terça-feira, 18 de agosto de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Empresas

Nestlé mira usuários de Ozempic e Mounjaro e transforma GLP-1 em novo mercado

Companhia desenvolve alimentos com proteínas e nutrientes e usa IA para disputar mercado que pode superar 30 milhões de usuários nos EUA até 2030.

por Sandro Dias
17/08/2026 às 18h42
em Empresas
Nestlé - Gazeta Mercantil

A Nestlé está transformando uma das maiores ameaças recentes à indústria de alimentos processados em uma nova frente de negócios. O avanço dos medicamentos da classe GLP-1, associados a marcas como Ozempic, Wegovy, Mounjaro e Zepbound, reduz o apetite de milhões de consumidores e pode diminuir o consumo de alimentos, lanches e bebidas. A resposta da companhia suíça é desenvolver produtos especificamente voltados às necessidades nutricionais das pessoas que utilizam esses tratamentos.

A estratégia envolve alimentos com maior teor de proteína, bebidas nutricionais, colágeno, fibras e combinações proprietárias de nutrientes. Paralelamente, a Nestlé emprega inteligência artificial para analisar estudos clínicos, desenvolver formulações, identificar tendências de consumo e acelerar a criação de produtos.

O tamanho potencial desse mercado explica a movimentação. Pesquisa do Boston Consulting Group estima que aproximadamente 16 milhões de americanos utilizam atualmente medicamentos GLP-1, ante cerca de 6 milhões em 2022. A consultoria projeta mais de 30 milhões de usuários em 2030. Se a projeção se confirmar, a base praticamente dobrará novamente nos próximos quatro anos, com crescimento de pelo menos 87,5% sobre o nível atual.

A mudança também apresenta um paradoxo para a Nestlé. Os mesmos medicamentos capazes de reduzir o consumo dos produtos tradicionais da indústria alimentícia criam demanda por uma nova categoria de alimentos e suplementos adaptados a consumidores que comem menos e, por isso, precisam concentrar determinados nutrientes em porções menores.

“Estamos bem posicionados com o portfólio. É uma grande oportunidade para nossa empresa”, afirmou Stefan Palzer, diretor de tecnologia da Nestlé, ao explicar a estratégia.

Usuários de GLP-1 mudam padrão de consumo

O impacto sobre a indústria de alimentos já começa a ser mensurável.

Levantamento do BCG aponta que consumidores em tratamento com GLP-1 reduzem a ingestão calórica em cerca de 30%. O impacto é ainda maior sobre determinadas categorias: o consumo de snacks envolvendo alimentos processados, bebidas açucaradas e grãos refinados cai aproximadamente 40% entre usuários ativos.

Para empresas que construíram negócios globais vendendo chocolates, sorvetes, refeições congeladas, biscoitos, bebidas e outros produtos de consumo recorrente, uma mudança estrutural dessa magnitude representa risco direto sobre volumes.

O efeito pode alcançar inclusive pessoas que não utilizam os medicamentos. Segundo o BCG, cerca de 70% das famílias que possuem ao menos um usuário de GLP-1 acabam reproduzindo parcialmente as mudanças de consumo. A consultoria calcula que isso amplia o impacto econômico para uma população equivalente a aproximadamente uma vez e meia a própria base de usuários.

A Nestlé decidiu reagir antes que essa alteração se transforme apenas em perda de vendas. Em vez de tentar preservar exclusivamente os hábitos antigos, está desenvolvendo alimentos para o comportamento que emerge depois da popularização dos medicamentos.

Nestlé cria linha específica para usuários de medicamentos

A ofensiva começou a ganhar forma comercial em 2024, quando a companhia lançou nos Estados Unidos a Vital Pursuit, sua primeira marca de alimentos desenvolvida especificamente para consumidores que utilizam GLP-1 ou estão em programas de controle de peso.

A linha inclui refeições congeladas, pizzas, sanduíches e bowls em porções menores, com maior concentração de proteína, fibras e micronutrientes. A própria Nestlé descreveu o projeto como uma resposta aos novos hábitos alimentares provocados pelo avanço dos medicamentos para controle de peso.

O movimento foi ampliado posteriormente pela Nestlé Health Science, que estruturou nos Estados Unidos uma plataforma dedicada às necessidades nutricionais desse público. As categorias trabalhadas incluem preservação de massa muscular, saúde digestiva, ingestão de micronutrientes, hidratação, saúde da pele e dos cabelos e controle do ganho de peso depois da interrupção do tratamento.

