Novo RG: saiba como tirar a nova Carteira de Identidade Nacional e o que muda com o documento
CPF passa a ser o número único de identificação; veja prazos, regras e quanto custa emitir o novo RG em cada estado
A substituição do antigo Registro Geral (RG) pela nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) já está em andamento em todo o país. A mudança faz parte de uma estratégia do Governo Federal para padronizar o sistema de identificação civil e reforçar a segurança contra fraudes. A principal diferença é que o CPF passa a ser o único número de identificação válido em todo o território nacional, unificando cadastros e facilitando o acesso a serviços públicos e privados.
Com a implementação do novo RG, o Brasil dá um passo importante rumo à identificação digital unificada, integrando bases de dados e reduzindo o risco de duplicidade de registros — um problema que afetava milhões de brasileiros.
O que muda com o novo RG
O novo RG, agora oficialmente chamado de Carteira de Identidade Nacional (CIN), traz uma série de inovações tecnológicas e estruturais. O CPF substitui o número do RG, que antes era emitido de forma independente por cada estado. Isso significa que cada cidadão terá um único número de identificação em todo o país, tornando mais simples e segura a verificação de dados.
Entre as principais mudanças estão:
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Unificação do CPF como número único nacional;
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QR Code impresso no documento para verificação de autenticidade;
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Zona de leitura por máquina (MRZ), igual à dos passaportes, facilitando viagens dentro do Mercosul;
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Versão digital integrada ao aplicativo gov.br;
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Aumento da segurança contra fraudes e falsificações;
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Design moderno com elementos visuais padronizados e dados legíveis internacionalmente.
Com essas mudanças, o novo RG passa a ser aceito como documento de viagem nos países do Mercosul, embora ainda não substitua o passaporte para destinos fora do bloco.
Prazo para atualização do documento
O antigo RG continua válido até 2032, respeitando o prazo máximo de dez anos a partir da data de emissão. A substituição não é obrigatória de imediato, mas o governo recomenda que a atualização seja feita conforme a necessidade, principalmente para quem precisa acessar serviços públicos digitais, bancos ou plataformas que já adotaram o novo formato.
Isso significa que você pode continuar utilizando o RG atual, mas é recomendável emitir o novo documento em situações como:
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Atualização de cadastro em instituições financeiras;
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Emissão de novos documentos oficiais (como passaporte);
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Viagens dentro do Mercosul;
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Acesso a serviços digitais pelo gov.br.
Como tirar o novo RG
O processo para emissão do novo RG é simples e digitalizado. O primeiro passo é agendar o atendimento no Instituto de Identificação do seu estado — o serviço pode ser solicitado diretamente pelos sites oficiais dos governos estaduais.
Documentos necessários
Para solicitar a Carteira de Identidade Nacional, é necessário apresentar:
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Certidão de Nascimento ou Casamento — original ou cópia autenticada;
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CPF — deve estar regularizado junto à Receita Federal;
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Comprovante de residência atualizado — contas de água, luz, gás, telefone ou internet são aceitas.
Durante o atendimento presencial, são coletados dados biométricos, assinatura e foto. Após a emissão, o cidadão já pode acessar a versão digital do novo RG pelo aplicativo gov.br, disponível para Android e iOS.
Versão digital do novo RG
Um dos diferenciais do novo RG é a integração total com o aplicativo gov.br, onde o cidadão pode portar a versão digital da Carteira de Identidade Nacional (CIN). Essa versão possui validade legal em todo o país e pode ser apresentada em órgãos públicos, bancos e aeroportos.
O QR Code impresso na versão física permite que a autenticidade seja confirmada instantaneamente por qualquer agente público ou instituição. Isso reduz o risco de falsificação e torna o documento mais seguro e prático.
Quanto custa o novo RG
A primeira via do novo RG é gratuita, conforme determina a Lei nº 7.116/1983. No entanto, em casos de segunda via, perda, roubo ou danificação, podem ser cobradas taxas de reemissão, que variam conforme o estado.
