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Projeção de inflação 2025 cai para 4,56% e se aproxima do teto da meta

por Redação
21/11/2025
em Economia, Destaque, News
Projeção De Inflação 2025 Cai Para 4,56% E Se Aproxima Do Teto Da Meta - Gazeta Mercantil

Projeção de inflação 2025 recua e se aproxima do teto da meta, aponta mercado

Economistas do mercado financeiro revisaram para baixo a projeção de inflação 2025, indicando um cenário de preços mais controlado no próximo ano. Segundo o levantamento mais recente do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 4,70% para 4,56%, o que coloca a projeção muito próxima do teto da meta oficial — fixada em 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual.

A revisão reforça a percepção de que o país deve encerrar 2025 com inflação ainda acima do centro da meta, mas sob controle. Além do IPCA, o mercado ajustou previsões para o Produto Interno Bruto (PIB), taxa Selic e cotação do dólar, refletindo expectativas mais moderadas para a economia nos próximos anos.


Inflação mais próxima do limite da meta

O recuo na projeção de inflação 2025 mostra uma tendência de desaceleração gradual dos preços, ainda que em um nível considerado elevado. O teto da meta de 4,5% serve como parâmetro para medir o sucesso da política monetária, e a previsão atual de 4,56% indica que o Banco Central continua enfrentando o desafio de equilibrar estímulos econômicos com o controle inflacionário.

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O mercado também reduziu as expectativas para os anos seguintes. Em 2026, o IPCA projetado passou de 4,27% para 4,20%; em 2027, de 3,83% para 3,82%; e em 2028, de 3,60% para 3,54%. As revisões sugerem que o cenário inflacionário deve continuar em trajetória de ajuste, ainda que de forma lenta e gradual.

Essa tendência é considerada positiva, pois reflete o impacto das políticas monetárias restritivas adotadas pelo Banco Central e a expectativa de estabilidade dos preços de commodities e serviços.


Projeções para o crescimento do PIB

As estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro também foram levemente ajustadas. Para 2025, o crescimento esperado caiu de 2,17% para 2,16%, e para 2026 passou de 1,80% para 1,78%. Em 2027, a projeção aumentou marginalmente para 1,83%, enquanto 2028 permanece em 2,00%.

Os números indicam um ritmo de expansão moderado, consistente com uma economia que ainda sente os efeitos dos juros elevados e de um ambiente global mais cauteloso. Apesar da desaceleração, o crescimento projetado demonstra resiliência diante das pressões inflacionárias e dos desafios externos.


Taxa Selic permanece estável nas projeções

As previsões para a taxa básica de juros (Selic) permaneceram inalteradas no horizonte das projeções. O mercado mantém a expectativa de Selic em 15% para 2025, 12,25% em 2026, 10,50% em 2027 e 10,00% em 2028.

Esses níveis sugerem que o Banco Central ainda deve adotar uma postura conservadora no curto prazo, priorizando o combate à inflação antes de sinalizar cortes mais expressivos. A estabilidade das projeções também indica que o mercado enxerga um ambiente de menor volatilidade e de maior previsibilidade monetária.

Com uma projeção de inflação 2025 ainda próxima do teto da meta, a manutenção da Selic em patamar elevado é vista como necessária para consolidar o controle dos preços e ancorar as expectativas futuras.


Dólar deve se manter acima de R$ 5,40

O câmbio foi outro ponto de revisão. A nova projeção indica que o dólar deve encerrar 2025 em R$ 5,41, abaixo da estimativa anterior de R$ 5,45. Para os anos seguintes, as projeções apontam estabilidade em torno de R$ 5,50, o que sugere uma expectativa de menor volatilidade cambial e de manutenção da confiança dos investidores estrangeiros.

Apesar da leve melhora, o patamar ainda é considerado alto, refletindo as incertezas externas e o ambiente político doméstico. A cotação acima de R$ 5,00 é interpretada como um equilíbrio entre as forças do mercado — de um lado, o fluxo positivo de exportações e, de outro, a cautela diante das variáveis fiscais e geopolíticas.


O que explica a revisão das projeções

A revisão da projeção de inflação 2025 decorre de fatores que apontam para um cenário de estabilidade de preços no médio prazo. Entre os principais motivos estão a desaceleração da economia global, a redução dos custos de energia e a expectativa de crescimento moderado da demanda interna.

Os indicadores de inflação subjacente — que excluem preços mais voláteis, como alimentos e combustíveis — mostram sinais de desaceleração, reforçando a percepção de que o ciclo de alta de preços começa a perder força.

Outro fator importante é o comportamento das expectativas fiscais. A aprovação de medidas de controle de gastos e o esforço do governo para manter o equilíbrio das contas públicas ajudam a reduzir o risco de inflação futura, aumentando a credibilidade da política econômica.


Riscos e incertezas ainda no radar

Apesar da melhora nas projeções, economistas alertam que o cenário continua sensível a choques externos e domésticos. Entre os principais riscos para o controle inflacionário estão:

  • Alta dos preços internacionais do petróleo, que pode afetar os combustíveis no Brasil;

  • Desvalorização do real, que impacta produtos importados e componentes industriais;

  • Condições climáticas adversas, que podem pressionar o preço dos alimentos;

  • Expansão fiscal excessiva, caso o governo aumente gastos sem compensações adequadas.

Esses fatores podem alterar o equilíbrio das previsões, forçando o Banco Central a manter uma política monetária mais rigorosa por mais tempo.


O cenário para 2025 e além

Com a projeção de inflação 2025 em 4,56%, o país se aproxima de um cenário de estabilidade, mas ainda distante da meta ideal. O desafio para os próximos meses será garantir que a convergência continue e que os fatores de risco não revertam o progresso obtido.

O cenário de crescimento econômico moderado e juros altos sugere que o ajuste ainda está em curso. A expectativa de redução gradual da Selic nos próximos anos dependerá da confirmação dessa trajetória de desaceleração inflacionária.

Para os agentes do mercado, o novo quadro indica que o Brasil caminha para uma fase de maior previsibilidade econômica, o que pode favorecer o investimento produtivo e a retomada mais sólida do consumo das famílias.


Perspectivas de médio prazo

As projeções até 2028 indicam que o país deve manter a inflação dentro dos limites da meta, ainda que ligeiramente acima do centro. A trajetória esperada de queda dos juros e estabilidade do câmbio tende a fortalecer o ambiente de negócios e a confiança do investidor.

O desafio do governo e das autoridades monetárias será sustentar esse equilíbrio diante de possíveis pressões fiscais e de um cenário internacional incerto.

Com ajustes graduais e políticas consistentes, o Brasil pode consolidar um ciclo de estabilidade econômica mais duradouro, capaz de estimular crescimento sustentável e controlar a inflação sem comprometer o emprego e o investimento.

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