terça-feira, 13 de outubro de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Empresas

Disputa entre herdeiros pressiona comando da dona da Ray-Ban após queda das ações

Conselho da EssilorLuxottica fecha apoio a Francesco Milleri enquanto Leonardo Maria Del Vecchio amplia críticas à gestão e busca maior influência sobre a holding familiar Delfin

por João Souza
15/09/2026 às 16h56
em Empresas
Aconselho Da Essilorluxottica Fecha Apoio A Francesco Milleri Enquanto Leonardo Maria Del Vecchio Amplia Críticas À Gestão E Busca Maior Influência Sobre A Holding Familiar Delfin-Gazeta Mercantil

A disputa pelo controle do patrimônio deixado por Leonardo Del Vecchio avançou para o centro da governança da EssilorLuxottica, dona da Ray-Ban, depois que o herdeiro Leonardo Maria Del Vecchio passou a questionar publicamente a condução do grupo e o papel de Francesco Milleri. Em resposta, o conselho de administração da companhia reafirmou por unanimidade, em 9 de setembro, sua confiança no presidente e CEO, na equipe executiva e na estratégia de médio e longo prazo.

O confronto ocorre em paralelo à forte perda de valor de mercado da empresa. Na Euronext Paris, as ações da EssilorLuxottica encerraram 10 de setembro em € 145,85, depois de terem alcançado € 323,80 no período de 52 semanas. A diferença equivale a uma queda de aproximadamente 54,9% entre o pico e o fechamento mais recente disponível na bolsa. Em 8 de setembro, a companhia valia cerca de € 69,9 bilhões.

Leia também: LVMH perde mais de €250 bilhões em valor de mercado desde 2023

Leia também: Minha Casa, Minha Vida recebe R$ 500 milhões extras e subsídios chegam a R$ 13 bilhões.

A pressão, porém, encontra uma empresa operacionalmente ainda em expansão. No primeiro semestre de 2026, a receita da EssilorLuxottica cresceu 9,7% em moedas constantes, enquanto o lucro operacional ajustado avançou 15%. A geração de caixa livre alcançou € 1,07 bilhão no período, mais de € 100 milhões acima do primeiro semestre de 2025.

Herdeiro deixa funções executivas e concentra disputa na propriedade

Leonardo Maria Del Vecchio, de 31 anos, deixou no fim de agosto as funções executivas que ocupava na EssilorLuxottica, incluindo a presidência da Ray-Ban e o cargo de diretor de estratégia. A saída retirou do conflito uma dimensão operacional direta, mas abriu espaço para uma atuação mais concentrada como acionista da família.

Leia também: China: ações de segurança cibernética sobem impulsionadas por regras de IA.

O ponto central dessa disputa é a Delfin, holding luxemburguesa que reúne o patrimônio empresarial construído pelo fundador da Luxottica. Após a morte de Leonardo Del Vecchio, em 2022, os oito herdeiros receberam participações equivalentes de 12,5% na holding. A Delfin, por sua vez, possui cerca de 32,4% da EssilorLuxottica, tornando a estrutura familiar determinante para a definição da influência acionária sobre a maior empresa de óculos do mundo.

Leonardo Maria tentou alterar esse equilíbrio em 2026 ao buscar a aquisição das participações de 12,5% pertencentes ao irmão Luca e à irmã Paola. A operação, estimada em € 10 bilhões, poderia elevar sua participação na Delfin para 37,5%, transformando-o no maior acionista individual da holding familiar. A assembleia da Delfin aprovou a transação por seis votos a dois em abril, mas a operação não avançou até sua conclusão.

Leia também: Fundador da Embelleze, deixa patrimônio bilionário para herdeiros.

A tentativa de concentração acionária foi importante não apenas pelo tamanho financeiro, mas porque poderia alterar o equilíbrio interno de uma holding cuja governança dificulta mudanças profundas sem alinhamento entre os beneficiários. A partir do fracasso da operação, a disputa deixou de ser apenas patrimonial e passou a envolver de maneira mais explícita a gestão dos ativos controlados pela família.

