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Bloqueio do Estreito de Ormuz derruba mercados e faz petróleo disparar mais de 7%

por Álvaro Lima
13/04/2026 às 11h30
em Economia
Bloqueio Do Estreito De Ormuz Derruba Mercados E Faz Petróleo Disparar Mais De 7%-Gazeta Mercantil

Bloqueio do Estreito de Ormuz derruba mercados globais e dispara petróleo em meio a tensão geopolítica

O bloqueio do Estreito de Ormuz anunciado pelos Estados Unidos nesta segunda-feira (13) provocou uma onda imediata de aversão ao risco nos mercados globais, elevando a volatilidade financeira e impulsionando fortemente os preços do petróleo. A medida, que ocorre após o fracasso das negociações diplomáticas com o Irã, reacende temores de uma escalada militar no Oriente Médio — região estratégica para o fornecimento global de energia.

A decisão sobre o bloqueio do Estreito de Ormuz foi comunicada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, e já começou a ser implementada pelo Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), com impacto direto nas rotas marítimas do Golfo Arábico e do Golfo de Omã.

Leia também: Tarifas de Trump: decisão da Suprema Corte impacta Ibovespa

Leia também: Ibovespa hoje: Bolsa reage a juros globais, dólar e Orçamento de 2026


Mercados globais reagem ao bloqueio do Estreito de Ormuz com forte aversão ao risco

A implementação do bloqueio do Estreito de Ormuz desencadeou uma reação imediata nos mercados financeiros internacionais. Bolsas asiáticas fecharam sem direção única, enquanto os principais índices europeus operaram em queda. Em Nova York, os futuros de Wall Street apontaram para uma abertura negativa.

A tensão provocada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz elevou a percepção de risco entre investidores, levando à saída de ativos considerados mais voláteis e à busca por proteção.

O impacto também foi sentido no principal ETF brasileiro negociado no exterior, o EWZ, que registrou queda no pré-market, refletindo a cautela global diante do cenário geopolítico.


Petróleo dispara com bloqueio do Estreito de Ormuz e ameaça oferta global

O efeito mais imediato do bloqueio do Estreito de Ormuz foi observado no mercado de commodities. Os preços do petróleo registraram forte alta, com o Brent avançando mais de 7% e ultrapassando a marca dos US$ 100 por barril.

O bloqueio do Estreito de Ormuz é particularmente sensível porque a região concentra uma das principais rotas de exportação de petróleo do mundo. Qualquer restrição no tráfego marítimo eleva o risco de interrupção no fornecimento global.

Analistas avaliam que o bloqueio do Estreito de Ormuz pode gerar efeitos prolongados sobre a inflação global, já que o encarecimento da energia tende a pressionar cadeias produtivas e custos logísticos.


Escalada entre EUA e Irã amplia riscos após bloqueio do Estreito de Ormuz

A decisão de impor o bloqueio do Estreito de Ormuz ocorre após o fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã realizadas em Islamabad. O vice-presidente norte-americano, JD Vance, deixou as conversas citando a resistência iraniana em interromper seu programa nuclear.

Em resposta ao bloqueio do Estreito de Ormuz, o governo iraniano afirmou que não permitirá a medida, elevando o risco de confronto direto. A retórica mais agressiva intensifica a instabilidade na região.

Além disso, o presidente dos EUA ameaçou impor tarifas de cerca de 50% à China caso Pequim ofereça suporte militar ao Irã, ampliando o alcance geopolítico da crise iniciada com o bloqueio do Estreito de Ormuz.


Ibovespa sobe apesar do cenário externo pressionado

Mesmo com o ambiente global adverso provocado pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, o mercado brasileiro apresentou desempenho positivo no último pregão. O Ibovespa (IBOV) encerrou com alta de 1,12%, aos 197.323,87 pontos, acumulando valorização de 4,95% na semana.

O comportamento do índice em meio ao bloqueio do Estreito de Ormuz indica certa resiliência do mercado doméstico, sustentada por fluxo de capital e fatores internos.

Já o dólar à vista (USDBRL) fechou em R$ 5,0115, com queda semanal de 2,88%, embora tenha voltado a subir no início desta semana diante da tensão causada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz.


Criptomoedas recuam com aumento da aversão ao risco

O mercado de criptomoedas também foi impactado pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, refletindo o aumento da aversão ao risco global. O bitcoin (BTC) recuou cerca de 1,1%, sendo negociado próximo a US$ 70 mil.

O ethereum (ETH) seguiu o mesmo movimento, com queda semelhante. A reação negativa reforça que, em momentos de estresse geopolítico como o gerado pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, investidores tendem a reduzir exposição a ativos mais voláteis.


Agenda econômica ganha relevância em meio à crise

No Brasil, o bloqueio do Estreito de Ormuz ocorre em um momento importante da agenda econômica. A divulgação do Relatório Focus e da balança comercial semanal ganha ainda mais relevância diante das pressões inflacionárias externas.

O impacto do bloqueio do Estreito de Ormuz sobre o petróleo pode influenciar diretamente o IPCA, tornando o cenário mais desafiador para a política monetária.

Além disso, reuniões com investidores e compromissos de autoridades econômicas passam a ser acompanhados com maior atenção pelo mercado, que busca sinais sobre como o país enfrentará os efeitos indiretos da crise.


Commodities e ouro refletem tensão após bloqueio do Estreito de Ormuz

Enquanto o petróleo dispara com o bloqueio do Estreito de Ormuz, outros ativos apresentam comportamento misto. O ouro, tradicional ativo de proteção, registrou queda, contrariando o padrão esperado em momentos de crise.

Esse movimento sugere uma dinâmica complexa no mercado global após o bloqueio do Estreito de Ormuz, com investidores ajustando posições diante de múltiplos fatores, incluindo juros elevados e incertezas econômicas.


Rota estratégica vira epicentro da instabilidade global

O bloqueio do Estreito de Ormuz coloca novamente a região no centro das atenções do mercado internacional. Responsável por uma parcela significativa do fluxo global de petróleo, o estreito é considerado um dos pontos mais sensíveis da geopolítica mundial.

A evolução do bloqueio do Estreito de Ormuz será determinante para o comportamento dos mercados nas próximas semanas, influenciando desde preços de energia até decisões de política monetária em diversas economias.

A depender dos desdobramentos, o bloqueio do Estreito de Ormuz pode se consolidar como um dos eventos mais relevantes do cenário econômico global em 2026, redefinindo expectativas e estratégias de investidores.

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