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Dólar hoje sobe para R$ 5,15 com ataque ao Irã e alta de 9% no petróleo

por Camila Braga
02/03/2026 às 10h02
em Dólar
Dólar Hoje S - Gazeta Mercantil

Dólar hoje avança para R$ 5,15 após ataque ao Irã e petróleo dispara no mercado internacional

O dólar hoje abriu a semana em alta no Brasil, impulsionado pela busca global por segurança depois que Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva aérea contra o Irã, resultando na morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei. O episódio ampliou o risco de instabilidade prolongada no Oriente Médio e provocou forte reação nos mercados internacionais, com disparada do petróleo e valorização da moeda americana.

Às 9h05 desta segunda-feira (2), o dólar hoje no mercado à vista subia 0,46%, cotado a R$ 5,159 na venda. Na B3, o contrato futuro para março — o mais líquido no momento — avançava 0,59%, a R$ 5,200. O movimento acompanha a dinâmica global de proteção cambial diante do aumento das tensões geopolíticas.

Leia também: Dólar comercial e contrato futuro recuam, enquanto euro sobe em relação ao real.

Conflito no Irã eleva aversão ao risco e sustenta dólar hoje

A escalada militar no Oriente Médio alterou o humor dos investidores logo na abertura dos mercados. A morte de Ali Khamenei criou um vácuo de poder em Teerã e elevou o temor de retaliações que possam envolver outros países da região. Autoridades iranianas prometeram resposta firme, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizou que a campanha militar poderá se estender por semanas.

Em momentos de incerteza aguda, o dólar hoje tende a funcionar como ativo de proteção global. Fundos internacionais reduzem exposição a moedas emergentes e reforçam posições em dólar e títulos do Tesouro americano, considerados mais seguros em cenários de crise.

O temor de um conflito prolongado amplia o prêmio de risco nos mercados e pressiona o câmbio em economias como o Brasil, que dependem de fluxo externo para financiar parte de suas contas públicas e privadas.

Petróleo dispara 9% e reforça pressão cambial

O principal reflexo imediato da ofensiva foi observado no mercado de energia. Os preços do petróleo chegaram a subir cerca de 9% no início do pregão internacional, diante da interrupção do comércio marítimo no Estreito de Ormuz após ataques retaliatórios iranianos.

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo bruto. Qualquer bloqueio ou restrição ao tráfego impacta diretamente a oferta mundial da commodity, pressionando os preços.

Analistas do Barclays estimam que o dólar hoje pode se fortalecer entre 0,5% e 1% a cada avanço de 10% no petróleo. O aumento dos preços da energia eleva a inflação global e reforça a demanda por ativos considerados mais estáveis, como a moeda americana.

Para países dependentes de importação de petróleo, como Japão e economias da zona do euro, a escalada representa choque negativo adicional. Já os Estados Unidos, exportadores líquidos de petróleo bruto há quase uma década, tendem a absorver melhor o impacto, o que reforça o viés positivo para o dólar no cenário internacional.

Cotação do dólar hoje no Brasil

No início do pregão, o dólar hoje apresentava os seguintes níveis no mercado doméstico:

Dólar comercial
Compra: R$ 5,157
Venda: R$ 5,159

Na B3, o dólar futuro para março era negociado a R$ 5,200, refletindo a precificação de risco adicional para as próximas semanas.

A alta ocorre após sessões marcadas por volatilidade, com investidores monitorando simultaneamente o cenário externo e os desdobramentos internos da política fiscal brasileira.

Impacto do dólar hoje sobre inflação e juros

A valorização do dólar hoje tem efeitos diretos sobre a economia brasileira. A moeda americana mais forte encarece insumos importados, combustíveis e produtos eletrônicos, o que pode pressionar o IPCA nos próximos meses.

Para o Banco Central, o movimento exige monitoramento constante. Embora o regime cambial seja flutuante, oscilações abruptas e persistentes podem afetar as expectativas inflacionárias e influenciar decisões futuras de política monetária.

Empresas com passivos em moeda estrangeira também sentem o impacto imediato da alta do dólar hoje, já que o custo da dívida aumenta em reais. Por outro lado, companhias exportadoras tendem a se beneficiar da taxa de câmbio mais elevada, ampliando receitas quando convertidas para a moeda local.

Ambiente doméstico adiciona cautela

No Brasil, o cenário institucional também contribui para a postura defensiva do mercado. Em Brasília, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, presta esclarecimentos à Câmara Legislativa do Distrito Federal sobre a situação patrimonial do banco após perdas associadas a operações com o Banco Master.

Embora o episódio não esteja diretamente ligado à dinâmica internacional, ele reforça a percepção de cautela em um momento em que o dólar hoje já reflete tensão global. A soma de incertezas externas e domésticas amplia a volatilidade.

Mercado monitora desdobramentos no Oriente Médio

A trajetória do dólar hoje dependerá da evolução do conflito nos próximos dias. Caso o Irã avance em retaliações ou amplie ataques a rotas estratégicas de energia, o petróleo pode permanecer em patamar elevado, sustentando a valorização da moeda americana.

Por outro lado, sinais de negociação diplomática ou contenção militar poderiam reduzir o prêmio de risco embutido no câmbio. Investidores acompanham atentamente declarações oficiais e movimentações militares para recalibrar expectativas.

No curto prazo, a volatilidade deve permanecer elevada. O dólar hoje segue como principal indicador da percepção global de risco, reagindo rapidamente a qualquer novo evento relacionado ao conflito.

Tensão geopolítica redefine o cenário cambial

A atual alta do dólar hoje sintetiza o impacto de um choque geopolítico relevante sobre os mercados financeiros. A morte de uma liderança central no Irã, combinada à escalada militar e à disparada do petróleo, reconfigura expectativas globais.

Para investidores, empresas e formuladores de política econômica, o momento exige prudência. A moeda americana tende a continuar sensível a qualquer desdobramento no Oriente Médio, mantendo o câmbio brasileiro sob pressão enquanto persistirem incertezas.

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