A Delfin não concentra apenas sua participação na EssilorLuxottica. A holding também possui investimentos relevantes no setor financeiro e imobiliário italiano, ampliando a dimensão econômica da disputa sucessória. Isso faz com que as decisões sobre sua governança tenham reflexos que ultrapassam a fabricante de óculos.

Leia também: Dona das marcas Piraquê e Adria espera recuperar participação perdida em massas até o fim do ano.

Conselho tenta separar desempenho operacional de conflito familiar

O principal argumento da companhia para sustentar Milleri é que a deterioração das ações não corresponde a uma deterioração equivalente dos resultados operacionais.

No primeiro semestre de 2026, a EssilorLuxottica registrou crescimento de 9,7% da receita em câmbio constante. No segundo trimestre, a expansão foi de 8,7%. As vendas comparáveis das lojas cresceram 8%, enquanto o negócio principal de cuidados visuais e óculos manteve crescimento de média de um dígito. O portfólio de produtos voltados ao controle da miopia cresceu 24% em receita no segundo trimestre e a receita dos óculos com inteligência artificial quase dobrou no mesmo intervalo.

A rentabilidade também evoluiu. A margem operacional ajustada atingiu 18,6% no semestre, ou 18,9% quando consideradas taxas de câmbio constantes, com ganho de 80 pontos-base sobre a comparação indicada pela companhia. O avanço de 15% do lucro operacional ajustado, portanto, ocorreu em um ambiente de crescimento de receita e ampliação de margem, o que reforça a tese do conselho de que a queda das ações não pode ser explicada somente pela execução operacional.

A própria EssilorLuxottica afirmou, no comunicado do conselho de 9 de setembro, que sua estratégia permanece respaldada pelos resultados e que a administração continuará concentrada em estabilidade e execução de longo prazo. O conselho citou expressamente Milleri, seu vice-presidente executivo Paul du Saillant e a equipe de gestão ao renovar o apoio.

A companhia também vem ampliando sua exposição a áreas diferentes do negócio tradicional de lentes e armações. Em 2026, avançou em wearables, tecnologia médica e sistemas ópticos inteligentes, além da parceria com a Applied Materials para desenvolver novas gerações de soluções ópticas. A combinação com a Meta em óculos inteligentes também se tornou uma das principais apostas de crescimento da empresa.

Queda das ações mistura valuation, tecnologia e governança

A trajetória da ação ajuda a dimensionar a mudança de percepção do mercado. Em novembro de 2025, os papéis ainda eram negociados próximos de € 309,50 no fechamento mensal, segundo o histórico de mercado disponível. Em 10 de setembro de 2026, o encerramento ocorreu em € 145,85. A diferença entre esses dois pontos é de aproximadamente 52,9%.

O recuo, entretanto, não ocorreu em uma única etapa nem pode ser atribuído exclusivamente à disputa dos Del Vecchio. Durante o período, investidores também passaram a reavaliar as perspectivas associadas aos óculos de inteligência artificial, segmento que havia ajudado a sustentar uma valorização muito elevada da companhia.

A própria evolução operacional mostra a complexidade desse processo. Embora a empresa informe que a receita de óculos com inteligência artificial quase dobrou no segundo trimestre de 2026, a expansão do negócio não elimina preocupações sobre concorrência, rentabilidade de produtos premium, privacidade e o ritmo de adoção de novas categorias. A combinação desses fatores ajuda a explicar por que uma empresa com crescimento de receita e lucro operacional ainda pode sofrer forte compressão de múltiplos.

A diferença entre desempenho empresarial e desempenho da ação também aparece na estrutura financeira. No balanço de 2025, a EssilorLuxottica encerrou o exercício com € 3,54 bilhões em caixa e equivalentes e dívida líquida de € 10,85 bilhões, enquanto o fluxo de caixa livre anual chegou a € 2,8 bilhões.

Esse quadro reduz a possibilidade de interpretar a desvalorização simplesmente como reflexo de deterioração financeira imediata. O mercado está precificando, além dos resultados correntes, as perspectivas de crescimento, o retorno sobre investimentos em novas tecnologias e o risco associado à governança.

