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Desembargador preso pela PF e deputado na mira do STF

por Júlia Campos - Repórter de Política
17/12/2025 às 10h27
em Política, Destaque, Notícias
Desembargador Preso Pela Pf E Deputado Na Mira Do Stf - Gazeta Mercantil - Política- A Gazeta Mercantil É Uma Organização De Imprensa Fundada Em 1920

Desembargador preso pela PF e deputado investigado ampliam crise entre Judiciário e política

O caso do desembargador preso pela PF e a ofensiva simultânea contra um deputado federal colocaram novamente o sistema de Justiça e o meio político no centro do noticiário nacional. As diligências realizadas pela Polícia Federal nesta terça-feira atingiram figuras de peso do Judiciário e do Legislativo, evidenciando a dimensão das investigações conduzidas sob a supervisão do Supremo Tribunal Federal e ampliando o debate sobre corrupção, vazamento de informações sigilosas e uso indevido de recursos públicos.

No Rio de Janeiro, agentes da Polícia Federal cumpriram mandado de prisão preventiva contra o desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, Macário Júdice Neto. A medida integra a segunda fase da Operação Unha e Carne, desdobramento de apurações que investigam o vazamento de informações relacionadas à Operação Zargun. Já em Brasília e no Pará, a PF executou uma série de mandados de busca e apreensão contra o deputado federal Antônio Doido, do MDB paraense, suspeito de corrupção, lavagem de dinheiro e desvio de verbas públicas.

A simultaneidade das ações reforça o entendimento de que as investigações avançam sobre diferentes esferas de poder e revelam conexões que, segundo os investigadores, extrapolam casos isolados. O episódio do desembargador preso pela PF é particularmente sensível, por envolver um magistrado responsável por processos de grande repercussão e que já esteve sob suspeita em momentos anteriores de sua trajetória.

Prisão no Judiciário e avanço da Operação Unha e Carne

Macário Júdice Neto foi preso em sua residência, localizada em um condomínio de alto padrão na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A ordem judicial, expedida pelo Supremo Tribunal Federal, também autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. Ao todo, foram dez diligências dessa natureza, além da prisão preventiva do magistrado.

O desembargador preso pela PF atuava como relator do processo que envolve o deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias. O parlamentar fluminense foi preso em setembro, durante a Operação Zargun, acusado de envolvimento com o Comando Vermelho, uma das principais facções criminosas do país. As investigações indicam que houve vazamento de informações sigilosas que teriam beneficiado investigados, comprometendo a eficácia das ações policiais.

Na primeira fase da Operação Unha e Carne, a Polícia Federal já havia prendido o então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar. Ele foi acusado de participação no esquema de vazamento de informações, chegou a ser detido, mas posteriormente foi solto e afastado da presidência da Casa. Atualmente, Bacellar é monitorado por tornozeleira eletrônica, enquanto as apurações seguem em curso.

A decisão que determinou a prisão do desembargador é assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Em momento anterior, o magistrado havia solicitado esclarecimentos a Júdice Neto no âmbito das investigações, mas, diante do avanço das provas, optou pela decretação da prisão preventiva. A medida foi interpretada por investigadores como necessária para preservar a ordem pública e evitar interferências no andamento do inquérito.

Histórico controverso do magistrado

O caso do desembargador preso pela PF também reacende episódios anteriores da carreira de Macário Júdice Neto. Em 2005, ele já havia sido afastado do cargo por suspeitas de envolvimento em um esquema relacionado à máfia dos caça-níqueis. À época, o magistrado foi investigado, mas acabou absolvido anos depois, em 2015. Apesar da absolvição na esfera criminal, permaneceu afastado por conta de processos administrativos.

Além disso, Júdice Neto respondeu a acusações de venda de sentenças quando atuava na Justiça Federal no Espírito Santo. Embora tenha sido considerado inocente nesses episódios, os registros de investigações passadas voltaram a ganhar destaque após a nova prisão, ampliando o impacto institucional do caso.

Segundo informações obtidas no curso das apurações, a prisão de Rodrigo Bacellar permitiu à Polícia Federal acessar o telefone celular do ex-presidente da Alerj. A análise do conteúdo revelou mensagens trocadas entre Bacellar e o desembargador, consideradas relevantes para sustentar a suspeita de vazamento de informações sigilosas. As conversas reforçariam a proximidade entre os envolvidos e indicariam uma atuação coordenada para beneficiar investigados.

Repercussões políticas e exonerações

O avanço das investigações gerou efeitos imediatos no cenário político fluminense. O chefe de gabinete de Bacellar, Rui Bulhões, foi alvo de mandado de busca e apreensão e teve aparelhos celulares recolhidos para análise. Após deixar a sede da Polícia Federal, ele solicitou exoneração do cargo ao presidente em exercício da Assembleia Legislativa, Guilherme Delaroli.

