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Braskem (BRKM5) fecha acordo de R$ 1,2 bilhão com o Estado de Alagoas por desastre geológico em Maceió

por Redação
11/11/2025 às 11h59 - Atualizado em 12/12/2025 às 12h51
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Braskem (Brkm5) Fecha Acordo De R$ 1,2 Bilhão Com O Estado De Alagoas Por Desastre Geológico Em Maceió - Gazeta Mercantil

Braskem (BRKM5) fecha acordo bilionário com o Estado de Alagoas e vai pagar R$ 1,2 bilhão por desastre em Maceió

A Braskem (BRKM5) anunciou, nesta segunda-feira (10), a assinatura de um acordo bilionário com o governo de Alagoas, prevendo o pagamento total de R$ 1,2 bilhão em indenizações relacionadas ao desastre geológico ocorrido em Maceió. O evento, que provocou o afundamento do solo em diversos bairros da capital alagoana, afetou mais de 200 mil pessoas e se tornou um dos maiores desastres ambientais e urbanos da história do Brasil.

Segundo a empresa, R$ 139 milhões já foram pagos, e outros R$ 467 milhões já haviam sido provisionados anteriormente para cobrir danos patrimoniais ao Estado. O valor restante será destinado a ações de compensação e reparação ambiental, conforme os termos do acordo firmado entre a companhia e o governo estadual.


Braskem (BRKM5) e o acordo de R$ 1,2 bilhão com Alagoas

O acordo entre a Braskem (BRKM5) e o Estado de Alagoas encerra uma longa negociação sobre responsabilidades e indenizações referentes ao rompimento da mina 18, localizada na lagoa Mundaú, no bairro do Mutange, em Maceió. O incidente, ocorrido em dezembro de 2023, causou o afundamento de 1,8 metro em apenas cinco dias, levando à evacuação de milhares de famílias e à destruição de parte da infraestrutura urbana da cidade.

A mineradora, que há décadas realizava extração de sal-gema sob o solo de Maceió, utilizava o material na produção de cloro e PVC, fundamentais para sua operação industrial. Com o tempo, o esgotamento das minas e o colapso das estruturas subterrâneas resultaram no afundamento gradual do terreno, gerando rachaduras, crateras e riscos de desabamento em bairros inteiros.


O impacto social e econômico do desastre

Desde o início do problema, em 2018, mais de 200 mil pessoas foram direta ou indiretamente afetadas. Cinco bairros — Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e Farol — foram considerados zonas de risco e precisaram ser evacuados, com milhares de imóveis interditados e famílias realocadas.

O afundamento do solo não apenas destruiu residências e comércios, mas também abateu a economia local, provocando a desvalorização imobiliária e o êxodo de empresas da região. O episódio tornou-se símbolo dos riscos ambientais associados à exploração mineral sem controle e à ausência de monitoramento geotécnico eficiente.

Além do impacto humano, os prejuízos financeiros foram enormes. A Braskem (BRKM5) já havia provisionado bilhões em reservas para cobrir indenizações, acordos judiciais e despesas de desmobilização das minas, além de enfrentar ações civis públicas, processos criminais e sanções administrativas.


Como o acordo será implementado

O pagamento de R$ 1,2 bilhão será dividido em etapas, seguindo um cronograma definido entre a empresa e o governo de Alagoas. Parte dos recursos será direcionada para infraestrutura urbana, reassentamento de famílias e recuperação ambiental das áreas afetadas. Outra parcela será usada para compensações econômicas e reconstrução de equipamentos públicos destruídos pelo afundamento.

A Braskem (BRKM5) afirmou que o montante já está incluído em suas provisões financeiras, o que significa que o impacto contábil será limitado. No entanto, o episódio ainda representa um grande passivo ambiental e reputacional para a companhia, que vem tentando reconstruir sua imagem diante dos investidores e da sociedade.


Repercussões para a Braskem e seus acionistas

Na B3, o papel BRKM5 reagiu com volatilidade à divulgação do acordo. Investidores avaliaram que o desfecho do litígio com o Estado traz previsibilidade jurídica, mas reforça os riscos ambientais e financeiros que ainda rondam a empresa.

Analistas destacam que o encerramento do impasse com o governo alagoano é positivo para o balanço de médio prazo, pois reduz a exposição da Braskem a novas ações judiciais e facilita a retomada de investimentos. Contudo, o mercado segue atento às pendências legais e ambientais que podem surgir a partir de novos desdobramentos do caso.

