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FIIs pagam dividendos nesta quinta; veja valores por cota

PQDP11 lidera os pagamentos entre os fundos acompanhados, com R$ 17,65 por cota; IFIX fechou o pregão anterior em alta de 0,41%.

por Daniel Wicker
20/08/2026 às 10h03
em Fundos Imobiliários
Fiis Pagam Dividendos Nesta Quinta; Veja Valores Por Cota - Gazeta Mercantil - Fundos Imobiliários

Investidores de fundos imobiliários recebem novos rendimentos nesta quinta-feira (20), com pagamentos que chegam a R$ 17,65 por cota entre os FIIs acompanhados. O maior valor nominal da seleção é distribuído pelo Parque Dom Pedro Shopping Center (PQDP11), enquanto fundos de recebíveis, imóveis comerciais, logística e estratégias híbridas também depositam recursos nas contas dos cotistas.

Entre os fundos com pagamentos confirmados para esta quinta estão PQDP11, RZZV11, JCCJ11, RZZR11, RINV11, GCRI11, NAVT11 e TOPP11. A agenda geral do mercado, entretanto, contém outros fundos com distribuição prevista para 20 de agosto, de modo que esses oito FIIs não representam a totalidade dos pagamentos realizados no dia.

Leia também: CPSH11 lucra R$ 7,4 mi, mantém R$ 0,11 por cota e supera R$ 1 bi em patrimônio.

O dinheiro é creditado automaticamente na conta da corretora dos investidores que possuíam as cotas na respectiva data-base, também conhecida como data-com. Quem comprou os papéis depois dessa data não participa da distribuição atual.

Entre os oito fundos analisados, sete tiveram data-com em 13 de agosto. A exceção é o PQDP11, cujo corte ocorreu em 31 de julho.

Leia também: Comissão Especial Adia Análise da PEC da Anistia.

Dividendos dos FIIs pagos em 20 de agosto

Os rendimentos programados para os oito fundos são:

FII Segmento Rendimento por cota Data-com
PQDP11 Shopping R$ 17,65 31/07/2026
RZZV11 Desenvolvimento/Imobiliário R$ 8,30 13/08/2026
JCCJ11 Imobiliário/Híbrido R$ 1,77 13/08/2026
RZZR11 Logístico/Industrial R$ 1,24 13/08/2026
RINV11 Multiestratégia R$ 1,05 13/08/2026
GCRI11 Recebíveis R$ 0,85 13/08/2026
NAVT11 Imobiliário/Multiestratégia R$ 0,85 13/08/2026
TOPP11 Lajes corporativas R$ 0,84 13/08/2026

O valor nominal por cota, isoladamente, não permite identificar qual fundo oferece o maior retorno ao investidor. Isso ocorre porque os preços das cotas são muito diferentes.

No caso do PQDP11, por exemplo, uma cota é negociada na casa dos milhares de reais. Por isso, o pagamento de R$ 17,65 parece muito superior ao dos demais FIIs quando observado apenas em reais, mas corresponde a um dividend yield mensal inferior a 1% considerando a cotação usada como referência na data-base.

Já fundos que distribuem menos de R$ 1 por cota podem apresentar dividend yields proporcionalmente maiores porque suas cotas são negociadas a preços bem inferiores.

PQDP11 lidera pagamento nominal

O PQDP11 distribui aproximadamente R$ 17,6514 por cota nesta quinta-feira. O pagamento corresponde ao resultado referente a julho e tem como beneficiários os investidores posicionados no fundo no encerramento de 31 de julho.

No mês anterior, o fundo havia pago aproximadamente R$ 17,81 por cota. Assim, o rendimento atual representa uma redução nominal de cerca de R$ 0,16 por cota, ou aproximadamente 0,9%, na comparação mensal.

Apesar da queda em relação a julho, a distribuição segue próxima da faixa observada em outros meses recentes. O fundo apresentou pagamentos mais elevados em março, abril e maio, quando os rendimentos chegaram a superar R$ 27 por cota em determinados períodos.

