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Debêntures incentivadas pagam até IPCA + 8,1%; Vibra (VBBR3) lidera seleção do BB

BB Investimentos seleciona cinco títulos de crédito privado com vencimentos entre 2036 e 2040 e taxas indicativas de até IPCA + 8,1% ao ano.

por Camila Braga
10/09/2026 às 18h21
em Mercados
Bb Investimentos Seleciona Debêntures Incentivadas Com Taxas De Até Ipca + 8,1%-Gazeta Mercantil

As debêntures incentivadas voltaram a oferecer remunerações reais próximas de 8% ao ano em parte do mercado secundário brasileiro, num ambiente marcado por juros ainda elevados e maior seletividade dos investidores no crédito privado. Na seleção do BB Investimentos para setembro, cinco títulos indexados ao IPCA aparecem com taxas indicativas entre aproximadamente IPCA + 7,4% e IPCA + 8,1% ao ano.

A maior remuneração da lista está na debênture VBBRA0, da Vibra Energia (VBBR3), com retorno indicativo próximo de IPCA + 8,1% ao ano e vencimento em 15 de março de 2036. Na sequência aparece CGOSB0, emitida pela Equatorial Goiás, controlada pela Equatorial Energia (EQTL3), com taxa ao redor de IPCA + 8% e vencimento em agosto de 2037.

Completam a seleção CEPEB7, da Celpe, empresa do grupo Neoenergia, com aproximadamente IPCA + 7,7%; MRSAC2, da MRS Logística, ao redor de IPCA + 7,5%; e EGIEA6, da Engie Brasil Energia (EGIE3), próxima de IPCA + 7,4%.

A média simples das cinco remunerações fica em aproximadamente IPCA + 7,74% ao ano. Na prática, significa que o investidor procura assegurar uma taxa real elevada acima da inflação ao emprestar recursos para essas companhias, desde que os emissores cumpram integralmente suas obrigações até o pagamento final das debêntures.

Os números, porém, são uma fotografia do mercado secundário. As taxas utilizadas pelo BB Investimentos têm como referência informações de negociação e preços indicativos divulgados pela Anbima e podem mudar ao longo do dia conforme oferta, demanda, liquidez, curva de juros e percepção de risco.

Por isso, encontrar uma debênture indicada a IPCA + 8% em determinado relatório não significa que o investidor conseguirá necessariamente adquiri-la exatamente nessa taxa.

Vibra (VBBR3) oferece a maior taxa da seleção

A VBBRA0, da Vibra Energia (VBBR3), reúne duas características que chamam atenção dentro da lista: apresenta a maior taxa indicativa e, ao mesmo tempo, possui o vencimento mais próximo entre os cinco títulos escolhidos.

A debênture vence em 15 de março de 2036 e possui pagamento semestral de juros, nos meses de março e setembro. A amortização do principal começa em março de 2032 e ocorre de forma anual até o vencimento.

No relatório do BB Investimentos, a Vibra apresenta classificações de crédito elevadas nas escalas nacionais das agências de risco, incluindo brAAA pela S&P e Aaa.br pela Moody’s.

A companhia ocupa posição de liderança no mercado brasileiro de distribuição de combustíveis e mantém operações em diferentes segmentos, como aviação, lubrificantes, clientes corporativos e soluções energéticas.

Essa escala contribui para a diversificação das receitas, mas não elimina riscos. Juros elevados aumentam o custo de capital de giro, enquanto concorrência, mudanças tributárias, alterações regulatórias e oscilações do mercado de combustíveis podem influenciar o desempenho financeiro da empresa.

Outro elemento observado pelos investidores é a utilização da marca Petrobras nos postos da rede, atualmente regida por contrato com prazo até 2031.

Uma taxa de IPCA + 8,1%, portanto, não deve ser interpretada apenas pelo percentual. Ela precisa ser analisada juntamente com prazo, estrutura financeira, qualidade de crédito e capacidade futura de pagamento do emissor.

Equatorial Goiás oferece retorno próximo de IPCA + 8%

A segunda maior remuneração aparece em CGOSB0, da Equatorial Goiás.

O título vence em 15 de agosto de 2037, realiza pagamentos semestrais de juros em fevereiro e agosto e começa a amortizar o principal anualmente a partir de agosto de 2034.

A companhia faz parte da Equatorial Energia (EQTL3), grupo que se tornou uma das maiores plataformas privadas brasileiras de infraestrutura regulada.

A Equatorial controla sete distribuidoras de energia e ampliou sua exposição ao saneamento nos últimos anos, além de manter negócios em geração, transmissão e outros segmentos relacionados à infraestrutura.

Essa diversificação aumenta a quantidade de fontes de receita, mas também eleva a necessidade de investimento e financiamento.

