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Direita aposta na pauta da segurança em 2026, avalia deputado do PL

por Carlos Menezes - Repórter de Política
17/12/2025 às 16h08 - Atualizado em 14/05/2026 às 11h44
em Política, Destaque, Notícias
Direita Aposta Na Pauta Da Segurança Em 2026, Avalia Deputado Do Pl - Gazeta Mercantil

Direita aposta na pauta da segurança em 2026 diante de avanço conservador na América Latina

A disputa eleitoral de 2026 no Brasil começa a ser desenhada a partir de um eixo que ganha força dentro da direita: a pauta da segurança em 2026. Em meio a um cenário internacional marcado pela ascensão de lideranças conservadoras na América Latina e pela centralidade do combate ao crime organizado nos discursos políticos, parlamentares do PL avaliam que a segurança pública será o principal motor das campanhas eleitorais no próximo ciclo presidencial.

A leitura é de que o eleitorado brasileiro, pressionado pelo avanço da criminalidade, pelo fortalecimento de facções e pela sensação de insegurança nas grandes cidades, tende a reagir positivamente a propostas mais duras e objetivas nessa área. Esse diagnóstico, segundo lideranças da direita, já se refletiu nas eleições municipais mais recentes e deve se consolidar como estratégia nacional em 2026.

Tendência conservadora ganha força no cenário internacional

A análise feita por parlamentares brasileiros parte de um panorama mais amplo. Países da América Latina têm registrado mudanças significativas em seus quadros políticos, com vitórias ou fortalecimento de forças conservadoras após longos períodos de governos associados à esquerda. No Chile, a vitória do ultraconservador José Antonio Kast foi interpretada como um sinal claro de inflexão no eleitorado, impulsionado por discursos firmes sobre ordem, segurança e enfrentamento ao crime.

Em Honduras, a disputa presidencial envolve nomes da direita com discursos alinhados ao combate à violência e à criminalidade, enquanto na Bolívia a eleição de Rodrigo Paz encerrou um ciclo de duas décadas de governos de esquerda. No Peru, a posse de José Jerí após a destituição de Dina Boluarte também reforçou um ambiente político mais instável, no qual a segurança aparece como preocupação central da população.

Esse conjunto de movimentos, segundo dirigentes do PL, cria um ambiente favorável para que a pauta da segurança em 2026 seja apresentada como resposta concreta a problemas que atravessam fronteiras e afetam diretamente o cotidiano dos cidadãos.

Leitura do cenário brasileiro após eleições municipais

No Brasil, a percepção de que a direita avança encontra respaldo nos resultados das eleições municipais mais recentes. De acordo com avaliações internas do partido, cerca de 70% das prefeituras foram conquistadas por legendas de centro e direita, enquanto a esquerda obteve vitórias pontuais em poucos municípios.

Para o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS), esse desempenho não foi casual. Na sua avaliação, ele reflete um cansaço do eleitorado com discursos ideológicos abstratos e uma demanda crescente por soluções práticas, especialmente na área da segurança pública.

Sanderson afirma que a pauta da segurança em 2026 deve funcionar como um eixo agregador, capaz de dialogar tanto com eleitores tradicionais da direita quanto com parcelas do centro político, que veem na violência urbana um dos principais entraves à qualidade de vida.

Segurança pública como eixo estruturante do discurso

Dentro do PL, a segurança pública não aparece apenas como um tema entre outros, mas como um pilar estruturante da estratégia eleitoral. A leitura é de que o combate ao crime organizado, o fortalecimento das forças policiais e a defesa de políticas penais mais rígidas tendem a ocupar o centro do debate.

A pauta da segurança em 2026 é vista como um campo no qual a direita possui maior credibilidade junto ao eleitorado, especialmente após o governo Jair Bolsonaro, que construiu parte de sua identidade política associada ao discurso de lei e ordem. Parlamentares avaliam que, mesmo fora do Executivo, essa bandeira permanece forte e encontra ressonância em um contexto de aumento da percepção de insegurança.

Flávio Bolsonaro como nome colocado para 2026

No início de dezembro, Jair Bolsonaro anunciou publicamente a escolha de Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência da República em 2026. O senador confirmou que seguirá na disputa e afirmou que só abriria mão da candidatura caso o pai reassuma o protagonismo eleitoral.

A definição do nome reforçou, dentro do PL, a estratégia de organização antecipada da campanha. Para aliados, Flávio Bolsonaro reúne capital político herdado do bolsonarismo e condições de explorar a pauta da segurança em 2026 como um dos principais diferenciais frente aos adversários.

Embora as pesquisas eleitorais indiquem que Flávio ainda aparece atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lideranças do partido destacam que o senador mantém vantagem sobre outros nomes da direita, como governadores e lideranças regionais. O entendimento é de que a consolidação de uma agenda clara, centrada na segurança, pode reduzir essa distância ao longo do tempo.

