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Move Brasil começa a financiar carros de até R$ 150 mil; veja como ader

Programa oferece até 72 meses para taxistas e motoristas de aplicativo comprarem veículos novos, flex, híbridos ou elétricos.

por Daniel Wicker
19/06/2026 às 11h21
em Veículos
Move Brasil Começa A Financiar Carros De Até R$ 150 Mil; Veja Como Ader - Gazeta Mercantil - Veículos

O Move Brasil Táxi e Aplicativos entra em operação nesta sexta-feira, 19 de junho, com uma linha de crédito destinada a taxistas e motoristas de aplicativo interessados em comprar veículos novos de até R$ 150 mil. O programa do governo federal prevê até R$ 30 bilhões em financiamentos, prazo de pagamento de até 72 meses e condições favorecidas para a renovação da frota usada no transporte individual de passageiros.

A iniciativa contempla automóveis flex, movidos exclusivamente a etanol, híbridos ou elétricos produzidos por montadoras habilitadas no Programa Mobilidade Verde e Inovação, o Mover. Para participar, o profissional precisa fazer a solicitação pela plataforma do Move Brasil, autorizar a verificação de seus dados e aguardar a confirmação de que atende aos requisitos.

A aprovação nessa primeira etapa não significa que o crédito será automaticamente liberado. Depois de obter a confirmação de participação, o motorista deverá procurar uma concessionária e uma instituição financeira que opere a linha. O banco ficará responsável pela análise de crédito, definição das garantias e aprovação final do financiamento.

Para motoristas de aplicativo, o programa exige cadastro ativo há pelo menos 12 meses na mesma plataforma e a realização de, no mínimo, 100 corridas nesse período. Taxistas precisam possuir licença e registros ativos, além de manter regularidade fiscal.

O Move Brasil também pode atender profissionais vinculados a cooperativas, desde que cumpram as condições estabelecidas pelo programa.

Crédito de até R$ 30 bilhões busca renovar frota profissional

O programa foi criado para ampliar o acesso de motoristas profissionais a carros novos, reduzir o custo do financiamento e estimular a substituição de veículos antigos por modelos mais eficientes.

A linha de crédito conta com recursos e garantias estruturados pelo governo federal e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. O objetivo é reduzir o risco das operações e permitir que bancos ofereçam condições mais favoráveis do que as normalmente encontradas no mercado.

O volume potencial de até R$ 30 bilhões coloca o Move Brasil entre as maiores iniciativas de crédito já anunciadas para taxistas e motoristas de aplicativo no país.

Os recursos poderão ser usados exclusivamente na compra de veículos novos que atendam aos critérios do programa. Automóveis usados, seminovos ou com preço acima de R$ 150 mil não entram na linha especial.

O limite considera o preço final de venda do automóvel. Por isso, acessórios, serviços, seguros ou custos adicionais que elevem o valor total acima do teto podem alterar a elegibilidade da operação.

O financiamento será realizado por instituições financeiras credenciadas. Cada banco poderá adotar seus próprios procedimentos internos de análise, exigir documentos complementares e avaliar capacidade de pagamento, histórico financeiro e garantias.

Quem pode participar do Move Brasil

O Move Brasil Táxi e Aplicativos foi estruturado para profissionais que usam o automóvel diretamente como instrumento de trabalho.

No caso dos motoristas de aplicativo, o primeiro requisito é possuir cadastro ativo há pelo menos 12 meses em uma mesma plataforma digital. O profissional também precisa comprovar a realização de pelo menos 100 corridas durante esse período.

A exigência busca restringir o benefício a trabalhadores que efetivamente atuam no transporte individual de passageiros, evitando que pessoas sem atividade profissional regular usem a linha apenas para comprar um carro novo.

A verificação será feita pela própria plataforma de transporte indicada no momento do cadastro. Para isso, o motorista deverá autorizar o compartilhamento das informações necessárias por meio da conta Gov.br.

Os taxistas precisam possuir licença e registro ativos nos órgãos competentes. A situação profissional e fiscal será conferida a partir de bases públicas, incluindo informações relacionadas a pedidos de isenção de impostos concedidos à categoria.

Profissionais ligados a cooperativas também podem participar, desde que atendam aos critérios previstos e estejam vinculados a entidades habilitadas.

Como fazer o cadastro no Move Brasil

A solicitação começa na plataforma oficial do programa. O interessado deve entrar com sua conta Gov.br e selecionar a opção destinada à adesão ao Move Brasil Táxi e Aplicativos.

Após o acesso, o profissional precisa informar se atua como taxista ou motorista de aplicativo. Quem trabalha por plataforma deverá indicar a empresa na qual mantém o cadastro profissional.

O sistema apresentará um termo de consentimento para consulta e compartilhamento de dados. A autorização é necessária para que o governo, a plataforma digital ou a Receita Federal verifiquem se o solicitante atende aos requisitos.

Depois da leitura, o motorista deve confirmar a solicitação e acompanhar o andamento pela própria plataforma.

O passo a passo é o seguinte:

  1. Acessar a página oficial do Move Brasil;
  2. Entrar com CPF e senha da conta Gov.br;
  3. Selecionar a opção “Solicitar adesão”;
  4. Informar se atua como taxista ou motorista de aplicativo;
  5. Indicar a plataforma de transporte, quando aplicável;
  6. Ler e aceitar o termo de autorização de dados;
  7. Confirmar a solicitação;
  8. Aguardar a análise de elegibilidade.

O governo informa que a resposta deverá ser apresentada em até cinco dias úteis depois da solicitação.

Motorista será avisado pelo Gov.br e pelo WhatsApp

O resultado da análise poderá ser consultado na própria plataforma do Move Brasil. O motorista também poderá receber comunicação pela caixa postal da conta Gov.br e por mensagem de WhatsApp.

A aprovação significa apenas que o profissional atende às condições básicas para participar do programa. Ela não representa uma promessa de liberação do dinheiro nem substitui a análise bancária.

Se a solicitação for recusada, o motorista deverá verificar o motivo apontado no sistema. Dados desatualizados, tempo insuficiente de cadastro, número de corridas abaixo do mínimo ou irregularidades nos registros podem impedir a confirmação.

Motoristas de aplicativo dependem do envio correto das informações pela plataforma digital. Taxistas, por sua vez, precisam manter os registros profissionais e fiscais atualizados.

O consentimento para verificação dos dados é obrigatório. Sem essa autorização, o governo não consegue confirmar a atividade profissional nem liberar o motorista para a etapa bancária.

Aprovação no programa não garante financiamento

Depois de receber a confirmação de participação, o motorista poderá procurar uma concessionária que venda modelos habilitados e uma instituição financeira participante.

Nesse momento começa a análise de crédito propriamente dita. O banco avaliará renda, capacidade de pagamento, histórico financeiro, endividamento, eventuais restrições cadastrais e garantias disponíveis.

A instituição financeira poderá aprovar integralmente o valor solicitado, liberar um financiamento menor ou recusar a operação. A decisão final é do banco, que assume o risco do crédito.

Por esse motivo, motoristas com aprovação no Move Brasil ainda podem ter o pedido negado. O programa reduz custos e oferece mecanismos de garantia, mas não elimina os critérios tradicionais usados pelas instituições financeiras.

O profissional deve comparar o custo efetivo total, o valor das parcelas, os seguros incluídos, as tarifas e as condições de antecipação do pagamento.

Mesmo com juros favorecidos, o financiamento representa uma obrigação de longo prazo. Antes da contratação, o motorista precisa calcular se a renda obtida com as corridas ou com o táxi será suficiente para pagar as parcelas e os demais custos do veículo.

Financiamento pode chegar a 72 meses

O prazo máximo previsto pelo Move Brasil é de 72 meses, equivalente a seis anos. A linha também pode oferecer até seis meses de carência para o início do pagamento do principal, conforme as condições aprovadas pela instituição financeira.

O prazo maior reduz o valor mensal das prestações, mas pode aumentar o custo total pago ao longo do contrato. Já a carência permite que o profissional comece a usar o veículo e gerar renda antes de iniciar a amortização principal.

As condições exatas podem variar conforme o banco, o perfil do motorista, o valor financiado e o modelo escolhido.

O governo anunciou ainda a possibilidade de financiamento sem entrada. Isso não significa, porém, que todas as operações serão aprovadas com cobertura de 100% do valor do carro.

A instituição financeira poderá exigir participação inicial do comprador dependendo da análise de risco, da capacidade de pagamento ou das garantias disponíveis.

A recomendação é solicitar uma simulação detalhada antes de assinar o contrato. O documento deve mostrar taxa de juros, custo efetivo total, número de parcelas, valor mensal, carência, seguros e demais despesas.

Quais veículos podem ser comprados

O Move Brasil financia apenas automóveis novos de montadoras habilitadas no Programa Mover e que atendam aos critérios de sustentabilidade definidos pelo governo.

São aceitos veículos flex, híbridos, elétricos ou movidos exclusivamente a etanol, desde que o preço final não ultrapasse R$ 150 mil.

Entre as fabricantes habilitadas estão marcas como Volkswagen, Fiat, Citroën, Jeep, Peugeot, Renault, Geely, Chevrolet, Honda, Hyundai, Nissan, Toyota, BMW, BYD e GWM.

A lista de modelos pode sofrer alterações conforme preços, versões, habilitação das montadoras e atualização das regras. O motorista deve consultar a relação oficial antes de fechar a compra.

Modelos citados entre os potenciais participantes incluem Volkswagen Polo e T-Cross, Chevrolet Onix e Tracker, Hyundai HB20 e Creta, Toyota Corolla Cross, BYD Dolphin Mini, GWM Ora 03, Fiat Pulse e Fastback e Jeep Renegade.

A presença de um modelo na lista depende também da versão escolhida. Uma configuração mais completa pode ultrapassar o teto de R$ 150 mil, ainda que versões de entrada do mesmo automóvel sejam elegíveis.

Montadoras precisam oferecer veículos habilitados

As fabricantes interessadas precisam aderir ao programa e cadastrar os veículos que atendem às exigências técnicas e ambientais.

O governo poderá estabelecer contrapartidas, incluindo descontos mínimos sobre determinados modelos. A medida busca fazer com que parte do benefício financeiro chegue diretamente ao motorista na forma de redução do preço.

As montadoras também precisam estar habilitadas no Programa Mover, política industrial voltada à eficiência energética, inovação e redução das emissões no setor automotivo.

A exigência vincula a política de crédito à modernização da indústria. Além de renovar a frota profissional, o governo pretende estimular a produção de veículos mais eficientes e apoiar investimentos de fabricantes instalados no país.

Para as montadoras, o Move Brasil pode abrir um mercado relevante. Taxistas e motoristas de aplicativo rodam distâncias maiores do que consumidores comuns e substituem seus veículos com mais frequência.

A demanda, no entanto, dependerá das taxas efetivamente oferecidas pelos bancos, da capacidade de aprovação dos profissionais e dos descontos praticados pelas fabricantes.

Taxistas e motoristas devem calcular custo total do carro

A parcela do financiamento é apenas um dos custos relacionados à aquisição de um veículo novo. O motorista também deve considerar seguro, licenciamento, manutenção, pneus, combustível, energia elétrica, impostos e taxas das plataformas.

Veículos híbridos ou elétricos podem reduzir despesas com combustível, mas apresentam preços, seguros e condições de recarga diferentes. O resultado econômico depende da quilometragem rodada, da disponibilidade de infraestrutura e do custo da energia.

Modelos flex podem ter manutenção mais conhecida e rede de assistência mais ampla, enquanto automóveis elétricos oferecem menor custo por quilômetro em determinadas condições de uso.

Para quem trabalha muitas horas por dia, fatores como conforto, espaço interno, consumo, durabilidade, garantia e valor de revenda também são relevantes.

A escolha não deve considerar apenas o valor da parcela. Um carro barato para comprar pode ter consumo elevado ou manutenção mais cara, reduzindo a renda líquida do motorista.

Antes de contratar, o profissional deve estimar quanto o novo veículo poderá aumentar sua receita ou reduzir seus custos em comparação com o automóvel atual.

Programa pode movimentar montadoras e concessionárias

O início do Move Brasil deve aumentar a procura por automóveis de até R$ 150 mil e criar uma nova frente de vendas para montadoras e concessionárias.

O setor automotivo acompanha o programa como oportunidade de ampliar emplacamentos em um público que utiliza o carro como ferramenta de geração de renda.

A linha também pode beneficiar bancos, seguradoras, empresas de manutenção e fornecedores de equipamentos automotivos. A renovação da frota profissional tende a movimentar uma cadeia extensa de serviços.

Para as plataformas de transporte, veículos mais novos podem melhorar a experiência dos passageiros, reduzir falhas mecânicas e ampliar a oferta de carros que atendam às categorias superiores dos aplicativos.

O impacto econômico dependerá do volume efetivamente contratado. O limite de R$ 30 bilhões representa a capacidade potencial da linha, e não uma garantia de que todo o montante será usado imediatamente.

A velocidade das liberações estará ligada à adesão dos motoristas, à análise dos bancos, à oferta de veículos e às condições financeiras apresentadas.

Move Brasil entra em vigor com foco na renovação da frota

A entrada em operação do Move Brasil Táxi e Aplicativos abre uma nova alternativa de financiamento para profissionais que dependem do automóvel para trabalhar.

O programa reúne crédito de até R$ 30 bilhões, veículos de até R$ 150 mil, prazo máximo de 72 meses e possibilidade de condições favorecidas. Em contrapartida, exige comprovação de atividade profissional, validação de dados e aprovação bancária.

Motoristas de aplicativo precisam demonstrar pelo menos 12 meses de cadastro e 100 corridas na mesma plataforma. Taxistas devem manter licenças, registros e situação fiscal regular.

O cadastro é feito pela conta Gov.br, e a resposta sobre a elegibilidade deve ser enviada em até cinco dias úteis. Depois disso, o motorista poderá escolher um veículo habilitado e procurar uma instituição financeira.

A principal ressalva é que a confirmação no programa não garante o crédito. A compra só será concluída depois da análise financeira e da aprovação do banco.

Para taxistas e motoristas de aplicativo, o programa pode reduzir o custo de substituição do carro, mas a decisão exige planejamento. O benefício será efetivo quando a parcela, a manutenção e as demais despesas couberem na renda gerada pelo próprio veículo.

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