Entre os riscos acompanhados pelo mercado estão revisões tarifárias, mudanças regulatórias, desempenho das distribuidoras, execução de grandes projetos e necessidade de capital para financiar a expansão do grupo.

A remuneração próxima de IPCA + 8% funciona justamente como prêmio pela combinação de prazo longo e risco corporativo.

Celpe tem o vencimento mais distante

CEPEB7, emitida pela Celpe, empresa integrada ao grupo Neoenergia, possui vencimento em 15 de agosto de 2040. É o título de prazo mais longo entre os cinco selecionados.

Sua remuneração indicativa aparece próxima de IPCA + 7,7% ao ano.

O papel realiza pagamentos semestrais de juros em fevereiro e agosto e prevê amortização anual do principal a partir de agosto de 2038.

A Neoenergia possui forte presença em distribuição de energia elétrica, geração, transmissão e comercialização. Seus negócios são caracterizados por contratos e concessões de longo prazo, além de receitas em grande parte vinculadas a mecanismos regulatórios e correções inflacionárias.

A companhia, entretanto, deixou de ter ações negociadas normalmente na B3 em maio de 2026, depois da conclusão da oferta pública conduzida pela Iberdrola e do resgate das ações remanescentes.

Isso não interfere nas debêntures existentes.

Ações representam participação societária. Debêntures representam dívida. Uma companhia pode deixar a Bolsa e continuar responsável pelo pagamento de títulos emitidos anteriormente.

Para o investidor de renda fixa, a preocupação central permanece sendo a capacidade financeira do emissor de honrar juros e amortizações.

O BB aponta como aspectos relevantes da Neoenergia sua diversificação operacional e a previsibilidade associada às concessões, enquanto alavancagem, investimentos elevados e necessidade futura de refinanciamento aparecem entre os pontos que merecem acompanhamento.

MRS Logística paga cerca de IPCA + 7,5%

A MRS Logística aparece na seleção com a debênture MRSAC2, que oferece remuneração indicativa próxima de IPCA + 7,5% e vence em 15 de setembro de 2039.

Os juros são pagos semestralmente, nos meses de março e setembro, enquanto as amortizações começam em setembro de 2037.

A MRS administra uma malha ferroviária com aproximadamente 1.643 quilômetros nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. A infraestrutura conecta algumas das principais áreas industriais e produtoras de minério aos portos do Sudeste.

O relatório do BB considera como ponto positivo a extensão da concessão ferroviária até 2056, o que fornece maior visibilidade para a geração de receitas ao longo do tempo.

A companhia também possui relações comerciais de longo prazo com grandes clientes, muitos dos quais fazem parte de sua própria estrutura acionária.

Entre os nomes relacionados à empresa estão Vale, CSN, CSN Mineração, Gerdau e Usiminas.

Essa estrutura proporciona previsibilidade, mas também cria concentração. O minério de ferro possui peso relevante no volume transportado pela companhia, tornando seu desempenho sensível ao comportamento dessa cadeia.

Uma desaceleração prolongada da produção mineral poderia afetar volumes transportados e, consequentemente, resultados da concessionária.

Engie (EGIE3) oferece aproximadamente IPCA + 7,4%

A Engie Brasil Energia (EGIE3) aparece com EGIEA6, que apresenta taxa próxima de IPCA + 7,4% e vencimento em fevereiro de 2038.

Embora seja a menor remuneração entre os cinco papéis selecionados, continua representando um juro real elevado quando analisado dentro do mercado de crédito privado incentivado.

O título possui pagamento anual de juros em fevereiro e amortizações anuais a partir de 2036.

A Engie atua principalmente em geração e transmissão de energia e também possui exposição ao transporte de gás natural por meio da Transportadora Associada de Gás.

Contratos de médio e longo prazo e receitas com mecanismos de reajuste inflacionário ajudam a proporcionar maior previsibilidade aos fluxos financeiros da companhia.

O modelo, entretanto, continua sujeito a diferentes riscos, incluindo condições hidrológicas, preços de energia, mudanças regulatórias e necessidade de investimentos em infraestrutura.

Na lógica do mercado de crédito, a menor remuneração oferecida por uma debênture pode refletir diferentes fatores, como percepção de risco do emissor, prazo, liquidez e demanda pelo papel.

Por que as taxas das debêntures voltaram a subir

O retorno das remunerações próximas de IPCA + 8% está diretamente relacionado à mudança ocorrida no mercado de crédito privado ao longo de 2026.

O ano começou com spreads bastante comprimidos. Havia forte procura por papéis corporativos e oferta insuficiente para absorver todo o volume de recursos dos investidores.

Essa relação entre oferta e demanda empurrou os preços das debêntures para cima e as taxas para baixo.

A situação começou a mudar entre março e abril.

