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ETFs China na B3: invista com R$ 100 em empresas como BYD e amplie sua carteira internacional

por Gabriel Monteiro
19/05/2025 às 17h02
em Economia
Etfs China Na B3: Invista Com R$ 100 Em Empresas Como Byd E Amplie Sua Carteira Internacional Gazeta Mercantil

ETFs China: Novo investimento acessível na Bolsa brasileira promete diversificação internacional

Investidores brasileiros agora podem acessar o mercado chinês com aporte inicial de R$ 100

O mercado financeiro brasileiro acaba de ganhar um reforço estratégico para quem busca diversificação e exposição internacional: os ETFs China, que estreiam na B3 com investimento mínimo de R$ 100. Os dois fundos inéditos são os primeiros a permitir o acesso aos índices CSI 300 e ChiNext, democratizando a entrada do investidor brasileiro em uma das economias mais dinâmicas do mundo.

Essa iniciativa marca um novo capítulo na internacionalização dos investimentos no Brasil e faz parte do programa ETF Connect, uma parceria entre a B3 e as bolsas de Xangai e Shenzen. Através desses novos fundos, será possível investir em empresas líderes da China, incluindo gigantes como a BYD (veículos elétricos), além de empresas de médio e pequeno porte com alto potencial de crescimento.

Leia também: Nova Regra de Estágio Redefine Direitos e Obrigações de Estudantes e Empresas.

Neste artigo, você vai entender como funcionam os novos ETFs China, quais suas vantagens, como investir, e por que eles representam uma oportunidade estratégica de diversificação da carteira para investidores de todos os perfis.


O que são ETFs China?

ETFs (Exchange Traded Funds) são fundos de investimento negociados em bolsa que replicam o desempenho de um índice de mercado. No caso dos ETFs China recém-lançados, eles seguem dois dos principais índices chineses:

Leia também: BNDES tem lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões no 1º semestre e carteira atinge R$ 684 bi.

  • CSI 300: composto pelas 300 maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen. É o principal termômetro do mercado de ações chinês.

  • ChiNext: reúne empresas de médio e pequeno porte, muitas delas de setores inovadores e de rápido crescimento.

Ambos os fundos serão listados na B3, com investimento inicial acessível de R$ 100 e taxa anual de administração de 0,2%, tornando-se uma alternativa de baixo custo e fácil acesso ao mercado chinês.


Por que investir em ETFs da China?

A China é atualmente a segunda maior economia do mundo e líder global em diversos setores, como tecnologia, manufatura, e energia limpa. Apesar das oscilações macroeconômicas e tensões comerciais com os EUA, o país continua sendo um polo de crescimento e inovação.

Investir em ETFs China permite ao investidor:

  • Diversificar a carteira fora do Brasil

  • Exposição a empresas líderes mundiais e emergentes chinesas

  • Aproveitar o crescimento de setores estratégicos, como tecnologia, energia e consumo interno

  • Investir de forma simplificada e acessível, sem a necessidade de abrir conta no exterior


O que é o ETF Connect?

O programa ETF Connect é uma ponte entre os mercados brasileiro e chinês, viabilizada por uma cooperação entre a B3 (Bolsa de Valores do Brasil) e as bolsas chinesas SSE (Shanghai Stock Exchange) e SZSE (Shenzhen Stock Exchange).

A iniciativa tem como objetivo permitir que investidores brasileiros tenham acesso facilitado a ativos chineses por meio de ETFs listados na B3, e que investidores chineses possam investir em estratégias brasileiras. É uma via de mão dupla que deve impulsionar a globalização do mercado financeiro nacional.


Como investir nos ETFs China?

Investir nos novos ETFs da China é simples:

  1. Acesse sua corretora de valores com acesso à B3.

  2. Busque pelos códigos dos ETFs (a serem definidos no lançamento oficial).

  3. Compre cotas com valor inicial de R$ 100.

  4. Monitore sua carteira como qualquer outra ação ou fundo na bolsa.

Importante lembrar que, apesar da acessibilidade, é fundamental entender o funcionamento dos ETFs e o risco de exposição cambial, já que os ativos estão atrelados a mercados internacionais.


Oportunidades com o índice CSI 300

O índice CSI 300 reúne as maiores e mais representativas companhias da China. Entre elas estão colossos como:

  • BYD (veículos elétricos)

  • Kweichow Moutai (bebidas alcoólicas)

  • China Merchants Bank

  • PetroChina

Essas empresas representam setores estratégicos da economia chinesa e são responsáveis por boa parte do desempenho do mercado de capitais do país. Ter um ETF que replica esse índice permite ao investidor uma exposição ampla e representativa ao core econômico da China.


Potencial de crescimento com o ChiNext

Enquanto o CSI 300 foca nas grandes empresas, o índice ChiNext aposta nas empresas emergentes e inovadoras. Com forte presença de companhias de tecnologia, saúde e energia limpa, o ChiNext é considerado o “Nasdaq chinês.

Para quem busca crescimento acelerado e aposta em inovação, o ETF atrelado ao ChiNext é uma porta de entrada valiosa. Claro, esse tipo de exposição também tende a ser mais volátil, o que exige um apetite maior ao risco por parte do investidor.


Vantagens dos ETFs China

Entre os principais benefícios dos novos ETFs, destacam-se:

  • Acesso à China sem burocracia

  • Diversificação geográfica e setorial

  • Gestão passiva e de baixo custo

  • Transparência na composição da carteira

  • Liquidez garantida pela B3

Além disso, os ETFs contam com parceria da Bradesco Asset, uma das maiores gestoras do país, que reforça o compromisso com produtos financeiros de qualidade e estratégias de internacionalização.


Riscos e cuidados ao investir

Como todo investimento, os ETFs da China também têm riscos:

  • Risco cambial: variações do dólar podem impactar o retorno.

  • Risco geopolítico: a China enfrenta tensões comerciais e políticas com outras potências, o que pode afetar os mercados.

  • Volatilidade de mercado: tanto o CSI 300 quanto o ChiNext podem apresentar oscilações relevantes.

O ideal é que os ETFs China componham uma estratégia de diversificação, e não a totalidade da carteira. É recomendável contar com a orientação de um assessor de investimentos.


ETFs China: um passo estratégico rumo à globalização da carteira

A chegada dos ETFs China à B3 representa um marco importante na internacionalização dos investimentos no Brasil. Com uma proposta acessível, transparente e estratégica, os novos fundos abrem as portas para que investidores de todos os tamanhos explorem o potencial da segunda maior economia global.

Seja para quem busca diversificação, crescimento ou simplesmente quer acompanhar tendências globais, os ETFs CSI 300 e ChiNext oferecem uma oportunidade valiosa. E o melhor: com entrada a partir de R$ 100, tornando o investimento internacional mais democrático do que nunca.

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