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Home Economia Dólar

Dólar hoje sobe a R$ 5,40 com tensão de guerra e saída de Haddad; entenda

por Álvaro Lima - Repórter de Economia
14/01/2026
em Dólar, Destaque, Economia, News
Dólar Hoje Sobe A R$ 5,40 Com Tensão De Guerra E Saída De Haddad; Entenda - Gazeta Mercantil

Dólar hoje dispara a R$ 5,40 com tensão de guerra no Irã e incerteza eleitoral no Brasil

O mercado financeiro atravessou uma quarta-feira de intensa volatilidade e aversão ao risco, resultando em uma forte valorização da moeda norte-americana frente ao real. O dólar hoje encerrou a sessão cotado a R$ 5,4008, registrando uma alta de 0,46%. O movimento de subida reflete uma “tempestade perfeita” formada pela escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio, com ameaças diretas de conflito militar, somada ao cenário doméstico de incerteza eleitoral e mudanças na equipe econômica do governo.

Investidores ao redor do globo buscaram proteção em ativos de segurança, abandonando posições em moedas de países emergentes. Para compreender a dinâmica do dólar hoje, é necessário dissecar os vetores de pressão que atuaram simultaneamente em Washington, Teerã e Brasília, criando um cenário de estresse cambial que desafia as previsões de curto prazo.

O Fator Geopolítico: O Medo de Guerra Impulsiona o Dólar Hoje

O principal motor da valorização do dólar hoje foi o temor real de um confronto militar direto envolvendo os Estados Unidos e o Irã. O mercado financeiro, avesso a riscos extremos, reagiu imediatamente às notícias de movimentação de tropas e retórica agressiva. A busca pela moeda americana como refúgio seguro (safe haven) é um comportamento clássico em momentos de pré-guerra, drenando liquidez de mercados como o brasileiro.

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Informações de bastidores indicam que os Estados Unidos iniciaram a retirada de militares de bases estratégicas no Oriente Médio como medida de precaução. Essa movimentação tática sugere que o Pentágono se prepara para um agravamento das hostilidades. Em resposta, Teerã emitiu um alerta severo aos países vizinhos que hospedam tropas norte-americanas, ameaçando retaliação militar caso Washington utilize essas bases para lançar ataques.

A retórica do presidente Donald Trump, que recentemente retornou ao centro das atenções globais, adicionou combustível à fogueira. Suas ameaças diretas ao Irã elevaram o prêmio de risco global. Quando o risco de um conflito armado sobe, o dólar hoje tende a se fortalecer contra praticamente todas as divisas, pois investidores liquidam posições arriscadas para manter caixa na moeda de reserva mundial.

Além do Oriente Médio, outra frente de instabilidade geopolítica pressionou o câmbio. O interesse renovado e agressivo dos Estados Unidos pela compra ou controle da Groenlândia gerou ruídos diplomáticos, aumentando a percepção de uma política externa americana mais assertiva e imprevisível, o que contribui para a volatilidade do dólar hoje.

A Restrição de Vistos e o Impacto no Sentimento de Mercado

Outro componente que influenciou o humor dos investidores e a cotação do dólar hoje foi a medida protecionista anunciada pelo governo Trump. A suspensão do processamento de vistos de imigrante para solicitantes de 75 países, incluindo o Brasil, a partir do próximo dia 21, gerou apreensão sobre o futuro das relações comerciais e do fluxo de pessoas.

Embora a medida não afete, neste primeiro momento, vistos de turismo e trabalho, a inclusão do Brasil em uma lista de bloqueio ao lado de países como Somália, Irã, Rússia e Afeganistão envia um sinal diplomático negativo. O mercado interpreta tais restrições como barreiras potenciais ao livre comércio e à circulação de capital humano, o que pode impactar a economia brasileira a longo prazo. Esse tipo de ruído diplomático costuma penalizar a moeda do país afetado, contribuindo para a alta do dólar hoje frente ao real.

Cenário Doméstico: Eleições 2026 e a Sucessão na Fazenda

Enquanto o mundo observava o Oriente Médio, o Brasil lidava com suas próprias incertezas, que foram determinantes para o comportamento do dólar hoje. O ano de 2026 é marcado pela corrida presidencial, e as primeiras pesquisas de intenção de voto começam a desenhar o cenário da disputa, influenciando as mesas de operação.

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderando todos os cenários, tanto no primeiro quanto no segundo turno. Lula aparece à frente de nomes fortes da oposição, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O mercado financeiro monitora com lupa essas pesquisas. A consolidação de um cenário eleitoral, seja ele qual for, tende a trazer volatilidade. A precificação do dólar hoje incorpora as expectativas dos agentes econômicos sobre a continuidade ou mudança da política fiscal nos próximos anos.

Entretanto, o ponto de maior tensão interna foi a confirmação da saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda. Segundo informações veiculadas na imprensa, Haddad confirmou que deixará a pasta ainda em janeiro. A saída do ministro, que foi o fiador do arcabouço fiscal e manteve um diálogo constante com o mercado, abre um vácuo de poder e gera incerteza sobre quem será o sucessor.

Haddad declarou que seu substituto deve assumir imediatamente para gerir o Orçamento e as metas fiscais ao longo do ano. Para o investidor que opera o dólar hoje, a dúvida sobre o compromisso do próximo ministro com a responsabilidade fiscal é um convite para a compra de moeda estrangeira como proteção (hedge). A falta de um nome definido e o temor de uma guinada na política econômica pressionam o real para baixo.