A estratégia mostra que a companhia pretende ocupar diferentes etapas da jornada do consumidor, e não apenas vender uma refeição congelada com menos calorias.

Perda de massa magra abre espaço para produtos com proteína

Uma das áreas consideradas mais promissoras pela Nestlé envolve a massa muscular.

Medicamentos GLP-1 produzem perda expressiva de peso, principalmente por redução da gordura corporal, mas estudos também registram diminuição da massa magra. Uma meta-análise publicada em 2026, reunindo 20 ensaios clínicos randomizados e 15.782 participantes, estimou que a massa magra respondeu por aproximadamente 25% a 39% da perda total de peso dependendo do medicamento analisado.

A evidência científica exige cautela. A redução da massa magra não é necessariamente exclusiva dos medicamentos GLP-1 e também ocorre durante processos relevantes de emagrecimento por outras vias. Estudos recentes mostram ainda que treinamento de força, ingestão adequada de proteínas e acompanhamento da composição corporal podem ajudar a preservar o tecido muscular.

É justamente nesse espaço que a Nestlé posiciona parte de seu portfólio.

“Uma grande parte da perda de peso se deve à perda de massa muscular magra”, afirmou Palzer. Segundo o executivo, a companhia também desenvolveu combinações de micronutrientes que pretende utilizar junto com proteínas em produtos destinados a consumidores em processo de emagrecimento.

Boost oferece 35 gramas de proteína

Um dos produtos criados nessa estratégia é o Boost Advanced Nutritional Shake, lançado nos Estados Unidos em 2025.

Cada unidade contém 35 gramas de proteína, 4 gramas de fibra prebiótica, oito vitaminas do complexo B e um conjunto de vitaminas e minerais. A própria empresa ressalta que o produto é um complemento alimentar e não substitui medicamentos nem aumenta a eficácia dos tratamentos GLP-1.

A Nestlé também desenvolveu o Boost Pre-Meal Hunger Support, uma pequena bebida à base de proteína do soro do leite destinada a ser consumida antes das refeições.

A tecnologia utiliza microgéis de proteína desenvolvidos pelos pesquisadores da companhia. Segundo a Nestlé, a formulação promove a produção natural de GLP-1 pelo organismo depois do consumo de alimentos, embora o efeito seja muito inferior ao dos medicamentos farmacológicos e o produto não seja apresentado como substituto de tratamento médico.

A existência dessas diferentes linhas mostra como a companhia está segmentando o mercado: há produtos para quem toma medicamentos, para consumidores simplesmente interessados em controle do peso e até para pessoas que procuram controlar a fome sem utilizar os fármacos.

IA analisa banco com 120 mil receitas

A inteligência artificial é a outra parte central da estratégia.

A Nestlé construiu ferramentas capazes de utilizar um banco de aproximadamente 120 mil receitas desenvolvidas ao longo de sua história para encontrar combinações de ingredientes, prever desempenho de formulações e auxiliar cientistas na reformulação de produtos. A companhia já informou publicamente que utiliza sistemas conectados de receitas para prever formulações capazes de cumprir simultaneamente critérios nutricionais, tecnológicos e sensoriais.

No projeto relacionado aos usuários de GLP-1, a empresa também utiliza IA para processar estudos científicos, analisar combinações de nutrientes e simular respostas dos consumidores.

Uma das ferramentas internas é chamada Food Genie. Segundo Palzer, a quantidade de dados acumulada pela Nestlé oferece uma vantagem que empresas menores dificilmente conseguem replicar com a mesma escala.

“A IA precisa de dados”, afirmou o executivo ao explicar por que o histórico de receitas e formulações da companhia se tornou um ativo estratégico para os modelos desenvolvidos internamente.

A empresa também testa simulações de consumidores antes dos lançamentos e utiliza sistemas para acompanhar redes sociais e distinguir tendências temporárias de mudanças potencialmente duradouras no comportamento alimentar.

GLP-1 deixa de ser apenas ameaça para indústria de alimentos

A cronologia mostra como a abordagem da Nestlé evoluiu rapidamente.