O aumento da volatilidade, episódios específicos de crédito e resgates realizados em fundos de investimento provocaram vendas no mercado secundário e aumentaram os prêmios exigidos pelos compradores.

Em renda fixa, preço e taxa caminham em direções opostas.

Quando uma debênture já emitida perde valor no mercado secundário, o investidor que compra o papel mais barato passa a obter uma taxa implícita maior, desde que os pagamentos previstos originalmente sejam realizados.

Foi essa reprecificação que permitiu que títulos de empresas com classificações de crédito elevadas voltassem a oferecer juros reais próximos de 8%.

Segundo o BB Investimentos, grande parte da abertura dos spreads esteve relacionada a fatores técnicos de mercado e de fluxo, e não a uma deterioração generalizada da capacidade financeira das empresas.

A partir de maio, o banco identificou sinais de maior estabilidade nas taxas.

Mercado secundário movimenta quase R$ 500 bilhões

Os dados da Anbima mostram que o mercado de debêntures ganhou profundidade mesmo em um ano de menor volume de novas emissões.

No primeiro semestre de 2026, as emissões somaram R$ 169,8 bilhões, recuo de 12,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

O número de operações, entretanto, aumentou de 268 para 278.

As debêntures incentivadas responderam por 38,3% do volume captado, com forte participação do setor de energia elétrica.

Enquanto o mercado primário perdeu volume financeiro, a negociação de títulos já existentes cresceu.

O mercado secundário de debêntures movimentou R$ 494,6 bilhões no primeiro semestre, avanço de 20,6% na comparação anual.

Entre janeiro e maio, somente as debêntures incentivadas movimentaram R$ 179,4 bilhões, alta de 32,7% e recorde para o período na série histórica da Anbima.

O aumento das negociações é relevante porque facilita a formação de preços e amplia as referências disponíveis para compradores e vendedores.

Isso, porém, não significa que todos os papéis tenham elevada liquidez.

Algumas emissões apresentam negociações frequentes. Outras podem passar longos períodos com poucos negócios, o que torna mais difícil vender uma posição rapidamente sem aceitar um desconto.

IPCA + 8% significa juro real elevado

Uma debênture negociada a IPCA + 8% oferece uma remuneração formada por dois componentes: a inflação medida pelo IPCA e uma taxa real adicional.

Isso protege o poder de compra do capital, desde que a estrutura financeira seja respeitada e o emissor cumpra suas obrigações.

Se a inflação subir, a remuneração nominal também aumenta. Se a inflação cair, o retorno nominal diminui, mas o juro real contratado continua sendo a referência da operação.

A combinação entre inflação e taxa fixa é feita de forma composta, e não simplesmente pela soma direta dos percentuais.

Essa característica torna os títulos indexados ao IPCA especialmente procurados por investidores interessados em preservar retorno real durante períodos muito longos.

Os vencimentos selecionados pelo BB estão justamente nessa categoria: vão de 2036 a 2040.

Debêntures não possuem garantia do FGC

A remuneração elevada tem uma contrapartida fundamental: risco de crédito.

Debêntures são dívidas emitidas por empresas. Quem compra o título está, na prática, emprestando dinheiro ao emissor em troca de juros.

Esses investimentos não possuem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos.

Caso uma companhia enfrente dificuldades financeiras e deixe de cumprir suas obrigações, o investidor poderá ter de participar de processos de renegociação, recuperação ou cobrança.

Classificações elevadas concedidas pelas agências de rating ajudam a medir a percepção sobre o risco de inadimplência, mas não eliminam essa possibilidade.

Por isso, uma taxa maior do que a oferecida por títulos públicos não representa dinheiro adicional sem contrapartida. Parte desse retorno existe justamente para remunerar o risco corporativo assumido.

Vender antes do vencimento também pode gerar prejuízo

Outro ponto importante é a chamada marcação a mercado.

Um investidor que compra uma debênture e decide vendê-la antes do vencimento receberá o preço negociado naquele momento, que pode ser superior ou inferior ao valor pelo qual adquiriu o papel.

Imagine que uma debênture seja comprada oferecendo IPCA + 7,5%. Se, meses depois, títulos equivalentes passarem a oferecer IPCA + 9%, a emissão antiga se torna relativamente menos atrativa.

Para que outro investidor aceite comprá-la, seu preço tende a cair.

O investidor original pode, portanto, registrar prejuízo ao vender antecipadamente mesmo que a empresa emissora continue saudável e realizando todos os pagamentos.

O movimento contrário também acontece.

Se as taxas de mercado caírem, uma debênture antiga que paga juros elevados se torna mais desejada e seu preço pode subir, permitindo ganho de capital para quem decidir vendê-la.

Quanto maior o prazo do título, maior tende a ser sua sensibilidade às mudanças nas taxas de juros.

Isenção de IR aumenta o retorno para pessoa física

Outro elemento decisivo é a tributação.