O PQDP11 é um fundo imobiliário de tijolo ligado ao Parque Dom Pedro Shopping, empreendimento localizado em Campinas, no interior de São Paulo.

RZZV11 paga R$ 8,30 por cota

O segundo maior pagamento nominal da seleção é do RZZV11, que distribui R$ 8,30 por cota aos investidores posicionados até 13 de agosto.

O fundo mantém uma sequência relativamente estável de pagamentos. Em junho e julho, o rendimento também ficou em R$ 8,30 por cota. Antes disso, havia distribuído R$ 7,65 em abril e valores próximos de R$ 7,22 nos primeiros meses de 2026.

A estabilidade nominal dos rendimentos pode ser relevante para investidores que utilizam FIIs como instrumento de geração periódica de renda, mas não deve ser analisada isoladamente. Preço da cota, patrimônio, liquidez, riscos dos ativos, receitas recorrentes e sustentabilidade das distribuições também precisam ser considerados.

JCCJ11 distribui R$ 1,77

O JCCJ11 paga R$ 1,77 por cota nesta quinta-feira. O fundo também manteve o valor distribuído nos últimos meses, com pagamentos de R$ 1,77 registrados repetidamente durante 2026.

Considerando a cotação utilizada na data-base, o rendimento corresponde a um retorno mensal na faixa de 1,3%.

O fundo possui exposição ao mercado imobiliário e a ativos relacionados ao segmento de shopping centers e empreendimentos de alto padrão.

Para um investidor com 100 cotas elegíveis, por exemplo, o pagamento bruto corresponde a R$ 177. O cálculo é apenas uma multiplicação do número de cotas pelo rendimento declarado e não considera eventual tributação aplicável à situação específica do investidor.

RZZR11 paga cerca de R$ 1,24

O RZZR11 tem pagamento em torno de R$ 1,24 por cota, com data-base em 13 de agosto.

O valor está muito próximo do distribuído nos meses anteriores. Em julho, junho e maio, o fundo pagou aproximadamente R$ 1,232 por cota. Nos primeiros meses do ano, os valores ficaram em torno de R$ 1,225.

Essa regularidade mostra pouca variação nominal recente na distribuição do fundo.

O RZZR11 mantém exposição principalmente a ativos imobiliários dos segmentos logístico e industrial.

RINV11 distribui R$ 1,05

O RINV11 deposita R$ 1,05 por cota. Para receber o rendimento, o investidor precisava ter posição no fundo ao final do pregão de 13 de agosto.

Em uma carteira hipotética de 100 cotas, o pagamento corresponde a R$ 105.

O fundo adota estratégia mais diversificada que FIIs concentrados exclusivamente em um único tipo de imóvel, o que altera a composição das fontes de resultado e dos riscos assumidos pela carteira.

GCRI11 e NAVT11 pagam R$ 0,85

Dois fundos da seleção apresentam exatamente o mesmo pagamento nominal por cota: GCRI11 e NAVT11.

O GCRI11 distribui R$ 0,85. Com base na cotação próxima da data-base, o dividend yield mensal ficou perto de 1,3%.

O fundo é classificado no segmento de papel e possui exposição relevante a títulos de crédito imobiliário. Em julho, havia pago R$ 0,98 por cota, o que significa redução de R$ 0,13 no pagamento deste mês.

Em termos percentuais, a queda do rendimento por cota foi de aproximadamente 13,3%.

O NAVT11 também distribui R$ 0,85. O valor representa uma redução em relação aos R$ 1 pagos no mês anterior e aos R$ 1,10 distribuídos em junho e maio.

Fundos de papel e estratégias baseadas em crédito podem apresentar variações nos rendimentos em função de indexadores como CDI e inflação, amortizações, composição da carteira, recebimentos extraordinários e mudanças nos spreads dos títulos.

TOPP11 paga R$ 0,84

O TOPP11 completa a seleção com pagamento de R$ 0,84 por cota.

O fundo possui exposição ao mercado de escritórios e lajes corporativas. O rendimento atual retorna ao patamar de R$ 0,84 observado durante vários meses anteriores.

