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Vivo encerra telefone fixo no Brasil e marca o fim de uma era

por Daniel Soto - Repórter de Tecnologia
17/12/2025 às 11h17
em Destaque, Notícias, Tecnologia
Vivo Encerra Telefone Fixo No Brasil E Marca O Fim De Uma Era - Gazeta Mercantil

Vivo encerra telefone fixo no Brasil e marca o fim de uma era de memória afetiva

A decisão da Vivo de encerrar o serviço de telefonia fixa no Brasil representa mais do que um movimento técnico ou regulatório. O anúncio simboliza o fechamento definitivo de um ciclo que atravessou décadas da vida cotidiana dos brasileiros, conectando lares, famílias e negócios por meio de fios, cabos e aparelhos que hoje pertencem à memória coletiva. Quando a Vivo encerra telefone fixo no Brasil, não está apenas desligando uma infraestrutura obsoleta, mas encerrando um capítulo central da história das telecomunicações no país.

A justificativa oficial é clara e previsível: o número de usuários do telefone fixo despencou, os custos de manutenção da rede tornaram-se elevados e o celular assumiu o papel dominante na comunicação. Ainda assim, o impacto simbólico dessa decisão vai muito além dos balanços financeiros. O telefone fixo foi, por décadas, sinônimo de conquista, status e estabilidade. Sua saída definitiva do cotidiano reforça a velocidade com que hábitos, tecnologias e formas de interação se transformaram no Brasil.

Da Telesp à Vivo: a trajetória de uma gigante das telecomunicações

Antes de se consolidar como referência em telefonia móvel, a empresa que hoje anuncia o encerramento do serviço fixo foi protagonista da história da comunicação brasileira por outro caminho. A Vivo carrega em sua origem a herança da Telesp e do sistema Telebrás, responsáveis por estruturar a telefonia fixa em um país continental, marcado por enormes desafios logísticos e sociais.

Nos anos que antecederam a privatização do setor, ter um telefone em casa era um privilégio restrito. Linhas eram escassas, caras e, muitas vezes, tratadas como patrimônio. Em alguns casos, a posse da linha telefônica precisava ser declarada no Imposto de Renda, tamanho era o seu valor. Mudar de endereço significava, frequentemente, perder o número e enfrentar longas filas de espera para obter outro.

A privatização do sistema Telebrás, no fim da década de 1990, acelerou a expansão e modernização do serviço. A Telesp passou ao controle da espanhola Telefónica, dando início a um processo que culminaria no surgimento da marca Vivo. Ainda assim, foi a telefonia fixa que sustentou essa transição, garantindo voz e conexão a milhões de brasileiros antes da popularização do celular.

Quando telefonar era um evento

Para compreender o impacto da decisão de que a Vivo encerra telefone fixo no Brasil, é preciso revisitar o papel que esse serviço desempenhou no cotidiano. Houve um tempo em que ligar para alguém não significava simplesmente chamar, mas depender de uma série de circunstâncias. Era necessário que a pessoa estivesse em casa, que a linha não estivesse ocupada e que alguém atendesse do outro lado.

O telefone ficava em locais estratégicos da casa, geralmente na sala ou no corredor, preso a um fio que delimitava fisicamente a conversa. Não havia mobilidade, tampouco privacidade plena. Conversar era um ato quase coletivo, muitas vezes acompanhado por olhares curiosos ou interrupções involuntárias.

O toque do telefone atravessava os cômodos como um chamado solene. Quem estava em casa sabia que alguém, em algum lugar, havia pensado em você naquele momento. Atender significava aceitar o acaso, sem saber quem estava do outro lado. A ausência de identificador de chamadas, mensagens ou gravações tornava cada ligação única e irrepetível.

Orelhões, fichas e a comunicação nas ruas

Fora de casa, a comunicação dependia de improviso. Orelhões espalhados pelas cidades funcionavam como pontos de contato com o mundo. Fichas e cartões telefônicos eram itens essenciais no bolso, e filas se formavam rapidamente quando alguém demorava mais do que o esperado.

As ligações eram objetivas, quase urgentes. Frases curtas, informações essenciais e despedidas rápidas, porque o tempo custava dinheiro. Não havia espaço para longas conversas ou divagações. Desaparecer por algumas horas era normal, e esperar fazia parte da rotina social.

Essas limitações moldaram comportamentos e expectativas. O reencontro presencial carregava histórias acumuladas, não compartilhadas em tempo real. A comunicação tinha ritmo próprio, muito diferente da instantaneidade que se tornaria padrão anos depois.

