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Bradesco (BBDC4) vê janela para IPOs e lista 12 empresas prontas para estrear na Bolsa

Banco avalia que a estreia da Compass reabre o mercado brasileiro de ofertas públicas após quase cinco anos de baixa atividade, com potenciais operações em setores como infraestrutura, tecnologia, saúde, educação e agronegócio.

por João Souza - Repórter de Negócios
09/05/2026 às 17h53 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h21
em Ibovespa, Destaque, Mercados, Notícias
Bradesco Vê Janela Para Ipos E Lista 12 Empresas Prontas Para Estrear Na Bolsa - Gazeta Mercantil

O Bradesco (BBDC4) vê uma janela para a retomada dos IPOs no Brasil e identificou 12 empresas com potencial para estrear na Bolsa nos próximos meses ou até 2027, em um sinal de melhora gradual no mercado de capitais brasileiro após quase cinco anos de baixa atividade em ofertas públicas iniciais de ações. A avaliação ocorre após a estreia da Compass, empresa de gás e energia controlada pela Cosan (CSAN3), em uma operação bilionária que marcou a reabertura do mercado de IPOs na B3.

As companhias avaliadas pelo Bradesco BBI atuam em setores como imobiliário, infraestrutura, minerais críticos, tecnologia, financeiro, agronegócio, saúde e educação. A diversidade dos segmentos indica que a possível retomada não está restrita a um único setor, mas depende de condições de mercado, apetite dos investidores e capacidade das empresas de apresentar crescimento, governança e previsibilidade de resultados.

A leitura do banco ocorre em um ambiente ainda sujeito a volatilidade. Oscilações no petróleo, tensões no Oriente Médio, incertezas sobre juros globais e cautela com ativos de risco seguem no radar. Ainda assim, há percepção de que investidores internacionais voltaram a olhar para mercados emergentes, incluindo o Brasil, em busca de ativos com desconto e potencial de valorização.

Estreia da Compass reabre mercado de ofertas na B3

A oferta da Compass é vista pelo mercado como um teste relevante para medir o apetite por novas listagens no Brasil. A companhia de gás e energia controlada pela Cosan (CSAN3) levantou cerca de R$ 3,2 bilhões em sua oferta pública inicial, encerrando um período de quase cinco anos sem IPOs relevantes na Bolsa brasileira.

A operação ganhou peso por combinar escala, setor regulado, previsibilidade de receita e interesse de investidores estrangeiros. A ação foi precificada no piso da faixa indicativa, em R$ 28, mas a oferta conseguiu atrair demanda suficiente para sinalizar que o mercado pode voltar a absorver novas operações, desde que os preços sejam considerados adequados.

A Compass deve negociar suas ações sob o ticker (PASS3). A estreia também tem valor simbólico porque ocorre depois de uma longa seca de IPOs na B3, marcada por juros elevados, aversão a risco, baixa liquidez e desempenho fraco de parte das empresas que abriram capital no ciclo anterior.

Para bancos de investimento, gestoras e empresas candidatas à Bolsa, o desempenho da Compass nos primeiros pregões será acompanhado de perto. Uma estreia positiva pode acelerar conversas com outras companhias. Uma performance fraca, por outro lado, tende a reforçar a seletividade dos investidores e a manter empresas em compasso de espera.

Bradesco BBI vê fila de empresas preparadas

O Bradesco BBI avalia que há 12 empresas em condições de avançar para um IPO quando a janela de mercado se mostrar mais favorável. A lista inclui companhias de diferentes setores, o que reforça uma leitura de retomada seletiva, e não de abertura ampla e irrestrita do mercado.

Empresas dos setores de infraestrutura e energia tendem a ocupar lugar relevante nessa fila por oferecerem contratos de longo prazo, ativos reais e maior previsibilidade de fluxo de caixa. Em momentos de reabertura do mercado, investidores costumam privilegiar companhias com modelos de negócio mais defensivos e menor dependência de ciclos curtos de consumo.

O setor imobiliário também aparece entre os segmentos monitorados. Nesse caso, a atratividade depende do comportamento dos juros, da demanda por imóveis, do custo de financiamento e da capacidade das empresas de preservar margens em um ambiente ainda competitivo.

Já companhias de tecnologia, saúde, educação e agronegócio podem atrair demanda se conseguirem demonstrar escala, crescimento sustentável e governança adequada. Após o ciclo de IPOs de 2020 e 2021, investidores passaram a exigir mais disciplina financeira, geração de caixa e clareza sobre rentabilidade.

Mercado ainda exige preço e qualidade

Apesar da melhora no humor, a retomada dos IPOs não deve repetir o ritmo observado no ciclo anterior. O mercado mudou. Investidores estão mais seletivos, questionam avaliações elevadas e cobram histórico de resultados mais consistente antes de aceitar novas listagens.

No ciclo passado, muitas empresas chegaram à Bolsa com múltiplos altos, narrativas agressivas de crescimento e baixa geração de caixa. Parte dessas companhias passou a negociar abaixo do preço de estreia, o que reduziu a confiança de investidores locais em novas ofertas.