Outros nomes ligados à antiga gestão da Alerj também pediram exoneração, entre eles Marcos André Riscado de Brito e o procurador-geral Robson Tadeu de Castro Maciel Júnior. Embora não sejam alvos diretos da investigação, ambos mantinham vínculos com Bacellar, o que levou a um movimento de afastamento preventivo para evitar desgaste institucional adicional.

A sucessão de exonerações e afastamentos evidencia o impacto político do caso do desembargador preso pela PF, que ultrapassa a esfera judicial e alcança o funcionamento de órgãos legislativos estaduais.

Defesa reage à prisão

Em nota divulgada após a prisão, a defesa de Macário Júdice Neto afirmou que o ministro Alexandre de Moraes teria sido induzido ao erro ao decretar a medida extrema. Os advogados sustentam que não tiveram acesso à decisão que fundamentou a prisão preventiva, o que, segundo eles, comprometeria o exercício pleno do contraditório e da ampla defesa.

A defesa informou ainda que apresentará esclarecimentos nos autos e pedirá a imediata soltura do magistrado. O posicionamento reforça a estratégia jurídica de questionar a legalidade da prisão e de buscar sua revogação no STF. Enquanto isso, o desembargador preso pela PF permanece à disposição da Justiça, aguardando os próximos desdobramentos do processo.

Deputado federal na mira da Polícia Federal

Paralelamente às ações no Rio de Janeiro, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão relacionados ao deputado federal Antônio Doido, do MDB do Pará. A investigação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e participação em um esquema de fraudes em licitações públicas.

Durante o cumprimento das diligências no apartamento funcional do parlamentar, em Brasília, agentes encontraram aparelhos celulares arremessados pela janela. Segundo a PF, os dispositivos foram jogados para a área externa no momento da chegada da equipe, numa tentativa de ocultar provas. Os aparelhos foram apreendidos e encaminhados para perícia.

Ao todo, foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal, no Distrito Federal e no Pará. As investigações indicam a existência de um esquema estruturado para desviar recursos públicos por meio de contratos fraudulentos, com posterior lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

Esquema de contratos e suspeita de desvio milionário

Um dos pontos centrais da investigação contra Antônio Doido envolve contratos públicos firmados no estado do Pará. De acordo com a Polícia Federal, empresas investigadas estariam registradas em nome da esposa do deputado e de um homem apontado como gerente de uma fazenda de propriedade do parlamentar. Para os investigadores, ambos atuariam como laranjas, representando interesses diretos do deputado.

Entre os contratos sob análise está uma licitação para obras no Canal do Bengui, em Belém, estimada em cerca de R$ 142 milhões. Há suspeita de que parte dos recursos tenha sido desviada para pagamento de vantagens indevidas e enriquecimento ilícito. Outro contrato investigado estaria ligado a obras relacionadas à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada em Belém, o que amplia a repercussão do caso.

Em janeiro, um assessor vinculado ao gabinete do deputado foi preso em flagrante com aproximadamente R$ 1 milhão em dinheiro vivo, em Belém. À época, ele atuava como secretário parlamentar de Antônio Doido. Em agosto, o ministro Flávio Dino determinou a abertura de inquérito para apurar o desvio de recursos provenientes de contratos públicos do governo estadual, levando o caso ao STF por envolver autoridade com foro privilegiado.

Impacto institucional e expectativa por desdobramentos

O avanço simultâneo das investigações que resultaram no desembargador preso pela PF e nas diligências contra um deputado federal reforça o momento de tensão entre instituições e amplia a cobrança por transparência e responsabilização. Os casos evidenciam a atuação do Supremo Tribunal Federal como instância central na condução de inquéritos que envolvem autoridades com prerrogativa de foro.

No curto prazo, a expectativa é de que a Polícia Federal aprofunde a análise do material apreendido, especialmente celulares e documentos, para mapear a extensão dos esquemas investigados. O conteúdo desses dispositivos pode trazer novos elementos, apontar outros envolvidos e provocar novos desdobramentos judiciais e políticos.

Enquanto isso, os casos seguem repercutindo no meio jurídico e no Congresso, alimentando debates sobre controle institucional, integridade pública e os limites da atuação de autoridades em cargos estratégicos. O episódio do desembargador preso pela PF, em particular, tende a permanecer no centro das atenções, tanto pelo simbolismo da prisão de um magistrado quanto pelas possíveis consequências para o Judiciário.

Tags: corrupção no Judiciáriodeputado investigado PFdesembargador presoOperação Unha e CarnePolícia Federal operaçãoSTF investigaçõesvazamento de informações

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. 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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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