Milleri chega à próxima renovação sob pressão da família

A posição de Milleri ganhou respaldo institucional antes mesmo da atual escalada pública. Em fevereiro, a EssilorLuxottica informou que os mandatos de Milleri, Paul du Saillant, Jean-Luc Biamonti e Marie-Christine Coisne-Roquette expirariam em 2027, dentro do cronograma de renovação escalonada do conselho.

O dado é relevante porque estabelece o próximo ponto formal em que a permanência da liderança poderá ser discutida no âmbito societário regular. Até lá, a atual composição do conselho mantém apoio explícito ao executivo.

Em abril, os acionistas da EssilorLuxottica aprovaram todas as 30 resoluções submetidas à assembleia anual, incluindo a política de remuneração dos administradores e o pagamento de € 4 por ação em dividendos relativos ao exercício de 2025.

A empresa, portanto, chega ao novo capítulo do conflito com uma base institucional distinta daquela existente dentro da Delfin. De um lado está o conselho da companhia listada, que reafirma a estratégia e a liderança. De outro, a holding familiar permanece como principal acionista e palco da disputa entre os herdeiros.

Ray-Ban e EssilorLuxottica entram no centro da sucessão

A saída de Leonardo Maria não elimina sua capacidade de influência. Ao contrário, desloca o foco da relação entre executivo e CEO para a relação entre acionista e estrutura de controle.

Esse movimento é particularmente sensível porque Leonardo Maria havia construído uma posição interna relevante. Além de liderar a Ray-Ban, ele participou da formulação da estratégia da companhia em uma fase de transformação tecnológica. A ruptura com Milleri, portanto, não representa apenas uma disputa entre gerações da família, mas também uma divergência sobre quem deve conduzir a próxima etapa do império empresarial.

Milleri foi colocado no centro da sucessão empresarial após a morte de Leonardo Del Vecchio. A própria EssilorLuxottica registrou que, em junho de 2022, o conselho decidiu reunir novamente as funções de presidente e CEO nas mãos do executivo, justificando a escolha pela necessidade de continuidade durante a integração dos negócios e pela relação profissional que Milleri mantinha com o fundador.

Quatro anos depois, essa mesma continuidade tornou-se o principal ponto de contestação do herdeiro. A questão deixou de ser somente quem administra a empresa hoje e passou a envolver quem terá legitimidade para definir a direção do conglomerado nos próximos anos.

Para a companhia, os próximos meses deverão combinar a execução de uma agenda operacional ainda baseada em crescimento, wearables, medtech e expansão internacional com a necessidade de preservar estabilidade societária. Para a família, a questão central permanece na Delfin e na capacidade de seus acionistas de encontrar um novo equilíbrio de poder.

Enquanto isso, o mercado continuará funcionando como um indicador adicional da percepção dos investidores sobre a combinação entre desempenho, estratégia e governança. A distância entre o pico de € 323,80 e os € 145,85 registrados em 10 de setembro representa uma perda de quase 55% no valor da ação desde a máxima de 52 semanas, dimensão suficiente para transformar a cotação em um dos principais elementos da disputa sobre a condução do grupo.

Fontes:

EssilorLuxottica – comunicado do conselho de administração de 9 de setembro de 2026 sobre a liderança e a estratégia do grupo

EssilorLuxottica – resultados do segundo trimestre e do primeiro semestre de 2026

EssilorLuxottica – relatório financeiro semestral de 2026 e informações sobre desempenho e posição financeira

EssilorLuxottica – comunicado sobre a renovação do conselho de administração e mandatos com vencimento em 2027

EssilorLuxottica – ata e resultados da Assembleia Geral Anual de 28 de abril de 2026

Euronext Paris – cotações históricas, capitalização de mercado e desempenho das ações da EssilorLuxottica

ANSA – informações sobre a estrutura acionária da Delfin e a tentativa de Leonardo Maria Del Vecchio de adquirir participações dos irmãos

Reuters – informações sobre a disputa entre os herdeiros Del Vecchio, a Delfin e a posição de Francesco Milleri

LEIA MAIS

Vivara Aprova Emissão De R$ 300 Milhões Em Debêntures Com Vencimento Em 2031-Gazeta Mercantil
Empresas

Vivara aprova emissão de R$ 300 milhões em debêntures com vencimento em 2031

A Vivara (VIVA3) aprovou uma emissão de debêntures simples no valor de R$ 300 milhões, em uma operação voltada principalmente à reorganização de passivos e ao reforço da...

