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Apagão em São Paulo gera prejuízo bilionário ao comércio e serviços

por Álvaro Lima - Repórter de Economia
12/12/2025 às 12h45
em Destaque, Economia, Notícias
Apagão Em São Paulo Gera Prejuízo Bilionário Ao Comércio E Serviços - Gazeta Mercantil

Apagão em São Paulo já causa rombo bilionário e expõe fragilidade econômica de comércio e serviços na maior cidade do país

A interrupção prolongada do fornecimento de energia elétrica provocou um impacto significativo na atividade econômica da capital paulista, reacendendo discussões sobre infraestrutura, desempenho das distribuidoras e capacidade de reação de setores altamente dependentes da operação contínua. A estimativa mais recente da FecomercioSP aponta que o apagão em São Paulo gerou perdas superiores a R$ 1,54 bilhão entre quarta-feira e quinta-feira, atingindo especialmente os segmentos de serviços e comércio. O levantamento confirma que a dimensão do prejuízo ultrapassa a simples paralisação das atividades e cria uma cadeia de efeitos que se prolongará pelos próximos dias.

Segundo a entidade, o setor de serviços respondeu por mais de R$ 1 bilhão das perdas estimadas, enquanto o comércio deixou de faturar cerca de R$ 511 milhões no período analisado. A interrupção de energia afetou diretamente 2,2 milhões de imóveis na fase inicial e manteve cerca de 1 milhão de unidades sem fornecimento até o dia seguinte. Em termos percentuais, 18% da cidade permanece com frentes de operação comprometidas, prejudicando empresas que dependem de iluminação, refrigeração, sistemas eletrônicos, meios de pagamento e fluxo constante de atendimento ao público.

A avaliação considera o volume de negócios interrompidos e a impossibilidade de atuação plena das empresas diante da ausência de condições mínimas de operação. O apagão em São Paulo revelou a vulnerabilidade de setores que não conseguem recuperar vendas perdidas e, portanto, acumulam prejuízos irreversíveis.


Serviços sofrem impacto desproporcional e revelam dependência da energia contínua

O setor de serviços foi o mais afetado pelo apagão em São Paulo, apresentando perdas acima de R$ 1 bilhão. A razão está no modelo de funcionamento dessas atividades, que dependem essencialmente da disponibilidade constante de energia para operar. Restaurantes não conseguem preparar alimentos, salões suspendem atendimentos, consultórios fecham as portas e prestadores autônomos ficam completamente impedidos de trabalhar.

Essa particularidade diferencia o setor de serviços de outros segmentos da economia. A maioria das vendas perdidas não pode ser recuperada posteriormente, uma vez que a oportunidade comercial é única. Isso significa que, quando um cliente deixa de consumir um serviço, a receita desaparece definitivamente, não havendo possibilidade de remarcação capaz de compensar o prejuízo. O apagão em São Paulo escancara essa fragilidade.

Economistas alertam que o impacto de um evento dessa magnitude ultrapassa a perda imediata de faturamento. A paralisação desencadeia um efeito em cadeia que envolve descumprimento de prazos, alteração de fluxos logísticos, ruptura de contratos e postergação de decisões de consumo. A confiança do consumidor é afetada, e a instabilidade energética passa a influenciar até mesmo expectativas de curto prazo.


Comércio acumula perdas milionárias e avalia riscos de novos apagões

O comércio paulista sofreu uma perda estimada de R$ 511 milhões no período analisado. Lojas ficaram fechadas, supermercados tiveram de lidar com interrupções de equipamentos essenciais, e pequenos negócios registraram forte impacto devido à impossibilidade de utilizar sistemas de pagamento digital. Sem energia, estabelecimentos não conseguem emitir notas fiscais, operar caixas, controlar estoque ou garantir uma experiência mínima ao consumidor.

O apagão em São Paulo revelou também a dificuldade de empresas de menor porte em lidar com picos de tensão e interrupções prolongadas. Sem geradores, sistemas de emergência ou estrutura financeira para absorver danos materiais, esses negócios acumulam prejuízos que vão desde produtos perecíveis perdidos até danos irreversíveis em equipamentos eletrônicos.

O setor ainda enfrenta um segundo desafio: o comportamento do consumidor. Em períodos de instabilidade, o público tende a adiar compras e reduzir deslocamentos, agravando o efeito econômico além dos dias sem operação.


Prejuízo real deve ser maior que o estimado inicialmente

A FecomercioSP destaca que o valor de R$ 1,54 bilhão não reflete a totalidade dos danos econômicos. As estimativas incluem apenas as perdas de faturamento e não contemplam os efeitos indiretos da crise. No caso do apagão em São Paulo, danos materiais, perda de estoque perecível, multas contratuais por atrasos e custos fixos mantidos sem contraprestação de receita elevam substancialmente o rombo.

Para muitos setores, especialmente o varejo alimentício, a perda de estoques representa um choque financeiro severo. Equipamentos queimados também entram na conta, e os consertos não apenas têm custo elevado, como interrompem ainda mais o funcionamento das empresas.