A virada do celular e a obsolescência do fio

A partir dos anos 2000, a Vivo passou a se consolidar como sinônimo de telefonia móvel. O celular deixou de ser artigo de luxo e se transformou em extensão do corpo. A promessa de mobilidade, disponibilidade permanente e comunicação instantânea redefiniu completamente o setor.

Em poucas décadas, o telefone fixo perdeu relevância. Primeiro tornou-se redundante, depois dispensável e, por fim, obsoleto. O celular passou a concentrar funções que o fixo jamais poderia oferecer: localização em tempo real, histórico de conversas, integração entre trabalho e vida pessoal, chamadas de vídeo e troca constante de mensagens.

Quando a Vivo encerra telefone fixo no Brasil, apenas reconhece uma realidade já consolidada no comportamento do consumidor. A comunicação migrou definitivamente para o ambiente móvel e digital, deixando o fio como vestígio de uma era anterior.

Os motivos técnicos e regulatórios da decisão

Do ponto de vista institucional, a decisão da Vivo está amparada por mudanças regulatórias. A empresa firmou com a Agência Nacional de Telecomunicações o Termo Único de Autorização, que encerra sua atuação sob o regime de concessão do Serviço Telefônico Fixo Comutado. Na prática, isso significa que a operadora deixará de ser concessionária pública do serviço fixo, passando a atuar integralmente sob o regime privado de autorização.

Essa transição reflete a queda acentuada no número de linhas fixas, a migração massiva para serviços móveis e de internet e os altos custos de manutenção de uma infraestrutura pouco utilizada. O novo modelo dá mais liberdade às operadoras, em troca de compromissos de investimento em conectividade e expansão de redes modernas.

No caso da Vivo, o compromisso envolve investimentos bilionários ao longo de até duas décadas, com foco na ampliação da fibra óptica, no fortalecimento da cobertura móvel e na manutenção temporária do serviço fixo em localidades onde a empresa ainda é a única prestadora.

O que muda para os consumidores

Apesar do anúncio de que a Vivo encerra telefone fixo no Brasil, a transição não será abrupta para todos os usuários. Em cidades onde a operadora é a única prestadora do serviço, a telefonia fixa seguirá ativa por alguns anos, garantindo continuidade mínima enquanto alternativas são consolidadas.

Ainda assim, o movimento reforça uma tendência irreversível. O telefone fixo deixa de ser prioridade estratégica e passa a ocupar um papel residual, até seu desligamento definitivo. Para os consumidores, isso significa a necessidade de adaptação a soluções móveis ou baseadas em internet, como chamadas por aplicativos e serviços de voz sobre IP.

O peso da memória afetiva

Embora a decisão seja racional sob a ótica econômica, o impacto emocional não pode ser ignorado. O telefone fixo acompanhou gerações, marcou momentos importantes e serviu como elo entre pessoas distantes. Sua presença constante nas casas brasileiras ajudou a moldar relações familiares, profissionais e sociais.

Quando a Vivo encerra telefone fixo no Brasil, encerra também uma narrativa que atravessa a história recente do país. O desligamento definitivo simboliza o avanço tecnológico, mas também a perda de um objeto que carregava significados para além de sua função prática.

Uma empresa moldada pela transformação

A própria trajetória da Vivo reflete essa capacidade de adaptação. De herdeira da telefonia fixa estatal a líder em serviços móveis, fibra óptica e soluções digitais, a empresa acompanhou — e muitas vezes liderou — as mudanças no setor. Hoje, com presença em todos os estados brasileiros e milhões de acessos ativos, a operadora se posiciona como plataforma integrada de conectividade e serviços.

O encerramento do telefone fixo não representa um recuo, mas uma redefinição estratégica. A Vivo aposta em redes de alta velocidade, serviços digitais e novos modelos de negócio, alinhados ao comportamento contemporâneo dos consumidores.

O fim do fio e o início de outra era

O anúncio de que a Vivo encerra telefone fixo no Brasil sintetiza uma transformação profunda. O fio, que durante décadas conectou vozes e histórias, cede espaço a tecnologias mais flexíveis e dinâmicas. A comunicação tornou-se instantânea, móvel e multifuncional, acompanhando o ritmo acelerado da vida moderna.

Ao deixar para trás a telefonia fixa, a Vivo encerra um capítulo fundamental da história das telecomunicações nacionais. O desligamento definitivo não apaga o legado, mas o consolida como memória. Em seu lugar, permanece a certeza de que a comunicação continuará a evoluir, moldada por novas tecnologias e novos hábitos, enquanto o telefone fixo passa a habitar definitivamente o território da lembrança.

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. 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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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