A nova pesquisa Genial/Quaest para a eleição presidencial de 2026, divulgada nesta quarta-feira (13), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente no cenário estimulado de primeiro turno, com 39% das intenções de voto, contra 33% do senador Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento, contratado pelo Banco Genial S.A., ouviu 2.004 eleitores entre os dias 8 e 11 de maio, tem margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e registro no TSE sob o nº BR-03598/2026.
No cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a pesquisa aponta empate técnico. Lula aparece com 42%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 41%. Como a diferença é de apenas 1 ponto percentual, os dois estão empatados dentro da margem de erro. Brancos, nulos e eleitores que dizem não votar somam 14%, enquanto indecisos representam 3%.
O levantamento também simulou confrontos de segundo turno entre Lula e outros nomes da oposição. O presidente aparece com 44% contra 37% de Romeu Zema (Novo), 44% contra 35% de Ronaldo Caiado (PSD) e 45% contra 28% de Renan Santos (Missão). Em todos esses cenários, Lula aparece numericamente à frente.
A pesquisa Genial/Quaest também mediu o cenário espontâneo, no qual os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados. Nessa modalidade, Lula aparece com 22%, Flávio Bolsonaro com 14%, Jair Bolsonaro (PL) com 2%, outros nomes somam 5% e os indecisos chegam a 57%. Jair Bolsonaro está inelegível até 2030 após condenação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.
Lula lidera cenário estimulado com 6 pontos sobre Flávio Bolsonaro
No cenário estimulado, quando os nomes dos possíveis candidatos são apresentados aos eleitores, Lula aparece com 39% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro registra 33%, ficando 6 pontos percentuais atrás do presidente.
Na sequência aparecem Ronaldo Caiado, com 4%, e Romeu Zema, também com 4%. Renan Santos marca 2%. Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (UP) aparecem com 1% cada. Hertz Dias (PSTU) e Aldo Rebelo (DC) registram 0%.
Os eleitores que declararam voto branco, nulo ou que não pretendem votar somam 10%. Os indecisos representam 5%.
O resultado indica um cenário de concentração da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro neste momento da pré-campanha, ainda que a eleição esteja distante e as candidaturas dependam de definição partidária, alianças, convenções e decisões judiciais ou políticas.
Espontânea mostra maioria indecisa
No cenário espontâneo, a maioria dos entrevistados não cita nenhum nome. Os indecisos chegam a 57%, número que evidencia o estágio ainda preliminar da disputa presidencial de 2026.
Lula aparece com 22% das menções espontâneas. Flávio Bolsonaro é citado por 14%. Jair Bolsonaro, mesmo inelegível, aparece com 2%. Outros nomes somam 5%.
A pesquisa espontânea costuma ser usada para medir lembrança e consolidação de nomes sem indução por lista. Nesse recorte, o alto percentual de indecisos indica que parte majoritária do eleitorado ainda não consolidou preferência espontânea para a eleição presidencial.
O dado também mostra que, embora Lula e Flávio Bolsonaro concentrem as maiores citações, há espaço para movimentação no quadro eleitoral. O cenário pode ser afetado por definição de candidaturas, alianças regionais, desempenho econômico, debates públicos, decisões do TSE e STF, além da capacidade de cada campo político de mobilizar sua base.
Segundo turno entre Lula e Flávio tem empate técnico
A simulação mais competitiva apresentada pela Genial/Quaest é o confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro. Nesse cenário, Lula tem 42% e Flávio Bolsonaro aparece com 41%.
A diferença de 1 ponto percentual está dentro da margem de erro de 2 pontos. Por isso, tecnicamente, não é possível afirmar liderança estatística de nenhum dos dois nesse confronto.
Brancos, nulos e eleitores que afirmam não votar somam 14%. Os indecisos são 3%. Esse contingente pode ser decisivo em uma disputa apertada, especialmente em um cenário de polarização nacional.
