Allianz Parque recebe novo gramado importado de R$ 10 milhões e inicia nova fase de modernização
O novo gramado do Allianz Parque marca uma virada estratégica na gestão da principal arena esportiva do Palmeiras e recoloca o estádio no centro do debate nacional sobre tecnologia, performance e padronização dos campos no futebol brasileiro. O piso sintético importado, que custou cerca de R$ 10 milhões, já está em território nacional e representa uma das intervenções mais complexas já realizadas no estádio desde sua inauguração.
Mais do que uma simples troca de superfície, a operação envolve logística internacional, engenharia de alta precisão e decisões técnicas que impactam diretamente o calendário esportivo do clube, a integridade física dos atletas e a utilização multifuncional da arena, que recebe jogos, shows e grandes eventos ao longo do ano.
Chegada do novo gramado do Allianz Parque ao Brasil
O processo de substituição do piso entrou em fase decisiva com a chegada do novo gramado do Allianz Parque ao Brasil por transporte marítimo. A carga, com aproximadamente 70 toneladas, inclui tanto os tapetes de grama sintética quanto o shock pad, camada amortecedora essencial para absorção de impacto durante partidas e treinamentos.
O navio cargueiro atracou no porto de Navegantes, em Santa Catarina, ponto estratégico para operações desse porte. A partir daí, o material passou pelo processo de nacionalização, etapa que envolve trâmites alfandegários, inspeções técnicas e adequações tributárias, com prazo estimado de cerca de uma semana antes do deslocamento para São Paulo.
Essa fase logística é considerada crítica no cronograma, pois qualquer atraso comprometeria o planejamento esportivo do Palmeiras no início da temporada.
Cronograma da obra e retorno do Palmeiras ao estádio
A troca do piso integra um cronograma acordado entre o Palmeiras e a WTorre, empresa responsável pela administração do Allianz Parque. Durante o período de obras, o clube optou por mandar seus jogos na Arena Crefisa Barueri, estratégia que garante continuidade competitiva sem acelerar indevidamente o processo de instalação.
A previsão oficial é que o novo gramado do Allianz Parque esteja completamente instalado até o fim de fevereiro, permitindo o retorno do time à sua casa ainda no primeiro trimestre da temporada. A obra foi estruturada em sete etapas distintas, que incluem a retirada da cortiça e da areia do piso anterior, ajustes na base estrutural, readequação do sistema de drenagem, instalação do shock pad e, por fim, a colocação dos novos tapetes de grama.
Cada fase segue protocolos técnicos rigorosos, uma vez que o desempenho do campo depende diretamente da precisão dessas etapas.
Tecnologia de última geração no novo gramado do Allianz Parque
O sistema escolhido para o estádio é o Soccer Grass MX Elite (v2.0), considerado uma evolução tecnológica em relação ao modelo anterior utilizado desde 2020. O novo gramado do Allianz Parque possui 50 milímetros de espessura e apresenta uma inovação importante na composição das fibras.
Cada tufo combina três tipos distintos de fibras, sendo que uma delas passou por modificação técnica para ampliar a semelhança visual e funcional com o gramado natural. O objetivo é melhorar a resposta da bola, o conforto do atleta e a recuperação da superfície após impactos intensos.
Segundo a empresa responsável pelo campo, a base estrutural permanece semelhante, mas houve um ajuste fino que eleva o padrão de performance esportiva, aproximando ainda mais o comportamento do piso sintético ao de um gramado natural em condições ideais.
Por que o Allianz Parque precisou trocar o gramado
A decisão pela substituição do piso não foi meramente estética nem preventiva. Avaliações técnicas apontaram que o gramado anterior apresentava perda parcial da chamada “memória”, característica fundamental para que as fibras retornem à posição vertical após pressão constante, como corridas, carrinhos e quedas.
Esse desgaste passou a impactar o desempenho do campo e foi alvo de críticas públicas, inclusive do técnico Abel Ferreira, que manifestou preocupação com a qualidade do piso em jogos de alta intensidade. Após análises conjuntas entre Palmeiras, WTorre e Soccer Grass, concluiu-se que a troca completa era a solução mais segura e eficiente.
O clube reforçou, em comunicado interno, que o novo gramado do Allianz Parque mantém certificação da FIFA, condição essencial para a realização de partidas oficiais de alto nível.
Investimento de R$ 10 milhões e visão de longo prazo
O investimento estimado em R$ 10 milhões reflete uma visão de longo prazo para o estádio. O Allianz Parque não é apenas a casa do Palmeiras, mas um ativo estratégico do futebol brasileiro, com calendário intenso e múltiplos usos.
Ao optar pelo novo gramado do Allianz Parque, a gestão busca estabilidade operacional, previsibilidade de manutenção e redução de riscos associados ao desgaste acelerado do campo. Em arenas multifuncionais, o piso sintético de alta performance se apresenta como solução capaz de suportar eventos consecutivos sem comprometer a qualidade técnica exigida pelo futebol profissional.
Debate nacional sobre gramados sintéticos ganha força
A modernização do Allianz Parque ocorre em meio a um debate cada vez mais intenso sobre o uso de gramados sintéticos no Brasil. O tema ganhou projeção após o Flamengo protocolar na CBF uma proposta de padronização dos campos, defendendo o fim dos pisos artificiais em competições nacionais.
A reação do Palmeiras foi imediata. A presidente Leila Pereira afirmou que parte das críticas se apoia em informações incorretas e defendeu que a discussão seja conduzida com base em critérios técnicos, e não em rivalidades clubistas. Em reuniões recentes do Conselho Técnico, cinco clubes manifestaram apoio aos gramados sintéticos, argumentando que campos artificiais de alta performance oferecem condições superiores a gramados naturais mal conservados.
Nesse contexto, o novo gramado do Allianz Parque se torna referência prática dentro do debate, funcionando como estudo de caso sobre tecnologia, segurança e rendimento esportivo.
Posição da CBF e próximos passos
A CBF indicou que o tema deve voltar à pauta entre fevereiro e março, sem sinalização imediata de veto ou alteração nas regras de homologação. Até o momento, gramados sintéticos certificados continuam autorizados para competições nacionais e internacionais.
A entidade reconhece a complexidade do tema e a necessidade de equilíbrio entre inovação, tradição e segurança dos atletas. O desempenho do novo gramado do Allianz Parque ao longo da temporada será observado de perto por dirigentes, técnicos e especialistas.
Impacto além das quatro linhas
O Allianz Parque transcende o futebol. A arena é palco de grandes shows, eventos corporativos e espetáculos internacionais, o que exige um piso resistente, versátil e de rápida recuperação. Nesse sentido, o novo gramado do Allianz Parque representa também um investimento na sustentabilidade econômica do estádio.
Ao garantir um campo capaz de suportar múltiplos usos sem perda significativa de qualidade, o Palmeiras e a WTorre fortalecem o modelo de negócios da arena, equilibrando performance esportiva e rentabilidade comercial.
Um marco na gestão de estádios no Brasil
A chegada do novo gramado do Allianz Parque simboliza um estágio avançado de profissionalização na gestão de estádios brasileiros. O projeto envolve planejamento, tecnologia, análise de dados e diálogo institucional, elementos que se tornam cada vez mais indispensáveis no futebol moderno.
Mais do que resolver um problema pontual, a troca do gramado estabelece um padrão elevado de exigência técnica e operacional, que tende a influenciar decisões semelhantes em outras arenas do país.
Conclusão
O novo gramado do Allianz Parque não é apenas uma troca de piso, mas um movimento estratégico que combina investimento, inovação e posicionamento institucional. Com custo elevado, logística internacional complexa e tecnologia de ponta, a obra reafirma o estádio como referência no futebol brasileiro e no mercado de arenas multifuncionais.
Em meio ao debate nacional sobre gramados sintéticos, o Allianz Parque se coloca no centro da discussão, oferecendo um exemplo concreto de como tecnologia e planejamento podem coexistir com alto rendimento esportivo e sustentabilidade econômica.