Veja alguns exemplos de valores cobrados nas unidades federativas:
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São Paulo: R$ 55,53 — com isenção possível mediante declaração de pobreza;
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Santa Catarina: taxa variável, conforme a tabela da Polícia Científica estadual;
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Alagoas: R$ 36,03 a partir de fevereiro de 2025;
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Rio Grande do Sul: R$ 95,03, com isenção para idosos acima de 65 anos, vítimas de roubo (com boletim de ocorrência) e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Essas taxas se aplicam somente à segunda via, garantindo que a primeira emissão do novo RG continue gratuita para todos os cidadãos.
Onde agendar a emissão do novo RG
Cada estado possui um site oficial para agendamento da emissão do novo RG. O processo costuma seguir as mesmas etapas:
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Acesse o portal do Instituto de Identificação ou do Detran do seu estado;
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Escolha a opção “Agendar emissão de nova Carteira de Identidade Nacional (CIN)”;
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Selecione a unidade de atendimento e o horário disponível;
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Compareça ao local com os documentos originais em mãos.
Alguns estados também oferecem atendimento em postos integrados, como o Poupatempo (SP), o Tudo Fácil (RS) e as Centrais do Cidadão (RN).
Novo RG e integração com sistemas públicos
O novo RG tem como objetivo integrar informações entre diferentes órgãos e centralizar os dados de identificação dos cidadãos brasileiros. Ao vincular o número do CPF como chave única, a Carteira de Identidade Nacional passa a funcionar como um documento base para todos os cadastros públicos, evitando divergências entre sistemas federais e estaduais.
A medida também reforça a segurança digital do país, permitindo que o governo monitore melhor fraudes, duplicidades de registro e falsificação de documentos. Essa integração facilita o acesso a programas como CadÚnico, INSS, Receita Federal, eSocial e serviços do SUS.
Vantagens do novo RG
A adoção do novo RG traz uma série de benefícios práticos para os brasileiros. Entre os principais:
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Segurança contra fraudes: o QR Code e a zona MRZ dificultam falsificações;
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Unificação de dados: o CPF centraliza todas as informações do cidadão;
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Acesso facilitado a serviços digitais: integração total com o gov.br;
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Aceitação no Mercosul: o documento pode ser usado para viagens internacionais dentro do bloco;
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Versão digital e física sincronizadas: praticidade e validade legal em todo o território nacional.
Além disso, o novo modelo deve simplificar processos burocráticos e permitir consultas mais rápidas em órgãos públicos e instituições privadas.
Quando fazer a troca do RG
Embora a troca não seja obrigatória imediatamente, é importante que os cidadãos planejem a substituição antes de 2032, quando o antigo modelo deixará de ter validade.
Especialistas recomendam que quem ainda possui o RG emitido há mais de 10 anos aproveite a oportunidade para atualizar seus dados e emitir o novo modelo, garantindo compatibilidade com os sistemas digitais atuais.
A recomendação é ainda mais importante para quem realiza viagens internacionais, utiliza serviços bancários com verificação digital ou depende de documentos eletrônicos para transações cotidianas.
Dúvidas frequentes sobre o novo RG
1. O novo RG substitui o CPF?
Não. O CPF é que passa a ser o número principal do novo documento. Ele continua existindo e sendo usado separadamente.
2. Posso continuar usando meu RG antigo?
Sim, até 2032. Mas a troca é recomendada para compatibilidade com sistemas digitais.
3. Preciso pagar para tirar o novo RG?
A primeira via é gratuita. Apenas a segunda via pode ter taxa de emissão, que varia por estado.
4. O novo RG vale fora do Brasil?
Ele é aceito como documento de viagem em países do Mercosul, mas não substitui o passaporte.
5. É possível usar apenas a versão digital?
Sim, desde que o documento físico tenha sido emitido. A versão digital fica disponível no app gov.br.
O novo RG é um passo importante para a modernização do Brasil
A implantação da Carteira de Identidade Nacional (CIN) representa um avanço na modernização do sistema de identificação civil e na integração digital do país. Ao centralizar o CPF como número único, o governo simplifica processos, aumenta a segurança e prepara o Brasil para um futuro de identificação 100% digital.
O novo RG é mais do que uma simples troca de documento: é uma ferramenta de cidadania e proteção de dados, que conecta o cidadão a serviços públicos e privados com agilidade e segurança.






