terça-feira, 3 de novembro de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Economia

Ibovespa fecha em alta e marca 10ª valorização seguida acima dos 150 mil pontos

Índice da B3 mantém sequência recorde de valorização mesmo com tensões externas; dólar encosta em R$ 5,40 e mercado aguarda decisão do Copom

por Gabriel Monteiro
05/11/2025 às 02h42
em Economia
Ibovespa Fecha Em Alta E Marca 10ª Valorização Seguida Acima Dos 150 Mil Pontos - Gazeta Mercantil

Ibovespa tem 10ª alta consecutiva e fecha acima dos 150 mil pontos

O Ibovespa manteve nesta terça-feira (4/11) o ritmo de alta que vem sustentando há dez pregões consecutivos e consolidou mais um recorde histórico, ao encerrar o dia acima dos 150 mil pontos. Mesmo com o ambiente internacional pressionado pelas quedas em Wall Street e pela instabilidade no câmbio, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (B3) conseguiu avançar 0,17%, encerrando o pregão aos 150.704 pontos.

A sequência é a mais longa de ganhos diários desde junho de 2024 e reforça a percepção de otimismo dos investidores com o desempenho das ações brasileiras, especialmente as de grandes bancos, petroleiras e empresas do setor financeiro, que sustentaram o resultado positivo.

Leia também: Ibovespa fecha acima dos 174 mil pontos e dólar cai a R$ 5,16.

O avanço do Ibovespa ocorreu em um contexto de volatilidade global. Nos Estados Unidos, o índice S&P 500, que reúne as 500 maiores companhias americanas, recuou 1,17%, refletindo preocupações com uma possível correção nos preços das ações após meses de valorização. A queda nos papéis americanos acabou elevando a cotação do dólar no mercado doméstico, que encerrou o dia vendido a R$ 5,399, alta de 0,77%.


Recorde histórico e sinais de resiliência

A marca de 150 mil pontos no Ibovespa representa um patamar histórico que consolida a confiança dos investidores na bolsa brasileira, mesmo diante das turbulências internacionais. Desde o início de outubro, o índice acumula ganhos expressivos, impulsionado pela melhora nas expectativas fiscais, pelo avanço das commodities e pelo aumento da participação de investidores estrangeiros no mercado local.

Durante o pregão, o indicador alternou entre leves quedas e altas moderadas, mas retomou força na reta final da sessão. A recuperação foi liderada principalmente pelos grandes bancos, como Itaú, Bradesco e Banco do Brasil, além da Petrobras, que se beneficiou da valorização do petróleo no mercado internacional.

Ao mesmo tempo, ações de mineradoras e de companhias aéreas registraram desempenho negativo, pressionadas pela aversão global ao risco. Ainda assim, o saldo final foi positivo, marcando a décima alta consecutiva do índice — um feito que não se via há mais de um ano.


Dólar sobe e reflete cautela dos investidores

O comportamento do câmbio refletiu o nervosismo internacional. O dólar comercial encerrou o dia em R$ 5,399, após oscilar ao longo da tarde e tocar a marca de R$ 5,40 nas últimas horas do pregão. A alta da moeda americana foi influenciada pela queda nas bolsas de Nova York e pelo aumento da busca global por ativos de proteção, como o próprio dólar e os títulos do Tesouro dos EUA.

Ainda assim, analistas destacam que o real mostrou força relativa diante de um ambiente global adverso. Parte dessa resistência está relacionada à expectativa de manutenção da taxa Selic em patamar elevado, o que mantém o Brasil atrativo para o chamado carry trade — operações financeiras que aproveitam juros altos para gerar ganhos cambiais.


Expectativas para o Copom e juros mantidos em foco

O mercado financeiro brasileiro está agora concentrado na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que começou na terça e termina nesta quarta-feira (5). A expectativa majoritária dos analistas, segundo o Boletim Focus do Banco Central, é de manutenção da Selic em 15% ao ano.

Com a taxa de juros nesse nível, o Banco Central sinaliza prudência diante das incertezas externas e das pressões inflacionárias residuais. A manutenção da Selic, avaliam especialistas, tende a dar sustentação adicional ao real e ao Ibovespa, na medida em que reforça a atratividade do país para capitais estrangeiros.