Segurança como resposta ao desgaste da esquerda

Na avaliação de parlamentares do PL, a esquerda brasileira enfrenta dificuldades crescentes para sustentar uma narrativa competitiva na área da segurança pública. O tema, tradicionalmente sensível, tende a expor divergências internas e limitações de propostas associadas a políticas mais brandas no enfrentamento ao crime.

A pauta da segurança em 2026, segundo essa leitura, pode funcionar como um elemento de desgaste para adversários, ao obrigá-los a se posicionar sobre questões como endurecimento penal, atuação policial e combate às facções criminosas.

O deputado Ubiratan Sanderson afirma que a esquerda deve encontrar um ambiente eleitoral mais hostil, não apenas no Brasil, mas em toda a região, em função da comparação constante com países vizinhos que optaram por discursos mais duros em relação à criminalidade.

Organização interna e focos estratégicos

Dentro do PL, a discussão sobre a pauta da segurança em 2026 já se traduz em organização prática. Parlamentares afirmam que o partido trabalha na definição de focos de atuação, elaboração de propostas e articulação com especialistas da área.

A ideia é apresentar ao eleitorado um discurso que vá além da retórica, com diagnósticos claros e propostas objetivas para enfrentar problemas como o avanço do crime organizado, a violência urbana e a sensação de impunidade. A segurança pública passa a ser tratada como política de Estado, e não apenas como bandeira eleitoral.

O peso do crime organizado no debate eleitoral

O crescimento das facções criminosas e sua atuação em diferentes regiões do país reforçam a centralidade da pauta da segurança em 2026. O tema deixou de ser restrito a grandes capitais e passou a afetar cidades médias e pequenas, ampliando o alcance do debate.

Para a direita, esse cenário cria um terreno fértil para propostas de fortalecimento das polícias, integração entre forças de segurança e maior rigor no sistema penal. O discurso busca dialogar com a percepção cotidiana do eleitor, que associa diretamente a segurança à sua liberdade de circulação, trabalho e lazer.

Comparações regionais influenciam o eleitor brasileiro

O avanço de governos conservadores na América Latina também exerce influência simbólica sobre o eleitorado brasileiro. A percepção de que países vizinhos optaram por discursos mais firmes em relação à segurança pública reforça a ideia de que o Brasil pode seguir caminho semelhante.

Nesse contexto, a pauta da segurança em 2026 ganha contornos regionais, conectando o debate nacional a uma tendência mais ampla. Parlamentares do PL avaliam que o eleitor brasileiro acompanha esses movimentos e passa a cobrar respostas semelhantes de seus candidatos.

Pesquisas eleitorais e o desafio da consolidação

Apesar da estratégia clara, líderes da direita reconhecem que a consolidação da pauta da segurança em 2026 como eixo central da campanha exige tempo e articulação. Pesquisas indicam que Flávio Bolsonaro ainda aparece atrás de Lula, mas aliados interpretam os números como fotografia momentânea, sujeita a mudanças conforme o debate avance.

A aposta é que, à medida que a campanha se intensifique e a segurança pública ganhe mais espaço no noticiário e no debate político, a direita consiga ampliar sua competitividade eleitoral.

Segurança como vetor de mobilização eleitoral

A experiência recente mostra que temas ligados à segurança têm alto potencial de mobilização. Diferentemente de pautas econômicas mais técnicas, a violência e o crime afetam diretamente o cotidiano do eleitor, despertando reações emocionais e demandas por respostas imediatas.

Por isso, a pauta da segurança em 2026 é vista como uma ferramenta capaz de mobilizar bases eleitorais, ampliar engajamento e criar identificação com segmentos diversos da sociedade, do trabalhador urbano ao morador de áreas periféricas.

Um eixo que pode definir a eleição

Ao apostar na segurança pública como eixo central, a direita busca transformar o tema em elemento definidor da eleição presidencial. A estratégia é fazer com que o debate de 2026 seja pautado pela pergunta sobre quem tem melhores condições de enfrentar o crime e garantir ordem.

Nesse cenário, a pauta da segurança em 2026 deixa de ser apenas um tópico de campanha e passa a funcionar como linha divisória entre projetos políticos distintos, com potencial de influenciar o voto de indecisos e eleitores moderados.

Caminho aberto para 2026

Com base no avanço conservador na América Latina, nos resultados das eleições municipais e na percepção de insegurança crescente, a direita brasileira vê 2026 como uma oportunidade de retomar o protagonismo nacional. A segurança pública surge como o fio condutor desse projeto.

Se essa estratégia será suficiente para alterar o equilíbrio de forças ainda é uma incógnita. O que já se desenha, porém, é que a pauta da segurança em 2026 ocupará lugar central no debate político, influenciando discursos, alianças e escolhas do eleitorado no próximo ciclo eleitoral.

Tags: direita brasileira eleiçõesdireita segurança públicaeleições 2026 segurançaFlávio Bolsonaro 2026pauta da segurança em 2026PL segurança públicaPolítica

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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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