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Relatório Focus reduz inflação de 2025 e ajusta Selic de 2026

por Álvaro Lima - Repórter de Economia
08/12/2025
em Destaque, Economia, News
Relatório Focus Reduz Inflação De 2025 E Ajusta Selic De 2026 - Gazeta Mercantil

Inflação menor em 2025 e ajustes na Selic de 2026 reforçam expectativas do mercado, mostra Relatório Focus

O Relatório Focus desta segunda-feira trouxe uma nova rodada de revisões nas principais projeções macroeconômicas do país, com destaque para a inflação de 2025, que voltou a recuar segundo os economistas consultados pelo Banco Central. O documento, acompanhado de perto por investidores, analistas e formuladores de política econômica, mostra uma acomodação do cenário para os próximos anos, ao mesmo tempo em que aponta um mercado mais cauteloso em relação ao comportamento da taxa Selic em 2026.

A atualização semanal consolida a percepção de que o ambiente inflacionário se mostra mais benigno no curto prazo, ainda que com desafios persistentes para o avanço sustentável da economia. Segundo o levantamento, a estimativa para a inflação oficial de 2025 caiu de 4,43% para 4,40%, enquanto para 2026 o indicador recuou levemente para 4,16%. Essas expectativas reforçam uma tendência de suavização do ritmo de alta de preços, embora ainda acima do centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

As projeções para 2027 e 2028 permaneceram estáveis, em 3,80% e 3,50%, respectivamente. O movimento indica que o mercado continua identificando uma trajetória lenta, porém constante, de convergência para um patamar mais próximo do objetivo inflacionário, ainda que fatores externos e internos possam alterar esse percurso.

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O Relatório Focus também apresenta ajustes relevantes nas estimativas para a taxa Selic. A projeção para 2026 subiu de 12% para 12,25%, sinalizando maior prudência com o comportamento inflacionário e uma percepção de ambiente econômico que ainda exige política monetária firme. Para 2025, a taxa segue em 15%, enquanto as previsões para 2027 e 2028 foram mantidas em 10,50% e 9,50%.

A leitura ocorre em uma semana importante para a política monetária, marcada pela última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central. O Copom deve manter a taxa básica em 15%, diante de um cenário que ainda não oferece condições para cortes, segundo avaliações recorrentes da autoridade monetária. A manutenção reforça a estratégia de estabilidade diante de pressões inflacionárias globalmente disseminadas e de incertezas domésticas que persistem no radar.


Avanço das estimativas para o PIB reforça expectativa de resiliência econômica

Na frente da atividade econômica, o Relatório Focus apresenta projeções ligeiramente mais otimistas. Para 2025, o crescimento esperado do Produto Interno Bruto passou de 2,16% para 2,25%. A revisão indica que o mercado identifica sinais de resiliência na economia brasileira, sustentados por setores que mantêm desempenho positivo mesmo em meio à política monetária restritiva.

Para 2026, a previsão avançou de 1,78% para 1,80%, enquanto 2027 teve leve incremento para 1,84%. Já para 2028, o crescimento segue estimado em 2%. O movimento conjunto demonstra que, apesar do ambiente econômico ainda desafiador, há uma percepção de manutenção do dinamismo produtivo no médio prazo.

O comportamento estimado para o PIB reforça expectativas de uma economia que pode atravessar com relativa estabilidade um contexto global marcado por desaceleração e revisões de expectativas. A continuidade do consumo, o fortalecimento de setores ligados à produção industrial e a consolidação de investimentos estratégicos ajudam a explicação dessa projeção mais otimista.


Estimativas para a inflação continuam recuando, mas trajetória exige atenção

A inflação continua sendo o ponto de maior sensibilidade no Relatório Focus. O avanço mais lento dos preços projetado para 2025 não elimina preocupações, sobretudo porque o índice permanece acima do centro da meta, embora abaixo do teto. A revisão para 4,40% indica que o mercado já precifica alguma melhora no ambiente doméstico, especialmente em relação à dissipação de choques recentes, ao comportamento mais previsível de commodities e à desaceleração global da atividade econômica.

Para 2026, a projeção de 4,16% reforça essa leitura, mas ainda sugere uma convergência gradual, longe de uma trajetória plenamente consolidada. O fato de 2027 e 2028 permanecerem com previsões estáveis demonstra que o mercado percebe menor risco no longo prazo, mas ainda monitora fatores como inflação de serviços, condições fiscais, gastos públicos e dinâmica de crédito.

O comportamento das expectativas inflacionárias é um dos principais fatores considerados pelo Banco Central na definição da Selic, e o quadro atual reforça a necessidade de calibração cuidadosa da política monetária.


Selic volta a subir nas projeções de 2026

Entre os pontos mais relevantes do Relatório Focus está a revisão da taxa Selic de 2026, que passou de 12% para 12,25%. O ajuste indica maior preocupação sobre a velocidade da convergência inflacionária no médio prazo e reforça cautela por parte dos economistas em relação às condições estruturais da economia.

A Selic de 2025 permanece em 15%, refletindo a necessidade de manter a política monetária contracionista enquanto os sinais de melhora no cenário inflacionário não se consolidam. A decisão aguardada nesta semana pelo Copom deve reforçar essa visão, já que não há sinalização clara de início de afrouxamento.

Para 2027 e 2028, as taxas permanecem em 10,50% e 9,50%, ilustrando um horizonte mais favorável no longo prazo, caso as condições econômicas permitam um ciclo de cortes de juros sustentado — algo que dependerá diretamente da evolução fiscal e da confiança dos agentes econômicos.


Câmbio segue estável e reforça leitura de equilíbrio externo

Outro componente monitorado pelo mercado é o comportamento do dólar. No Relatório Focus, as projeções para o câmbio permanecem estáveis, com expectativa de R$ 5,40 ao fim de 2025 e R$ 5,50 entre 2026 e 2028. Essa estabilidade sugere que o mercado trabalha com um cenário internacional sem grandes sobressaltos no curto e médio prazo, ainda que pressões geopolíticas e variações de juros globais possam alterar esse quadro.

A estabilidade cambial esperada também reflete a percepção de que o fluxo de capitais deve permanecer relativamente equilibrado, com entrada de recursos direcionados a setores produtivos, investimentos estrangeiros diretos e posicionamentos estratégicos na renda fixa.

O câmbio, contudo, permanece como um dos pontos mais sensíveis da economia brasileira, já que oscilações abruptas têm impacto direto sobre preços de alimentos, combustíveis e bens industriais, afetando a inflação e exigindo resposta rápida da política monetária.


Expectativas do mercado definem o tom para 2025 e moldam decisões do Banco Central

O conjunto de revisões apresentado pelo Relatório Focus reflete um momento de transição da economia brasileira. A melhora nas estimativas para o crescimento do PIB e o recuo da inflação de 2025 reforçam sinais positivos, enquanto o ajuste da Selic de 2026 demonstra cautela diante de um cenário que ainda exige prudência.

Às vésperas da última reunião do Copom do ano, o panorama sintetizado pelo Focus ajuda a compreender o posicionamento do Banco Central. A autoridade monetária observa cuidadosamente as expectativas do mercado e utiliza esses dados como um dos elementos fundamentais para calibrar decisões futuras, especialmente no que diz respeito ao ritmo da política monetária e às condições necessárias para retomada do ciclo de cortes.

Embora o ambiente econômico apresente avanços, permanece a necessidade de equilíbrio entre estímulo e responsabilidade fiscal, além da atenção redobrada às incertezas externas, como a desaceleração global, as políticas monetárias de grandes economias e potenciais tensões geopolíticas capazes de pressionar preços e influenciar fluxos de capitais.

A leitura desta edição do Relatório Focus reforça uma visão de economia que se ajusta gradualmente, sem sinais abruptos de deterioração, mas também longe de um cenário totalmente confortável. O mercado segue observando de perto a combinação entre política fiscal, política monetária e ambiente internacional, que determinará o ritmo e a consistência da trajetória econômica nos próximos anos.

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