terça-feira, 13 de outubro de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Empresas

Buser é alvo de reclamações por vender leito e colocar passageiros em semi-leito

Clientes relatam mudanças de categoria perto do embarque, reembolsos considerados insuficientes e forte insatisfação com o serviço entregue.

por Sidney Alves
13/09/2026 às 21h09
em Empresas
Buser É Alvo De Reclamações Por Vender Leito E Colocar Passageiros Em Semi-Leito - Gazeta Mercantil - Empresas

A Buser passou a ser alvo de forte insatisfação de passageiros que afirmam ter comprado viagens em ônibus leito ou leito individual e, posteriormente, recebido a informação de que seriam transportados em veículos semi-leito. As reclamações, registradas por consumidores em diferentes estados ao longo dos últimos meses, descrevem uma situação semelhante: o cliente escolhe uma categoria superior, paga mais pelo conforto oferecido e descobre, muitas vezes próximo ao embarque, que não receberá exatamente o serviço contratado.

O problema vai além da diferença entre dois tipos de poltrona. Para quem compra uma viagem noturna ou enfrenta trajetos de várias horas, a escolha por um ônibus leito geralmente está associada à possibilidade de descansar melhor, ter mais espaço e chegar ao destino em condições adequadas para trabalhar ou cumprir outros compromissos. Quando a empresa altera unilateralmente essa acomodação depois que a compra já foi concluída, o passageiro perde justamente a característica que pesou na decisão de pagar mais caro.

Leia também: VoaSim ganha clientes ao resolver de graça problemas de quem comprou eSIM no concorrente 

Leia também: Bollore Group chega a acordo para vender Bollore Logistics para CMA CGM por 4,6 bi de euros.

A insatisfação aparece com intensidade nos relatos públicos. Há passageiros que dizem ter escolhido a Buser exclusivamente pela disponibilidade do leito e que, diante da troca pelo semi-leito, se sentiram enganados. Outros afirmam que o reembolso oferecido não correspondeu à diferença observada entre os preços das duas categorias. Em alguns casos, o consumidor relata ter recebido a informação da mudança quando já não havia tempo razoável para buscar outra empresa ou outra viagem.

Do ponto de vista das relações de consumo, a situação envolve um princípio básico: aquilo que é anunciado e vendido integra o contrato. Se o passageiro compra uma viagem em leito, a categoria oferecida não é um detalhe secundário. Ela faz parte das condições que levaram à contratação e, quando não é entregue, abre espaço para questionamentos sobre descumprimento da oferta previsto no Código de Defesa do Consumidor.

Leia também: Eletronuclear retoma Plano de Aceleração da Linha Crítica de Angra 3.

Passageiros dizem que pagaram por leito e receberam semi-leito

Uma das queixas envolve um passageiro que afirmou ter desembolsado R$ 226,90 por uma passagem leito e posteriormente ter sido informado de que viajaria em semi-leito. Segundo o relato, a passagem da categoria inferior era comercializada por R$ 130,90, uma diferença de R$ 96 em relação ao valor pago originalmente.

O consumidor afirmou ter recebido R$ 32,41 como ressarcimento pela mudança. Considerando os preços apresentados por ele, o valor devolvido representaria pouco mais de um terço da diferença entre as duas categorias. Permaneceriam R$ 63,59 entre a diferença de preços apontada pelo passageiro e o montante efetivamente ressarcido.

Leia também: Após ser alvo de INÚMEROS cancelamentos, José Loreto desabafa sobre peso de fofocas em sua vida: “Perdi muitos trabalhos”.

Esse tipo de situação aumenta a irritação porque o problema deixa de ser apenas a substituição da poltrona e passa a envolver também a forma como o abatimento é calculado. Para o passageiro, se o serviço entregue é mais barato do que aquele pelo qual pagou, a expectativa natural é receber de volta a diferença integral entre as condições originalmente contratadas e as efetivamente oferecidas.

Outro relato descreve uma viagem comprada na categoria leito individual entre São Paulo e Uberlândia. A passageira afirmou que a acomodação foi posteriormente substituída por semi-leito e que recebeu R$ 30 de estorno. Segundo ela, a diferença entre os preços disponíveis para as categorias era maior.