A ausência de energia também provoca atrasos sistêmicos que repercutem na logística urbana. Empresas deixam de receber mercadorias, motoristas alteram rotas, centros de distribuição atrasam entregas, e redes de abastecimento passam por reajustes emergenciais. Esses efeitos ampliam o prejuízo de forma silenciosa, mas contínua.

Os danos totais, segundo especialistas, podem ultrapassar facilmente os R$ 2 bilhões, aproximando-se do impacto registrado no episódio semelhante ocorrido em outubro de 2024.


Especialistas apontam efeitos econômicos prolongados do apagão em São Paulo

Economistas ouvidos por entidades do setor destacam que o apagão em São Paulo não deve ser analisado apenas como um evento pontual. A interrupção de energia em uma metrópole com a complexidade de São Paulo gera efeitos prolongados, particularmente pela dimensão da atividade econômica local e pela interdependência entre setores.

Entre os impactos secundários mais significativos, destaca-se a interrupção de contratos de grande porte. Empresas que dependem de prazos rígidos para prestar serviços sofrem com penalidades, realocação de equipes e renegociações emergenciais. A cadeia de fornecimento também fica prejudicada de forma intensa: atrasos em estoques, mudanças na distribuição e perda de sincronização entre fornecedores e varejistas elevam custos operacionais.

Além disso, setores ligados à prestação de serviços de alta rotatividade, como beleza, alimentação, saúde privada e consultorias, apresentam perdas irreversíveis. A impossibilidade de atender clientes em dias de apagão não se converte em demanda futura, o que mantém os prejuízos sem possibilidade de compensação.

Professores e economistas reforçam que a interrupção da energia afeta também a confiança empresarial. O apagão em São Paulo intensifica receios sobre estabilidade da infraestrutura e capacidade de resposta das distribuidoras. Em cidades com grande peso econômico, o efeito psicológico sobre empresários e consumidores se traduz em menor disposição ao consumo imediato.


Histórico recente mostra risco crescente de nova crise energética urbana

O episódio atual reacende o alerta sobre episódios anteriores de desabastecimento e falhas prolongadas no fornecimento de energia. Em outubro de 2024, São Paulo enfrentou situação semelhante, com perdas econômicas que chegaram a quase R$ 2 bilhões. O novo apagão em São Paulo reforça a percepção de que a cidade está vulnerável a eventos climáticos extremos, como ciclones e tempestades repentinas, capazes de comprometer rapidamente a infraestrutura elétrica.

Esses episódios sucessivos levantam questionamentos sobre a capacidade das distribuidoras de energia de ampliar investimentos, fortalecer redes e garantir respostas rápidas. A recorrência de eventos graves em curto intervalo evidencia a necessidade de planejamento robusto, que envolva autoridades municipais, estaduais, federais e operadores do sistema energético.

Empresários temem que a frequência crescente desses episódios comprometa o ambiente de negócios, afete investimentos e torne mais difícil a manutenção da competitividade da cidade como polo econômico.


FecomercioSP orienta empresas a registrar formalmente ocorrências

Diante do cenário causado pelo apagão em São Paulo, a FecomercioSP recomenda que empresas e consumidores afetados formalizem o registro de reclamações junto à distribuidora responsável. O protocolo é essencial para documentar o ocorrido e fundamentar pedidos futuros de indenização ou ressarcimento. Esse procedimento administrativo também permite que dados oficiais alimentem relatórios usados para aprimorar a qualidade do serviço.

A formalização é indispensável para acionar mecanismos de compensação previstos na legislação e nas normas da ANEEL. Sem registro de protocolo, o processo de análise de danos tende a ser mais lento e menos eficiente.

A entidade reforça que, mesmo empresas que conseguiram operar parcialmente em locais com energia, devem registrar ocorrências se sofreram perdas decorrentes da interrupção prolongada.


Como funciona o ressarcimento por danos materiais

A legislação determina que, em casos de danos a equipamentos eletroeletrônicos, a distribuidora deve oferecer canais de atendimento para análise e solução. O apagão em São Paulo implica, portanto, obrigações específicas à concessionária responsável.

Caso a distribuidora não dê resposta dentro do prazo regulamentar, o consumidor pode recorrer à ouvidoria da empresa e, posteriormente, à ANEEL, sempre munido do número de protocolo inicial. Se o impasse persistir, órgãos de defesa do consumidor têm competência para intermediar pedidos de indenização.

Quando a interrupção de energia ultrapassa 24 horas na área urbana ou 48 horas em áreas rurais, os Procons podem atuar em processos de reparação por danos econômicos, desde que haja comprovação das perdas.


Provas são fundamentais para pedidos de ressarcimento

Para empresas e consumidores prejudicados pelo apagão em São Paulo, a FecomercioSP recomenda reunir provas documentais dos prejuízos sofridos. Fotografias de produtos estragados, registros de estoque, relatórios contábeis, documentos internos, comprovantes de funcionamento interrompido e relatórios de faturamento são essenciais para embasar pedidos de indenização.

Sem documentação adequada, os processos de ressarcimento perdem consistência e têm maior probabilidade de serem negados.

Tags: comércio e serviços SPcrise energética SPEconomiaEnel SP problemasfalta de energia São Pauloimpacto econômico apagãoprejuízo comércio SPtempestade em São Paulo

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Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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