Em julho, o fundo havia distribuído R$ 0,95 por cota. A redução para R$ 0,84 representa queda nominal de aproximadamente 11,6% de um pagamento para o outro.

Apesar disso, R$ 0,84 foi justamente o valor recorrente do TOPP11 em boa parte dos pagamentos anteriores.

Quanto recebe quem tem 100 cotas

Uma forma simples de visualizar os pagamentos é calcular quanto um investidor receberia caso tivesse 100 cotas de cada fundo na respectiva data-com.

Nesse cenário, os valores seriam aproximadamente:

  • PQDP11: R$ 1.765
  • RZZV11: R$ 830
  • JCCJ11: R$ 177
  • RZZR11: R$ 124
  • RINV11: R$ 105
  • GCRI11: R$ 85
  • NAVT11: R$ 85
  • TOPP11: R$ 84

A comparação não significa que o PQDP11 seja necessariamente o investimento mais rentável. Para adquirir 100 cotas do fundo, o capital necessário é muito superior ao exigido para montar uma posição de 100 cotas em FIIs negociados abaixo de R$ 100.

O indicador mais adequado para colocar pagamentos em perspectiva é o dividend yield, que relaciona o rendimento recebido ao preço da cota utilizado na comparação.

Ainda assim, dividend yield elevado também não significa automaticamente que um fundo seja melhor. Uma queda forte no preço das cotas, por exemplo, pode elevar matematicamente o yield mesmo que exista deterioração dos fundamentos.

FIIs precisam distribuir pelo menos 95% do resultado

A legislação dos fundos imobiliários determina que os FIIs distribuam aos cotistas, no mínimo, 95% dos lucros auferidos, calculados pelo regime de caixa e com base em balanço ou balancete semestral encerrado em 30 de junho e 31 de dezembro.

Isso não significa que todos sejam obrigados a pagar dividendos mensalmente. A periodicidade mensal é adotada pela maioria dos fundos como política de distribuição, mas a exigência legal está vinculada à apuração semestral.

A regra é importante porque tornou a distribuição recorrente de rendimentos uma das principais características dos fundos imobiliários brasileiros.

Para pessoas físicas, os rendimentos distribuídos por FIIs podem ser isentos de Imposto de Renda quando são atendidas as condições previstas na legislação, incluindo requisitos relacionados à negociação das cotas, quantidade de cotistas e concentração da participação individual.

A isenção dos rendimentos não significa que todas as operações com FIIs sejam livres de tributação. O lucro obtido na venda de cotas, por exemplo, segue regras tributárias próprias.

IFIX avançou 0,41% no último pregão

Enquanto investidores aguardavam os pagamentos desta quinta-feira, o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão de quarta-feira (19) aos 3.681,89 pontos, com valorização de 0,41%.

Entre os destaques positivos da sessão, o CACR11 apresentou forte valorização, enquanto HSLG11, LIFE11, BROF11 e HGCR11 também avançaram.

No lado negativo, RBRY11, XPML11, RCRB11, TOPP11 e RBRX11 ficaram entre os fundos que registraram as maiores quedas do pregão.

A movimentação mostra que o recebimento de dividendos representa apenas uma parte do retorno dos FIIs. Para o cotista, o desempenho total depende tanto dos rendimentos distribuídos quanto da valorização ou desvalorização das cotas no mercado secundário.

Por isso, a análise de um fundo imobiliário não deve se limitar ao pagamento mais recente. Histórico dos rendimentos, qualidade dos imóveis ou créditos, nível de endividamento, vacância, liquidez, gestão, preço em relação ao valor patrimonial e perspectivas para juros e inflação são variáveis que podem alterar significativamente o resultado do investimento ao longo do tempo.

Fontes: B3; Comissão de Valores Mobiliários; Receita Federal; informes e agendas de rendimentos dos fundos imobiliários

Leia também

  • Queda dos FIIs exige análise de vacância, crédito e alavancagem antes da venda
  • PSEC11 paga R$ 0,60 por cota e amplia exposição a CRIs

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