Leia também: Tesouro começa a vender títulos voltados para a educação.

Também há reclamações de passageiros que afirmam ter descoberto somente no embarque que o ônibus utilizado não correspondia à categoria escolhida na reserva. Para esses clientes, o transtorno é ainda maior, porque nesse momento praticamente desaparece a possibilidade de reorganizar a viagem sem prejuízo.

Insatisfação cresce quando mudança acontece perto da viagem

Um dos pontos mais criticados pelos consumidores é o momento em que a Buser comunica a alteração. Quando a troca ocorre dias antes, o passageiro ainda pode avaliar se aceita a mudança, cancela a passagem ou procura uma alternativa. Quando a informação chega poucas horas antes do embarque, a liberdade de escolha se torna bastante limitada.

Leia também: Salário de Larissa Manoela na próxima novela da Globo vaza e impressiona.

Quem precisa chegar a outra cidade em determinado horário pode não ter condições de cancelar. Comprar uma nova passagem de última hora também pode significar um preço muito maior. Na prática, o consumidor pode acabar obrigado a aceitar o semi-leito para não perder todo o planejamento da viagem.

Esse é um dos motivos pelos quais algumas reclamações demonstram extrema insatisfação. O passageiro não está simplesmente dizendo que preferia uma poltrona melhor. Ele afirma ter pago especificamente por uma categoria e, depois de organizar toda a viagem, se vê diante de um serviço inferior ao contratado.

Em um dos relatos, uma passageira afirmou que havia comprado leito para viajar entre São José dos Campos e o Rio de Janeiro, mas recebeu a informação de que seria transferida para um semi-leito. Ela decidiu cancelar e buscar outra alternativa. A própria Buser reconheceu em resposta pública que a acomodação havia sido alterada por uma questão operacional e informou ter adotado uma solução para o caso.

As mudanças também aparecem nos relatos de clientes que utilizam a plataforma com frequência. Alguns dizem já ter enfrentado mais de uma alteração de leito para semi-leito ou executivo, o que aumenta a percepção de que o problema não seria apenas um episódio excepcional.

Leito e semi-leito são produtos diferentes

A diferença entre leito e semi-leito é reconhecida pela própria classificação comercial utilizada pela Buser. As categorias possuem características distintas de espaço, reclinação e conforto e, normalmente, são oferecidas a preços diferentes.

No semi-leito, a poltrona tem uma inclinação menor e pode apresentar configuração mais próxima dos ônibus convencionais de longa distância. No leito, o passageiro encontra uma poltrona mais larga, maior capacidade de reclinação, apoio individual e descanso para as pernas. Nas versões leito individual e leito cama, o nível de conforto e privacidade é ainda maior.

Essa diferença é especialmente relevante em viagens noturnas. Um consumidor que compra leito para viajar durante oito ou dez horas não está apenas escolhendo uma nomenclatura diferente no aplicativo. Está comprando uma experiência de viagem considerada superior e pagando mais justamente por essas características.

Por isso, a substituição pela categoria inferior pode ser interpretada como uma alteração importante no objeto contratado.

Código do Consumidor protege a oferta feita ao passageiro

O Código de Defesa do Consumidor estabelece que informações suficientemente precisas apresentadas na oferta de um produto ou serviço vinculam o fornecedor e passam a integrar o contrato. Em termos práticos, se uma empresa oferece uma viagem na categoria leito, recebe o pagamento correspondente e confirma a reserva, essa característica passa a fazer parte daquilo que deverá ser entregue ao passageiro.

Quando a oferta não é cumprida, o consumidor possui alternativas previstas na legislação. Dependendo do caso, pode exigir o cumprimento daquilo que foi originalmente contratado, aceitar um serviço equivalente ou rescindir o negócio com a devolução dos valores pagos.

Há ainda a possibilidade de abatimento proporcional quando o serviço efetivamente entregue possui qualidade ou características inferiores às contratadas.