As debêntures incentivadas estruturadas de acordo com a Lei nº 12.431 concedem alíquota zero de Imposto de Renda sobre os rendimentos para pessoas físicas.

O benefício altera significativamente a comparação com produtos tributados.

Um Tesouro IPCA+ e uma debênture incentivada não devem ser comparados apenas pela taxa bruta exibida na tela. É necessário considerar quanto efetivamente permanecerá com o investidor depois dos impostos.

O BB Investimentos utiliza esse raciocínio ao comparar o retorno dos papéis privados com a curva do Tesouro IPCA+ também após o efeito do Imposto de Renda.

O benefício fiscal, porém, não elimina as diferenças de risco.

O título público representa uma dívida da União. A debênture representa uma dívida de uma empresa.

O prêmio de crédito existe para compensar parte dessa diferença.

Debênture incentivada e debênture de infraestrutura são diferentes

A legislação brasileira passou a ter duas estruturas que frequentemente são confundidas.

As debêntures incentivadas tradicionais foram criadas pela Lei nº 12.431, de 2011. Nesse modelo, o principal benefício tributário é destinado ao investidor pessoa física, que recebe rendimentos com alíquota zero de Imposto de Renda quando o título atende aos requisitos previstos na legislação.

A Lei nº 14.801, de 2024, criou as chamadas debêntures de infraestrutura.

Nesse modelo, o benefício tributário está concentrado principalmente na empresa emissora, enquanto os rendimentos recebidos pelo investidor seguem as regras tributárias aplicáveis ao crédito privado.

São, portanto, instrumentos diferentes.

Os papéis selecionados pelo BB Investimentos em setembro estão dentro do universo de crédito privado incentivado analisado pela instituição e possuem tratamento tributário favorável para pessoas físicas conforme as condições das respectivas emissões.

Juros altos tornam comparação mais exigente

A atratividade de uma debênture não depende apenas de sua própria taxa.

O investidor precisa compará-la com todas as alternativas disponíveis naquele momento.

A Selic está em 14% ao ano depois da redução promovida pelo Banco Central em agosto. Os títulos públicos continuam oferecendo juros reais elevados e produtos bancários também disputam recursos dos investidores.

Nesse ambiente, o crédito corporativo precisa oferecer remuneração suficiente para justificar os riscos adicionais.

É exatamente isso que a abertura dos spreads ao longo de 2026 começou a proporcionar.

Papéis próximos de IPCA + 8% voltaram a aparecer mesmo entre emissores com classificações de crédito elevadas.

Para quem pretende manter o investimento durante anos, o cenário oferece a possibilidade de travar uma taxa real elevada por períodos que podem superar uma década.

A contrapartida é igualmente longa.

O investidor ficará exposto à capacidade financeira do emissor, à liquidez da emissão e às oscilações das taxas de mercado durante todo esse período.

Cinco debêntures selecionadas pelo BB

Na seleção para setembro, a Vibra Energia (VBBR3) aparece com a maior remuneração indicativa.

Vibra — VBBRA0: aproximadamente IPCA + 8,1% ao ano, com vencimento em 15 de março de 2036.

Equatorial Goiás — CGOSB0: aproximadamente IPCA + 8% ao ano, com vencimento em 15 de agosto de 2037.

Celpe, do grupo Neoenergia — CEPEB7: aproximadamente IPCA + 7,7% ao ano, com vencimento em 15 de agosto de 2040.

MRS Logística — MRSAC2: aproximadamente IPCA + 7,5% ao ano, com vencimento em 15 de setembro de 2039.

Engie Brasil Energia (EGIE3) — EGIEA6: aproximadamente IPCA + 7,4% ao ano, com vencimento em 15 de fevereiro de 2038.

A diferença entre a maior e a menor remuneração é de aproximadamente 0,7 ponto percentual ao ano.

Parece pequena, mas, quando aplicada durante dez ou mais anos, pode produzir diferenças relevantes no retorno acumulado.

A lista também mostra que não existe uma escolha única para todos os investidores. Prazo, liquidez, emissor, estrutura da dívida e possibilidade de carregar o título até o vencimento precisam ser considerados conjuntamente.

As taxas próximas de IPCA + 8% mostram que o prêmio voltou ao crédito privado brasileiro depois da compressão observada no início do ano.

Para o investidor, isso cria oportunidade, mas também aumenta a importância da seleção.

Quanto maior o prazo, mais relevante se torna uma pergunta básica: não apenas quanto a empresa está pagando hoje, mas qual é a probabilidade de continuar em condições de honrar essa dívida daqui a dez ou 14 anos.

Fontes: BB Investimentos; Banco do Brasil; Anbima; Banco Central do Brasil; B3; legislação federal; Ministério dos Transportes.

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