O empate técnico também sinaliza que a sucessão presidencial tende a ser influenciada pela reorganização do campo da direita após a inelegibilidade de Jair Bolsonaro. Flávio Bolsonaro aparece como nome competitivo dentro desse eleitorado, mas a disputa ainda depende de consolidação partidária e de eventuais movimentos de outros governadores, parlamentares e lideranças nacionais.
Lula venceria Zema, Caiado e Renan Santos nas simulações
Nas demais simulações de segundo turno, Lula aparece à frente de todos os adversários testados pela pesquisa. Contra Romeu Zema, o presidente registra 44%, enquanto o governador de Minas Gerais tem 37%. Brancos, nulos e eleitores que dizem não votar somam 15%, e indecisos são 4%.
Contra Ronaldo Caiado, Lula aparece com 44%, ante 35% do governador de Goiás. Nesse cenário, brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar somam 17%, enquanto indecisos representam 4%.
Na disputa contra Renan Santos, Lula marca 45%, e o pré-candidato do Missão aparece com 28%. Brancos, nulos e eleitores que não votariam somam 22%, enquanto indecisos chegam a 5%.
Os cenários indicam que Lula mantém vantagem numérica sobre nomes que ainda enfrentam maior desafio de conhecimento nacional. Zema e Caiado têm bases regionais relevantes, mas a pesquisa mostra que ainda precisam ampliar presença nacional para reduzir distância em eventual segundo turno.
Rejeição atinge Lula e Flávio Bolsonaro em patamares elevados
A pesquisa Genial/Quaest também avaliou conhecimento, potencial de voto e rejeição dos nomes testados. Lula é conhecido por praticamente todo o eleitorado: 44% afirmam conhecê-lo e votar nele, enquanto 53% dizem conhecê-lo e não votar. Apenas 3% afirmam não conhecer o presidente.
Flávio Bolsonaro apresenta cenário semelhante de alta polarização. Segundo o levantamento, 39% dizem conhecê-lo e votar nele, enquanto 54% afirmam conhecê-lo e não votar. Outros 7% dizem não conhecer o senador.
Os dados mostram que Lula e Flávio Bolsonaro têm alto grau de conhecimento público, mas também rejeições elevadas. Esse padrão é típico de disputas polarizadas, nas quais os principais nomes concentram apoio consolidado e resistência significativa.
Para a dinâmica eleitoral, rejeição elevada pode limitar crescimento, mas também pode ser compensada por forte fidelidade de base. O desempenho de cada candidatura dependerá da capacidade de reduzir resistência entre eleitores moderados e ampliar apoios fora dos núcleos mais ideológicos.
Zema e Caiado ainda enfrentam desafio de conhecimento nacional
Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem em patamar inferior no cenário estimulado, ambos com 4%. A pesquisa também mostra que os dois ainda enfrentam desafio de conhecimento nacional.
No caso de Zema, 21% afirmam conhecê-lo e votar nele, 52% dizem não conhecê-lo e 57% afirmam conhecê-lo e não votar. Os números indicam que o governador mineiro ainda precisa ampliar reconhecimento fora de sua base estadual e, ao mesmo tempo, enfrentar resistência entre os que já o conhecem.
Ronaldo Caiado registra 19% de eleitores que dizem conhecê-lo e votar nele, 49% que não o conhecem e 32% que o conhecem e não votariam. O governador de Goiás tem rejeição menor do que Lula, Flávio e Zema no recorte apresentado, mas também tem nível elevado de desconhecimento.
Esses dados são relevantes para partidos e pré-candidatos porque mostram o tamanho do caminho necessário para nacionalizar uma candidatura. Em uma eleição presidencial, conhecimento nacional, alianças partidárias, tempo de exposição e presença regional são fatores decisivos para a competitividade.
Nomes menores têm alto desconhecimento
A pesquisa também mediu nomes menos consolidados no cenário nacional. Renan Santos aparece com 6% de eleitores que o conhecem e votariam nele, 75% que não o conhecem e 19% que o conhecem e não votariam.
Cabo Daciolo registra 7% de conhecimento com disposição de voto, 66% de desconhecimento e 27% de rejeição. Augusto Cury tem 6% de eleitores que o conhecem e votariam nele, 78% que não o conhecem e 16% que o conhecem e não votariam.
Aldo Rebelo aparece com 4% de conhecimento e potencial de voto, 75% de desconhecimento e 21% de rejeição. Samara Martins registra 3% de conhecimento com intenção de voto, 87% de desconhecimento e 10% de rejeição. Hertz Dias tem 1% de eleitores que o conhecem e votariam, 92% que não o conhecem e 7% que o conhecem e não votariam.
O alto desconhecimento desses nomes indica que eventuais candidaturas ainda dependeriam de forte exposição pública, estrutura partidária, tempo de campanha e capacidade de comunicação para se tornarem competitivas.
Pesquisa influencia articulações partidárias
Pesquisas eleitorais não antecipam resultado de eleição, mas funcionam como retrato de momento. No caso da disputa presidencial de 2026, levantamentos como o da Genial/Quaest influenciam decisões de partidos, estratégias de pré-campanha, negociações de alianças e avaliação de viabilidade eleitoral.
Para o campo governista, o levantamento mostra Lula liderando o primeiro turno e numericamente à frente em todas as simulações de segundo turno. Ao mesmo tempo, o empate técnico com Flávio Bolsonaro indica disputa apertada contra o principal nome testado do PL.
Para a oposição, os números mostram Flávio Bolsonaro competitivo em eventual segundo turno e consolidado como nome de maior força na pesquisa estimulada. Já Zema e Caiado aparecem mais distantes no primeiro turno, mas com espaço de crescimento em razão do alto desconhecimento nacional.
A leitura política do levantamento também passa pela rejeição. Lula e Flávio Bolsonaro têm percentuais elevados de eleitores que afirmam não votar neles, o que reforça a tendência de uma disputa marcada por mobilização de bases e busca por eleitores de centro.
Metodologia define leitura dos números
A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 8 e 11 de maio. O levantamento foi contratado pelo Banco Genial S.A. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-03598/2026.
Essas informações são essenciais para interpretar os resultados. A margem de erro indica que pequenas diferenças entre candidatos podem não representar vantagem estatística. Por isso, no confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno, o resultado deve ser lido como empate técnico.
Também é importante considerar que pesquisas eleitorais medem o cenário no momento da coleta. A eleição presidencial de 2026 ainda passará por definição de candidaturas, formação de alianças, debates, propaganda eleitoral, decisões judiciais e mudanças no ambiente político e econômico.
Além disso, a forma de apresentação dos nomes, o cenário testado e o período da pesquisa podem influenciar os resultados. Por isso, levantamentos sucessivos são mais úteis para identificar tendências do que pesquisas isoladas.
Empate técnico mantém sucessão presidencial em aberto
A nova pesquisa Genial/Quaest confirma Lula e Flávio Bolsonaro como os dois nomes mais competitivos entre os testados neste momento, mas também mostra que a sucessão presidencial de 2026 permanece aberta. Lula lidera o cenário estimulado de primeiro turno por 6 pontos, enquanto o confronto direto com Flávio Bolsonaro aparece tecnicamente empatado.
O levantamento também evidencia desafios distintos para cada campo político. O presidente mantém vantagem numérica e alto nível de conhecimento, mas enfrenta rejeição elevada. Flávio Bolsonaro aparece competitivo, mas também registra rejeição expressiva e ainda depende de consolidação como nome nacional da oposição.
Governadores como Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem com percentuais menores no primeiro turno, mas ainda têm margem para ampliar conhecimento nacional. Outros nomes testados, como Renan Santos, Augusto Cury, Cabo Daciolo, Samara Martins, Hertz Dias e Aldo Rebelo, permanecem em patamar reduzido de intenção de voto e enfrentam alto desconhecimento.
O quadro captado pela pesquisa indica uma disputa presidencial ainda em formação, marcada por polarização, indefinição de parte expressiva do eleitorado e forte peso das articulações partidárias nos próximos meses.