Isso significa que a troca unilateral de leito para semi-leito, sem uma solução adequada para o passageiro, pode configurar violação dos direitos assegurados pelo Código de Defesa do Consumidor. A avaliação de cada episódio depende das circunstâncias concretas, mas o fornecedor não pode simplesmente tratar como irrelevante uma característica que utilizou para vender um serviço de maior valor.

O problema se agrava quando a alteração é comunicada tão perto da viagem que o passageiro não possui uma alternativa real. Uma escolha só é efetivamente livre quando existe tempo e condição para o consumidor decidir entre seguir viagem, cancelar ou contratar outro serviço.

Reembolso também gera reclamações

A própria Buser informa que, em determinadas situações em que ocorre mudança para uma acomodação inferior, existe previsão de ressarcimento da diferença. É justamente nesse cálculo que surgem novas reclamações.

Passageiros alegam que os valores devolvidos nem sempre coincidem com a diferença entre o preço pago pela categoria superior e o preço da categoria efetivamente utilizada. Isso gera uma segunda discussão: além de não receber o serviço contratado, o cliente questiona se foi corretamente compensado pela redução da qualidade da viagem.

Leia também: Senior Inteligência Tributária apoia empresas na gestão fiscal

Para que esse processo seja transparente, o consumidor precisa saber qual era o valor da categoria contratada, quanto custava a acomodação para a qual foi transferido e de que maneira a empresa chegou ao montante devolvido.

Sem essa informação, um crédito de R$ 20 ou R$ 30 pode ser percebido não como solução, mas como mais um motivo de insatisfação.

Buser atribui mudanças a questões operacionais

A Buser trabalha com transportadoras parceiras e afirma que alterações de veículos podem ocorrer em razão de imprevistos operacionais. No modelo de fretamento utilizado pela empresa, a plataforma organiza a viagem e contrata companhias responsáveis pela realização do transporte.

Uma substituição pode ser necessária, por exemplo, quando o ônibus inicialmente programado fica indisponível. Nessa situação, colocar outro veículo pode evitar o cancelamento completo da viagem.

O problema surge quando a solução operacional da empresa transfere ao passageiro a perda de qualidade do serviço que ele já pagou. O fato de a Buser depender de transportadoras parceiras não elimina a expectativa do cliente de receber a categoria indicada no momento da compra.

Do ponto de vista do passageiro, a contratação é feita dentro da plataforma da Buser, com uma categoria apresentada de forma clara e um preço calculado de acordo com aquela escolha. O consumidor não participa da definição do ônibus nem da relação entre a plataforma e as empresas responsáveis pelo transporte.

Passageiros cobram respeito àquilo que foi vendido

As reclamações mostram que a questão central é menos complexa do que os procedimentos internos das empresas de transporte. O passageiro vê na tela a opção leito, escolhe aquela categoria, paga um preço maior e espera encontrar no embarque aquilo que comprou.

Quando recebe um semi-leito, a sensação relatada é de frustração e, em alguns casos, de indignação. Para consumidores que planejaram dormir durante a viagem ou escolheram a categoria superior por necessidades pessoais de conforto, o prejuízo não é integralmente resolvido por um pequeno crédito depois do embarque.

A solução exige mais do que informar que houve uma mudança operacional. É necessário comunicar o passageiro com antecedência, explicar claramente o motivo da alteração, apresentar alternativas reais e garantir ressarcimento compatível com a redução do serviço.

Ao vender diferentes categorias, a Buser também assume a obrigação de respeitar a distinção entre elas. Se oferece leito como um produto mais confortável e cobra um preço superior por isso, entregar semi-leito sem uma solução adequada pode representar descumprimento da própria oferta que levou o consumidor a fechar a compra.

Para os passageiros que têm levado suas reclamações às plataformas de defesa do consumidor, a exigência é direta: quem paga por leito quer viajar em leito. E, se a Buser não puder cumprir o que vendeu, o consumidor espera ser informado com antecedência e receber uma solução compatível com aquilo que foi contratado.

