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Atacadão lança ofensiva até 2030 e pode virar o jogo contra o Assaí (ASAI3)

por João Souza - Repórter de Negócios
19/02/2026 às 19h02 - Atualizado em 14/05/2026 às 16h46
em Negócios, Destaque, Notícias
Atacadão - Gazeta Mercantil

Atacadão anuncia ofensiva até 2030 e amplia pressão sobre ASAI3

O Atacadão elevou o tom da disputa no atacarejo ao detalhar seu Plano Estratégico 2030 e sinalizar uma política agressiva de preços, expansão e fortalecimento de marcas próprias. O movimento, anunciado junto aos resultados do quarto trimestre de 2025, redesenha o equilíbrio competitivo do varejo alimentar brasileiro e amplia a pressão sobre o Assaí (ASAI3), principal concorrente no segmento.

Com o Ibovespa aos 188.534 pontos e o dólar cotado a R$ 5,22, o mercado acompanha com atenção a reconfiguração do setor. O atacarejo consolidou-se como o formato mais resiliente do varejo alimentar nos últimos anos, especialmente em períodos de renda pressionada e busca por eficiência no consumo. Nesse contexto, o Atacadão reforça sua estratégia de liderança em preço e escala operacional.

Plano Estratégico 2030 coloca preço no centro da disputa

O Plano Estratégico 2030 do Atacadão estabelece como diretriz manter um índice de preços 1,5 ponto percentual abaixo do Assaí. A meta não é pontual, mas estrutural. A companhia pretende sustentar essa diferença como vantagem competitiva permanente, ancorada em ganho de escala, negociação com fornecedores e eficiência logística.

Em ambiente de deflação de alimentos, o foco em volume torna-se ainda mais relevante. Com preços médios pressionados, a expansão de receita depende de maior giro e aumento de tráfego nas lojas. O Atacadão aposta que a política agressiva de preços será capaz de capturar consumidores sensíveis ao custo e ampliar participação de mercado.

Analistas avaliam que a estratégia desafia diretamente as frentes que o Assaí vinha destacando como prioritárias, como marcas próprias e serviços financeiros. Ao reforçar essas mesmas alavancas, o Atacadão amplia a complexidade do cenário competitivo.

Desempenho no 4T25 e sinais de inflexão

No quarto trimestre de 2025, o Atacadão registrou vendas em mesmas lojas (SSS) de -0,9%, com queda anual de 0,4%. Embora o resultado tenha ficado próximo das estimativas para o Assaí em novembro e dezembro, foi a primeira vez desde o primeiro trimestre de 2024 que o Atacadão apresentou desempenho inferior ao concorrente.

A administração da companhia, porém, sinaliza melhora gradual no ritmo de vendas, com aceleração já observada em janeiro. O mercado agora monitora os próximos trimestres para avaliar se o Atacadão conseguirá converter a estratégia de preço em recuperação consistente de volume e rentabilidade.

Para investidores institucionais, a equação envolve não apenas receita, mas preservação de margem e disciplina de capital. Em um setor de margens estreitas, qualquer desvio na execução pode afetar projeções de Ebitda e valuation.

Pressão sobre ASAI3 e revisão de estimativas

A ofensiva do Atacadão ocorre em momento delicado para ASAI3. Após a divulgação dos resultados, analistas revisaram para baixo as projeções de Ebitda ajustado da companhia, com corte aproximado de 5%. A combinação de receita líquida abaixo do esperado e pressão em despesas operacionais levou a ajustes nas estimativas.

O preço-alvo para ASAI3 foi mantido em R$ 9,50 para dezembro de 2026, o que implica potencial de queda de cerca de 5% em relação às cotações atuais. A recomendação underweight reflete percepção de assimetria risco-retorno menos favorável diante da intensificação da concorrência.

Nesse cenário, o avanço do Atacadão adiciona uma variável estrutural ao horizonte do setor. A disputa deixa de ser episódica e passa a integrar o planejamento estratégico até o fim da década.

PIS/Cofins e monetização de créditos

Outro ponto de atenção envolve a tese de créditos de PIS/Cofins sobre bebidas, que pode gerar alívio de caixa ao Assaí. O mercado, contudo, já incorporou parte relevante dessa monetização nos preços das ações após a divulgação dos resultados.

Especialistas observam que, se o benefício fiscal não se traduzir em expansão estrutural de rentabilidade, o impacto tende a ser pontual. Nesse ambiente, a estratégia do Atacadão baseada em preço, escala e expansão física ganha ainda mais relevância como diferencial competitivo.

Expansão acelerada até 2030

O Atacadão anunciou a abertura de mais de 70 novas lojas até 2030, o que representa média superior a 14 unidades por ano. Caso o plano seja executado integralmente, a rede poderá ultrapassar 455 lojas no Brasil.

Atualmente, o Assaí opera cerca de 312 unidades e reduziu o ritmo de expansão no curto prazo para aproximadamente cinco inaugurações anuais. A diferença de cadência reforça o potencial de ganho de capilaridade do Atacadão, especialmente em regiões onde o atacarejo ainda apresenta espaço para consolidação.

A expansão do Atacadão também amplia sua capacidade de diluição de custos fixos e fortalece o poder de barganha com fornecedores. Em um ambiente macroeconômico ainda desafiador, eficiência operacional e escala tornam-se fatores críticos de sucesso.

Marca própria e diferenciação estratégica

Como parte da estratégia, o Atacadão anunciou o lançamento da marca própria Bulnez no Brasil. A iniciativa amplia o portfólio de produtos e reforça a capacidade da companhia de capturar margens superiores em itens selecionados.

Marcas próprias são tradicionalmente instrumentos de fidelização e diferenciação no varejo alimentar. Ao investir nesse segmento, o Atacadão sinaliza intenção de fortalecer sua proposta de valor além da guerra de preços, criando uma base mais robusta de rentabilidade no médio e longo prazo.

Setor entra em nova fase competitiva

O atacarejo brasileiro passa por uma fase de maturidade, com consolidação regional e maior sofisticação estratégica. O Atacadão, ao anunciar metas claras até 2030, assume protagonismo na definição dos próximos movimentos do setor.

Com o IFIX aos 3.854 pontos e investidores atentos ao comportamento do consumo doméstico, o desempenho do Atacadão será acompanhado como termômetro do varejo alimentar. A capacidade de executar expansão, sustentar preços competitivos e preservar margens determinará o equilíbrio entre crescimento e rentabilidade.

A guerra de preços tende a se intensificar nos próximos trimestres. Para o mercado, o avanço do Atacadão representa não apenas uma disputa comercial, mas um redesenho estrutural do atacarejo no Brasil. O desfecho dessa estratégia poderá influenciar valuations, recomendações e o fluxo de capital para o setor ao longo dos próximos anos.

Tags: ações do AssaíASAI3atacarejoCarrefour Brasilexpansão do Atacadãoguerra de preçosnegóciosPlano Estratégico 2030varejo alimentar

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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