Acionistas de Banco do Brasil (BBAS3), Marcopolo (POMO4) e Cury (CURY3) têm pagamentos de proventos programados para a semana de 8 a 11 de setembro. A agenda começa na terça-feira, com a construtora Cury, passa pela Marcopolo na quarta-feira e termina na sexta-feira com duas parcelas de juros sobre capital próprio do Banco do Brasil.
Os pagamentos já têm seus beneficiários definidos. Isso significa que o investidor que comprar as ações nesta semana não terá direito aos proventos agora distribuídos. Para receber, era necessário possuir os papéis nas respectivas datas de corte estabelecidas pelas companhias: 14 de agosto para a Cury, 25 de agosto para a Marcopolo e 1º de setembro para o Banco do Brasil.
Entre as três companhias, o maior valor por ação é o da Cury. A incorporadora pagará aproximadamente R$ 0,6168 por CURY3. A Marcopolo distribuirá R$ 0,13 por ação, enquanto o Banco do Brasil terá dois pagamentos de JCP que, somados, chegam a aproximadamente R$ 0,1394 por BBAS3 antes da tributação aplicável aos juros sobre capital próprio.
Há uma correção importante em relação a algumas agendas de mercado publicadas nos últimos dias: os R$ 0,13 por ação da Marcopolo são dividendos, e não juros sobre capital próprio. A companhia aprovou a distribuição em agosto e definiu 9 de setembro como data de pagamento aos investidores posicionados em 25 de agosto.
Cury paga R$ 190 milhões em dividendos na terça-feira
A Cury (CURY3) abre o calendário na terça-feira, 8 de setembro. O valor confirmado pela própria companhia é de R$ 0,6167878071 por ação ordinária, em uma distribuição total de R$ 190 milhões.
Terão direito ao pagamento os acionistas que possuíam ações da empresa no encerramento de 14 de agosto. Portanto, investidores que compraram CURY3 depois da data de corte não participam dessa distribuição.
O histórico de remuneração ao acionista da própria Cury confirma o pagamento de 8 de setembro e o montante de R$ 190 milhões.
Para dimensionar o pagamento, um investidor elegível com 100 ações receberá aproximadamente R$ 61,68. Com 500 ações, o valor chega a cerca de R$ 308,39. Uma posição de 1.000 ações representa aproximadamente R$ 616,79 em dividendos.
O pagamento desta semana se soma a outras distribuições realizadas pela incorporadora ao longo de 2026. Em abril, a companhia pagou aproximadamente R$ 0,3571 por ação e, em maio, cerca de R$ 0,5194. A empresa também possui outros valores declarados para pagamento posterior, de acordo com seu histórico de proventos.
A soma dos três pagamentos de 2026 realizados ou previstos até esta semana — aproximadamente R$ 0,3571, R$ 0,5194 e R$ 0,6168 — chega a cerca de R$ 1,4933 por ação, sem considerar distribuições adicionais previstas para outros períodos.
Marcopolo paga R$ 0,13 por POMO4 e POMO3
Na quarta-feira, 9 de setembro, será a vez da Marcopolo.
A fabricante de carrocerias de ônibus distribuirá R$ 0,13 por ação, tanto para os papéis ordinários POMO3 quanto para as ações preferenciais POMO4. O pagamento foi aprovado pelo conselho de administração em agosto e será imputado ao dividendo obrigatório declarado antecipadamente referente ao exercício de 2026.
Os beneficiários foram definidos pela posição acionária registrada em 25 de agosto. A partir de 26 de agosto, as ações passaram a ser negociadas na condição ex-dividendos.
Dessa forma, quem possuía 100 ações elegíveis receberá R$ 13. Uma carteira com 1.000 papéis terá direito a R$ 130.
O valor é o mesmo por ação nas duas classes.
A distribuição ocorre depois de a Marcopolo também ter anunciado um programa de recompra de até 49 milhões de ações preferenciais. As aquisições podem ser realizadas ao longo de até 18 meses, segundo as condições aprovadas pelo conselho.
O programa de recompra e o pagamento de dividendos são mecanismos diferentes de remuneração ou geração de valor para o acionista. No primeiro caso, a empresa adquire suas próprias ações no mercado e pode mantê-las em tesouraria, cancelá-las ou utilizá-las conforme os objetivos aprovados. No dividendo, o dinheiro é diretamente distribuído aos acionistas que cumpriram a data de corte.
O pagamento da Marcopolo nesta semana é corretamente classificado como dividendo de R$ 0,13 por ação. A informação é confirmada por diferentes bases de proventos e pelo anúncio feito após a reunião do conselho da companhia.
Banco do Brasil terá dois pagamentos de JCP na sexta-feira
O Banco do Brasil (BBAS3) encerra a agenda das três companhias na sexta-feira, 11 de setembro.
Diferentemente de Cury e Marcopolo, o banco pagará juros sobre capital próprio. E serão duas parcelas com crédito previsto para o mesmo dia.
A primeira corresponde ao JCP complementar referente ao segundo trimestre de 2026. O valor originalmente aprovado foi de R$ 0,10245643978 por ação e passou por atualização pela Selic.
O Banco do Brasil havia informado que essa parcela seria atualizada entre a data do balanço de 30 de junho e a data do pagamento. Após a atualização, o valor chegou a aproximadamente R$ 0,10489 por ação.
A segunda parcela corresponde à antecipação da remuneração referente ao terceiro trimestre. Nesse caso, o valor bruto é de R$ 0,03450628312 por ação.
Somando as duas parcelas, o investidor receberá aproximadamente R$ 0,1394 bruto por ação BBAS3.
O fato relevante do Banco do Brasil confirma que a parcela antecipada do terceiro trimestre envolve uma distribuição de R$ 196,992 milhões e pagamento em 11 de setembro, tendo como referência a posição acionária de 1º de setembro.
Quanto o acionista do Banco do Brasil recebe
Para um investidor com 100 ações BBAS3 elegíveis, as duas parcelas representam aproximadamente R$ 13,94 brutos.
Com 500 ações, o montante chega a cerca de R$ 69,70.
Já um acionista com 1.000 ações terá aproximadamente R$ 139,40 em JCP bruto creditado a partir das duas distribuições.
O valor efetivamente recebido pelo investidor deve considerar a tributação incidente sobre juros sobre capital próprio, quando aplicável.
O ponto importante para quem acompanha dividendos é que as duas parcelas possuem a mesma data-base: 1º de setembro.
As ações passaram a ser negociadas sem direito a esses JCP a partir de 2 de setembro. Comprar BBAS3 agora, portanto, não concede participação nos pagamentos programados para sexta-feira.
BB aprovou quase R$ 782 milhões nas duas distribuições
As duas parcelas também ganham escala quando consideradas pelo valor total aprovado pelo banco.
O JCP complementar referente ao segundo trimestre corresponde originalmente a aproximadamente R$ 584,9 milhões. A antecipação do terceiro trimestre acrescenta outros R$ 196,992 milhões.
Somados os montantes originalmente aprovados, o Banco do Brasil destinou aproximadamente R$ 781,9 milhões aos acionistas por meio dessas duas remunerações.
O primeiro valor ainda recebe a atualização prevista pela companhia, razão pela qual o desembolso efetivo relacionado à parcela complementar fica acima do montante originalmente anunciado.
A distribuição é relevante para investidores que acompanham BBAS3 justamente porque concentra duas remunerações diferentes no mesmo pagamento.
Data de pagamento não é a mesma coisa que data-com
A proximidade dos pagamentos costuma provocar uma dúvida recorrente entre investidores: comprar a ação antes de o dinheiro cair na conta não significa necessariamente ter direito ao provento.
O que determina quem recebe é a chamada data-com, ou data de corte.
No caso da Cury, essa data foi 14 de agosto. Na Marcopolo, 25 de agosto. Para o Banco do Brasil, 1º de setembro.
Depois da data-com, o papel passa a ser negociado ex-provento. Quem compra a partir desse momento adquire a ação sem direito à distribuição que já foi declarada.
Por isso, todos os três pagamentos desta semana já possuem seus beneficiários determinados.
O investidor que entrar agora em CURY3, POMO4, POMO3 ou BBAS3 deverá observar os próximos anúncios das companhias para participar de novas distribuições.
Calendário dos pagamentos da semana
Na terça-feira, 8 de setembro, a Cury paga aproximadamente R$ 0,6168 por ação CURY3 em dividendos. A data de corte foi 14 de agosto.
Na quarta-feira, 9 de setembro, a Marcopolo paga R$ 0,13 por ação POMO3 ou POMO4. O último dia com direito ao dividendo foi 25 de agosto.
Na sexta-feira, 11 de setembro, o Banco do Brasil paga duas parcelas de JCP aos acionistas de BBAS3 posicionados em 1º de setembro. Juntas, elas representam aproximadamente R$ 0,1394 bruto por ação, considerando a atualização da parcela complementar divulgada pelo banco.
Para um investidor com 1.000 ações de cada companhia, apenas como exercício de comparação, os pagamentos correspondem a aproximadamente R$ 616,79 em CURY3, R$ 130 em POMO3 ou POMO4 e R$ 139,40 brutos em BBAS3.
Os valores não devem ser comparados como retorno de investimento sem considerar o preço de cada ação, a tributação aplicável, as datas de aquisição e outras variáveis. O valor nominal do provento por ação, isoladamente, não mostra qual companhia oferece o maior retorno percentual ao acionista.
O calendário desta semana reforça também uma distinção importante. Cury e Marcopolo pagam dividendos, enquanto o Banco do Brasil utiliza juros sobre capital próprio. Para o investidor, além da origem contábil diferente, a modalidade influencia a tributação e o valor líquido efetivamente recebido.
Com as datas-com já encerradas, a atenção de quem não estava posicionado nesses papéis deve se voltar agora aos próximos anúncios de remuneração das companhias, e não aos créditos que serão realizados entre terça e sexta-feira.
Fontes:
Cury Construtora – histórico oficial de proventos e pagamento de dividendos de setembro de 2026
Marcopolo – aviso aos acionistas e deliberação sobre dividendos referentes ao exercício de 2026
Banco do Brasil – fatos relevantes sobre JCP complementar do segundo trimestre e antecipação de JCP do terceiro trimestre de 2026
Comissão de Valores Mobiliários – fato relevante do Banco do Brasil sobre remuneração aos acionistas
B3 – informações de eventos corporativos e proventos das companhias listadas