A Economia Americana: Fed, Livro Bege e Juros

Apesar das tensões, os fundamentos econômicos dos Estados Unidos continuam sólidos, o que dá suporte à força do dólar hoje globalmente. O índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de moedas fortes, operou estável no patamar de 99 pontos, mostrando que a moeda americana está forte não apenas contra o real, mas contra o mundo.

A divulgação do “Livro Bege” pelo Federal Reserve (Fed) no final da tarde trouxe insights cruciais. O documento apontou que a atividade econômica aumentou na maior parte dos distritos americanos e que o nível de emprego permaneceu estável. A perspectiva de crescimento “leve a modesto” reforça a tese de um “pouso suave” da economia americana, afastando o risco de recessão iminente.

Os dados de inflação ao produtor (PPI) também vieram em linha com o esperado, subindo 0,2% em novembro. No acumulado de 12 meses, o índice avançou 3,0%. Para a cotação do dólar hoje, esses dados significam que o Fed não tem pressa para cortar juros agressivamente.

Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, avalia que o mercado aguarda mais sinais para calibrar as apostas. O Livro Bege reforçou a leitura de crescimento moderado... sem sinais de recessão iminente, o que mantém a narrativa de cortes graduais de juros”, analisou.

Se os juros americanos permanecem altos por mais tempo, os títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) continuam pagando rendimentos atrativos com risco quase zero. Isso atrai capital global para os EUA, fortalecendo a moeda e mantendo o dólar hoje em patamares elevados no Brasil, já que o diferencial de juros (carry trade) se torna menos vantajoso para o real.

Análise Técnica e Tendências para o Câmbio

O fechamento do dólar hoje acima da barreira psicológica de R$ 5,40 acende um alerta técnico. O rompimento dessa resistência abre caminho para novas altas, caso o cenário externo não arrefeça. Analistas gráficos apontam que a volatilidade deve permanecer alta enquanto persistirem os ruídos de guerra no Irã.

O volume de negociações no mercado futuro de câmbio foi intenso, demonstrando que grandes players institucionais estão remontando posições defensivas. Mesmo com a valorização das commodities — que teoricamente ajudaria o real, já que o Brasil é um grande exportador —, o efeito “porto seguro” do dólar prevaleceu. Em dias normais, alta de commodities derruba o dólar; no cenário de guerra e incerteza fiscal, o medo fala mais alto e o dólar hoje sobe.

O Peso das Commodities versus Aversão ao Risco

É importante notar um descolamento curioso ocorrido nesta sessão. Normalmente, o Brasil se beneficia quando preços de petróleo e minério sobem. No entanto, o comportamento do dólar hoje ignorou esse fundamento positivo. O petróleo subiu devido ao risco de interrupção de oferta no Oriente Médio, mas essa mesma causa (risco de guerra) gerou a fuga de capitais de emergentes.

Isso demonstra que, no curto prazo, a aversão ao risco geopolítico e a incerteza política doméstica (saída de Haddad) têm um peso muito maior na formação do preço do dólar hoje do que os fundamentos da balança comercial. O investidor estrangeiro prefere garantir a segurança do capital em dólar a apostar nos ganhos das exportadoras brasileiras em um ambiente global tão instável.

O Que Esperar para os Próximos Dias?

Para quem precisa comprar ou vender moeda, a recomendação é cautela. A trajetória do dólar hoje nos próximos dias dependerá de três fatores cruciais:

  1. Desdobramentos no Irã: Qualquer confirmação de ataque a bases americanas ou retaliação de Washington fará o dólar disparar. A paz ou a desescalada trariam alívio imediato.

  2. Sucessor na Fazenda: O anúncio rápido de um nome técnico e comprometido com o fiscal para o lugar de Fernando Haddad poderia acalmar o mercado doméstico e trazer o dólar hoje para patamares mais baixos. A demora ou a escolha de um nome puramente político teriam efeito contrário.

  3. Sinais do Fed: A política monetária americana continua sendo o maestro da liquidez global. A manutenção da expectativa de cortes de juros apenas em junho sustenta o dólar forte no primeiro semestre.

A Tempestade Perfeita

O fechamento a R$ 5,4008 não é apenas um número; é o reflexo de um mundo em tensão. O dólar hoje funcionou como o termômetro do medo global e da incerteza local. Com a geopolítica fervendo e o quadro eleitoral brasileiro esquentando, a moeda americana reafirma seu papel de ativo de segurança preferencial.

A saída iminente do Ministro da Fazenda adiciona uma camada extra de complexidade, retirando a âncora de estabilidade que o mercado prezava. Nos próximos dias, a volatilidade deve ser a única certeza. Investidores, empresários e turistas devem monitorar atentamente o noticiário, pois o preço do dólar hoje está sujeito a oscilações bruscas a qualquer novo título de notícia vindo do Oriente Médio ou de Brasília.

A vigilância sobre o dólar hoje torna-se essencial para o planejamento financeiro em 2026. Se a barreira dos R$ 5,40 se consolidar como novo piso, o impacto na inflação brasileira (via importados e combustíveis) será inevitável, forçando o Banco Central do Brasil a repensar sua própria estratégia de juros. O cenário exige prudência e proteção patrimonial.

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