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Competição de IA entre EUA e China avança para as criptomoedas e redefine o poder digital global

Disputa tecnológica ultrapassa fronteiras da inteligência artificial e avança para o mercado de ativos digitais e stablecoins

por Redação
06/11/2025 às 09h52
em Criptomoedas, Destaque, Economia, Notícias
Competição De Ia Entre Eua E China Avança Para As Criptomoedas E Redefine O Poder Digital Global - Gazeta Mercantil

Competição de IA entre EUA e China chega às criptomoedas e redefine o poder digital global

A competição de IA entre EUA e China entra em uma nova fase — e agora atinge o universo das criptomoedas. O embate que antes se concentrava em semicondutores, data centers e inteligência artificial começa a se estender ao campo financeiro digital, com implicações diretas sobre o controle de moedas, blockchain e poder econômico global.

O cenário se intensificou após o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, realizado em 30 de outubro, quando o presidente dos Estados Unidos afirmou que pretende tornar a “criptografia ótima para a América”, reforçando a ambição de manter o país na liderança tecnológica mundial. A fala de Trump coincidiu com um movimento estratégico da China, que através de Hong Kong, anunciou a flexibilização das regras de negociação de ativos digitais, permitindo que plataformas locais se conectem a exchanges internacionais.

Essa disputa crescente mostra que a competição de IA entre EUA e China já ultrapassou o campo da tecnologia pura: ela se transformou em uma corrida pela hegemonia financeira digital do século XXI.


O novo campo de batalha: IA, blockchain e poder financeiro

A competição de IA entre EUA e China não se resume à busca por supremacia em algoritmos de aprendizado profundo ou chips de processamento. Agora, o foco está no uso dessas tecnologias como instrumentos de poder econômico e geopolítico.

Nos Estados Unidos, a integração entre inteligência artificial e criptografia tem estimulado o surgimento de sistemas autônomos de investimento, negociação e monitoramento de blockchain. O governo americano, com apoio de empresas como Nvidia, OpenAI e Coinbase, busca consolidar um ecossistema digital sob sua influência.

Na China, por outro lado, o avanço acontece por meio do yuan digital e do estímulo a empresas de tecnologia que desenvolvem soluções de blockchain supervisionadas pelo Estado. O país vê as criptomoedas e a IA como ferramentas para reduzir a dependência do dólar e fortalecer sua presença na Ásia e no Sul Global.

A competição de IA entre EUA e China ganha contornos estratégicos: quem dominar o uso da IA para regular, minerar e rastrear criptoativos, dominará também a próxima geração do sistema financeiro mundial.


Hong Kong como frente avançada da estratégia chinesa

A movimentação recente de Hong Kong expõe a tática de Pequim. Embora a China continental mantenha uma proibição formal às transações de criptomoedas desde 2021, a região administrativa especial funciona como um laboratório financeiro regulado, permitindo testar novos modelos de integração entre blockchain, stablecoins e IA.

Na prática, o governo de Hong Kong liberou as plataformas locais licenciadas para negociar diretamente com exchanges globais, além de autorizar a listagem de novos ativos digitais sem exigir o histórico de operação de 12 meses. Essa flexibilização, anunciada durante a FinTech Week 2025, reforça o papel da cidade como ponte entre o sistema financeiro tradicional (TradFi) e o mundo descentralizado das criptos (DeFi).

Com isso, a competição de IA entre EUA e China ganha um novo componente: enquanto Washington fortalece sua estrutura regulatória e de inovação, Pequim usa Hong Kong para atrair capital global, consolidando-a como hub asiático de ativos digitais.


O papel dos EUA: IA, criptografia e liderança tecnológica

A política americana busca preservar a dianteira em dois eixos: inteligência artificial e criptografia. O objetivo é assegurar que as tecnologias centrais — como redes neurais avançadas e sistemas de blockchain — continuem sob controle das empresas e instituições dos Estados Unidos.

Trump afirmou que pretende fazer dos EUA “o número um também em criptografia”, indicando que o país vê o domínio sobre blockchain como uma extensão da soberania digital. O governo americano já atua em parceria com empresas privadas para desenvolver stablecoins atreladas ao dólar, ampliando o alcance da moeda norte-americana no ambiente digital.

O Genius Act, lei que regula stablecoins nos EUA, é uma resposta direta ao yuan digital da China. Ao incentivar a criação de moedas estáveis lastreadas em dólar, Washington busca manter o poder de influência monetária em meio à transformação digital.

Nesse contexto, a competição de IA entre EUA e China não é apenas tecnológica — é uma disputa pela arquitetura do dinheiro do futuro.


Stablecoins e moedas digitais: o epicentro da nova disputa

Enquanto os EUA apostam em stablecoins dolarizadas, a China investe em sua própria moeda digital soberana, o e-CNY (yuan digital). Essa moeda, emitida pelo Banco Popular da China, foi desenhada para substituir parte do dinheiro físico e permitir o rastreamento de transações, fortalecendo o controle do governo sobre a economia.

No entanto, a adoção ainda é limitada. Muitos cidadãos chineses demonstram resistência em usar o yuan digital no dia a dia, o que contrasta com o entusiasmo de investidores e fintechs em Hong Kong e Cingapura.

Por outro lado, as stablecoins americanas — como USDT (Tether) e USDC (Circle) — já são amplamente utilizadas em transações internacionais e representam quase metade dos pagamentos globais registrados pela SWIFT.

Essa dinâmica coloca a competição de IA entre EUA e China em um patamar mais complexo: quem conseguir integrar IA + blockchain + moeda digital de forma eficiente conquistará poder de monitoramento e influência econômica sobre milhões de usuários.


Mercado financeiro reage à nova geopolítica digital

A tensão entre as duas potências afeta diretamente o comportamento dos mercados. O Bitcoin, que vinha valorizado, sofreu quedas recentes devido à incerteza sobre tarifas e sanções entre os países. O ativo chegou a recuar para abaixo de US$ 100 mil, após forte oscilação nas ações de empresas de IA, refletindo o deslocamento de investidores entre setores tecnológicos.

Segundo Jason Huang, gestor da NextGen Digital Venture, há um movimento natural de capital alternando entre IA e criptomoedas. “Quando a inteligência artificial esfria, os investidores voltam para o mercado cripto”, observou o executivo em evento recente.

Esse comportamento reforça a correlação entre as duas áreas e evidencia que a competição de IA entre EUA e China já se manifesta nos portfólios globais — com investidores tentando antecipar o próximo eixo de valorização.


Ethereum e o avanço da infraestrutura descentralizada

Durante a FinTech Week de Hong Kong, executivos da Ethereum Foundation destacaram que mais de 60% das stablecoins mundiais estão hoje implantadas na rede Ethereum, principal infraestrutura descentralizada do planeta. Isso mostra como a integração entre IA, contratos inteligentes e moedas digitais está se acelerando.

A criação do Ethereum Hong Kong Hub, espaço dedicado a startups de blockchain, ilustra a estratégia chinesa de impulsionar o ecossistema cripto sob regulação local — uma forma de participar ativamente da revolução digital sem abrir mão do controle estatal.

Enquanto isso, os EUA continuam dominando em inovação e capital de risco, com o Vale do Silício liderando o desenvolvimento de novas soluções de IA aplicada à análise de blockchain e segurança cibernética.

A disputa, portanto, é de infraestrutura: a competição de IA entre EUA e China definirá quem controlará as bases tecnológicas do novo sistema financeiro descentralizado.


A visão de futuro: IA, poder digital e soberania monetária

Especialistas em geopolítica digital apontam que a competição de IA entre EUA e China tende a se intensificar nos próximos anos. Os Estados Unidos têm a vantagem de ecossistemas abertos, inovação descentralizada e maior confiança internacional em suas stablecoins. Já a China conta com o poder estatal e a capacidade de mobilizar investimentos em larga escala.

Para analistas, o conflito vai muito além da tecnologia: trata-se de uma corrida pela soberania monetária e informacional. A IA fornece os algoritmos; o blockchain, a infraestrutura; e as moedas digitais, o poder de controle.

Em resumo, o país que dominar essa tríade definirá as regras do comércio e das finanças digitais do futuro.


O início de uma era de guerra digital silenciosa

A competição de IA entre EUA e China marca o início de uma nova era de guerra digital silenciosa, em que as armas são algoritmos, dados e moedas virtuais. Enquanto os Estados Unidos apostam na descentralização e no poder do dólar digital, a China segue o caminho do controle e da integração estatal.

Nesse contexto, as criptomoedas tornam-se instrumentos de influência geopolítica, e não apenas de investimento. Cada stablecoin, cada protocolo blockchain e cada projeto de IA agora representam um movimento dentro de uma disputa global por poder e autonomia.

O futuro da economia digital será definido não apenas por quem tem mais chips ou servidores, mas por quem souber usar a inteligência artificial e as criptomoedas para governar o fluxo de valor e informação do planeta.

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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