Em 2024, a companhia lançou a Vital Pursuit para usuários de GLP-1. Em 2025, ampliou sua oferta com Boost Advanced, tecnologias de proteína e novos produtos de controle de fome. Em 2026, a estratégia está avançando para combinações patenteadas de nutrientes, uso mais intensivo de inteligência artificial e integração de diferentes marcas do portfólio.

Ao mesmo tempo, a importância da nutrição especializada está aumentando dentro da própria companhia. No segundo trimestre de 2026, a Nestlé informou crescimento da área de nutrição na Zona Américas, com aceleração particularmente no segmento de nutrição adulta. O negócio de Nutrition representa cerca de 20% das vendas da região.

Isso dá à empresa uma plataforma comercial já existente para aproveitar a nova demanda sem depender da construção de uma operação completamente nova.

O risco, entretanto, permanece. Se milhões de consumidores reduzirem permanentemente o consumo de calorias e alimentos ultraprocessados, determinadas categorias tradicionais podem sofrer queda de volume maior do que o crescimento obtido com os produtos especializados.

A estratégia da Nestlé é fazer com que parte desse gasto migre para outras marcas dentro do próprio grupo.

Especialistas questionam necessidade de produtos específicos

A ofensiva comercial não é consenso entre nutricionistas.

Parte dos especialistas argumenta que muitos dos nutrientes enfatizados nos novos produtos também podem ser obtidos por meio de alimentos convencionais, sem necessidade de linhas criadas especificamente para usuários de GLP-1.

Amanda Avery, professora associada de nutrição e dietética da Universidade de Nottingham, destacou que carnes, peixes, ovos, laticínios, feijões, nozes e leguminosas continuam sendo fontes de proteína e nutrientes. Ela questiona a necessidade de transformar cada nova demanda nutricional em uma categoria adicional de produtos industrializados.

A crítica é relevante porque diferencia dois pontos: a existência de necessidades nutricionais durante uma perda expressiva de peso e a conclusão comercial de que essas necessidades precisam necessariamente ser atendidas por alimentos desenvolvidos especialmente para usuários dos medicamentos.

Estudos recentes confirmam que preservar massa muscular e manter ingestão adequada de nutrientes merece atenção durante grandes processos de emagrecimento, mas também enfatizam alimentação adequada e exercício físico como componentes importantes desse acompanhamento.

Mercado pode quase dobrar em quatro anos

Para a Nestlé, a aposta econômica se sustenta na escala.

Se a estimativa do BCG de mais de 30 milhões de usuários americanos em 2030 se confirmar, haverá uma expansão de pelo menos 14 milhões de consumidores em relação aos aproximadamente 16 milhões atuais. Isso equivale à entrada média de mais de 3,5 milhões de novos usuários por ano até o fim da década.

E o efeito comercial pode ser maior que a própria população tratada, porque mudanças nos hábitos de uma pessoa tendem a influenciar as compras do restante da família.

É essa matemática que transforma Ozempic, Wegovy, Mounjaro e Zepbound simultaneamente em ameaça e oportunidade para uma companhia de alimentos.

Para a Nestlé, o desafio agora é provar que consegue capturar receita suficiente com proteínas, refeições menores, fibras, produtos nutricionais e novas formulações para compensar parte da eventual redução no consumo de seus produtos tradicionais.

A corrida já começou. E, se o número de usuários de GLP-1 realmente se aproximar de 30 milhões apenas nos Estados Unidos até 2030, a alimentação criada para acompanhar medicamentos para emagrecimento poderá deixar de ser um nicho para se transformar em uma nova categoria relevante da indústria global.

Fontes:

Nestlé — comunicados corporativos e informações de pesquisa e desenvolvimento sobre Vital Pursuit, Boost, proteínas, nutrição para controle de peso e inteligência artificial.

Nestlé Health Science — informações técnicas e comerciais sobre produtos destinados às necessidades nutricionais durante processos de emagrecimento.

Boston Consulting Group — pesquisa de 2026 sobre adoção de GLP-1 e mudanças no comportamento de consumo nos Estados Unidos.

PubMed — revisões sistemáticas e meta-análises sobre medicamentos GLP-1, composição corporal e preservação de massa magra.

Reuters — entrevista com Stefan Palzer e apuração sobre a estratégia da Nestlé para o mercado de usuários de medicamentos GLP-1.

