com a transição para veículos mais sustentáveis. Investimentos em eletrificação da frota, eficiência energética e tecnologias limpas seguem como prioridade, buscando equilíbrio entre competitividade, inovação e responsabilidade ambiental.

A Anfavea reforça que a implementação de políticas de mobilidade sustentável deve ser mantida mesmo em períodos de crise internacional, destacando a importância de inovação tecnológica como fator de resiliência frente a instabilidades externas.

Diálogo com governo e políticas estratégicas

A entidade também mantém diálogo com autoridades governamentais para avaliar medidas que minimizem impactos da crise internacional, incluindo acompanhamento de barreiras comerciais, políticas de importação e estratégias de câmbio. A cooperação busca garantir que o setor automotivo brasileiro possa enfrentar a volatilidade externa com mais previsibilidade.

Calvet enfatizou que “a indústria precisa estar preparada, mas não há motivo para alarme. O importante é acompanhar o cenário e ajustar estratégias rapidamente, caso haja mudanças significativas no fluxo de insumos internacionais”.

Estratégias de resiliência e continuidade

As montadoras brasileiras estão investindo em resiliência operacional para enfrentar possíveis impactos da guerra no Oriente Médio. Isso inclui aumento de estoques, diversificação geográfica de fornecedores, otimização logística e adoção de tecnologias de monitoramento de cadeia de suprimentos.

Especialistas destacam que essas medidas são fundamentais para garantir a produção de veículos, proteger margens de lucro e manter a competitividade em um ambiente global cada vez mais instável. A capacidade de adaptação rápida e planejamento estratégico são fatores-chave para reduzir riscos e manter a estabilidade operacional.

Impactos futuros e atenção do mercado

O setor automotivo nacional desempenha papel central na economia brasileira, representando significativa parcela do PIB industrial e gerando empregos diretos e indiretos. A atenção da Anfavea à escalada da guerra no Oriente Médio reflete a necessidade de antecipar cenários e proteger a cadeia produtiva frente a incertezas internacionais.

Analistas afirmam que a monitorização contínua de custos, logística e fornecimento é essencial para reduzir vulnerabilidades. A implementação de políticas preventivas permite que as montadoras mantenham sua capacidade operacional, garantam abastecimento e minimizem impactos financeiros decorrentes da instabilidade global.

Tags: alta do petróleoAnfaveacadeia de suprimentosCanal de SuezDólarEconomiaestreito de Ormuzguerra no Oriente Médioindústria automotivalogística automotivamobilidade sustentávelmontadoras brasileirasprodução de caminhõesveículos de passeio

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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