Leia MaisDetails
Lvmh Perde Mais De €250 Bilhões Em Valor De Mercado Desde 2023-Gazeta Mercantil
Empresas

LVMH registra queda de 5% em moda e ações acumulam perda de 40% em 2026

A LVMH, conglomerado francês que reúne marcas como Louis Vuitton, Christian Dior, Tiffany & Co. e Sephora, encerrou o terceiro trimestre de 2026 com resultados abaixo das expectativas...

Leia MaisDetails
Mercado Livre
Mercados

Mercado Livre (MELI): Citi corta preço-alvo para US$ 2.100 antes do balanço do 3T26

O Citi elevou a recomendação do Mercado Livre (MELI34) de Neutra/Alto Risco para Neutra e cortou o preço-alvo das ações. Saiba mais.

Leia MaisDetails
Embraer (Embj3) Fecha Acordo Com Latam Para Suporte A 24 Jatos E195-E2 - Gazeta Mercantil - Empresas
Empresas

Embraer (EMBJ3) fecha acordo com Latam para suporte a 24 jatos E195-E2

A Embraer (EMBJ3) e a Latam assinaram um acordo do Programa Pool para dar suporte à introdução de 24 aeronaves Embraer E195-E2 encomendadas pela companhia

Leia MaisDetails
Vale (Vale3), Raízen (Raiz4) E Csn (Csna3): Veja Os Destaques Da Bolsa Hoje - Gazeta Mercantil - Empresas
Mercados

Vale (VALE3), Raízen (RAIZ4) e CSN (CSNA3): veja os destaques da Bolsa hoje

Notificação da Vale (VALE3) e aprovação de pedido de listagem de subsidiária da Raízen (RAIZ4) na B3 são alguns dos destaques desta terça

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL ENCERRADO

19:04:11
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DÓLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
â‚¿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado
Sênior Sistemas Sênior Sistemas Sênior Sistemas
PUBLICIDADE

Veja Também

Lula - Gazeta Mercantil
Política

MDB: dez diretórios declaram apoio a Lula, enquanto outra ala se alinha a Flávio Bolsonaro

Leia MaisDetails
Brasileiros Conservadores - Gazeta Mercantil
Política

Conservadorismo no Brasil atinge maior nível desde 2018, aponta Ipsos-Ipec

Leia MaisDetails
Motos (Foto De Paulo Pinto, Abr)
Economia

Produção de motos tem melhor setembro desde 2011 e cresce 10,4%, diz Abraciclo

Leia MaisDetails
Vivara Aprova Emissão De R$ 300 Milhões Em Debêntures Com Vencimento Em 2031-Gazeta Mercantil
Empresas

Vivara aprova emissão de R$ 300 milhões em debêntures com vencimento em 2031

Leia MaisDetails
Lvmh Perde Mais De €250 Bilhões Em Valor De Mercado Desde 2023-Gazeta Mercantil
Empresas

LVMH registra queda de 5% em moda e ações acumulam perda de 40% em 2026

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

MDB: dez diretórios declaram apoio a Lula, enquanto outra ala se alinha a Flávio Bolsonaro

Conservadorismo no Brasil atinge maior nível desde 2018, aponta Ipsos-Ipec

Dólar hoje (13/10): moeda fecha a R$ 5,02, sobe 0,74% e contraria queda no exterior após pesquisas eleitorais

Produção de motos tem melhor setembro desde 2011 e cresce 10,4%, diz Abraciclo

Vivara aprova emissão de R$ 300 milhões em debêntures com vencimento em 2031

LVMH registra queda de 5% em moda e ações acumulam perda de 40% em 2026

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP