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‘Sicário’ de Vorcaro tenta se matar na sede da Polícia Federal em MG

por Carlos Menezes - Repórter de Política
04/03/2026 às 18h49
em Política, Destaque, Notícias
Sicário Tenta Suicídio Na Polícia Federal Durante Operação Compliance Zero Luiz Phillipi Machado De Moraes Mourão, Conhecido Como “Sicário”, Tentou Tirar A Própria Vida Na Tarde Desta Quarta-Feira (4/3) Na Superintendência Regional Da Polícia Federal Em Minas Gerais (Mg). O Incidente Ocorreu No Contexto Da Operação Compliance Zero, Que Investiga Um Esquema Bilionário De Fraudes Envolvendo O Ex-Banqueiro Daniel Vorcaro E Outros Integrantes Do Banco Master. A Polícia Federal Informou Que O Preso Recebeu Atendimento Imediato Dos Agentes Presentes E Passou Por Procedimentos De Reanimação Antes Da Chegada Do Samu. Posteriormente, Foi Encaminhado A Um Hospital, Onde Permanece Sob Avaliação Detalhada De Seu Estado De Saúde. O Episódio Foi Comunicado Diretamente Ao Gabinete Do Ministro Do Supremo Tribunal Federal (Stf), André Mendonça, Responsável Por Autorizar A Terceira Fase Da Operação Compliance Zero E Acompanhar Pessoalmente A Execução Das Medidas De Prisão E Bloqueio De Bens. Papel De Luiz Phillipi Na Organização Investigada Segundo A Decisão Judicial, Luiz Phillipi Teria Sido Contratado Por Vorcaro Para Executar Tarefas De Alto Risco E Sigilo, Incluindo Monitoramento De Autoridades, Jornalistas E Adversários Do Grupo Investigado. De Acordo Com O Ministro André Mendonça, Ele Desempenhava Papel Central Na Coordenação Operacional Da Organização Informal “A Turma”, Responsável Por Coletar Informações Estratégicas E Monitorar Alvos Considerados Sensíveis Aos Interesses Do Banco Master. Interceptações Obtidas Pela Polícia Federal Revelam Ordens Explícitas De Vorcaro Para Ataques A Jornalistas, Incluindo Instruções Direcionadas A Sicário Para Agredir O Jornalista Lauro Jardim, Do Jornal O Globo. A Comunicação Evidencia O Envolvimento Direto De Luiz Phillipi Na Execução De Ações Estratégicas Do Grupo. Terceira Fase Da Operação Compliance Zero: Prisões E Bloqueios A Ação Desta Quarta-Feira Marca A Terceira Fase Da Operação Compliance Zero. Até O Momento, Resultou Na Prisão De Daniel Vorcaro E No Autoentrega De Fabiano Zettel, Cunhado Do Ex-Banqueiro. Foram Expedidos Dois Mandados De Prisão Preventiva E 15 Ordens De Busca E Apreensão Em São Paulo E Minas Gerais. O Banco Central Do Brasil Apoiou A Operação, E As Medidas Cautelares Incluíram Afastamento De Cargos Públicos, Sequestro E Bloqueio De Bens Do Grupo Investigado, Totalizando Aproximadamente R$ 22 Bilhões. A Meta É Interromper A Movimentação Irregular De Ativos E Preservar Valores Potencialmente Ligados A Práticas Ilícitas. Atendimento Emergencial E Segurança Do Preso Imediatamente Após A Tentativa De Suicídio, Sicário Recebeu Atendimento No Local E Foi Encaminhado Ao Hospital, Onde Passou Por Avaliação Médica Completa. A Polícia Federal Reforçou Que Todos Os Protocolos De Segurança Foram Cumpridos, Garantindo A Integridade Física E Psicológica Do Preso. O Incidente Levanta Questões Sobre A Supervisão E Protocolos Adotados Em Presídios E Unidades De Custódia Em Casos De Alta Complexidade, Especialmente Quando Envolvem Crimes Financeiros E Organizações Criminosas De Grande Repercussão. Investigação Detalhada Sobre O Banco Master A Operação Compliance Zero Apura Um Esquema De Fraudes Bilionárias Envolvendo Venda De Títulos De Crédito Falsos E Outras Irregularidades Financeiras Ligadas Ao Banco Master. Segundo As Investigações, Luiz Phillipi E Outros Contratados Do Grupo Atuavam Como Executores De Atividades Estratégicas, Recebendo Ordens Diretas De Vorcaro Para Ações Que Impactavam Adversários E Monitoravam Fiscalizações Em Andamento. Essa Fase Da Operação Reforça A Atuação Das Autoridades Na Desarticulação De Organizações Que Utilizam Estruturas Corporativas E Financeiras Sofisticadas Para Cometer Fraudes De Grande Magnitude. As Medidas Adotadas Buscam Interromper O Fluxo De Recursos Ilícitos E Proteger O Sistema Financeiro Nacional. Repercussão E Acompanhamento Judicial A Tentativa De Suicídio De Sicário Na Polícia Federal Evidencia A Importância Do Acompanhamento Psicológico E Médico De Presos Envolvidos Em Crimes Complexos. O Stf, Sob Supervisão Do Ministro André Mendonça, Acompanha Pessoalmente Os Procedimentos De Segurança, Garantindo Cumprimento Do Devido Processo Legal E Preservação Da Integridade Física E Psicológica Dos Detidos. O Episódio Ressalta A Necessidade De Protocolos Preventivos Rigorosos Em Operações De Alta Repercussão Pública, Equilibrando Segurança, Integridade Dos Presos E Preservação De Provas Essenciais Às Investigações. Impacto Da Operação Compliance Zero No Sistema Financeiro A Terceira Fase Da Operação Compliance Zero Reforça O Combate A Fraudes Financeiras No Brasil E Estabelece Precedentes Para A Atuação De Órgãos De Fiscalização, Como Polícia Federal E Banco Central, Em Casos De Grande Impacto Econômico. O Acompanhamento Dos Presos, Incluindo Sicário, É Crucial Para Assegurar Que As Investigações Avancem Sem Riscos De Interferência Ou Comprometimento De Provas. O Esquema Investigado Demonstra Como Organizações Criminosas Podem Infiltrar Colaboradores Em Empresas E Instituições, Utilizando Estratégias Sofisticadas Para Burlar A Fiscalização E Comprometer A Segurança Do Sistema Bancário Nacional. A Operação Reforça O Compromisso Das Autoridades Brasileiras Em Proteger O Sistema Financeiro, Interromper Movimentações Ilícitas E Desarticular Estruturas Complexas De Crimes Econômicos, Fortalecendo A Confiança Do Mercado E Prevenindo Danos A Investidores E À Economia. - Gazeta Mercantil

Sicário tenta suicídio na Polícia Federal durante Operação Compliance Zero

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, tentou tirar a própria vida na tarde desta quarta-feira (4/3) na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais (MG). O episódio ocorreu no contexto da terceira fase da Operação Compliance Zero, investigação que mira um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e outros integrantes do grupo ligado ao Banco Master.

De acordo com informações da Polícia Federal, Sicário recebeu atendimento imediato pelos policiais presentes, passando por procedimentos de reanimação antes da chegada do Samu. Posteriormente, a equipe médica deu continuidade aos cuidados no hospital, e o preso será submetido a avaliação detalhada de seu estado de saúde. O episódio evidencia a complexidade do acompanhamento de detentos de alta periculosidade e a necessidade de protocolos rigorosos de segurança e saúde.

Sicário e sua atuação estratégica no grupo de Vorcaro

Investigado por atuar em um grupo informal chamado “A Turma”, Sicário teria sido contratado diretamente por Daniel Vorcaro para executar tarefas de alto risco e sigilo, incluindo monitoramento de autoridades, jornalistas e adversários do grupo investigado. Segundo decisão judicial, o preso desempenhava papel central na coordenação operacional das ações da organização, coletando informações estratégicas e supervisionando atividades sensíveis para os interesses do Banco Master.

Interceptações revelam que Vorcaro deu instruções diretas a Sicário para ataques a jornalistas, incluindo ordens de agressão ao jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Essa comunicação reforça o papel de Sicário como executor de atividades que exigiam sigilo absoluto e alto risco operacional.

Terceira fase da Operação Compliance Zero: prisões e bloqueios bilionários

A terceira fase da Operação Compliance Zero marcou prisões significativas, incluindo Daniel Vorcaro e a autoentrega de Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro. Foram expedidos dois mandados de prisão preventiva e 15 ordens de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais.

O Banco Central do Brasil apoiou a operação, e as medidas cautelares incluíram afastamento de cargos públicos, sequestro e bloqueio de bens do grupo investigado, totalizando até R$ 22 bilhões. Estas ações têm o objetivo de interromper a movimentação irregular de ativos, proteger valores potencialmente ligados a práticas ilícitas e reforçar a segurança do sistema financeiro nacional.

Atendimento emergencial a Sicário e protocolos de custódia

Após a tentativa de suicídio, Sicário recebeu atendimento imediato no local e foi encaminhado ao hospital para cuidados médicos detalhados. A Polícia Federal destacou que todas as medidas de segurança foram cumpridas, incluindo monitoramento contínuo, garantindo a integridade física e psicológica do detento durante todo o processo judicial.

O incidente levanta questões sobre os protocolos adotados em presídios e unidades de custódia para detentos de alta complexidade. Especialistas reforçam que a prevenção e o acompanhamento psicológico são essenciais para evitar que presos envolvidos em crimes de grande repercussão coloquem a própria vida em risco, comprometendo investigações e a preservação de provas.

Sicário e o esquema de fraudes do Banco Master

A atuação de Sicário está diretamente ligada ao esquema bilionário investigado na Operação Compliance Zero, que envolve a venda de títulos de crédito falsos e outras práticas ilegais relacionadas ao Banco Master. Ele, junto a outros contratados pelo grupo, executava atividades estratégicas seguindo ordens de Vorcaro, impactando adversários, monitorando fiscalizações e interferindo em investigações em andamento.

Esta fase da operação reforça o compromisso das autoridades em desarticular organizações criminosas que utilizam estruturas corporativas e financeiras sofisticadas para fraudes de grande magnitude, evidenciando o risco elevado e a complexidade das atividades do grupo.

Acompanhamento judicial e supervisão do STF

O incidente com Sicário evidencia a necessidade de acompanhamento psicológico e médico rigoroso para presos ligados a crimes complexos. O STF, sob comando do ministro André Mendonça, supervisiona diretamente a operação e garante que todos os procedimentos legais e de segurança sejam respeitados.

A atuação das autoridades destaca a importância de medidas preventivas em casos de alta repercussão pública e risco individual elevado, conciliando segurança, integridade física e preservação de provas durante investigações de crimes financeiros e organizados.

Impactos da operação e próximos passos

A terceira fase da Operação Compliance Zero evidencia como a atuação de órgãos de fiscalização, como Polícia Federal e Banco Central, é essencial para coibir fraudes financeiras no Brasil. O acompanhamento de presos como Sicário garante a integridade das investigações e permite o esclarecimento completo de toda a rede de crimes organizados vinculada ao Banco Master.

O esquema investigado demonstra que organizações criminosas podem infiltrar contratados e consultores informais em empresas e instituições, utilizando estratégias sofisticadas para burlar a fiscalização e comprometer a segurança financeira do país. A operação serve de alerta a instituições privadas e órgãos reguladores sobre a necessidade de auditorias rigorosas e monitoramento contínuo de operações financeiras de alto risco.

Sicário sob custódia e os desafios da investigação

Com a continuidade da Operação Compliance Zero, as autoridades devem aprofundar a análise de movimentações financeiras, rastrear ativos ocultos e avaliar a extensão das práticas ilegais do grupo liderado por Vorcaro. O monitoramento de detentos de alta complexidade, como Sicário, será decisivo para evitar interferências externas nas investigações e garantir que a justiça seja plenamente cumprida.

Especialistas apontam que o caso estabelece precedentes importantes para o combate a fraudes corporativas e destaca o papel do STF e da Polícia Federal na supervisão de crimes financeiros estruturados. A experiência adquirida nesta fase servirá como modelo para futuras ações contra organizações criminosas que exploram lacunas do sistema financeiro para práticas ilícitas.

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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