Esse histórico ajuda a explicar por que a reabertura tende a ser gradual. Empresas interessadas em abrir capital precisarão aceitar valuations mais realistas e estruturas de oferta capazes de alinhar interesses entre acionistas vendedores, novos investidores e o mercado.

A participação de investidores estrangeiros será determinante. O capital internacional costuma ter papel relevante em grandes ofertas no Brasil, especialmente quando há percepção de desconto em relação a pares globais ou expectativa de valorização cambial e queda de juros.

Volatilidade externa ainda limita retomada

A possível volta dos IPOs ocorre em um cenário externo instável. O conflito no Oriente Médio, as oscilações do petróleo e as dúvidas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos influenciam diretamente o apetite por ativos de risco.

Quando há aumento da aversão global a risco, investidores tendem a reduzir exposição a mercados emergentes. Isso afeta ações brasileiras, câmbio, fluxo estrangeiro e a capacidade de empresas levantarem capital em Bolsa.

Mesmo assim, o Brasil pode se beneficiar caso investidores passem a buscar mercados com valuations mais baixos e empresas ligadas a infraestrutura, commodities, energia e consumo doméstico. A Bolsa brasileira ainda negocia com desconto em relação a mercados desenvolvidos, o que pode atrair recursos em momentos de rotação global.

A taxa de juros doméstica também é um fator decisivo. Um ambiente de queda ou expectativa de queda da Selic tende a favorecer ativos de renda variável e aumentar o interesse por IPOs. Juros altos, por outro lado, mantêm a renda fixa competitiva e reduzem o incentivo para investidores assumirem risco em novas empresas listadas.

Banco de investimento ganha tração no Bradesco

A leitura mais otimista sobre IPOs coincide com um momento de maior atividade no Bradesco BBI. O banco assessorou 118 operações no primeiro trimestre, movimentando cerca de R$ 183 bilhões. As receitas da área de banco de investimento avançaram 63% na comparação anual.

O desempenho mostra que, mesmo antes de uma retomada ampla dos IPOs, o mercado de capitais já vinha sendo movimentado por outras operações, como emissões de dívida, ofertas subsequentes, fusões, aquisições e reestruturações financeiras.

Para bancos como o Bradesco, a volta das aberturas de capital pode representar uma nova fonte de receita em assessoria, coordenação de ofertas e relacionamento com investidores institucionais. O segmento de investment banking costuma se beneficiar em ciclos de maior confiança empresarial e liquidez de mercado.

A retomada dos IPOs também tem efeito indireto sobre a B3, escritórios de advocacia, auditorias, consultorias, gestoras e fundos. Uma nova safra de empresas listadas amplia o mercado de capitais, aumenta a oferta de ativos e fortalece o ecossistema financeiro.

Retomada dependerá da Compass e do cenário macro

A estreia da Compass será o primeiro grande termômetro da nova fase. Se a ação mostrar liquidez, estabilidade e boa recepção dos investidores, outras companhias podem acelerar seus planos de listagem. Caso contrário, a fila de IPOs tende a permanecer represada.

O mercado também acompanhará a postura dos controladores. Em uma janela ainda frágil, operações com excesso de venda secundária podem enfrentar resistência. Investidores tendem a preferir ofertas em que parte relevante dos recursos vá para o caixa da empresa, financiando crescimento, redução de dívida ou investimentos.

Outro ponto sensível será a governança. Empresas candidatas à Bolsa precisarão apresentar estruturas robustas de conselho, transparência financeira, controle de riscos e comunicação clara com investidores. A régua ficou mais alta depois dos problemas enfrentados por companhias que estrearam na Bolsa nos últimos anos.

O Bradesco BBI vê espaço para novas ofertas, mas a abertura da janela não significa que todas as empresas conseguirão estrear. O mercado deve separar companhias com fundamentos sólidos daquelas que ainda dependem de condições muito favoráveis para justificar uma listagem.

IPOs voltam ao radar após quase cinco anos de espera

A reabertura do mercado de IPOs é relevante para a economia porque amplia alternativas de financiamento para empresas e pode reduzir a dependência de crédito bancário. Para companhias em crescimento, a Bolsa permite captar recursos, fortalecer capital, melhorar governança e dar liquidez a acionistas.

Para investidores, novas listagens aumentam o número de ativos disponíveis e podem trazer exposição a setores pouco representados na Bolsa. Áreas como minerais críticos, infraestrutura, tecnologia aplicada, saúde e educação ainda têm espaço para maior presença no mercado acionário brasileiro.

O desafio será reconstruir a confiança. A retomada dos IPOs depende de uma combinação entre preço adequado, qualidade das empresas, estabilidade macroeconômica e desempenho positivo das primeiras operações.

A avaliação do Bradesco sugere que a fila existe, mas a janela ainda é seletiva. A estreia da Compass abriu a porta. O comportamento do mercado nos próximos meses dirá se o movimento será apenas uma operação isolada ou o início de um novo ciclo de ofertas públicas na B3.

Tags: açõesB3BolsaBradescoBradesco BBICompassCosanEmpresasIbovespainvestidores estrangeirosIPOIPOsmercado de capitaismercados

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A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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