Tags: alimentosemagrecimentoEmpresasGLP-1indústria alimentíciaInteligência ArtificialMounjaroNestléOzempicWegovyZepbound

LEIA MAIS

Apex Partners Revela Passivo De R$ 985,6 Milhões E Busca Proteção Judicial - Gazeta Mercantil
Empresas

Apex Partners: Justiça bloqueia bens de Fernando Cinelli e quebra sigilo bancário

A Justiça do Espírito Santo determinou o bloqueio dos bens de Fernando Antonio Kulnig Cinelli, fundador e ex-presidente da Apex Partners, e a quebra de seu sigilo bancário...

Leia MaisDetails
Brasil Pode Ter Deflação Em Agosto; Entenda Por Que Inflação Ainda Deve Fechar 2026 Em 5,02% - Gazeta Mercantil - Economia
Economia

Brasil pode ter deflação em agosto; entenda por que inflação ainda deve fechar 2026 em 5,02%

O Brasil pode registrar deflação em agosto de 2026, com queda média dos preços ao consumidor pela primeira vez em um ano. O movimento, porém, não significa que...

Leia MaisDetails
Casas Bahia Lança Debêntures De R$ 3,95 Bilhões Para Reestruturar Dívida - Gazeta Mercantil
Empresas

BHIA3 perde 99,9% desde pico de 2020; entenda a derrocada das ações da Casas Bahia

A trajetória das ações do Grupo Casas Bahia (BHIA3) nos últimos seis anos resume em números a deterioração financeira de uma das empresas mais conhecidas do varejo brasileiro....

Leia MaisDetails
Braskem (Brkm5) -Gazeta Mercantil
Empresas

Braskem (BRKM5) sofre rebaixamento da Fitch para ‘RD’ após calote em juros

A crise financeira da Braskem (BRKM5) entrou em uma nova fase depois que a Fitch Ratings rebaixou a classificação de crédito da petroquímica de “C” para “RD” —...

Leia MaisDetails
Anthropic Cobra Extra Por Fable 5 E Encerra Plano Ilimitado Do Claude Em 19 De Julho-Gazeta Mercantil
Empresas

Anthropic mira IPO de até US$ 3 trilhões em outubro para superar recorde de US$ 1,77 tri da SpaceX

A Anthropic, desenvolvedora dos modelos Claude, trabalha com banqueiros para uma oferta pública inicial prevista para outubro com meta de avaliação entre US$ 2 trilhões e US$ 3...

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL ENCERRADO

17:08:20
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DOLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
₿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado

Veja Também

Michelle Pede Voto Para Flávio Em Palanque De Arruda E Embaralha Alianças No Df - Gazeta Mercantil
Política

Michelle pede voto para Flávio em palanque de Arruda e embaralha alianças no DF

Leia MaisDetails
Eleições 2026: Lula E Flávio Bolsonaro Somam 77% E Deixam Rivais Distantes - Gazeta Mercantil
Política

Eleições 2026: Lula e Flávio concentram 77% das intenções de voto entre 13 candidatos

Leia MaisDetails
Governo Volta A Discutir Tributação De Lci E Lca E Reacende Alerta Sobre Custo Do Crédito Imobiliário-Gazeta Mercantil
Economia

Governo volta a discutir tributação de LCI e LCA e reacende alerta sobre custo do crédito imobiliário

Leia MaisDetails
Moro Abre 15 Pontos De Vantagem Na Disputa Ao Governo Do Paraná, Aponta Real Time Big Data-Gazeta Mercantil
Política

Moro abre 15 pontos de vantagem na disputa ao governo do Paraná, aponta Real Time Big Data

Leia MaisDetails
Whatsapp Deixará De Funcionar Em Celulares Com Android Antigo A Partir De Setembro De 2026 - Gazeta Mercantil
Tecnologia

WhatsApp vai parar de funcionar em alguns celulares em setembro; veja se o seu será afetado

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Michelle pede voto para Flávio em palanque de Arruda e embaralha alianças no DF

Eleições 2026: Lula e Flávio concentram 77% das intenções de voto entre 13 candidatos

Governo volta a discutir tributação de LCI e LCA e reacende alerta sobre custo do crédito imobiliário

Moro abre 15 pontos de vantagem na disputa ao governo do Paraná, aponta Real Time Big Data

WhatsApp vai parar de funcionar em alguns celulares em setembro; veja se o seu será afetado

Patrimônio dos candidatos 2026: veja quanto presidenciáveis, candidatos ao Senado e à Câmara declararam

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP