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CSN (CSNA3), São Martinho (SMTO3) e mais 13 ações entram no radar do Itaú BBA

Carteira técnica reúne 15 ativos para operações de position trade; MLAS3, CSNA3, HBRE3, SMTO3 e MELI34 apresentam os maiores potenciais até o primeiro alvo

por Camila Braga
14/09/2026 às 13h49
em Mercados
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O Itaú BBA iniciou a semana com 15 ações no radar para operações de compra baseadas em análise técnica, com potenciais até o primeiro objetivo que variam de 5,6% a 18,41%. Entre os papéis selecionados estão Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3), São Martinho (SMTO3), Gerdau (GGBR4), Eneva (ENEV3), Santander Brasil (SANB11), Nubank (ROXO34) e o BDR do Mercado Livre (MELI34). A maior projeção da lista pertence à Multilaser, atual Multi (MLAS3), com avanço potencial de 18,41% entre o preço de ativação e o primeiro alvo.

Apesar de as recomendações aparecerem em uma seleção semanal, a estratégia descrita pelo Íon Itaú/Itaú BBA não corresponde a uma operação clássica de day trade. A metodologia é de position trade, baseada em gráficos diários e com horizonte estimado entre três semanas e três meses. Isso significa que o investidor não necessariamente compra e vende o ativo no mesmo pregão e tampouco há expectativa de que todos os objetivos sejam alcançados durante esta semana.

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Outro ponto decisivo é que nenhuma das 15 recomendações representa uma ordem imediata de compra pelo preço de fechamento da última sexta-feira. Todos os papéis da seleção aparecem condicionados à confirmação de um gatilho técnico. Para que a operação seja ativada, o ativo precisa superar a região indicada pelo analista conforme as regras definidas na estratégia.

Essa diferença altera significativamente a interpretação dos potenciais de valorização. No caso da CSN, por exemplo, CSNA3 encerrou a última sexta-feira a R$ 6,66, mas o gatilho indicado está em R$ 7,39. O primeiro objetivo é R$ 8,65. Assim, o potencial de 17,05% divulgado pelo Itaú BBA é calculado entre o gatilho de R$ 7,39 e o alvo de R$ 8,65, e não entre a cotação atual de R$ 6,66 e o objetivo.

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MLAS3 lidera lista com potencial de 18,41%

O maior espaço entre o gatilho e o primeiro objetivo aparece em MLAS3. A ação fechou a última sessão a R$ 1,85 e precisa avançar até a região de R$ 2,01 para que a estratégia seja ativada.

Uma vez confirmada a entrada, o primeiro objetivo está em R$ 2,38, equivalente a potencial de 18,41%. O segundo alvo é R$ 2,75, enquanto o stop indicado está em R$ 1,64.

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A distância entre a última cotação e o gatilho era de aproximadamente 8,65% no levantamento apresentado pelo banco. Isso significa que, apesar do elevado potencial teórico, a operação ainda depende de uma valorização relevante antes mesmo da entrada.

A característica é importante para investidores que acompanham carteiras técnicas. Um potencial elevado não significa necessariamente que o ativo esteja próximo de gerar um sinal de compra.

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CSNA3 precisa subir quase 11% antes de confirmar entrada

A CSN apresenta o segundo maior potencial entre as operações que mais chamam atenção pela relação entre gatilho e primeiro objetivo.

CSNA3 fechou sexta-feira a R$ 6,66. O preço de ativação apontado pelo Itaú BBA está em R$ 7,39, cerca de 10,96% acima da última cotação utilizada no relatório.

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Depois da ativação, o primeiro objetivo passa a ser R$ 8,65, representando potencial de 17,05%. O segundo alvo está em R$ 9,91. O stop técnico foi estabelecido em R$ 6,13.

A ação também aparece acima das médias móveis de 21 e 200 dias consideradas na metodologia, condição interpretada pela análise técnica como sinal de tendência mais favorável.

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O momento da CSN chama atenção porque a companhia passa por mudanças importantes. A troca recente de comando aumentou as expectativas sobre redução do endividamento, eventual venda de ativos e disciplina de capital, embora o grupo ainda carregue elevada alavancagem e riscos operacionais.

A recomendação do Itaú BBA analisada nesta pauta, no entanto, é estritamente gráfica e não deve ser confundida com uma recomendação fundamentalista de longo prazo para a companhia.

São Martinho (SMTO3) tem alvo de R$ 24,93

A São Martinho é outro destaque da seleção. SMTO3 encerrou a sexta-feira em R$ 20,44 e tem gatilho técnico em R$ 21,41, uma distância de 4,75%.

Caso a condição seja confirmada, o primeiro alvo indicado é de R$ 24,93, equivalente a valorização potencial de 16,44% a partir da entrada. O segundo objetivo chega a R$ 28,45.

O stop está em R$ 17,89.

Assim como CSNA3, a São Martinho negocia acima das médias móveis de 21 e de 200 dias usadas pelo Itaú BBA para avaliar a direção predominante do papel.

O posicionamento técnico ocorre em momento no qual as perspectivas para açúcar e etanol também voltaram a atrair atenção dos investidores. A XP, em análise fundamentalista separada divulgada recentemente, elevou sua recomendação para SMTO3 e aumentou o preço-alvo diante de perspectivas mais favoráveis para os preços do açúcar e do etanol.

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HBRE3 e MELI34 completam grupo com potencial superior a 16%

A HBR Realty (HBRE3) aparece com potencial de 16,72% entre o gatilho e o primeiro objetivo.

O papel encerrou a última sessão a R$ 2,67 e precisa alcançar R$ 2,99 para confirmar a entrada, uma distância próxima de 12%. O primeiro objetivo está em R$ 3,49, enquanto o segundo chega a R$ 3,99. O stop sugerido é R$ 2,49.

HBRE3 apresenta uma configuração diferente de boa parte da carteira: está acima da média móvel de 21 dias, mas ainda abaixo da média de 200 dias. Isso sugere recuperação no curto prazo sem que a tendência de prazo mais longo tenha sido totalmente revertida.

O BDR do Mercado Livre (MELI34) apresenta situação ainda mais agressiva. O ativo fechou a R$ 81,10 e tem gatilho em R$ 90,91, exigindo uma valorização de aproximadamente 12,1% antes da entrada.

A partir daí, o primeiro objetivo fica em R$ 105,63, com potencial de 16,19%. O segundo alvo chega a R$ 120,35 e o stop está em R$ 76,19.

Entre todos os ativos da carteira, MELI34 é o único que aparece abaixo tanto da média móvel de 21 dias quanto da média de 200 dias, o que torna a confirmação do rompimento especialmente relevante antes de qualquer operação.

Nubank (ROXO34) tem potencial de 12,6%

O Nubank também integra o radar técnico.

ROXO34 fechou a sexta-feira em R$ 12,45 e possui gatilho em R$ 13,89, cerca de 11,57% acima da última cotação.

O primeiro objetivo está em R$ 15,64, o que representa alta potencial de 12,6% após o acionamento da estratégia. O segundo alvo chega a R$ 17,39. O stop indicado é de R$ 12,14.

O papel aparece acima das médias móveis de 21 e 200 dias, apesar da distância relativamente elevada até o gatilho.

Esse é outro exemplo de por que a lista não deve ser interpretada simplesmente como “15 ações para comprar agora”. A recomendação técnica só passa a valer se a configuração de preço exigida pelo analista for efetivamente confirmada.

GGBR4 está entre as mais próximas de disparar gatilho

A Gerdau (GGBR4) é uma das ações mais próximas do ponto técnico indicado.

O papel fechou a R$ 26,10, enquanto o gatilho está em R$ 26,26, diferença de apenas 0,61%.

Uma vez acionada a operação, o primeiro objetivo passa a ser R$ 29,01, com potencial de 10,47%. O segundo está em R$ 31,76 e o stop em R$ 23,51.

A pequena distância até o gatilho torna GGBR4 uma das operações que merecem acompanhamento mais imediato entre as 15 selecionadas.

O Santander Brasil (SANB11) está ainda mais próximo. As units encerraram a sexta-feira a R$ 30,62, contra gatilho de R$ 30,76, distância de apenas 0,46%.

O primeiro alvo está em R$ 33,16, com ganho potencial de 7,8%. O segundo objetivo é de R$ 35,56 e o stop está estabelecido em R$ 28,36.

ALUP11, ENEV3 e RECV3 também entram no radar

A Alupar (ALUP11) terminou a última sessão a R$ 33,74 e tem gatilho em R$ 34,13. É necessário, portanto, movimento de apenas 1,16% para aproximar o ativo da condição prevista na estratégia.

O primeiro objetivo está em R$ 36,04, equivalente a potencial de 5,6%, o menor da seleção. O segundo alvo é R$ 37,95 e o stop está em R$ 32,22.

Na Eneva (ENEV3), a cotação de referência é R$ 27,36 e o gatilho está em R$ 28,13. A distância é de 2,81%. O primeiro alvo, em R$ 30,27, representa potencial de 7,61%, e o segundo chega a R$ 32,41. O stop indicado é R$ 25,99.

A PetroReconcavo (RECV3) tem gatilho em R$ 11,81, contra último preço de R$ 11,36. Caso acionada, a operação mira inicialmente R$ 12,73, potencial de 7,79%, e posteriormente R$ 13,65. O stop está em R$ 10,89.

INTB3, TUPY3, RADL3 e RAIL3 completam seleção

A Intelbras (INTB3) aparece com gatilho em R$ 15,67 e primeiro objetivo em R$ 17,05, potencial de 8,81%. A ação havia terminado sexta-feira em R$ 15,07, 3,98% abaixo da região de ativação. O segundo objetivo está em R$ 18,43 e o stop em R$ 14,29.

A Tupy (TUPY3) tem gatilho de R$ 16,51 contra fechamento de R$ 15,96. O primeiro alvo é de R$ 18,14, correspondendo a 9,87%, e o segundo chega a R$ 19,77. O stop é R$ 14,88.

Raia Drogasil (RADL3) precisa subir de R$ 19,56 para R$ 20,86 antes da confirmação. O primeiro objetivo está em R$ 22,75, representando 9,06%, e o segundo em R$ 24,64. O stop técnico foi definido em R$ 18,97.

Na Rumo (RAIL3), o fechamento foi de R$ 14,83 e o gatilho está em R$ 15,51. Uma vez ativada, a estratégia aponta para R$ 16,74 no primeiro objetivo, potencial de 7,93%, e R$ 17,97 no segundo. O stop está em R$ 14,28.

Onze das 15 ações estão acima das duas médias técnicas

Uma leitura conjunta da carteira ajuda a mostrar o critério utilizado na seleção.

Das 15 recomendações, 11 estavam acima simultaneamente das médias móveis de 21 e de 200 dias na tabela divulgada pelo Itaú BBA. Esse grupo inclui ALUP11, CSNA3, ENEV3, GGBR4, INTB3, MLAS3, RECV3, ROXO34, SANB11, SMTO3 e TUPY3.

HBRE3, RADL3 e RAIL3 aparecem acima da média curta, de 21 dias, mas abaixo da média de 200 dias. MELI34 está abaixo das duas.

A composição mostra que a maior parte das recomendações busca ativos que já apresentam tendência técnica positiva, enquanto uma parcela menor tenta capturar movimentos de recuperação.

Considerando os 15 primeiros objetivos, o potencial médio teórico da seleção é de aproximadamente 11,5% a partir dos respectivos preços de ativação. Esse número, entretanto, não constitui expectativa de retorno da carteira e tampouco considera a possibilidade de acionamento dos stops.

Gatilho é mais importante que o potencial anunciado

Para o investidor, talvez o dado mais importante da tabela não seja o percentual de valorização apresentado no primeiro objetivo, mas a distância até o gatilho.

SANB11, GGBR4 e ALUP11 estão entre os ativos mais próximos das respectivas regiões de ativação. Em sentido oposto, MELI34, HBRE3, ROXO34 e CSNA3 ainda precisam de movimentos superiores a 10% em relação aos fechamentos usados na análise antes de alcançar os gatilhos originais.

Isso significa que uma ação com potencial projetado de 17% pode nunca gerar uma operação se não confirmar o rompimento esperado.

A lógica da análise técnica é justamente evitar que o investidor antecipe uma entrada apenas porque enxerga um alvo elevado. Resistências, médias móveis, tendência e comportamento dos preços são utilizados para definir se o movimento previsto ganhou força suficiente para justificar o risco.

Também por essa razão os stops fazem parte da estratégia desde o início. Eles representam níveis nos quais a leitura técnica original deixa de fazer sentido e a posição deve ser encerrada segundo o modelo utilizado.

As recomendações desta semana mostram, portanto, oportunidades com assimetrias relevantes, mas não uma promessa de rentabilidade. Entre os 15 ativos, os maiores potenciais até o primeiro objetivo estão em MLAS3, com 18,41%; CSNA3, com 17,05%; HBRE3, com 16,72%; SMTO3, com 16,44%; MELI34, com 16,19%; e ROXO34, com 12,6%.

O ponto decisivo será saber quais desses papéis conseguirão confirmar os gatilhos técnicos. Até lá, eles permanecem no radar — e não necessariamente na carteira.

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