André Valadão reage à CPMI do INSS e acusa Damares de perseguição religiosa contra evangélicos
André Valadão, líder da Igreja Lagoinha Global, classificou como “perseguição infundada e caluniosa” sua citação em lista divulgada pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) durante investigações da CPMI do INSS. Em vídeo nas redes sociais, André Valadão negou qualquer envolvimento no escândalo das fraudes em descontos previdenciários — a Farra do INSS — e anunciou providências judiciais contra o deputado Rogério Correia (PT-MG), autor do requerimento que o menciona. A reação de André Valadão ocorre após Damares publicar nomes de igrejas e pastores citados na comissão, em resposta a cobranças de Silas Malafaia, ampliando o embate ideológico em torno das apurações da CPMI do INSS.
Residente nos Estados Unidos e presidente de organização religiosa internacional, André Valadão defendeu sua imagem e a de sua igreja, afirmando que a menção a seu nome e até a seu filho de 16 anos configura difamação. “Não se trata de um ataque apenas a um líder, mas a toda uma igreja que contribui para a sociedade”, declarou André Valadão, criticando Damares por “morder a isca dos esquerdistas” e prometendo não recuar. O episódio envolvendo André Valadão destaca como a CPMI do INSS, que investiga desvios bilionários em aposentadorias, agora cruza fronteiras políticas e religiosas, com acusações de perseguição e defesa do dever investigativo.
André Valadão e a lista de Damares na CPMI do INSS
A controvérsia com André Valadão ganhou forma quando Damares Alves divulgou lista de igrejas e pastores citados em requerimentos da CPMI do INSS, após cobrança de Silas Malafaia. André Valadão aparece ao lado de entidades como Adoração Church, Assembleia de Deus Ministério do Renovo, Ministério Deus é Fiel Church e Igreja Evangélica Campo de Anatote, todas alvos de pedidos de quebra de sigilo. Outros pastores na lista incluem Péricles Albino Gonçalves, Fabiano Campos Zettel e André Fernandes, convidados a depor na comissão.
André Valadão reagiu imediatamente, negando ligações com as investigadas e acusando a senadora de inadvertidamente validar narrativas de adversários políticos. Em contato direto com Damares, André Valadão teria alertado sobre o risco de estigmatizar o evangelicalismo, posição que reforça sua visão de que a citação na CPMI do INSS visa descredibilizar instituições religiosas. A postura de André Valadão ecoa críticas de Malafaia, que exigiu “provas” para evitar generalizações sobre líderes evangélicos no escândalo.
Contexto da Farra do INSS e citação de André Valadão
André Valadão é citado na CPMI do INSS a partir de requerimento de Rogério Correia, que busca esclarecer possíveis transferências financeiras ligadas ao esquema de fraudes em descontos de aposentados. O escândalo, revelado por reportagens investigativas, envolve associações fantasmas que captavam bilhões em mensalidades não autorizadas, com indícios de lavagem via igrejas e líderes. André Valadão nega qualquer conexão, destacando que sua atuação nos EUA foca em ministério internacional e contribuições sociais.
A CPMI do INSS aprofunda esses fluxos, incluindo R$ 694 mil para a Sete Church (do pastor César Belluci, réu em pirâmide financeira) e movimentações via Pix e dízimos. Para André Valadão, tais menções configuram “ataque à igreja”, enquanto defensores da investigação argumentam que a imparcialidade exige apuração de todos os indícios, independentemente de status religioso.
Briga Damares-Malafaia e o papel de André Valadão
A lista que cita André Valadão surgiu na briga entre Damares e Malafaia, com o pastor chamando a senadora de “leviana linguaruda” por insinuar lobby evangélico sem nomes. Damares respondeu com os requerimentos oficiais, incluindo André Valadão, enfatizando desconforto com possíveis ligações religiosas às fraudes. André Valadão entrou no debate alertando Damares sobre “esquerdistas”, posicionando-se como defensor da igreja contra o que vê como instrumentalização política.
Essa dinâmica expõe divisões no evangelicalismo político, com André Valadão alinhando-se a Malafaia na crítica à senadora, enquanto a CPMI do INSS prossegue com convocações e quebras de sigilo. O posicionamento de André Valadão reforça a narrativa de perseguição, potencializando judicializações que podem atrasar as apurações.
Requerimentos contra André Valadão na CPMI do INSS
André Valadão é alvo de requerimento para quebra de sigilo e depoimento, baseado em RIFs do Coaf que apontam padrões suspeitos em movimentações ligadas a investigados. A Igreja Lagoinha Global, presidida por André Valadão, é mencionada em contexto de possíveis fachadas para filiações fraudulentas ou lavagem, o que o pastor nega veementemente. Outras igrejas na lista de Damares enfrentam escrutínio similar na CPMI do INSS.
André Valadão afirma que as acusações são infundadas e que sua organização opera com transparência internacional, contribuindo para causas sociais nos EUA e no Brasil. A defesa judicial anunciada por André Valadão contra Correia pode questionar a pertinência da citação, alegando calúnia em foro parlamentar.
Impacto da reação de André Valadão no evangelicalismo
A declaração de André Valadão mobilizou apoiadores, que veem na citação da CPMI do INSS uma tentativa de deslegitimar o papel social das igrejas. Ao enquadrar o episódio como “ataque à fé”, André Valadão galvaniza defesa coletiva, ampliando o alcance do vídeo para além de fiéis da Lagoinha. Isso contrasta com a posição de Damares, que se diz “profundamente desconfortável” com eventuais abusos em nome da religião.
O episódio com André Valadão sinaliza risco de polarização na CPMI do INSS, com potencial para envolver mais líderes evangélicos em depoimentos controversos.
Próximos passos envolvendo André Valadão
André Valadão planeja ações judiciais paralelas à CPMI do INSS, o que pode complicar convocações e quebras de sigilo contra ele. A comissão segue analisando fluxos financeiros, com foco em associações como AAB e bancos paralelos como Clava Forte. A reação de André Valadão pressiona a CPMI do INSS por rigor probatório, evitando generalizações sobre o setor religioso.





