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Larry Ellison Oracle: como o “bad boy” do Vale do Silício chegou ao topo com a inteligência artificial

por Gabriel Monteiro
12/09/2025 às 17h00
em Gente
Larry Ellison Oracle: Como O “Bad Boy” Do Vale Do Silício Chegou Ao Topo Com A Inteligência Artificial - Gazeta Mercantil

Larry Ellison Oracle: do “bad boy” do Vale do Silício ao magnata da inteligência artificial

Um protagonista que demorou 25 anos para chegar ao topo

A história de Larry Ellison Oracle é um caso raro de persistência e reinvenção no universo da tecnologia. Cofundador da gigante de softwares há quase 50 anos, o empresário octogenário sempre esteve nos holofotes — seja por suas conquistas no setor de bancos de dados, sua vida extravagante ou pela fama de “bad boy” do Vale do Silício.

Mas só agora, após décadas de expectativas, Ellison alcançou o patamar máximo: sua fortuna, estimada em quase US$ 400 bilhões, superou a de Elon Musk, em um movimento impulsionado pela transformação da Oracle em uma das maiores fornecedoras de infraestrutura para inteligência artificial no mundo.

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Oracle e o novo império da nuvem

O salto de Ellison aconteceu quando a Oracle reposicionou sua estratégia no setor de tecnologia. Depois de perder espaço nos anos 2000 para concorrentes que migraram mais rápido para a nuvem, a empresa reencontrou seu protagonismo ao se tornar parceira-chave da OpenAI e de outras gigantes como Meta e xAI, de Elon Musk.

Em 2024, a Oracle anunciou um contrato de US$ 500 bilhões em infraestrutura de IA para a OpenAI, conhecido como Projeto Stargate, um marco que multiplicou o valor da empresa e consolidou a visão ousada de Ellison para o futuro.


Estratégia: não competir com a Nvidia

Enquanto rivais como Microsoft, Amazon e Google tentaram desenvolver seus próprios chips de IA, Ellison tomou uma decisão estratégica: depender da Nvidia. Essa escolha garantiu acesso privilegiado a GPUs de ponta, essenciais para treinar modelos de inteligência artificial.

O episódio emblemático de um jantar em Palo Alto, em 2024, com Elon Musk e Jensen Huang, CEO da Nvidia, simboliza essa jogada. Poucos meses depois, a Oracle fechou acordos bilionários que a reposicionaram como data-end=”2035″>“senhorio da IA”, alugando poder computacional para os principais players do setor.


Da Paramount ao TikTok: poder além da tecnologia

A influência de Larry Ellison Oracle ultrapassa os limites da computação. Em setembro de 2025, sua família, que controla a Paramount, começou a preparar uma proposta de aquisição da Warner Bros Discovery, uma movimentação capaz de redefinir a indústria cultural e o equilíbrio de poder em Hollywood.

Além disso, desde 2022, a Oracle fornece infraestrutura para o TikTok nos Estados Unidos, após pressões de segurança nacional sobre o aplicativo chinês. A decisão reforçou a relevância da companhia em debates geopolíticos e ampliou o poder de Ellison no cenário global.


O “bad boy” do Vale do Silício

Larry Ellison sempre cultivou a imagem de rebelde. Iates milionários, uma ilha no Havaí, proximidade com Donald Trump e até uma aparição em Homem de Ferro 2, em 2010, ajudaram a consolidar sua reputação de playboy ousado e magnata excêntrico.

Mas por trás do estilo extravagante, estava o empreendedor que transformou desafios técnicos complexos em soluções revolucionárias. Nos anos 1990, a Oracle venceu a guerra dos bancos de dados; nos anos 2020, reconquistou relevância global ao se alinhar ao crescimento explosivo da inteligência artificial.


IA como novo motor de riqueza

O avanço da inteligência artificial é o motor da nova fortuna de Ellison. Só no último ano, as ações da Oracle valorizaram quase 36%, impulsionadas por contratos de longo prazo com empresas que buscam capacidade computacional para treinar modelos cada vez mais sofisticados.

A receita contratada disparou para US$ 455 bilhões, mais de quatro vezes o nível anterior. Isso colocou Ellison no seleto grupo de bilionários que se beneficiaram diretamente da explosão da IA, ao lado de nomes como Jensen Huang, da Nvidia.


Riscos no caminho

Apesar do crescimento, analistas apontam riscos. A Oracle depende de poucos clientes estratégicos — como a OpenAI — e de parceiros terceirizados para operar sua infraestrutura. Se um desses pilares falhar, a companhia pode enfrentar dificuldades para sustentar a expansão.

Além disso, o modelo de negócios da inteligência artificial ainda busca maturidade. Não há garantia de que os contratos atuais se traduzam em lucros consistentes de longo prazo.


O legado de Larry Ellison

A trajetória de Larry Ellison Oracle é a prova de que reinvenções são possíveis mesmo após décadas no setor. Do auge nos anos 1990 à quase irrelevância na primeira onda da nuvem, até o retorno triunfal com a inteligência artificial, Ellison mostra que a tecnologia é feita de ciclos — e que liderança exige visão de longo prazo.

Com quase 50 anos de história à frente da Oracle, ele se tornou não apenas um dos homens mais ricos do mundo, mas também um dos mais influentes estrategistas do século XXI.

O caminho de Larry Ellison Oracle até o topo foi lento, cheio de quedas e retomadas. Hoje, com sua fortuna próxima de US$ 400 bilhões e influência que vai de Hollywood ao Vale do Silício, ele simboliza a nova era em que tecnologia, entretenimento e política se entrelaçam.

Enquanto críticos ainda duvidam da sustentabilidade do modelo da Oracle, uma coisa é certa: o “bad boy” do Vale do Silício conseguiu sua vingança histórica — e, por enquanto, é ele quem dá a última risada.

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