Além disso, o acordo ocorre em um momento em que a empresa busca reestruturar sua governança e fortalecer práticas de ESG (Ambiental, Social e Governança), um movimento crucial para recuperar a confiança dos investidores após os danos ambientais e sociais em Maceió.


Histórico do desastre geológico em Maceió

O problema teve início em 2018, quando moradores começaram a notar rachaduras em ruas e prédios em bairros próximos à Lagoa Mundaú. Estudos posteriores confirmaram que o fenômeno estava ligado à extração de sal-gema pela Braskem, realizada há mais de 40 anos na região.

O sal-gema é um mineral usado na produção de PVC e soda cáustica, essenciais para diversos segmentos da indústria química. No entanto, a exploração contínua criou vazios subterrâneos instáveis, resultando no colapso das minas e no consequente afundamento do terreno.

Em 2020, a empresa iniciou a desativação das minas e o pagamento de indenizações às famílias afetadas. Até 2025, mais de 14 mil imóveis foram desocupados, e o governo estadual declarou estado de calamidade pública na região metropolitana de Maceió.


Responsabilidade civil e ambiental da Braskem (BRKM5)

O caso Braskem é considerado um marco na discussão sobre responsabilidade socioambiental no Brasil. A magnitude dos danos exigiu a atuação conjunta de órgãos ambientais, Ministério Público, Defesa Civil e Justiça Federal, em um dos maiores processos de compensação coletiva da história do país.

A companhia assumiu publicamente a responsabilidade pelo evento e iniciou um programa de compensação e relocação das famílias, custeando novas moradias e indenizações diretas. No entanto, entidades civis e moradores afetados continuam a reivindicar indenizações complementares, alegando prejuízos imateriais e psicológicos não reparados.

Além do impacto social, o desastre trouxe fortes consequências ambientais, com alteração na geologia local, contaminação do lençol freático e desequilíbrio do ecossistema da Lagoa Mundaú.


O papel do governo e as medidas de fiscalização

O governo de Alagoas tem atuado no acompanhamento das ações de compensação e na fiscalização da recuperação ambiental conduzida pela Braskem. O acordo de R$ 1,2 bilhão firmado nesta segunda-feira representa um avanço institucional importante, mas não encerra completamente as investigações e os processos administrativos ainda em curso.

As autoridades estaduais e federais afirmam que o caso servirá de exemplo para reforçar as normas de mineração e segurança geotécnica em áreas urbanas. Novas diretrizes estão sendo estudadas para impedir que desastres semelhantes se repitam, especialmente em regiões com exploração mineral próxima a áreas habitadas.


Ações futuras da Braskem (BRKM5)

A Braskem informou que continuará executando o plano de fechamento das minas e o monitoramento contínuo da região de Maceió, sob supervisão das autoridades.

Além disso, a empresa planeja reforçar sua política de governança ambiental, incorporando critérios de sustentabilidade e transparência em suas operações no Brasil e no exterior.

Entre as medidas anunciadas estão:

  • Ampliação dos investimentos em prevenção de riscos ambientais;

  • Adoção de tecnologias de monitoramento geológico em tempo real;

  • Criação de um comitê independente de acompanhamento socioambiental;

  • Relatórios públicos sobre o andamento das compensações.

Essas ações fazem parte da estratégia da companhia para mitigar danos reputacionais e garantir maior segurança operacional.


Braskem (BRKM5) tenta virar a página do maior desastre urbano do país

O acordo de R$ 1,2 bilhão entre a Braskem (BRKM5) e o governo de Alagoas marca uma nova etapa no processo de reparação do desastre geológico de Maceió.

Embora o valor represente um avanço significativo nas indenizações, o caso continua sendo um dos maiores passivos ambientais e sociais da história recente do Brasil. A empresa agora busca recuperar sua imagem e a confiança do mercado, ao mesmo tempo em que tenta restaurar as comunidades e o meio ambiente atingidos pela tragédia.

O episódio serve como alerta sobre a necessidade de rigor técnico, responsabilidade corporativa e governança ambiental em setores de alto impacto como a mineração e a indústria química.

Tags: acordo com Alagoasafundamento do soloBraskemBRKM5desastre de MaceióESGindenização Braskemlagoa Mundaúmineração em Maceióresponsabilidade ambiental.

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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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