Fontes:

Buser – informações sobre categorias de poltronas, regras de alteração de viagens e ressarcimento em caso de mudança de acomodação

Reclame Aqui – relatos públicos de passageiros sobre substituição de leito e leito individual por semi-leito e questionamentos sobre valores de ressarcimento

Código de Defesa do Consumidor – dispositivos relativos à vinculação da oferta, cumprimento das condições contratadas, restituição de valores e abatimento proporcional

Secretaria Nacional do Consumidor – orientações sobre direitos do consumidor na contratação e execução de serviços de transporte e viagem

LEIA MAIS

Vivara Aprova Emissão De R$ 300 Milhões Em Debêntures Com Vencimento Em 2031-Gazeta Mercantil
Empresas

Vivara aprova emissão de R$ 300 milhões em debêntures com vencimento em 2031

A Vivara (VIVA3) aprovou uma emissão de debêntures simples no valor de R$ 300 milhões, em uma operação voltada principalmente à reorganização de passivos e ao reforço da...

Leia MaisDetails
Lvmh Perde Mais De €250 Bilhões Em Valor De Mercado Desde 2023-Gazeta Mercantil
Empresas

LVMH registra queda de 5% em moda e ações acumulam perda de 40% em 2026

A LVMH, conglomerado francês que reúne marcas como Louis Vuitton, Christian Dior, Tiffany & Co. e Sephora, encerrou o terceiro trimestre de 2026 com resultados abaixo das expectativas...

Leia MaisDetails
Mercado Livre
Mercados

Mercado Livre (MELI): Citi corta preço-alvo para US$ 2.100 antes do balanço do 3T26

O Citi elevou a recomendação do Mercado Livre (MELI34) de Neutra/Alto Risco para Neutra e cortou o preço-alvo das ações. Saiba mais.

Leia MaisDetails
Embraer (Embj3) Fecha Acordo Com Latam Para Suporte A 24 Jatos E195-E2 - Gazeta Mercantil - Empresas
Empresas

Embraer (EMBJ3) fecha acordo com Latam para suporte a 24 jatos E195-E2

A Embraer (EMBJ3) e a Latam assinaram um acordo do Programa Pool para dar suporte à introdução de 24 aeronaves Embraer E195-E2 encomendadas pela companhia

Leia MaisDetails
Movida (Movi3) - Gazeta Mercantil
Empresas

Movida (MOVI3) lucra R$ 152,1 milhões no 3T26, alta de 117%, e supera projeção

A Movida (MOVI3) informou nesta terça-feira (13) sua prévia de resultados do terceiro trimestre de 2026 (3T26). Veja.

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL ENCERRADO

19:45:42
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DÓLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
₿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado
Sênior Sistemas Sênior Sistemas Sênior Sistemas
PUBLICIDADE

Veja Também

Nunes Marques - Gazeta Mercantil
Política

Advogados acusam Nunes Marques de favorecer Flávio Bolsonaro em decisões do TSE

Leia MaisDetails
Lula - Gazeta Mercantil
Política

MDB: dez diretórios declaram apoio a Lula, enquanto outra ala se alinha a Flávio Bolsonaro

Leia MaisDetails
Dinheiro Esquecido - Gazeta Mercantil
Economia

Dinheiro esquecido em bancos chega a R$ 5,8 bilhões; veja como sacar

Leia MaisDetails
Brasileiros Conservadores - Gazeta Mercantil
Política

Conservadorismo no Brasil atinge maior nível desde 2018, aponta Ipsos-Ipec

Leia MaisDetails
Motos (Foto De Paulo Pinto, Abr)
Economia

Produção de motos tem melhor setembro desde 2011 e cresce 10,4%, diz Abraciclo

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Advogados acusam Nunes Marques de favorecer Flávio Bolsonaro em decisões do TSE

MDB: dez diretórios declaram apoio a Lula, enquanto outra ala se alinha a Flávio Bolsonaro

Dinheiro esquecido em bancos chega a R$ 5,8 bilhões; veja como sacar

Conservadorismo no Brasil atinge maior nível desde 2018, aponta Ipsos-Ipec

Dólar hoje (13/10): moeda fecha a R$ 5,02, sobe 0,74% e contraria queda no exterior após pesquisas eleitorais

Produção de motos tem melhor setembro desde 2011 e cresce 10,4%, diz Abraciclo

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP