terça-feira, 2 de junho de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
Home Política

Fim da escala 6×1: veja quem votou contra a PEC aprovada na Câmara

Texto reduz jornada para 40 horas semanais, prevê dois dias de folga e segue agora para análise do Senado; proposta foi aprovada por 461 votos a 19 no segundo turno

por Júlia Campos - Repórter de Política
28/05/2026 às 11h26
em Política, Notícias
Fim Da Escala 6X1: Veja Quem Votou Contra A Pec Aprovada Na Câmara - Gazeta Mercantil

A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira, 27 de maio de 2026, em segundo turno, a PEC que prevê o fim da escala 6×1, reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais e estabelece dois dias de folga por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial. A proposta foi aprovada por 461 votos favoráveis e 19 contrários, superando com folga o mínimo de 308 votos exigido para uma Proposta de Emenda à Constituição.

O texto segue agora para o Senado Federal, onde ainda precisará passar pela Comissão de Constituição e Justiça antes de ser votado em plenário. Como se trata de mudança constitucional, a proposta também terá de ser aprovada em dois turnos pelos senadores.

A votação expôs divergências dentro de partidos da oposição. Apesar de bancadas como PL e União-Progressista terem orientado apoio à proposta, deputados dessas siglas votaram contra o texto. No segundo turno, os votos contrários vieram de parlamentares do MDB, Missão, Novo, PL, PP, PSD e União Brasil.

A PEC do fim da escala 6×1 é uma das principais pautas trabalhistas em tramitação no Congresso e altera diretamente a organização da jornada no setor privado. O texto aprovado prevê transição gradual, regras específicas para setores essenciais e tratamento diferenciado para trabalhadores considerados de alta renda e formação superior.

Quem votou contra a PEC do fim da escala 6×1 no segundo turno

No segundo turno, 19 deputados votaram contra a PEC que reduz a jornada de trabalho e prevê o fim da escala 6×1. A lista inclui parlamentares de sete partidos.

Votaram contra no segundo turno:

Carlos Chiodini (MDB-SC)
Pezenti (MDB-SC)
Kim Kataguiri (Missão-SP)
Marcel van Hattem (Novo-RS)
Adriana Ventura (Novo-SP)
Gilson Marques (Novo-SC)
Ricardo Salles (Novo-SP)
Nicoletti (PL-RR)
Bibo Nunes (PL-RS)
Mauricio Marcon (PL-RS)
Daniel Freitas (PL-SC)
Daniela Reinehr (PL-SC)
Julia Zanatta (PL-SC)
Ricardo Guidi (PL-SC)
Rosangela Moro (PL-SP)
Sérgio Turra (PP-RS)
Lucas Redecker (PSD-RS)
Fabio Schiochet (União-SC)

A votação em segundo turno teve placar mais enxuto de votos contrários que a primeira rodada de análise. Ainda assim, manteve resistência concentrada principalmente entre deputados do Novo, do PL e de partidos com parlamentares ligados a pautas econômicas mais liberais.

Quem votou contra no primeiro turno

No primeiro turno, a PEC havia sido aprovada por 472 votos favoráveis e 22 contrários. A lista de deputados que rejeitaram o texto foi ligeiramente maior.

Votaram contra no primeiro turno:

Carlos Chiodini (MDB-SC)
Pezenti (MDB-SC)
Kim Kataguiri (Missão-SP)
Marcel van Hattem (Novo-RS)
Adriana Ventura (Novo-SP)
Gilson Marques (Novo-SC)
Ricardo Salles (Novo-SP)
Paulo Marinho Jr. (PL-MA)
Bibo Nunes (PL-RS)
Nicoletti (PL-RR)
Caroline de Toni (PL-SC)
Daniel Freitas (PL-SC)
Daniela Reinehr (PL-SC)
Mauricio Marcon (PL-RS)
Julia Zanatta (PL-SC)
Zé Trovão (PL-SC)
Ricardo Guidi (PL-SC)
Rosangela Moro (PL-SP)
Sérgio Turra (PP-RS)
Lucas Redecker (PSD-RS)
Fabio Schiochet (União-SC)
Fausto Pinato (União-SP)

A diferença entre as duas listas mostra mudança parcial de posicionamento ou ausência de alguns parlamentares no segundo turno. Mesmo com votos contrários, a aprovação foi ampla e atravessou diferentes blocos partidários.

O que muda com o fim da escala 6×1

A PEC aprovada pela Câmara reduz a jornada semanal para 40 horas e estabelece dois dias de repouso por semana. Um desses dias deverá ser preferencialmente aos domingos.

Na prática, o texto altera a lógica da escala 6×1, em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e descansa um. Com a nova regra, a organização do trabalho passa a considerar dois dias de descanso semanal, sem redução salarial.

A proposta original, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), previa jornada semanal de 36 horas e três dias de folga. O texto aprovado, relatado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA), foi enxugado e consolidou a jornada de 40 horas semanais.

A mudança foi estruturada em nove artigos e busca regulamentar a transição para o novo modelo. O relatório aprovado também prevê exceções e regras próprias para setores que operam em turnos, atividades ininterruptas, serviços essenciais e segmentos sujeitos a sazonalidade.

Transição para nova jornada pode durar até 12 meses

O texto aprovado cria um período de transição de até 12 meses para que empresas se adaptem ao novo modelo de jornada.

Sessenta dias após a promulgação da emenda, haverá uma redução inicial de duas horas na jornada semanal. Depois disso, empregadores terão até dez meses para chegar ao limite de 40 horas por semana.

Com isso, a adaptação completa poderá ocorrer em até um ano. A regra busca reduzir impacto imediato sobre empresas, contratos de trabalho, escalas operacionais e setores que dependem de funcionamento contínuo.

A transição gradual é um dos pontos centrais do relatório de Leo Prates. O objetivo é permitir que empregadores reorganizem escalas, contratações, custos e rotinas sem uma mudança abrupta.

Empresas com contratos públicos terão regra específica

O relatório aprovado prevê tratamento específico para funcionários de empresas com contratos com governos municipais, estaduais e federal.

Nesses casos, os trabalhadores não serão imediatamente enquadrados na nova jornada. As regras só passarão a valer após aditamento contratual, que deverá ocorrer em até 12 meses depois da promulgação da emenda.

A medida busca evitar desequilíbrio imediato em contratos administrativos já firmados. Empresas prestadoras de serviços públicos ou terceirizados costumam operar com custos calculados com base em jornadas, equipes e escalas previamente contratadas.

Sem aditamento, a mudança poderia gerar disputa sobre quem assumiria eventual aumento de custo: empresa contratada, órgão público contratante ou trabalhador. O texto aprovado tenta criar uma etapa formal de ajuste contratual.

Setores essenciais e atividades ininterruptas terão exceções

A PEC também estabelece regras específicas para atividades ininterruptas, turnos, serviços essenciais e setores nos quais a sazonalidade afeta a prestação de serviços.

Esse ponto é relevante para áreas como saúde, segurança, transporte, energia, indústria, comércio, hotelaria e serviços que funcionam em fins de semana ou de forma contínua.

A existência de exceções não significa que esses setores ficarão automaticamente fora da nova regra. O texto indica que haverá tratamento próprio para compatibilizar a redução da jornada com a necessidade de funcionamento permanente.

A regulamentação desses pontos será decisiva para definir como empresas organizarão escalas, folgas, banco de horas, compensações e acordos coletivos.

Regra do “superfuncionário” fica no texto

O relatório aprovado também cria uma regra específica para trabalhadores do setor privado com ensino superior e remuneração acima de dois tetos e meio do INSS.

Pelo valor atual, esse limite equivale a R$ 21.188,87. Para esse grupo, as regras de duração e controle de jornada não valerão automaticamente da mesma forma que para os demais trabalhadores.

O texto permite a imposição de limite de horas apenas mediante previsão em acordo ou convenção coletiva de trabalho, respeitando o novo limite de dois dias de repouso semanal remunerado.

Na prática, trabalhadores enquadrados nesse perfil poderão organizar as 40 horas de trabalho dentro de cinco dias, desde que respeitados os parâmetros previstos na PEC e nas negociações coletivas aplicáveis.

O relator Leo Prates defendeu que a medida moderniza relações laborais de profissionais considerados hipersuficientes e ajuda a combater a pejotização. Segundo essa lógica, a regra pode incentivar empresas a manter profissionais de maior custo no regime celetista.

MEI deve ser tratado em lei separada

Embora não faça parte diretamente da PEC, o relatório também prevê que uma lei à parte trate da flexibilização das contratações por microempreendedores individuais e da atualização do teto de faturamento do MEI.

Atualmente, o limite anual do microempreendedor individual é de R$ 81 mil. A atualização do teto é uma demanda antiga de setores produtivos e de profissionais autônomos.

O tema foi alinhado entre o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo o texto-base. A discussão ganhou relevância porque mudanças na jornada formal podem aumentar a procura por formatos alternativos de contratação.

A separação do tema em lei própria evita que a PEC concentre alterações trabalhistas e regras sobre microempreendedorismo no mesmo texto constitucional.

O que falta para a PEC virar lei

A aprovação na Câmara não encerra a tramitação. A PEC ainda precisa passar pelo Senado Federal.

Primeiro, o texto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça. Depois, seguirá para votação em plenário. Para ser aprovada, a proposta precisará de apoio de pelo menos três quintos dos senadores, em dois turnos.

Se o Senado aprovar o texto sem alterações, a PEC poderá ser promulgada pelo Congresso. Se os senadores fizerem mudanças de mérito, a proposta volta para nova análise da Câmara.

Por isso, as regras ainda não estão em vigor. A escala 6×1 só será efetivamente alterada após a conclusão da tramitação no Senado e a promulgação da emenda constitucional.

Aprovação amplia pressão sobre Senado e empresas

A aprovação da PEC do fim da escala 6×1 por ampla maioria na Câmara coloca pressão política sobre o Senado e antecipa debates no setor empresarial.

Para trabalhadores, a proposta representa uma mudança relevante na organização da semana laboral, com redução da jornada para 40 horas e previsão de dois dias de folga. Para empresas, o texto exige adaptação de escalas, custos, contratos, produtividade e negociações coletivas.

O resultado da votação também mostra que a pauta conseguiu apoio amplo, inclusive em partidos fora da base do governo. A resistência ficou restrita a uma minoria de deputados, apesar de divergências internas em bancadas da oposição.

Nos próximos meses, o foco estará no Senado. A tramitação na Casa Alta definirá se o texto aprovado pela Câmara será mantido, alterado ou rejeitado. Até lá, empresas, trabalhadores, sindicatos e governos devem intensificar negociações sobre os impactos da nova jornada.

Tags: 40 horas semanaisCâmara dos DeputadosCLTescala 6x1fim da escala 6×1jornada de trabalhoLeo PratesPEC da escala 6×1PolíticaReginaldo LopesSenado Federaltrabalhadorestrabalho

LEIA MAIS

Trump Publica Foto Com Flávio Bolsonaro Após Anúncio De Tarifa
Política

Trump publica foto com Flávio Bolsonaro após tarifa contra o Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta terça-feira (2) fotos de um encontro com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), realizado em 26 de maio no Salão...

Leia Maisdetalhes
Lula Chama Filhos De Bolsonaro De “Traidores” E Reage A Tarifaço De Trump - Gazeta Mercantil
Política

Lula chama filhos de Bolsonaro de “traidores” e reage a tarifaço de Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou o tom contra a família Bolsonaro nesta terça-feira (2), durante agenda oficial em Catalão, no sudeste de Goiás, ao reagir...

Leia Maisdetalhes
Abono Salarial Do Pis/Pasep L- Gazeta Mercantil
Trabalho

PIS/Pasep 2026 libera novo lote em junho; veja calendário e quem tem direito

O pagamento do PIS/Pasep 2026 entra em nova etapa em 15 de junho, quando trabalhadores nascidos em julho e agosto passam a ter acesso ao abono salarial, benefício...

Leia Maisdetalhes
Escala 6X1: Pec Apoiada Por Flávio Bolsonaro Acirra Disputa No Senado - Gazeta Mercantil - Política
Política

Escala 6×1: PEC apoiada por Flávio Bolsonaro acirra disputa no Senado

A disputa sobre o fim da escala 6x1 ganhou novo capítulo no Senado com a apresentação da PEC 12/2026, proposta pelo senador Rogerio Marinho (PL-RN) e apoiada por...

Leia Maisdetalhes
Ronaldo Caiado, Pré-Candidato À Presidencia Da República- Gazeta Mercantil
Política

Lula perde folga e empata com Caiado e Zema no 2º turno, diz pesquisa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece competitivo nas simulações de segundo turno da eleição presidencial de 2026, mas perde margem de segurança quando enfrenta governadores...

Leia Maisdetalhes

Veja Também

Trump Publica Foto Com Flávio Bolsonaro Após Anúncio De Tarifa
Política

Trump publica foto com Flávio Bolsonaro após tarifa contra o Brasil

Leia Maisdetalhes
Bolsas Da Europa Sobem Com Impulso De Ia, E Milão Renova Máxima Histórica - Gazeta Mercantil
Mercados

Bolsas da Europa sobem com impulso de IA, e Milão renova máxima histórica

Leia Maisdetalhes
Cbs E Ibs: Os Novos Impostos Que Começam Em 2026 E Podem Mudar Preços No Brasil - Gazeta Mercantil
Economia

CBS e IBS: os novos impostos que começam em 2026 e podem mudar preços no Brasil

Leia Maisdetalhes
Petrobras (Petr4) Adere A Subsídio De R$ 1,12 Por Litro Para Diesel - Gazeta Mercantil
Economia

Petrobras (PETR4) adere a subsídio de R$ 1,12 por litro para diesel

Leia Maisdetalhes
Trump Reduz Tarifas Sobre Aço E Alumínio, Mas Mantém Pressão Sobre O Brasil - Gazeta Mercantil
Economia

Trump reduz tarifas sobre aço e alumínio, mas mantém pressão sobre o Brasil

Leia Maisdetalhes

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Trump publica foto com Flávio Bolsonaro após tarifa contra o Brasil

Bolsas da Europa sobem com impulso de IA, e Milão renova máxima histórica

CBS e IBS: os novos impostos que começam em 2026 e podem mudar preços no Brasil

Petrobras (PETR4) adere a subsídio de R$ 1,12 por litro para diesel

Trump reduz tarifas sobre aço e alumínio, mas mantém pressão sobre o Brasil

Economia da USP lança campanha para financiar intercâmbio e idiomas para estudantes negros

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com

Sem resultados
Todos os resultados
  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com