Um eventual corte nos juros, ainda que simbólico, seria interpretado como um gesto de confiança na trajetória da inflação e poderia ampliar o apetite ao risco, fortalecendo ainda mais o mercado de ações. No entanto, diante do cenário internacional turbulento e da valorização do dólar, a tendência é de cautela por parte do Copom.


A força dos bancos e petroleiras

Os papéis do setor financeiro voltaram a ser protagonistas no pregão desta terça-feira. Grandes bancos concentraram o volume de negociações e contribuíram de forma decisiva para o resultado positivo do Ibovespa.

Instituições como Itaú Unibanco, Bradesco e Banco do Brasil registraram ganhos consistentes, impulsionadas pelo aumento da margem financeira e pela expectativa de novos dividendos ainda neste trimestre.

Outro destaque foi o desempenho da Petrobras, que manteve trajetória de alta em meio à valorização do petróleo tipo Brent, cotado acima de US$ 87 por barril. O mercado reage positivamente à gestão de caixa da estatal e à perspectiva de continuidade no pagamento de dividendos extraordinários, tema que permanece no radar dos investidores.


Mineração e aviação ficam na contramão

Enquanto bancos e petroleiras ajudaram a empurrar o Ibovespa para cima, os setores de mineração e aviação registraram perdas. As ações da Vale caíram acompanhando a queda do minério de ferro na China, em meio a novas dúvidas sobre o ritmo de recuperação do setor imobiliário chinês.

Já as companhias aéreas, como Azul e Gol, sofreram com a valorização do dólar, que aumenta os custos operacionais, especialmente com combustíveis e manutenção de aeronaves. Mesmo assim, o peso desses papéis foi insuficiente para reverter a tendência positiva da bolsa.


Influência externa e Wall Street em queda

No exterior, o dia foi de forte aversão ao risco. Os principais índices de Nova York fecharam em queda, com o S&P 500 recuando 1,17%, o Dow Jones caindo 0,95% e o Nasdaq desvalorizando 1,34%.

O movimento foi motivado por alertas de bancos norte-americanos sobre uma possível correção negativa no preço das ações após meses de valorização, o que provocou realizações de lucros e aumento da volatilidade global.

Esse cenário acabou respingando no mercado brasileiro, especialmente nas empresas exportadoras, mas o Ibovespa conseguiu resistir graças ao fluxo interno e ao desempenho robusto dos setores de energia e finanças.


Confiança do investidor e perspectiva econômica

O desempenho consistente do Ibovespa reflete também o aumento da confiança dos investidores no cenário doméstico. Apesar dos desafios externos, a economia brasileira mostra sinais de estabilidade, com inflação sob controle e avanço gradual do consumo.

A entrada de recursos estrangeiros na B3 em outubro e novembro reforça essa percepção positiva. Além disso, o aumento da arrecadação federal e o controle do déficit público contribuíram para melhorar as expectativas de sustentabilidade fiscal.

Com esses fatores combinados, o Ibovespa segue sendo visto como um dos principais destinos de investimento entre os emergentes, favorecido por uma base sólida de empresas lucrativas e por um ambiente macroeconômico mais previsível.


Projeções para os próximos pregões

Para os próximos dias, analistas apontam que a bolsa brasileira deve continuar operando com volatilidade moderada, mas com viés de alta, enquanto persistirem as expectativas positivas em torno da economia local e da política monetária.

Se confirmada a manutenção da Selic em 15%, o real deve manter desempenho estável, e o Ibovespa pode alcançar novas máximas, aproximando-se da marca de 152 mil pontos. No entanto, eventuais surpresas negativas vindas do cenário internacional — como uma desaceleração mais acentuada nos EUA — podem provocar ajustes pontuais.

A expectativa é de que o mercado siga atento à evolução das commodities, aos indicadores de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, e ao comportamento do dólar.


O simbolismo dos 150 mil pontos

A conquista da faixa dos 150 mil pontos pelo Ibovespa não tem apenas um valor estatístico, mas simbólico. Representa a consolidação do Brasil como um mercado financeiro competitivo, capaz de atrair investidores mesmo em um ambiente global adverso.

A performance recente indica que a B3 vem conseguindo sustentar o fluxo positivo de recursos e reduzir a dependência de fatores externos. O recorde histórico também fortalece a percepção de maturidade do mercado acionário nacional, hoje mais diversificado e com maior participação de investidores pessoa física e fundos institucionais.

Com essa sequência de ganhos, o Ibovespa não apenas bate recordes, mas reforça o papel do mercado de capitais como motor de crescimento e de confiança na economia brasileira.

LEIA MAIS

Admin Ajax 2025 12 11T094346.625 (1)
Economia

Nota fiscal do Simples Nacional mudou: veja 4 passos para emitir NFS-e no novo sistema

Nota fiscal do Simples Nacional mudou em novembro de 2026. Veja quem deve usar a NFS-e nacional e como emitir o documento em quatro passos.

Leia MaisDetails
Telemarketing - Gazeta Mercantil
Economia

SAC terá atendimento humano obrigatório a partir de hoje; veja as novas regras

Novas regras do SAC entram em vigor hoje (2). Empresas abrangidas deverão oferecer atendimento humano das 8h às 20h, inclusive aos domingos e feriados.

Leia MaisDetails
Ouro Hoje - Gzt - Gazeta Mercantil
Mercados

Ouro sobe quase 2% com queda do petróleo e fecha a US$ 3.969,60

Ouro sobe 1,81% e fecha a US$ 3.969,60 com queda do petróleo. Mercado acompanha negociações entre Irã e EUA e próximos passos do Federal Reserve.

Leia MaisDetails
Vale-Refeição E Vale-Alimentação: Novas Regras Entram Em Fase Final; Veja O Que Muda - Gazeta Mercantil - Economia
Economia

Vale-refeição e vale-alimentação: novas regras entram em fase final; veja o que muda

Novas regras do vale-refeição e vale-alimentação entram em vigor em novembro. Veja o que muda nos cartões, nas taxas e nos estabelecimentos.

Leia MaisDetails
Black Friday 2026 Será Em 27 De Novembro; Veja Como Evitar Falsas Promoções E Golpes - Gazeta Mercantil - Economia
Economia

Black Friday 2026 será em 27 de novembro; veja como evitar falsas promoções e golpes

Black Friday 2026 será em 27 de novembro. Veja como identificar descontos reais, evitar golpes, comparar preços e conhecer seus direitos nas compras.

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL ENCERRADO

00:58:35
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DÓLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
₿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado
Sênior Sistemas Sênior Sistemas Sênior Sistemas
PUBLICIDADE

Veja Também

Admin Ajax 2025 12 11T094346.625 (1)
Economia

Nota fiscal do Simples Nacional mudou: veja 4 passos para emitir NFS-e no novo sistema

Leia MaisDetails
Telemarketing - Gazeta Mercantil
Economia

SAC terá atendimento humano obrigatório a partir de hoje; veja as novas regras

Leia MaisDetails
Bitcoin (Btc) E Criptomoedas (Imagem: Canva Pro)
Criptomoedas

Binance registra saída de US$ 4,72 bilhões após ataque hacker de US$ 6,3 bilhões

Leia MaisDetails
Embraer (Embj3) Salta Quase 8% E Lidera Ibovespa Com Expectativa De Novos Contratos-Gazeta Mercantil
Empresas

Embraer (EMBJ3) fecha acordo para até seis aviões KC-390 à Grécia; contrato inicial soma € 590 milhões

Leia MaisDetails
Ouro Hoje - Gzt - Gazeta Mercantil
Mercados

Ouro sobe quase 2% com queda do petróleo e fecha a US$ 3.969,60

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Nota fiscal do Simples Nacional mudou: veja 4 passos para emitir NFS-e no novo sistema

SAC terá atendimento humano obrigatório a partir de hoje; veja as novas regras

Binance registra saída de US$ 4,72 bilhões após ataque hacker de US$ 6,3 bilhões

Embraer (EMBJ3) fecha acordo para até seis aviões KC-390 à Grécia; contrato inicial soma € 590 milhões

Ouro sobe quase 2% com queda do petróleo e fecha a US$ 3.969,60

Hackers atacam supermercados na Europa e elevam temperatura de freezers a 50°C

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

Últimas notícias da Gazeta Mercantil